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 18out 

No Dia Mundial do Coração, cardiologista alerta para os perigos da hipertensão

 

Em torno de 17,5 milhões de pessoas morrem anualmente vítimas de doenças cardiovasculares, que é a principal causa de morte no planeta, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o objetivo de trazer atenção para a doença e promover medidas preventivas, a Federação Mundial do Coração (WHF) criou, em 2000, o Dia Mundial do Coração (WHD), celebrado no dia 29 de setembro. “Hipertensão arterial é a doença cardiovascular mais prevalente”, alerta o cardiologista Nelson Collares, do Hospital Dona Helena. Trata-se de uma doença crônica e responsável por 80% dos casos de AVC, mas também se mostra um agravante em quadros de enfarte, aneurisma arterial ou mesmo insuficiência renal. Sintomas como tontura, falta de ar, dor de cabeça, visão embaçada ou sangramento nasal podem ser indicadores de pressão arterial elevada, embora os sintomas costumem demorar para aparecer. No Brasil, em torno de 25% da população é diagnosticada com hipertensão, de acordo com dados colhidos pela Vigitel, que é o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico.

Sobre o grupo em que as doenças cardiovasculares, como a hipertensão, são mais comuns, Nelson Collares explica que a prevalência se dá no paciente idoso. Sob a mesma estatística da Vigitel, considera-se que, desses 25%, cerca de 85% dos hipertensos começam a manifestar a doença entre 45 e 60 anos”. Existem outros fatores que atuam no desenvolvimento da pressão arterial, como explica o médico: “Os hábitos também são relevantes não só para a precocidade da doença, como também a gravidade. Alguns fatores são bem identificáveis: obesidade, tabagismo, ansiedade, alto consumo de sal e álcool, e aspectos genéticos ou raciais”.

Acerca das principais causas de hipertensão, o cardiologista diz que “indiscutivelmente não só no Brasil (principalmente na Região Sul), mas também nas populações do primeiro mundo, particularmente os EUA, a obesidade tem sido apontada como principal vilão, ao ponto de algumas seguradoras já fazerem discriminação nos seus sinistros de acordo com a superfície corpórea do indivíduo”. O problema da hipertensão tem se alastrado, com índices mundiais sinalizando um aumento dessa condição. O cardiologista, entretanto, explica: “As doenças cardiovasculares têm aumentado, muito em decorrência do aumento de sobrevida da nossa população de idosos”, pondera, sinalizando que as medidas de combate a esse tipo de doença estão cada vez mais eficientes, mas o perigo de apresentar uma doença cardiovascular é cada vez maior conforme o ser humano envelhece.

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