A Associação Beneficente Evangélica de Joinville (Abej) participa das atividades programadas para marcar o Dia Mundial da Não-Violência contra o Idoso, 15 de junho. Em Joinville, a programação transcorre no dia 13, sexta-feira, na Praça Nereu Ramos, Centro. Pela manhã, o Coral Maria Carola Keller fará uma apresentação. À tarde, será a vez dos idosos do Centro de Convivência da Abej, que mostrarão coreografias em dança de rua, dança sênior e dança alemã. Durante todo o dia, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta da instituição orientarão quem estiver na praça em atividades de ginástica.

Os grupos do programa Economia Solidária venderão produtos confeccionados por eles. Na praça também será possível desfrutar de um “dia de beleza”, aferir pressão arterial e taxa de glicemia, além de receber orientações sobre saúde e assistir a outras apresentações artísticas, como duplas de violeiros, corais e apresentação do ator e diretor Robson Benta com o texto “Um Olhar”, que tem a participação do grupo de teatro Vôo Livre, da Udesc.

A promoção é do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, com apoio da Abej e demais entidades de atendimento ao idoso. No dia 15, domingo, a Fundação Municipal de Esportes e Lazer e a Associação de Corredores de Joinville (Corville) promovem a Caminhada Especial de Mobilização contra a Violência da Pessoa Idosa, que sai às 9h do Centreventos Cau Hansen.


Números que preocupam

Eles já são quase 10% da população. E o IBGE estima que, em 2025, cerca de 30 milhões de brasileiros serão considerados velhos. Mas a situação, hoje, já é preocupante. Todos os dias, 46 pessoas idosas morrem no país, vítimas de acidentes ou violência, segundo pesquisa da Fundação Osvaldo Cruz. A maioria (mais de 65%) é de homens e pelo menos metade é pedestre.

Coordenadora do Programa de Prevenção à Violência do Ministério da Saúde, a médica sanitarista Marta Maria Alves da Silva mostrou outro viés do problema, ano passado, durante debate sobre o tema no Senado Federal: os maiores agressores de idosos são integrantes da própria família. E lembrou que não se trata apenas de violência física, mas também da violência do abandono, financeira e emocional.

Pesquisa realizada no Rio de Janeiro reforça essa idéia: 78,4% das ocorrências de maus-tratos contra cidadãos com mais de 60 anos ocorrem dentro de casa e têm como pano de fundo a questão financeira. Para o presidente do Conselho Nacional do Idoso, Paulo Roberto Barbosa Ramos, a maior violência contra os idosos é a pobreza, que atinge boa parte dos 18 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Barbosa Ramos alerta para a necessidade de políticas públicas “para resgatar as pessoas da pobreza”.

Assessoria de Imprensa da Associação Beneficente Evangélica de Joinville - Abej. Mercado de Comunicação. Ana Ribas Diefenthaeler. Tel. (47) 3455 1395/ 3025 5999