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17set

Solução industrial: Ciser lança linha de ferramentas pneumáticas

A Ciser — maior fabricante de fixadores da América Latina, que atua no fornecimento de soluções industriais para diversos segmentos, contando também com um portfólio completo em fixadores, produtos para o segmento da construção civil e correlatos —, lança uma linha de “Ferramentas Pneumáticas”, composta por rebitadores para porca rebite, aplicadores de selantes e adesivos. Voltados para utilização industrial e profissional, os equipamentos proporcionam maior agilidade no trabalho, sem exigir esforço físico durante a aplicação, além de menor custo de manutenção e economia de material.

A linha é composta por três modelos de rebitadores. O primeiro modelo é um equipamento totalmente automático, para aplicação de porcas rebite com medidas que variam de M3 a M12. O funcionamento pneumático otimiza o tempo, promovendo maior produtividade devido ao seu gatilho automático, uma vez que ele realiza o repuxo e a remoção do parafuso de tração em um único acionamento. Dessa forma, o tempo de aplicação e esforço do usuário são reduzidos. Parafusos de tração e maleta, para transporte e acomodação, acompanham o equipamento.

O segundo modelo, também automático, é fabricado para aplicação de porcas rebites com tamanhos que partem de M6 indo até M10. O equipamento possui design do tipo pistola, ideal para uso em locais de difícil acesso. Ainda possui um gatilho de acionamento em dois estágios: para aplicação da porca rebite (repuxo) e para remoção do parafuso de tração, o que proporciona maior conforto e agilidade ao operador. Já o terceiro modelo de rebitador, semiautomático, é voltado para porca rebite com medidas de M4 até M10. Seu funcionamento hidropneumático garante uma força de repuxo de até 2.000 kgf, o que resulta em uma instalação rápida e segura.

Além dos rebitadores, a linha de ferramentas pneumáticas traz dois modelos de aplicadores pneumáticos para adesivos e selantes de baixa até alta intensidade. Os produtos foram desenvolvidos para utilização industrial e profissional nos setores da construção civil, automotivo, moveleiro, de marmorarias, entre outros. São extremamente leves, devido à fabricação com tubo de alumínio, e possuem ótima distribuição de peso, mantendo o equilíbrio durante a aplicação, garantindo, assim, maior conforto ao usuário. Além disso, contam com um sistema de corte de ar imediato e um regulador de fluxo de ar, o que resulta em maior precisão e menor desperdício de material. Um modelo está disponível para utilização com cartuchos de até 300 ml e o outro, para sachês de até 400 ml.

Sobre a Ciser

Marca de excelência, a Ciser tem capacidade produtiva de 6 mil toneladas/mês e portfólio de 27 mil produtos divididos em 500 linhas, para atender clientes em mais de 20 países. Mais de 1.500 colaboradores estão divididos entre as unidades de Araquari/SC e Sarzedo/MG. As instalações se completam com o centro de distribuição e o centro administrativo, situados em Joinville/SC.

A companhia, que completou 60 anos em 2019, segue investindo fortemente em inovação tecnológica e conduz ações de responsabilidade socioambiental. Ao longo de seis décadas de investimentos, aquisições e ampliação dos segmentos em que atua, a Ciser se tornou uma das maiores empresas de Santa Catarina. Seus produtos cobrem diversos segmentos, como agronegócio, energia solar, moveleiro, metalmecânico, construção civil, estruturas metálicas, automotivo, linhas branca e marrom, petróleo e gás, eletrônica e varejo da construção civil.

Recentemente, a empresa lançou a Loja Ciser, ferramenta inédita na indústria de fixação, desenvolvida exclusivamente para os seus clientes de todo o Brasil. Para mais informações, acesse.

17set

Covid-19: especialista alerta para os cuidados com as crianças

As crianças, na grande maioria, apresentam quadros mais leves da Covid-19. Mesmo assim, é necessário adotar os cuidados preventivos e permanecer atento aos sintomas. Ainda existem muitas dúvidas dos pais para evitar que os pequenos se contaminem pelo coronavírus. “É preciso ter atenção, tanto pelas crianças quanto pelos familiares, que podem pertencer a grupos de risco ou mesmo desenvolver quadros mais graves da doença”, frisa Renata Araújo Alves, médica especializada em infectopediatria, integrante do corpo clínico do Hospital Dona Helena, de Joinville (SC). A profissional atua no Ambulatório de Pediatria da instituição, que presta atendimento biopsicossocial, integral e humanizado desde a fase pré-natal até o final da adolescência, abrangendo aspectos preventivos, curativos e cirúrgicos.

Quais sintomas de Covid-19 a criança pode desenvolver?

A especialista informa que, em geral, as crianças são assintomáticas ou apresentam sinais e sintomas inespecíficos semelhantes aos adultos, como dor de garganta, coriza, tosse, mal estar, dor de cabeça e febre. “Algumas, principalmente as menores, podem apresentar quadros gastrointestinais como náuseas, vômitos e diarreia”, aponta. Os sintomas de alerta para avaliação médica são quadros de febre por mais de três dias, baixa aceitação de líquidos e alimentos, bebês que recusam as mamadas, sonolência, convulsões ou sintomas respiratórios mais graves como, por exemplo, o desconforto respiratório, que pode ser observado pelos pais por meio da respiração mais rápida ou com esforço associado.

Recentemente, foi identificado o desenvolvimento da Síndrome Inflamatória Multissistêmica em crianças (MIS-C). Ela ocorre quando uma ou diferentes partes do corpo ficam inflamadas, incluindo coração, pulmões, rins, cérebro, pele, olhos ou órgãos gastrointestinais. “Essa síndrome geralmente se manifesta entre 2 a 6 semanas após a infecção pelo vírus. A MIS-C pode ser grave, potencialmente fatal, mas a maioria das crianças diagnosticadas com essa condição melhorou após cuidados médicos”, esclarece Renata. “Os sinais de alerta são problemas respiratórios importantes, dor ou pressão no peito que não desaparece, confusão mental súbita, sonolência excessiva, cianose (lábios ou face azulados ou arroxeados) e dor abdominal de forte intensidade”, elenca. Crianças que tiveram contato com pessoa com Covid-19, ou foram diagnosticadas previamente e apresentem qualquer sintoma sugestivo de MIS-C, devem procurar o serviço de saúde prontamente.

O que gera um quadro grave de Covid-19 em crianças?

Pessoas de qualquer idade que apresentem as condições de maior risco, já conhecidas, podem desenvolver quadros mais graves de Covid-19. Alguns dados sobre crianças relataram que a maioria que precisou de hospitalização para a doença tinha pelo menos uma condição médica subjacente. “As condições mais comuns incluem doença pulmonar crônica (incluindo asma), doença cardíaca e condições que enfraquecem o sistema imunológico (como, por exemplo, crianças com imunodeficiências primárias ou adquiridas, pacientes com câncer ou submetidos a transplantes)”, aponta a infectopediatra. 

Existe tratamento para a Covid-19 em crianças?

Ainda não existe tratamento específico para a Covid-19. A médica ressalta a importância das medidas de isolamento de partículas aéreas e de contato. As recomendações de saúde gerais devem ser implementadas, como hidratação, nutrição adequada e suporte de oxigênio e ventilatório, conforme a necessidade. “Pacientes com até 19 anos tendem a apresentar sintomas leves, bom prognóstico e se recuperam dentro de uma a duas semanas após o início da doença. Entre os que necessitam de hospitalização, a maioria não precisa do auxílio de respiradores mecânicos”, revela.

Cuidados diários para prevenção

As recomendações para as crianças seguem as orientações que todos devem seguir para evitar a contaminação pelo SARS-CoV-2 e se manterem saudáveis. Entre elas, evitar contato próximo com pessoas doentes; ficar em casa quando estiver doente, exceto para obter cuidados médicos; cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar, de preferência com lenço de papel, que deve ser descartado após uso; e lavar as mãos frequentemente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos.  “Se não houver água e sabão disponíveis, usar álcool gel 70%. Essa substância deve ser administrada sempre por um adulto, e supervisionada até que o produto seque por completo”, alerta a infectopediatra, frisando que os frascos devem ser mantidos longe do alcance das crianças.

Se por algum motivo os moradores de casa precisem sair, ao retornarem, alguns cuidados podem ser adotados antes do contato com as crianças. Como sugestões de boas práticas, estão higienizar as solas dos sapatos ou retirá-los antes de entrar em casa, lavar as roupas que foram utilizadas e, se possível, tomar banho, sendo a higiene das mãos indispensável. Deve-se manter limpeza rigorosa de móveis ou objetos tocados diariamente, considerando que as crianças têm muito contato com superfícies como o chão e levam as mãos ao rosto com frequência. A higienização dos brinquedos pode ser feita de 2 a 3 vezes por semana, desde que a criança não apresente nenhum sintoma de doença, caso contrário, a limpeza diária torna-se necessária. Brinquedos que são levados à boca, como os mordedores, também exigem lavagem diária. 

Quando a criança deve usar máscara?

A Organização  Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) publicaram novas recomendações sobre o uso de máscaras em crianças. Ressalta-se que crianças de 5 anos ou menos não devem ser obrigadas a utilizar a máscara. Isso se baseia na segurança, na capacidade, e no interesse da criança em utilizar a máscara de maneira adequada com o mínimo de assistência. “Considera-se prudente a utilização de máscaras nessa faixa etária em algumas situações como, por exemplo, estar fisicamente perto de alguém que está doente. Nesse caso, um adulto deve permanecer em contato visual direto para supervisionar o uso seguro da máscara pela criança”, ressalta Renata. A decisão de usar máscaras em crianças entre 6 e 11 anos deve ser baseada em alguns fatores como:

  • O grau de transmissão local;

  • Capacidade da criança em usar a máscara de forma segura e adequada;

  • O acesso a máscaras, bem como lavagem e substituição de máscaras de forma adequada em determinados ambientes (como creches e escolas);

  • Supervisão adequada de um adulto e instruções sobre como colocar, retirar e utilizar máscaras com segurança;

  • Impacto potencial do uso de máscaras no aprendizado e no desenvolvimento psicossocial;

  • Possíveis interações que a criança tem com pessoas com maior risco de desenvolver quadros graves da doença, como idosos e pessoas com condições de saúde subjacente.

Crianças a partir de 12 anos devem usar máscara nas mesmas condições que os adultos.

28ago

Loja digital: Ciser lança canal para compras online

A Ciser — maior fabricante de fixadores da América Latina, que atua no fornecimento de soluções industriais para diversos segmentos, contando também com um portfólio completo em fixadores, produtos para o segmento da construção civil e correlatos — lança sua loja online, uma ferramenta inédita na indústria de fixação, desenvolvida exclusivamente para os seus clientes de todo o Brasil.

A iniciativa reforça o posicionamento da marca — já reconhecida pela inovação de seus produtos e, agora, em processos  —, ao ser a primeira empresa do segmento de fixadores a oferecer um canal digital para compras online. O planejamento da Loja Ciser se iniciou no final de 2019 e tinha previsão para conclusão em dezembro deste ano. Porém, com a mudança de hábitos de consumo e comportamentos dos clientes, devido à Covid-19, a empresa decidiu acelerar o processo e antecipar o lançamento do canal. A loja online faz parte do planejamento estratégico digital da Ciser, rumo à indústria 4.0.

“Aproveitamos a mudança no comportamento das pessoas para antecipar algo que já estava latente em nossa estratégia de canais de vendas, que é a ampliação para o ambiente digital”, destaca Renato Fiore, gerente geral de Vendas e Marketing da Ciser. “Estar presente no meio digital é essencial para manter a Ciser como referência no mercado e expandir nossos negócios. Foi e tem sido um desafio transformador para a companhia. Atuar neste ambiente é fundamental para Ciser continuar sendo referência e líder no seu segmento”, frisa.

A nova ferramenta tem como objetivo facilitar a vida dos clientes, simplificando processos e reduzindo tempo de cotação e compra. A partir do acesso ao endereço online, o sistema permite que, independentemente da localização ou do tipo de dispositivo utilizado, o cliente consiga colocar pedidos ou consultar informações sobre os produtos de uma forma ágil, intuitiva e inteligente. Com total segurança e sigilo das informações fornecidas, o canal fica disponível 24 horas, nos sete dias da semana. Nele, também é possível realizar consulta de preços e tributos online, em tempo real, uma vez que a plataforma está integrada ao SAP, sistema integrado de gestão empresarial (ERP) da Ciser.

Para que o lançamento fosse antecipado, reforços foram contratados e um time focado foi estruturado. A tecnologia escolhida pela Ciser foi a SAP Hybris Commerce, implantada em parceria com a empresa de tecnologia FH Consulting e a agência de comunicação BriviaDez. Desenvolvido em conjunto com as áreas de marketing, vendas e tecnologia da informação da Ciser, o modelo de plataforma é utilizado também por outras grandes marcas como Arezzo, Leroy Merlin, Carrefour, Hering, Etna, entre outras.

Como acessar a Loja Ciser

Para visualizar o catálogo de produtos oferecidos na loja, o cliente precisa entrar no endereço loja.ciser.com.br. É possível navegar, preencher o carrinho e enviar uma cotação sem a necessidade de login. A visualização de preços e implantação de pedidos é liberada após a efetivação do cadastro do cliente. Para os clientes Ciser, será disponibilizada uma lista de espera e, após a configuração da conta do cliente, o acesso será liberado. Para os clientes novos, o cadastro precisa ser aprovado para realizar a primeira compra. Com login e senha ativos, é possível realizar os pedidos em qualquer data e horário, ou seja, também fora do horário comercial, sem comprometer a rotina — tudo de forma autônoma e em poucos cliques.

Em breve a plataforma também será disponibilizada para os clientes que atuam em outros países.

Sobre a Ciser

Marca de excelência, a Ciser tem capacidade produtiva de 6 mil toneladas/mês e portfólio de 27 mil produtos divididos em 500 linhas, para atender clientes em mais de 20 países. Mais de 1.500 colaboradores estão divididos entre as unidades de Araquari/SC e Sarzedo/MG. As instalações se completam com o centro de distribuição e o centro administrativo, situados em Joinville/SC.

A companhia, que completou 60 anos em 2019, segue investindo fortemente em inovação tecnológica e conduz ações de responsabilidade socioambiental. Ao longo de seis décadas de investimentos, aquisições e ampliação dos segmentos em que atua, a Ciser se tornou uma das maiores empresas de Santa Catarina. Seus produtos cobrem diversos segmentos, como agronegócio, energia solar, moveleiro, metalmecânico, construção civil, estruturas metálicas, automotivo, linhas branca e marrom, petróleo e gás, eletrônica e varejo da construção civil.

28ago

Cuidados especiais para casos complexos: o papel da UTI

Dar suporte e tempo para que o paciente possa se recuperar. Essa é a missão dos profissionais que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais, para os casos de Covid-19, no entendimento do intensivista e clínico geral Pierry Otaviano Barbosa. Por definição, a UTI é destinada ao acolhimento de casos mais graves, das mais diferentes enfermidades, que demandam monitoramento 24 horas e cuidados complexos. O desafio central, ali, é atingir a estabilidade e alta dos pacientes, de forma humanizada.

No contexto do novo coronavírus, a ocupação da UTI é acompanhada diariamente e funciona como termômetro da pandemia. “Com esse indicador, pode-se estimar o número de casos gerais e ter um melhor planejamento das vagas”, explica Pierry. No Hospital Dona Helena, onde trabalha o intensivista, 95% dos pacientes internados com suspeita ou confirmados de Covid-19 receberam alta, sendo que 32% passaram por cuidados intensivos na UTI. “Muitas pessoas vêm conseguindo superar a doença, e os números ajudam a diminuir a impressão negativa sobre estar na UTI”, frisa o médico. “Temos pacientes de menor gravidade nos setores de internação. De acordo com critérios baseados em protocolos,  os mais graves, que necessitem de suporte respiratório, ficam na UTI, quando necessário sedados e em ventilação mecânica, e seguem assim até ocorrer a melhora pulmonar.”

17ago

Fator de risco para a Covid-19, diabetes pode ser evitada com adoção de hábitos saudáveis

 

Existem cerca de 463 milhões de adultos com diabetes no mundo, segundo dados do Atlas de Diabetes da International Diabetes Federation (IDF) de 2019. A previsão é que o número total de pessoas com diabetes aumente para 578 milhões em 2030 e, em 2045, suba para 700 milhões. Os números são alarmantes e chamam ainda mais atenção no contexto da Covid-19, pandemia que coloca pessoas com diabetes dentro do grupo de risco, se infectadas pelo novo coronavírus.

 

Conheça os tipos de diabetes

O pâncreas é um órgão intra abdominal que tem funções tanto endócrinas, com os conjuntos de células denominados Ilhotas de Langerhans, e exócrinas, por meio das enzimas gastrointestinais. A função endócrina tem como principal papel produzir insulina (células beta) e glucagon (células alfa). Durante a passagem da glicose pelos enterócitos gástricos no intestino delgado, existe a concomitante produção de um hormônio gastrointestinal denominado GLP1. Este hormônio estimula a produção e secreção de insulina, além de realizar a supressão da secreção do glucagon que, por sua vez, realiza a estimulação da neoglicogênese hepática, processo que libera glicose no sangue.

Devido a mutações ou fatores extrínsecos, em algumas pessoas, o sistema imunológico deixa de reconhecer e passa a atacar equivocadamente as células beta e/ou a própria insulina. Logo, pouca ou nenhuma insulina passa a ser produzida e liberada para o corpo. Como resultado, temos a elevação da glicemia no sangue, com consequente utilização das lipoproteínas, gerando um desequilíbrio cetoacidótico, denominado como cetoacidose diabética. Esta patologia é o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença. De acordo com James Hugo Grüdtner, médico endocrinologista que integra o corpo clínico do Hospital Dona Helena, de Joinville (SC), o Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência. “Pode ser desencadeado por fatores ambientais, como infecções virais. Também pode advir de um quadro de estresse e trauma, ou ser um efeito colateral de outro tratamento médico (iatrogenia), devido à ação de imunossupressores biológicos”, detalha, lembrando que o fator genético pode também desencadear este tipo de diabetes, mas em menor grau.

Já o Tipo 2 aparece quando ocorre a redução da produção do hormônio GLP1 dos enterócitos (células epiteliais) associados ao aumento da resistência insulínica periférica, gerando a  descompensação ou elevação dos níveis glicêmicos no sangue. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2, apresentando a maior prevalência em torno da quarta década de vida. “Neste caso, o fator hereditário, pela genética familiar, é o fator mais importante. A obesidade também pode ser um agente potencializador,  devido ao aumento da resistência insulínica periférica. O hipercortisolismo, desordem endócrina causada por níveis elevados de glicocorticóides, também pode provocar potencializar o Tipo 2”, frisa o especialista.

Além dos dois tipos de diabetes apontados, o médico também alerta para o diabetes gestacional, geralmente desencadeado após a 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), por conta das mudanças recorrentes na gestação. O diabetes gestacional atinge cerca de 17% das gestantes, geralmente as que têm acima de 35 anos. Fatores como antecedente familiar com Tipo 2 de diabetes, até a primeira geração, ou com diabetes gestacional anterior, obesidade ou sobrepeso, e intolerância prévia à glicose podem aumentar as chances de se desenvolver este tipo de diabetes durante a gravidez.

Bons hábitos podem controlar a doença

De acordo com o endocrinologista, os principais sintomas de diabetes são poliúria (micção excessiva), polidipsia (sensação de sede excessiva), noctúria (micção noturna) e turvação visual pós-prandial (após refeição). A detecção e diagnóstico são feitos por meio de exames periódicos de glicemia ou por suspeita clínica. “As  lesões  provocadas de glicotoxicidade e pela glicosilação proteica  ocorrem quando temos  a  glicemia  superior a 200 mg/dl no sangue. Este processo é silencioso (assintomático), levando à modificação da microcirculação arterial  e, posteriormente,  à  macrocirculação”, aponta.

O diabetes não tem cura, porém pode ser controlado, dependendo de sua gravidade, ao se adotar atividade física regular e planejamento alimentar. Em alguns casos, é necessário o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose. “Cuidados alimentares, adoção de bons hábitos, de maneira geral, e visita periódica a um especialista (endocrinologista), evitando as grandes oscilações glicêmicas, resultará como prevenção no desenvolvimento das complicações crônicas da doença”, assegura o endocrinologista.

“Quanto à genética não temos como prevenir, porém fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo, dislipidemias e hipertensão arterial são agravantes que potencializam o descontrole metabólico glicêmico”, alerta.