Informação é coisa séria!

Uma visão que vá além…

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[Comentário da estudante de jornalismo Vivian Carolini Braz]

No filme o “Escafandro e a Borboleta”, percebemos a importância da comunicação. O jornalista precisou aprender uma nova forma de se comunicar com as pessoas.
Em nosso trabalho, algumas vezes, precisaremos readaptar nossa forma de nos comunicar, dependendo do público para quem escrevemos ou falamos.

Outro ponto importante é que o personagem perdeu todos os sentidos, menos a visão. Nós precisamos ter uma visão que vá além do que vivemos diariamente. Ele estava dentro do hospital, mas sua visão não se limitava ao seu quarto. O personagem não deixou que seu estado físico o impedisse de “ver além” daquelas quatro paredes.

Nós precisamos ir atrás da informação, temos que estar atentos aos acontecimentos, mas não podemos nos limitar ao que se passa somente ao nosso redor.

Criamos nossos escafandros

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[Texto da estudante de jornalismo Emanoele Girardi, comentando o filme "O Escafandro e a Borboleta"]

“A imaginação e a memória são as únicas maneiras de escapar do escafandro”, foi o que disse Jean-Dominique Bauby. Nunca sabemos o que pode acontecer conosco. O destino é tão incerto que gosto de pontuar como “um passo em falso em que somos obrigados a pisar”. Em um dia estamos bem, de todas as formas, física e psicologicamente, e, depois de uma noite bem ou mal dormida, acordamos dentro do escafandro, num mar particular em que quase não conseguimos nadar.

O escafandro pode representar uma indisponibilidade física, mas também pode vir de dentro. De certa forma, todos estamos presos num grande escafandro que se chama sociedade, na qual podem se fazer certas coisas até um determinado grau. Nós criamos nossos próprios escafandros, mantendo-nos presos a costumes, às leis e normas que impomos. Quanto a esse, a imaginação, é fundamental para burlar, para criar asas, para não afogar-se num mar de desilusão (ou ilusão).

Para tudo na vida há o lado positivo e negativo. E todos os dias pessoas acordam num escafandro ou libertam-se dele. Basta dar-se asas e encontrar a liberdade. Superar-se.

Palavras são importantes, elas constroem pensamentos e tem poder de acrescer ou destruir relações, elogiar ou criticar, ferir ou acalentar… E o que dizer sobre a beleza e a sutileza do olhar? Os olhos podem falar muito mais que os lábios. Podem ser gentis, ou duros, podem sentir compaixão, podem amar, podem estar distraídos e podem muito bem – por que não? – informar. Contar histórias.

A superação e a sutileza do olhar fizeram de Jean-Dominique um vencedor, muito mais do que ele já havia conquistado sendo editor da Revista Elle. Não é preciso mãos para escrever ou boca para falar, o importante é não deixar-se prender no escafandro, ou deixar-se, mas aprender que para sair dele só é preciso criar asas, libertar-se, e isso só depende de cada um.

Saia do seu escafandro

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Quem escreve, por dever de ofício ou diletantismo, não pode deixar de assistir ao filme “O Escafandro e a Borboleta”. Trata-se da história (real) de um jornalista francês acometido de derrame cerebral que, mesmo tendo perdido a fala e os movimentos de todo o corpo, à exceção de um dos olhos, continua se expressando por meio de um método criado pela fisioterapeuta que cuida dele, no hospital, e desse modo “escreve” um livro. A escrita, no caso, tira a borboleta de dentro do escafandro, para usar a imagem que dá título ao filme (e ao livro). Diz o personagem que só lhe restaram “a imaginação, a memória e o olhar”. Assim, ele mantém ativa a comunicação. Na aula de Redação Jornalística, assistimos ao filme logo na abertura do semestre, na tentativa de desafiar aos futuros jornalistas a sair do escafandro, não perder o pique diante dos obstáculos que virão. Depois, a turma escreveu o que sentiu. Abaixo, o primeiro relato, da Francine Ribeiro. (Guilherme)

“O que a vida pode nos reservar? E quando o olhar atento de um jornalista passa a ser o transmissor de todas as informações que antes eram contadas pelas palavras escritas pelas mãos, ou ditas pela voz? A vontade de contar as coisas permanece, porém com alguns obstáculos. Ou muitos obstáculos, que devem ser superados. Superação. Palavra forte, com importante significado e difícil de ser colocada em prática. Porém possível, quando contamos com o apoio de quem amamos. Muitas vezes, deixamos passar em nossas vidas oportunidades. Fazer uma viagem, dançar uma música, escrever coisas simples que estamos sentindo no momento…expor nossos sentimentos! Usando algumas palavras, um papel e uma caneta ou apenas nossas lembranças,que podem ser transmitidas pelo silêncio do nosso olhar.”

Outros olhares

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[Aqui, o relato da Patrícia Schmauch para o exercício do Ielusc que desafiou a turma a descrever cenas cotidianas sob outros olhares]

Sobre a questão das coisas simples

Duas horas da tarde de uma típica e preguiçosa segunda-feira. Foi uma manhã gostosa, a não ser o calor terrível na volta pra casa. Sinto que ainda há em mim os resquícios do fim de semana. Finalmente cheguei em casa, depois de uma manhã de trabalho. Joguei minha bolsa num canto, tomei um banho, troquei de roupa, fui correndo ligar um ventilador qualquer. Quis descansar um pouco. Abri e fechei meus olhos bem devagar. De repente, deparei-me com lindos olhos azuis me fitando. A menininha vestia um vestido cor-de-rosa e tinha laços no cabelo. Maravilhosa! Como eu nunca havia reparado em tamanha angelicalidade e beleza? Não demorou a começar com as perguntas, frequentes logo que eu chegava em casa. Ganhei um abraço forte. Começou com suas histórias. Resolvi deixar as obrigações de lado e dar a ela merecida atenção. O brilho daquele olhar já havia me conquistado. Falamos de comida, de escola, de flores e bonecas. A pequena menininha dava risadinhas lindas. Comemos pipoca assistindo a um filme, brigadeiro e sorvete pra pular na piscina. Comecei a perceber como as coisas simples faziam bem às pessoas. Foi uma tarde muito especial. Já era fim da tarde e a vida acadêmica me chamava. Fui juntando minhas coisas e ela estava ali, próxima, colaborando. Quando tive que sair, ela me deu um beijo gostoso e um sorriso de aprovação. Até perguntou se poderíamos repetir na terça. Mas é claro que poderíamos! Até fazer mais e mais coisas! Menina boba! Caminhei até a faculdade. Pude sentir o cheiro da tempestade que estava se formando. Alguns clarões no céu e o gostinho da chuva um pouco antes de eu chegar ao meu destino. Caminhei devagar debaixo da água refrescante, sentindo as gotas refrescar minha alma.
E depois disso, o resto foi apenas o resto.

DSTs, ainda um desafio à saúde pública

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Há cerca de 20 agentes infecciosos que podem ser responsáveis pelo aparecimento das Doenças Sexualmente Transmissíveis, as DSTs. Mas as mais comuns são causadas por bactérias e podem ser completa e facilmente curadas, como a gonorreia, sífilis, cancro mole, infecção por clamídia e uretrites. À exceção da sífilis, essas doenças afetam, de um modo geral, os aparelhos genitais masculino e feminino. As causadas por vírus como herpes, condiloma, hepatite B e Aids são facilmente transmitidas e não podem ser eliminadas por medicamentos. Assim como a sífilis, podem afetar, além do aparelho genital, outras partes do corpo como fígado, olhos, boca, sistema nervoso, o reto, aparelho urinário e outros.

Pesquisas realizadas no Brasil mostram que, das mulheres com infecções não tratadas por gonorréia/clamídia, 10 a 40% desenvolvem doença inflamatória pélvica (DIP). Dessas, mais de 25% se tornarão inférteis – a estimativa da taxa de infertilidade por causas não infecciosas varia de 3 a 7 %. Entre homens, a clamídia tem-se tornado importante causa de infertilidade, quando não tratada adequadamente. Embora sejam, em sua maioria, de fácil prevenção e curáveis, as DSTs continuam, em todo o mundo, a causar sérios problemas de saúde pública, apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento. Devido aos danos físicos e complicações irreversíveis, em muitos casos são acompanhadas de sofrimento e danos psicológicos. Uma DST não tratada pode acarretar deficiência física e mental, disfunção sexual, esterilidade, aborto, malformações congênitas e câncer, entre outros problemas sérios.

Estudo comparativo dos níveis e tendências das DSTs bacterianas­ sífilis, gonorréia e clamídia­, realizado durante a última década em 16 países desenvolvidos, revelou que a incidência das três doenças é geralmente mais alta entre as mulheres adolescentes do que entre os homens da mesma idade. Isso se aplica principalmente à clamídia, que é extremamente alta entre adolescentes. No Brasil, estima-se que a cada ano, quatro milhões de jovens tornam-se sexualmente ativos e que ocorram cerca de 12 milhões de DSTs ao ano, das quais, um terço em indivíduos com menos de 25 anos. Considerando o longo período de latência da infecção pelo HIV/Aids, esses dados sugerem que a infecção ocorra, provavelmente, na adolescência. É, portanto, de fundamental importância que seja oferecida a detecção de DST/HIV a todas as mulheres com menos de trinta anos que procuram serviços de planejamento familiar ou de assistência pré-natal na rede pública de saúde.

Uma estratégia que também poderia ajudar bastante está ligada ao fato de que, em todo o mundo, a farmácia comunitária é um importante local de busca por atendimento primário de saúde. Os farmacêuticos são numerosos e são os profissionais de saúde mais acessíveis para o público em geral. A dificuldade de atendimento nos serviços de saúde, a falta de orientação para o uso racional de medicamentos ao usuário e a automedicação são uma realidade no Brasil. As farmácias devem, portanto, cada vez mais ser consideradas locais de intervenção para o estabelecimento de parcerias, no sentido de disseminar práticas educativas de prevenção de doenças como as DSTs.

Elisabeth Grubba Richter
Ginecologista e obstetra do Hospital Dona Helena

Ainda um novo olhar

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Mais um relato de estudante de Jornalismo, de uma cena urbana vista com outros olhos. O texto é de Edinei Knop.

Século 21. Uma população estressada, cansada e sem tempo. “Mas como o tempo está passando rápido!”, é o que se ouve por aí. Na verdade, é a própria população que não tem tempo para perceber que esse está passando. São tantos compromissos no dia a dia que acabamos nos esquecendo de observar, de inovar e procurar novidades. Passamos pela mesma rua, pela mesma calçada, no mesmo horário e com os mesmos objetivos, quase todos os dias, e não procuramos praticar “um olhar diferente” – aquele que nos revela cenas jamais vistas.

É através deste “novo olhar” que descobrimos muitas coisas. Como sou frequentador assíduo de transporte coletivo intermunicipal, decidi olhar para um novo ângulo. Escolhi olhar para baixo. Percebi que as pessoas, na correria diária, carregam no interior de seus automóveis objetos curiosos. Podemos citar: almofadas, envelopes amarelos, chapéu de caubói, sacolas verdes de uma loja de confecções masculinas, pastas, jornais, bolsas, pilhas de papel, sapinho de pelúcia e muito mais. Fiquei completamente abismado com tudo que vi. Eu não imaginava encontrar tantos objetos no interior dos carros. E também não imaginava que um simples direcionamento dos meus olhos pudesse revelar tantas curiosidades.

Cenas urbanas e outros olhares

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[Mais um depoimento de estudante de jornalismo, com relato de uma cena urbana vista sob outro olhar. O texto é da Francine Ribeiro]

Diariamente, caminho pelas mesmas ruas e, muitas vezes, encontro as mesmas pessoas. Umas com pressa, outras distraídas, e outras apenas caminhando. Muitas vezes, estou com pressa, distraída e caminhando. E não é que, de tão distraída, não percebi que uma construção iniciada há meses está praticamente concluída. Que uma loja com vitrines belíssimas tem um telhado caindo aos pedaços. Percebi que reparo pouco o outro lado das ruas por que caminho. Ao atravessá-las, vi pessoas diferentes. As que eu sempre encontro estavam lá, do outro lado. O lado por que sempre passo, com pressa e distraída.

Mais relatos de sala de aula

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Na turma de Redação Jornalística do Ielusc, o professor convidou a turma para produzir relatos sobre cenas e situações cotidianas vistas “com outros olhos”, buscando experimentar o que seria a “perspectiva do repórter” sobre os fatos narrados (sempre diversa, mais ampla, mais minuciosa). Vieram retornos interessantes, como o que segue, da Juliana Nogueira Gonçalves. Vejam aí:

O despertador toca. 7h25. Engraçado, mas o meu relógio está atrasado dez minutos, o que significa que são 7h15 e, mesmo sabendo disso, programo a opção “soneca” para dez minutos, o que volta às mesmas 7h25. Faz parecer que dormi um pouco mais. Meu trabalho não é dos melhores, mas fica a quatro minutos da minha casa e é permitido ir de chinelo. E é de Havaianas que faço sempre o mesmo caminho. Subo o morro, atravesso a rua, viro à esquerda, continuo por cem metros e bato o cartão. Passadas quatro horas de trabalho, enfim a uma hora sagrada de almoço. A fome aflora o instinto de sobrevivência das cavernas que há em nós. Chego em três minutos para o prato que espera ser ocupado com o rotineiro purê de batata. Com o estômago cheio, ou pelo menos saciado, é hora de enfrentar mais quatro horas da jornada trabalhista. E é nessa hora que a menina da bicicleta azul aparece com a cara afobada. Como se estivesse em cima da hora. Ela trabalha na papelaria da rua de baixo. Já a vi algumas vezes, não sei seu nome, nem em qual casa mora. Mas sempre cruzo com ela nesse horário. Eu, do lado direito; ela, do esquerdo. E hoje eu também do lado esquerdo, ela desvia de um carro ao meu lado. As lajotas que estão do lado direito da minha rua, bem em cima do morro, estão soltas. Na frente, a residência é habitada por um caminhoneiro, e o caminhão estacionado na frente, com o tempo, afundou e soltou as lajotas. O que me faz  desviar sempre, já que costumo tropeçar nelas. Na esquina, a construção de um prédio. E a árvore que faz uma boa sombra atrapalha as janelas do edifício, o que me faz suspeitar que logo a cortarão. Percebi porque nunca vou do lado esquerdo, é que na outra esquina tem uma verdureira, e os restos de repolho, e folhas de beterraba sempre ficam na calçada. O cheiro é ruim. Atravessando a rua, vejo o enorme e magrelo cachorro que mora com seu dono numa kitinete. Vi poucas vezes o dono, mas o cachorro todo dia, já que o espaço é muito restrito. Sinto dó dele. É um daqueles tipos de cães que servem pra ficar correndo no campo e próprios para praticar atividades físicas. E o que ele tem é uma casinha, com um pote de ração, água e o que parece um pato de brinquedo, com metade do bico. Sem afeto, sem atenção, ele segue com o focinho encostado no portão, cheirando qualquer movimentação humana. Nos cem metros finais, as mesmas crianças andando de bicicletas e gritando palavrões que eu fui aprender só no ensino médio. Na frente do estabelecimento comercial em que ganho o meu dinheiro, a pracinha do bairro, com os idosos na academia da “terceira idade”, e os usuários de drogas nos bancos, à espreita do traficante que vai trazer o consumo diário. Embora, com “outros olhos”, o que infelizmente vejo é sempre a mesma coisa, uma vida medíocre. A minha rotina também não surpreende, mas de vários ângulos vejo outras árvores.

Imagens do Quiriri registradas pelo fotógrafo Marcus Bohn

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O fotógrafo Marcus Bohn, parceiro da Mercado de Comunicação, produziu imagens da região do Quiriri, em Joinville, e está oferecendo as fotos. Elas serão comercializadas no tamanho 75cm x 50cm. O email para contato é marcusbohn2001@yahoo.com.br.

Mais sobre a arte da escrita

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Outros depoimentos colhidos com a turma de Redação Jornalística do Ielusc, convidados a resp0nder “por que escrever”:

“Escrever, pra mim, é verbo! Transmitir, alegrar, dramatizar, noticiar, ganhar, perder, aborrecer, enfurecer, interiorizar, repetir, avançar, dialogar, conhecer, aprender, ensinar, magoar, perdoar, desejar, acabar, lembrar, sobreviver… viver. Escrever é tudo. E tudo não é verbo.” (Edinei Knop)

“A escrita faz parte de nossas vidas, mas não escrevo só porque isso faz parte de minha rotina. Escrevo porque gosto, e por esse motivo escolhi uma profissão em que tenho que trabalhar  com o ato de escrever profissionalmente. Imginar uma vida sem escrita é como imaginar uma vida sem energia elétrica. Não há como nos imaginarmos exercendo nossas rotinas diárias sem o ato de escrever.” (Carolini Braz)

“Ao assinar um pensamento transcrito para o meio físico, o autor deixa de ser um simples reprodutor do que fala. Sua assinatura é prova concreta, e irrepreensível, de que expressou aquilo. Na escrita, há a possibilidade de passar impressões e sentimentos que, algumas vezes, ficam ocultos em uma locução. A construção de uma frase, parágrafo ou texto pode ser elaborada de forma a direcionar a maneira que a informação vai chegar ao leitor. Em outros casos, a escrita pode ser uma forma de conversar com alguém, mas esse alguém é somente uma folha em branco, pronta para receber qualquer opinião, sem criticá-la ou julgá-la.” (Eduardo Schmitz)

“Nas palavras cruzadas, minha história. Um homem que trilha as palavras estudadas, agrupadas, somadas, ritmadas, com nexo e sem eira e nem beira. Qualquer história é uma grande estória, desde que bem contada. Um amontoado de estratégias para suprir uma carência que a vida nos dá. Confidências de um bom falador mudo a um ouvido surdo. Basta que os olhos vejam e o coração sinta. Uma folha de papel na qual imortalizo os segredos, medos, temores, projetos e ambições. Aqui sou eu, digno de me conhecer. Provocador de neurônios, a um estado de emoção contagiante ou perto de uma neurose. Que as receitas que não servem para mim, eu as sirvo. São frutos de experiências, de pressupostos ou de qualquer, qualquer. Onde acertei foi onde errei, onde errei foi onde aprendi. Um combatente em pé de guerra das coisas que fogem de seus conceitos. Um crítico da sociedade que o educa, alínea, e faz ser parte da engrenagem de um sistema. Que, de passagem, digo ‘malditos seus ditos’! Um romântico declarado, apaixonado pelos detalhes da vida.” (Edemilson Camilo)

Mercado de Comunicação

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