Informação é coisa séria!

Dica da Redação

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Ontem tive mais uma surpresa, dessas que só a internet pode proporcionar. Descobri a banda francesa Phoenix. Estava assistindo o trailer do novo filme de Sofia Coppola, Somewhere – que deve estrear no final do ano no Brasil, e a música me chamou atenção. Com os créditos, consegui o nome da banda e fui em busca de mais informações.

Phoenix surgiu na França, no final dos anos 90,formada por Thomas Mars, Deck D’Arcy, Christian Mazzalai e Laurent Brancowitz.Em 2010, conquistaram o Grammy de “Melhor disco de música alternativa” pelo disco “Wolfgang Amadeus Phoenix”. Atualmente contabilizam seis discos lançados. “Live & Unplugged” é o último, lançado este ano.

Tudo fez sentido quando descobri que Thomas Mars, vocalista da banda, é marido de Sofia Coppola.

Vale a pena conferir. Assista ao trailer e ouça uma música da Phoenix abaixo:

Postado por Letícia Caroline

Economia solidária é tema de feira nesta sexta-feira e sábado

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Texto divulgado pela Fundação Cultural de Joinville

A comunidade não pode deixar de conferir a Feira Multicultural “Outra Economia Acontece” nos dias 11 e 12/06. Além dos trabalhos desenvolvidos pela Economia Solidária e artesãos, os visitantes poderão participar de oficinas e prestigiar apresentações culturais. A feira será realizada na Praça Lauro Muller, a praça da Biblioteca Pública, das 9h às 18 horas e conta com apoio direto da Fundação Cultural de Joinville (FCJ). Na sexta-feira (11/06) serão oferecidas cursos de formação sobre Empreendedor Individual com a equipe do Sebrai, Economia Solidária e Redes com as Irmãs Catequistas Franciscanas; Comércio Justo e Trocas Solidárias com a equipe da Economia Solidária. Os cursos de formação serão realizados na parte da tarde na Biblioteca Pública. As inscrições podem ser feitas no dia. A apresentação cultural fica por conta do Coral Italiano. Outra oportunidade que a feira oferece é o esclarecimento de dúvidas e informações sobre o INSS. No sábado (12/06) as atrações culturais ocorrem durante todo dia, com a apresentação de banda locais, teatro, capoeira e participação dos Gaiteiros Mirins de Sangão. Nos dois dias, os visitantes terão a oportunidade de participar de oficinas de fuxico, rodas de conversa e leitura, e serviço de unhas decoradas a R$1,00. Participam da feira cerca de 70 pessoas, entre expositores, artesãos e artistas. A Feira Multicultural “Outra Economia Acontece” é uma iniciativa aprovada no Projeto Nacional de Comercialização Solidária, da Seceretaria Nacional de Economia Solidária e Ministério do Trabalho e Emprego. Em Joinville, a feira é realizada pelo movimento Economia Solidária em parceria com a Fundação Cultural de Joinville (FCJ), Fundamas, Consulado da Mulher, Fundação Municipal 25 de Julho e Epagri. O evento será realizado mesmo em caso de chuva.

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A arte de ser jornalista

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Ana Luiza Abdala José, estudante de Jornalismo do Ielusc, em relato a partir do filme “O Escafandro e a Borboleta”

Um jornalista pode ter talento, mas ele não exerce bem sua função se não for um bom observador e não souber usar a memória. Para escrever, não basta ter mãos. É preciso muito mais que isso. Primeiramente, é preciso observar o mundo com outros olhos, observar um mundo que os outros não conseguem ver.

Para escrever, são necessários dedicação e inspiração. Inspiração essa que alguns têm ao ouvir música, ao ler um livro ou um jornal, ao ver um filme. Para alguns, é preciso passar por uma situação difícil para querer colocar as emoções no papel.

Como no filme, algumas pessoas só passam a enxergar um mundo diferente quando não podem mais fazer parte de seu próprio mundo. É a partir daí que podem surgir muitas novas ideias. Mas, como dito no filme, “um texto não existe até que seja lido”. Não adianta escrever ótimos textos e mantê-los em segredo. A magia da escrita está justamente nessa conexão com o leitor.

Emoções podem ser transformadas em palavras, fatos do cotidiano podem virar textos, mas se não forem lidos será como se não existissem, como se fossem relatos seus para você mesmo. Seria o mesmo que escrever uma música e não ter ninguém para ouvi-la, produzir um filme e não ter ninguém para vê-lo.

Um jornalista quer escrever tudo o que vê, sempre que puder. E, para ser um jornalista completo, precisa de alguém para ler o que escreve. E o jornalista tem que fazer o possível para se conectar com o leitor. Até porque, o que seriam dos jornalistas sem os leitores?

Em busca da humanização

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Emanoele Girardi, estudante de Jornalismo do Ielusc

O jornalismo impresso ainda tem esperanças de sobreviver numa época em que a internet está muito à frente quanto à instantaneidade. Um dos grandes problemas do jornalismo diário reside no fato de que muitos desses veículos de informação têm uma ideia fechada e errônea sobre a profissão. No Brasil, por exemplo, dificilmente são vistos jornais que façam matérias mais elaboradas, com profundidade e humanização. A preocupação principal é o factual. Tudo porque não se percebe que matérias humanizadas conquistam mais leitores do que simplesmente a narrativa dos fatos que já foram explorados por outras mídias.

Os jornais têm que desenvolver cada vez mais habilidades para que os jornalistas mereçam esse nome, honrem a profissão. Se for para reunir informações que a internet publicou no mesmo minuto do ocorrido, realmente não é preciso ser um jornalista. É necessário olhar para frente e para dentro, buscar sempre instigar o leitor, encorajá-lo a ler.

Ainda é pouco, mas o novo jornalismo está buscando a humanização, o envolvimento dos leitores, as “histórias bem-contadas”, essas que realmente fazem a diferença na vida de quem as lê e na de quem as escreve. A tentativa de acrescentar reportagens mais longas nas publicações diárias é, além de uma forma de valorizar boas histórias, entender que o que o jornal precisa são boas leituras, aquelas que o jornalista tem que correr atrás das pessoas, como diria Gay Talese, “sujar os sapatos” para descobrir, entender, aprender e repassar. O mundo está cheio de boas histórias para ser descobertas ou desenvolvidas.

Mammas & tomates

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César Döhler

Uma festa em São Paulo envolve um grande grupo de voluntárias, as “Mammas da São Vita”, que fazem pratos servidos ao público. A renda é revertida para uma creche que atende 100 crianças. A fotografia publicada pela imprensa mostrando as mammas em ação nos leva à reflexão. Em um ambiente dos mais descontraídos, os tomates “voam” antes de ser transformados em comidinhas gostosas, que vão fazer as crianças felizes. O show de malabarismo e irreverência das mammas é contagiante. Elas têm uma energia e grandeza que nos orgulha de ser brasileiros. Esse país não é mole, não. É uma pena que está faltando ética, e a corrupção é uma vergonha para a pátria. Vamos seguir o exemplo das mammas que fazem de tudo para ver uma criança feliz, alegre a cantar.

Maravilha da tecnologia…

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César Döhler

Uma revolucionária tecnologia, sem cabos nem chips, dispensa bateria e não há sequer necessidade de conexão. Compacto e portátil, cabe e pode ser usado em qualquer lugar. Fica em funcionamento durante o tempo que quisermos, mesmo sem haver tomada elétrica. Não precisa ser reiniciado. As páginas são escaneadas opticamente, levando a informação até o cérebro. Alguém sabe o nome dessa maravilha? É o livro. Esse cara é um companheiro de todas as horas. Não reclama, não enche o saco e vive nos ajudando nas nossas dúvidas e dificuldades. Viva o livro nosso de cada dia.

Corre vida nos rios

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[O parceiro César Döhler produziu o comentário que segue a partir de uma fotografia publicada pelo jornal A Notícia]

As cidades precisam cuidar melhor dos seus rios. É o que se faz com o Rio Glomma, que fica na fronteira entre a Noruega e a Suécia. O lugar é uma atração onde as pessoas vão para ler, descansar, fazer uma refeição ou ficar de papo pro ar. Os barcos navegam tranquilamente, o rio é límpido e a água, relaxante. O poder público instalou bancos onde as pessoas podem sentar e viver a vida. Enquanto isso, o Cachoeira segue triste pelo seu curso. Salvemos o Cachoeira!

A mestre Alegria

Da Redação, Outros 2 Comentários »

Não foi à toa  que ela foi batizada pelo nome de Letícia, do latim laetitia, que significa alegria. Pois, a menina, que é a primogênita de uma feliz e desconcertante família, também dá o que falar. Defendeu sua dissertação de Mestrado em Patrimônio Cultural pela Univille como gente grande. E com a mesma paixão que emoldurou seus muitos meses de pesquisa sobre a Ilha da Rita, um canto lindo e quase desconhecido, mesmo em São Francisco do Sul, município a que pertence. Do texto ao documentário, das visitas à ilha às tardes e noites de acadêmicos – ou, nem tanto – devaneios, surge um trabalho sério e inovador, que muito nos orgulha e nos faz melhores. Letícia, a autora nos instiga a mergulhar em patrimônios, identidades e memórias, para nos dizer do amor, as tantas e distintas verdades. Letícia Ribas Diefenthaeler Bohn é a mais nova Mestre da família – em verdade, a primeira de nossa linhagem direta. O mais bacana, no entanto é que, embora atenda, em sua própria medida, às recomendações acadêmicas, é no mágico toque deste pulsar da vida em que sustenta todas as suas argumentações, que nos identificamos, nos reencontramos, nos permitimos ser mais… Parece que, finalmente, começam a se desatar os nós que separavam o que se chama de conhecimento científico do conhecimento “pé-no-chão”.  Diretamente das lembranças de pescadores, a revisão de uma trajetória histórica – mas, sobretudo, a reconstrução de nós mesmos… O teu olhar, filha, realmente melhora o nosso. Obrigada por este presente de vida. (E obrigada à professora Silvia Pilotto, às professoras Taiza,  Elisabeth e Mirian…Obrigada, à professora Berenice, professor Tarcisio, à Ivy, ao Marcus, ao Tirotti,  à Tati, Flavinha, Cleberson,  … Tantos amigos tem, esta danadinha, hein…)  Parabéns, Mestre Lê! Para ti, nossa reverência, reconhecimento e amor eterno, junto com os beijinhos especiais dos pacientes e amados Carol e Lucas. Recebe também os abraços tantos e o amor do Vô Ribas, da Vó Myzia, dos tios Mano, Hélen, Myzia, Bô, Mauren, Ina, Guga, de todos os teus primos, além da amorosa presença, também, do Vô Theobaldo, que deve, sim, estar mais que orgulhoso, como nós, teus pais – e também, fazemos questão, parceiros desta linda caminhada de teimosa luta em busca de um pouco mais de humanidade. Humana idade. Ana

Reflexões sobre fontes e assessorias

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[Texto da estudante de jornalismo Patrícia de Melo, do Ielusc]

Algumas questões perturbadoras me fizeram pensar sobre os inúmeros releases que abarrotam minha caixa de entrada de e-mails todos os dias, inclusive nos finais de semana: o que, em todo este conteúdo, é material de qualidade? Quem são estas fontes? O que faz com que acreditem que eu me interesso pelo que elas têm a me dizer?

Confesso que, por diversas vezes, recorri desesperadamente a esses desconhecidos e nesses momentos percebi, com certo desconsolo, que nem sempre eles supriam a minha carência de informações. Não que eu quisesse publicá-las do modo como recebi, sei bem que elas devem atender a mim e não ao leitor final, mas em certas ocasiões não encontrei naquelas linhas subsídio suficiente nem ao menos para defender a ideia de que aquilo poderia, como se costuma dizer, “render”. Mas o estalo para pensar sobre esses intermediadores de conteúdo veio com a palestra de Aldo Schmitz, um jornalista formado em administração e que dedica seu tempo a pensar a questão da profissionalização das fontes.

Não fui a primeira e, como percebo no jornal diário, também não serei a última. Uma análise, ainda que apressada em comparação com os releases enviados e as matérias produzidas, independente do veículo, mostra a forte utilização dos materiais encaminhados pela assessoria de imprensa. Esse cenário revela a situação de interdependência entre esses dois profissionais de comunicação. O jornalista precisa estar sempre amparado por informações atuais e de qualidade, conteúdo este que se torna mais próximo com a atuação do assessor de imprensa, que ao traçar estratégias eficazes de comunicação abre as portas para seu assessorado. Na rotina do jornalista, o escasso tempo de produção, e a necessidade de noticiar aquilo que a concorrência noticiará, torna imprescindível o trabalho conjunto com os assessores. Este último profissional precisa estar ciente de como funciona o ritmo de trabalho do jornalista: o horário de fechamento do jornal, o que é noticia, qual linguagem é a mais interessante, o que de fato é relevante.  Esses elementos, se bem trabalhados, aumentam as chances de todo o movimento do assessor ter sucesso. Mas então por que não se pensar em quem são estas fontes? Aldo propõe que reflitamos sobre elas.

Ora, se são elas fatores importantes do nosso cotidiano, então é preciso que saibamos o que elas entendem que, para o jornalista, é interessante. Um assessor bem orientado não disparará conteúdo indevidamente, invalidando toda a ação, mas traçará estratégias e métodos orientados segundo uma lógica que facilitará a chegada das informações aos jornais, e, por fim, ao público. Afinal, apenas por meio de muitas visões é que será possível a diversidade de discursos. E essa possibilidade se torna cada vez mais real com a capacitação dessas fontes, pois conhecendo o funcionamento da imprensa se torna mais fácil inferir nesses processos.

O assessor qualificado será capaz de elaborar bons textos e chamar a atenção para o fato que apresenta, além de prestar um atendimento atencioso e eficaz ao jornalista, inclusive indicando quem está apto para falar sobre tal tema. Abrindo novas possibilidades e não, como se fazia antigamente, dificultando o fluxo de informações.

Outro ponto que considerei muito interessante na fala de Aldo é a posição do assessor, que deve estar sempre disposto a oferecer dados, prestar auxilio, mostrar-se prestativo e agir preparado para as investidas da imprensa. A profissionalização das fontes torna mais fácil o trabalho do jornalista, pois ele entende de que modo aquele profissional se comporta e quais as urgências dele.

É importante entender que o assessor está a serviço de uma empresa, governo, instituição, e que ele não precisa trabalhar com critérios como imparcialidade e neutralidade, por exemplo, este esforço utópico cabe ao jornalista, que deve repassar as informações recebidas tratando dos diversos fatores nele envolvidos. Também não cabe ao assessor fazer propaganda para a instituição a que serve, é dever dele extrair o que é notícia daquele campo e torná-la comum a todos. Através desse diálogo entre a assessoria e a redação é possível levar à sociedade uma realidade que não está acessível a ela, contribuindo para que se torne cada vez mais  democrática. Essa relação pode ser vantajosa para todos os envolvidos: o assessor, que dará visibilidade ao assessorado, ao jornalista, que terá seu trabalho facilitado, e a sociedade que terá cada vez mais informação de qualidade. E para o sucesso deste processo não cabe ao jornalista apenas aguardar o contato, pode ele buscar um diálogo com o assessor, o que poderá render excelentes pautas.

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