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Programa viabiliza acesso de casais de baixa renda à reprodução assistida

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O Serviço de Reprodução Assistida do Hospital Dona Helena/Satis, em parceria com o laboratório MerckSerono, disponibiliza um programa de reprodução assistida para casais com baixa renda. O serviço especializado funciona há seis anos do HDH e já ajudou 80 crianças a nascer. O programa, chamado “Acesso”, funciona da seguinte maneira: 

- O casal deve apresentar declarações de imposto de renda, de rendimento e de patrimônio. 

- Na primeira faixa, o casal pode ter uma renda bruta de, no máximo, R$ 3.850 e um patrimônio menor que R$ 100 mil. Nessa faixa, o casal recebe um desconto de 50% nos custos do serviço. 

- Na segunda faixa, o casal pode ter uma renda bruta de, no máximo, R$ 4.200 e um patrimônio inferior a R$ 120 mil. Nessa faixa, o desconto é de 30%. 

- Além disso, o casal passa por consulta, precisa preencher um formulário e enviá-lo, junto com os documentos, para uma empresa paulista chamada Vidalink. É essa empresa que fará a avaliação. 

Contato para entrevistas sobre o programa: Fábio Choma, diretor da Clínica Satis e responsável pelo setor de Reprodução Assistida do Hospital Dona Helena/Satis.
E-mail: fabio.choma@donahelena.com.br 
Telefones: 3455-5298 ou 8431-3861 

Assessoria de Imprensa do Hospital Dona Helena. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. Prof. 6207/RS). Tel. (47) 3025-5999.

Nascidos antes do tempo

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Índices de prematuridade ainda preocupam, mas podem diminuir se houver prevenção

A prematuridade é responsável por 75% das mortes logo após o parto, excluídos os óbitos por má-formação. Sua ocorrência vem aumentando devido à idade avançada de um grande número de mães e ao crescimento das gestações de gêmeos, em casos de reprodução assistida. Um dos meios para diminuir o nascimento de bebês prematuros é o trabalho intensivo com gestantes de alto risco. Às mulheres grávidas, recomenda-se fazer os exames sugeridos e procurar um médico ao menor sinal de alteração.

Quando os exames são feitos no tempo certo, é possível, por exemplo, acelerar o desenvolvimento pulmonar da criança, se houver indícios de nascimento antes das 34 semanas regulares de gestação. “O médico pode prevenir, usando corticóide materno. Isso contribui para a sobrevivência dos prematuros”, explica a neonatologista Renata Sfendrych, do Hospital Dona Helena, de Joinville.

Os avanços da medicina também favorecem. Para se ter uma idéia, os bebês que nasciam a partir das 24 semanas em 1988 tinham 34% de possibilidade de sobreviver. Dois anos depois, o sucesso do tratamento já alcançava 55% dos casos. Isso se deve ao atendimento das UTIs neonatais e ao preparo dos profissionais. “O Hospital Dona Helena tem respiradores de última geração e todos os profissionais são especialistas em neonatologia”, exemplifica Renata. “Também incentivamos o aleitamento materno e temos uma equipe multidisciplinar para dar suporte em todas as especialidades.”

A UTI neonatal da instituição, que conta com todo um trabalho de humanização, preza pela tranqüilidade. “É importante que os prematuros durmam bastante e encontrem um ambiente semelhante ao da barriga da mãe. Do contrário, podem ficar com seqüelas”, garante a neonatologista. Ela se refere ao fato de que o HDH incentiva o repouso e o contato contínuo com os pais, para fortalecer os laços e acelerar o desenvolvimento.

Atenção às gestantes de alto risco

Cuidar das gestações que prometem ser mais complicadas é uma das formas de diminuir os índices de prematuros. “Os problemas da prematuridade se iniciam antes do nascimento, com aumento da incidência de sofrimento fetal e de cesariana”, explica o ginecologista e obstetra Jean Carl Silva. “Além da sobrevivência, temos a preocupação com o futuro dessa criança que pode, no decorrer da vida, ter problemas no desenvolvimento cerebral, respiratórios, de visão, entre outros.”

Jean coordena o grupo que cuida das gestantes de alto risco do Dona Helena. O serviço existe há sete anos e tem por objetivo prevenir o nascimento de prematuros e contribuir para o desenvolvimento saudável dos bebês. São dois grupos de mamães que se reúnem uma vez por semana e contam com o auxílio de uma equipe multidisciplinar, com orientações médicas, nutricionais, psicológicas e fisioterapeutas. Elas também fazem exames periódicos para controlar a diabete.

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