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 07jun 

Gestor de inovação participa de evento nacional

 

Chander João Turcatti, gerente de Inovação do Hospital Dona Helena, é um dos participantes da Jornada de Inovação em Saúde, evento promovido pelo Cequale – Centro de Qualificação e Ensino Profissional com sede em Fortaleza, que ocorre no dia 11 de junho, em formato on-line. O tema central das discussões é “Como o mercado está se preparando para um mundo cada vez mais disruptivo”.

Reunindo profissionais de todo o país, a Jornada busca antecipar as tendências voltadas às áreas gerenciais, assistenciais e de apoio, como explica a presidente do evento Clara Takeno, diretora de Operações e Projetos da Triny Soluções e Valor em Negócios: “Vamos demonstrar, na prática, como a inovação pode impactar a relação com pacientes, entre os profissionais e transformar os ecossistemas de saúde”.

À frente desse processo de transformação no Hospital Dona Helena, Chander João Turcatti assumiu o desafio de implantar um novo modelo de gestão da inovação e gerir as atividades do escritório INOVADONA, que a instituição está instalando no próprio hospital e no Ágora Tech Park, parque tecnológico joinvilense que abriga a rede de Centros de Inovação de todo o Estado catarinense.

“O Dona Helena fez um movimento totalmente diferente do que se verifica em outras instituições de saúde. A partir do momento em que uma instituição de saúde sai dos seus muros para inovar, esse é o primeiro movimento claro – você entra, concretamente, no ambiente de inovação e colaboração. Esse movimento já demonstra o que o hospital pensa da inovação e o que quer entregar para a comunidade, o ecossistema de saúde de Santa Catarina e do Brasil”, explica Turcatti, complementando que essas iniciativas de inovação serão balizadas pelos critérios de impacto assistencial, aderência à estratégia da instituição, ciência avançada e impacto social.

“Desdobrados esses critérios, criamos eixos de atuação”, continua ele. O primeiro, segundo Turcatti, é manter e ampliar o protagonismo do HDH. “Atuaremos na alta complexidade da instituição e nas demandas do mercado para ações em saúde utilizando práticas de Inteligência Artificial e Nanotecnologia e Genética para tratamentos e prevenção.”

Quanto ao eixo da inovação de “dentro para fora”, os profissionais do HDH, das áreas assistenciais e administrativas, já estão apoiando na construção das jornadas de inovação. Em recente evento de inovação realizado, foram obtidas mais de 400 ideias distribuídas nos pilares de Relacionamento, Práticas Assistenciais, Experiência do Cliente, Processos e Oferta, Talentos e Impacto Social.

Outro eixo de atuação é a Incubadora Dona Helena,  INOVADONA, que é um centro de inovação aberto para startups e parceiros, para desenvolver e validar ideias e soluções, fomentando o ecossistema regional e nacional de inovação em saúde.

Há, também, o eixo do programa de apoiadores, em que estão as instituições de tecnologia e de outros segmentos que queiram utilizar a estrutura do Hospital Dona Helena para a realizar POCs (Prova de Conceito) e MVPs (produtivo viável mínimo) de suas startups. Nesse eixo, a ideia é construir iniciativas com empresas de cloud, SAAS, IA, machine learning, indústria farmacêutica, desenvolvimento de software, hardware, arquitetura e engenharia, telecomunicações, monitorização e relacionamento com o paciente.

“E no quinto eixo, denominado Saúde Parceira, atuaremos junto à comunidade assistencial de Santa Catarina, recebendo demandas e fomentando a inovação junto a hospitais de pequeno e médio porte, públicos ou privados, sem custos para essas instituições. Dessa forma, atingiremos em maior escala a população em catarinense. Ou seja, todos ganham”, conclui.

Acompanhe a entrevista com o especialista:

Como você avalia o atual momento do setor hospitalar no Brasil, no que diz respeito à inovação?
Há uma questão que precisamos avaliar e diferenciar: a invenção de inovação. A inovação tem o foco 100% no cliente, ou seja, o cliente está no centro de toda a tomada de decisão e oferta executada. Partindo dessa premissa, cada vez mais, as instituições de saúde buscam um novo modelo de atendimento baseado na Nova Economia, que vai além de necessidades, mas de expectativas que, fundamentadas nos pilares de eficiência, eficácia, valor agregado e melhores desfechos clínicos, permitem a inovação e, por fim, a fidelização dos clientes.

O cenário econômico, aliado aos movimentos da saúde suplementar, faz com que as instituições de saúde, principalmente as verticalizadas, busquem a inovação para o aumento da oferta com eficiência em custos, qualificação de pessoas e processos, desenvolvimento de pesquisas e ensino para entregar diferenciais aos seus clientes.

Atualmente, há muita informação, talvez não tão bem estruturada, mas observo que estamos nos preparando com modelos de algoritmos que poderão prever doenças crônicas não transmissíveis e doenças mentais com tal antecedência que a atual medicina da prevenção ficará muito no passado.

Que impacto esse processo de inovação vai trazer para o paciente e para o funcionário em um horizonte de cinco anos?
Estamos executando estudos e pesquisas em saúde e inovação no Hospital Dona Helena, e acompanhando outros no MIT, Reino Unido, Itália, Brasil e outros países, onde podemos afirmar que a inovação para saúde, seja ela na prevenção e no tratamento, irá evoluir muito nos próximos cinco anos, e, de longe, os impactos estarão nos melhores desfechos clínicos com experiências baseadas em valor, pois ambos os atores estarão mais empoderados de informação. O o paciente estará cada vez mais participando da sua jornada hospitalar, desde a escolha da sua refeição à melhor prática médica baseada em metaverso, por exemplo. Será possível prever patologias com meses de antecedência, ou até mesmo minutos antes, atuando de forma a dar qualidade e melhor expectativa de vida ao paciente. Nas equipes, haverá um impacto direto na prática assistencial de forma totalmente diferente, mais humana e empática com a expectativa do cliente. Empoderadas de informações, processos inteligentes, novas práticas assistenciais e de segurança do paciente, as equipes irão para outra esfera das cadeias assistencial e de atendimento, o “penso”. Nesse viés, não tenho dúvidas em falar que as instituições de ensino em saúde deverão se preparar para formar profissionais para este horizonte.

Há ainda, no país, patologias em que um percentual considerável da população não está sendo atendida – ou é desconhecida e que poderia ter outras opções de atendimento. A inovação vai alcançá-las. Além disso, sabemos as tendências de patologias que terão maior incidência nos próximos anos e é nisso que atuaremos. A nossa instituição está caminhando a passos largos para este horizonte e com um posicionamento de mercado muito forte apoiando a comunidade assistencial pública e privada.

 

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