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26jan 

Programa de fanfarras em escolas municipais deve alcançar 1.500 alunos até o final de junho

Ação é resultado de convênio do Instituto Arte Maior com a prefeitura de Joinville; instituição também oferece 140 bolsas para crianças carentes

Na semana de retorno às atividades, para o ano letivo de 2024, a direção do Instituto Arte Maior divulgou as metas de um de seus programas mais recentes, que visa à implantação de fanfarras na rede municipal de ensino de Joinville. Coordenada pelo professor Tiago Luis Pereira, em convênio do instituto com a prefeitura de Joinville, a ação estreou em outubro de 2023. No primeiro mês, cinco escolas foram abrangidas. Em novembro, outras cinco entraram no circuito. No final do ano, o trabalho já havia contemplado 543 alunos – e as bandas se apresentaram para a comunidade.

Agora em fevereiro, com o retorno às aulas, a perspectiva é de ampliar para outros cinco estabelecimentos. A previsão é de que, a partir de junho, 25 unidades de ensino tenham uma fanfarra para chamar de sua, com 1.500 estudantes participando das atividades. São duas modalidades. Na chamada fanfarrinha, do 3º ao 5º ano, as crianças aprendem práticas percussivas mais lúdicas, como percussão corporal e brincadeiras musicais, ao passo em que a fanfarra trabalha com toques marciais, repertório popular para grupo de percussão e elementos de linguagem musical. O professor Tiago Pereira ressalta que a seleção das escolas participantes leva em conta critérios como o perfil social e a falta de outros programas de contraturno: “São, sempre, escolas que precisam muito de atividades culturais”.

O Instituto Arte Maior, responsável pelo programa, atende a 140 alunos bolsistas em seus cursos regulares, nas áreas de cordas, teclas, percussão, vocal, teoria e musicalização infantil. O foco está no público infantil, e a proposta é garantir que crianças em situação de vulnerabilidade social “descubram a beleza da música e desenvolvam suas habilidades”, salienta o diretor administrativo Fábio Siqueira Martins. Uma das mais tradicionais escolas de música de Joinville, a Arte Maior completou 35 anos em setembro do ano passado, quando formalizou a migração para o formato de instituto, mantendo a ênfase em projetos culturais e o viés social.

Ao mesmo tempo, a escola está com matrículas abertas para alunos na modalidade particular. Também na abertura das atividades, nesta semana, anunciou o período de realização do Festival de Corais de Joinville, que chega à sua 4ª edição. Será realizado entre 4 e 7 de julho, no palco da Sociedade Harmonia Lyra. Em 2023, quando o instituto incorporou o festival à sua grade, 17 corais de cinco cidades participaram do evento. “Nosso objetivo é tornar este evento uma referência em Santa Catarina, atraindo um número cada vez maior de corais para as atividades de congraçamento e contato com o público”, observa Fábio Martins.

23jan 

Projeto cultural que vai mapear receitas germânicas confirma roteiro de cidades contempladas

A coordenação do projeto cultural que vai mapear a cadeia produtiva de receitas germânicas anunciou as dez cidades contempladas e os primeiros passos do trabalho de campo. O roteiro tem início em Joinville, onde a equipe vai detalhar os processos que antecedem a elaboração de uma iguaria servida no Restaurante Rheinkeller, anexo à tradicional Sociedade Lírica. O prato se chama Leberkäse, ou “bolo de carne”, e é uma especialidade da culinária da Alemanha e da Áustria.

 

O Leberkäse foi uma indicação do sócio-proprietário do restaurante, o administrador Luís Luckow, um apaixonado pelo universo da gastronomia. A coordenadora técnica da pesquisa, Helga Tytlik, lidera o time no trabalho de campo, que começa com uma visita ao Açougue Duvoisin, na zona rural de Joinville, marcada para 30 de janeiro. Há mais de 60 anos no mercado, já na quarta geração, é o açougue quem prepara as carnes do Leberkäse. O casal de fundadores, Leôncio e Iracema Duvoisin, cuida desse processo, literalmente com as próprias mãos.

“Resgatar a cultura germânica pela via da gastronomia é algo único e enriquecedor”, empolga-se Luís Luckow, que aceitou prontamente o convite para participar do projeto. “Descobrir a origem, a história e as pessoas envolvidas, tanto hoje quanto em épocas anteriores, nos faz entender por que estamos aqui.” Além do Leberkäse, Joinville embarca no projeto com o conhecido marreco com chucrute.

Helga Tytlik explica que o foco do projeto está na gastronomia criativa, que se define pela elaboração dos pratos ressaltando cores, sabores, aromas e a adaptação de receitas de diversas origens à disponibilidade de insumos no Brasil. Vinte pratos serão mapeados, detalhando processos e histórias, além de ilustrar o fluxo econômico e o impacto social, a partir de ingredientes selecionados. Na escolha das receitas, todas com mais de 30 anos e raízes em países germânicos, os idealizadores deram preferência àquelas que utilizassem insumos fornecidos na própria localidade.

Depois de Joinville, o roteiro engloba visitas a estabelecimentos de Campo Alegre, Corupá, Jaraguá do Sul, Blumenau, Schroeder, Timbó, Brusque, Pomerode e São Pedro de Alcântara, encerrando a programação, no início de junho. Toda a pesquisa será divulgada em um site próprio, além do lançamento de um livro (impresso e digital) contemplando histórias e curiosidades recolhidas entre os produtores e de um documentário.

Sobre o projeto

“Saberes e Fazeres da Gastronomia Germânica – uma Abordagem Territorializada” é um projeto realizado pela Agência Cultural AqueleTrio, por meio do Programa de Incentivo à Cultura, o PIC, do Governo do Estado de Santa Catarina, aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura, e conta com o apoio de Hotel Tannenhof e o incentivo de Havan, Urbano Alimentos, Ciser e Celesc.

17jan 

Plaenge confirma investimentos de R$ 113 milhões para Joinville em 2024

Desde 2021, quando o grupo trouxe a sua marca de alto padrão para Santa
Catarina, a soma do VGV na maior cidade do estado chegou a R$ 380 milhões

Maior construtora do Sul do país, a Plaenge fechou em alta o segundo ano de operação em Joinville com as suas duas marcas de empreendimentos residenciais – a Plaenge, de alto padrão, e a Vanguard, voltada ao público jovem. O grupo atua em Santa Catarina com o portifólio completo desde 2021. No balanço destes dois anos, o Valor Geral de Vendas (VGV) total alcançou R$ 380 milhões. Para 2024, a cifra atinge R$ 113 milhões, em um residencial com lançamento estimado para o segundo semestre. O empreendimento será construído na Rua Leopoldo Fischer, bairro Atiradores, região central de Joinville. O Vitra, primeiro residencial da Plaenge em Joinville, tem entrega prevista para o final de outubro.

O gerente geral da construtora em Santa Catarina, Maurício Dallagrana, está entusiasmado com os resultados e a receptividade do mercado regional aos projetos do grupo. “O ano de 2023 nos surpreendeu, com o prestígio por parte de tantos clientes que escolheram projetos de nossas marcas para viver com suas famílias, a reafirmação de parcerias com corretores e fornecedores e a consolidação de uma equipe unida e comprometida com o sucesso”, avalia Maurício. A unidade catarinense mantém uma equipe de 60 colaboradores diretos e mais de 200 profissionais indiretos.

O executivo revela que a Plaenge também investiu na aquisição de novos terrenos em Joinville: “Isso vem a reforçar nossa intenção em colaborar ainda mais com o crescimento da cidade que nos acolheu tão bem”. Em paralelo, o grupo investe em ações de ESG – de cunho ambiental, social e de governança –, como a parceria firmada com a Associação de Amigos do Autista (AMA), o plantio de 400 mudas de árvores no bairro América e a participação em eventos culturais como o festival Pianístico e a Feira do Livro.

Com operação em seis estados brasileiros e no Chile, o Grupo Plaenge foi classificado pelo décimo ano consecutivo, em 2023, como a maior construtora do Sul do Brasil, segundo o ranking anual do jornal Valor Econômico. No segmento de empreendimentos imobiliários, é a única da região na lista das dez maiores construtoras brasileiras, considerando o critério da receita líquida.

17jan 

Projeto cultural vai mapear cadeia produtiva de pratos alemães em SC

No ano em que se comemora o bicentenário da imigração alemã no Brasil, um projeto cultural nascido em Joinville vai mapear, passo a passo, a cadeia produtiva que envolve pratos típicos da gastronomia de raízes germânicas em Santa Catarina. Dez cidades com reconhecido processo de colonização alemã vão compor o projeto, que terá sua primeira escala em Joinville, já no final de janeiro. Em cada município, dois pratos de diferentes estabelecimentos serão objeto do trabalho. Toda a pesquisa será divulgada em um site próprio, além do lançamento de um livro (impresso e digital) contemplando histórias e curiosidades recolhidas entre os produtores e de um documentário.

Quem lidera a iniciativa é a Agência Cultural AqueleTrio, da produtora e musicista Marisa Toledo. É a estreia da agência no campo da gastronomia – boa parte de sua experiência é voltada à área da música. De acordo com a produtora, a receptividade dos empresários e profissionais do setor contatados até aqui foi excelente: “Para nós, isso só constata o quanto a gastronomia é identitária, trazendo consigo o senso de pertencimento de um lugar”. Ao final, para Marisa, a expectativa é levar ao mercado e ao poder público um material que ajude a dimensionar o alcance cultural, econômico e turístico dos pratos com origem na Alemanha. “Essa é a maior relevância do projeto: a entrega gratuita à sociedade deste conteúdo integral”.

“Saberes e Fazeres da Gastronomia Germânica – uma Abordagem Territorializada” é um projeto realizado pela Agência Cultural AqueleTrio, por meio do Programa de Incentivo à Cultura, o PIC, do Governo do Estado de Santa Catarina, aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura, e conta com o apoio de Hotel Tannenhof e o incentivo de Havan, Urbano Alimentos, Ciser e Celesc.

09jan 

Associação de Bujutsu capta recursos por Lei de Incentivo ao Esporte

Entidade tem aval para levantar R$ 337 mil; aportes de empresas e pessoas físicas recebem incentivos fiscais, e o projeto vai beneficiar 80 crianças e jovens no segundo ano de realização

A Associação Catarinense de Bujutsu completou 27 anos, em dezembro, com uma boa notícia: o projeto da Escolinha de Bujutsu Dô, que oferece bolsas gratuitas para crianças e jovens, na faixa dos 6 aos 17 anos, foi aprovado para captação de recursos pela Lei de Incentivo ao Esporte. O mecanismo, de renúncia fiscal, é baseado no Imposto de Renda (IR), e permite que empresas tributadas pelo Lucro Real destinem até 2% do imposto devido a projetos de sua escolha. Também pessoas físicas que fazem declaração pelo modelo completo podem aportar até 6% do IR devido para projetos esportivos. O total que foi validado para captação é de R$ 337 mil.

O valor permitirá a oferta de 80 bolsas de estudo para alunos carentes, além de todo o material de uso nas aulas, como tatames e sacos de pancada, como também uniformes. Em 2023, primeiro ano da Escolinha de Bujutsu Dô, 40 crianças foram beneficiadas. “Para que possamos dar continuidade ao projeto e ampliar esse trabalho, precisamos do apoio de empresas e de pessoas físicas que entendam o esporte como ferramenta de transformação social e defesa da cidadania”, pontua Fábio Siqueira, presidente da entidade.

Graduado em Bujutsu, Fábio também está à frente do Instituto Arte Maior, escola de música com forte atuação em questões sociais ligadas à educação e cultura. Segundo ele, a escolinha visa fomentar o esporte educacional utilizando o Bujutsu como ferramenta de integração social e inspiração para os jovens, além de contribuir para o desenvolvimento motor, psíquico e espiritual dos participantes. Para as aulas, conduzidas pelo sensei Kendi Sato, os alunos recebem uniforme completo (kimono + camiseta), e têm acesso a equipamentos novos de treino.

 

Sobre o Bujutsu
O termo “Bu” significa “guerreiro”, enquanto “Jutsu” quer dizer “técnica” ou “arte”, e “Do” significa “caminho”. Bujutsu pode ser traduzido como “a arte do guerreiro”. De origem japonesa, fazia parte do treinamento militar dos samurais para uso na guerra. O treinamento em Bujutsu enfatiza a disciplina, a ética, a autodisciplina e a busca do aperfeiçoamento pessoal, além do desenvolvimento das habilidades de combate. Ao longo do tempo, o termo Bujutsu evoluiu e deu origem a diversas artes marciais modernas, como judô, karatê, aikidô e kendô. Matusa Bujutsu pratica a arte marcial de forma ampla, com técnicas de luta em pé, no solo, quedas, derrubadas, torções e imobilizações – tudo com foco na defesa pessoal. Usa a atividade como ferramenta para proporcionar o bem-estar físico, mental e emocional do praticante.

Após o falecimento de Matusalém, em 2003, a academia foi gerida e comandada pelo seu principal aluno e discípulo, o Sensei Kendi Sato, atual sensei responsável pelas aulas.

Passados 27 anos de atividades, mais de 2.000 alunos passaram pelos registros do Matusa Bujutsu, entre eles 23 alunos com graduação máxima no caminho das cores, a faixa preta.