Informação é coisa séria!

Parcerias internacionais

Empreendedorismo, Ideias, O papel do press-release Seja o primeiro a comentar »

O Anuário Brasileiro das Agências de Comunicação e da Comunicação Corporativa 2010/2011 indica uma tendência relevante entre as grandes do setor no país: firmar parcerias internacionais, seja para injeção de capital, seja para a abertura de portas, lá fora, que possam ser úteis aos clientes mantidos aqui. Alguns exemplos se destacam, nessa direção. A S2 Publicom, fruto da fusão da S2 com a Publicom, que deu origem ao Next PR Group, mantém vínculos com a Weber Shandwick e a Golin Harris, do Interpublic Group. Com essa ponte, chegou a atender empresas da China e da Rússia interessadas em entrar no Brasil. A Imagem Corporativa se associou a uma rede internacional de agências independentes intitulada Proi, sigla para Public Relations Organization International. Já a S/A, agência que experimentou crescimento fantástico de 100% no exercício passado, formalizou acordo com a Kreab & Gavin Anderson, agência do Grupo Omnicon, com sede na Europa. “É uma importante alavanca de negócios e tem sido decisiva para o nosso rápido crescimento”, disse ao guia o presidente Marco Antônio Sabino.

(Amanhã tem mais.)

Release: um pedaço da informação

O papel do press-release Seja o primeiro a comentar »

[Texto do estudante de jornalismo Marcus Vinicius Carvalheiro, do Ielusc, sobre a importância do press-release]

A produção de releases não é mais uma produção em massa que favorece apenas a exposição imaginária de uma empresa. Ou seja, já faz anos que a importância dos releases ultrapassa a ideia de que o assessor deve apenas vender o produto, ou falar sobre ele. Hoje, o release tanto é utilizado para apresentar serviços sociais que absorvem dúvidas do público e as traduzem de maneira oficial, seja em nome de alguma instituição ou pessoa física. Após a época da ditadura, na qual os releases eram próprios de uma conduta “chapa branca”, as produções das assessorias começaram a ganhar uma grande importância como fontes de informações.

Hoje, os releases são possibilidades de informação, em que o jornalista extrai os conteúdos que, na sua avaliação, apresentam conteúdos de relevância social. Dessa maneira, a conduta do assessor é de apresentar ao jornalista uma situação através do release e deixar que o jornalista avalie e investisse o próprio conteúdo. Mas a realidade cotidiana da redação jornalística, seja no impresso, na TV, no rádio ou no online, revela uma dificuldade muito grande em aproveitar tantos e tantos conteúdos que chovem nas caixas de e-mail. Para que o press-release seja bem aproveitado, é necessário que seja escrito com palavras breves, curtas e diretas. O texto diário carece de informações relevantes, e a conduta do assessore deve ser de evitar adjetivos e fornecer justamente a maior quantidade de informações possível para as redações.

Outro ponto importante é que a ênfase na organização ou na pessoa assessorada deve estar apenas em segundo plano, o principal do release é a informação, o acontecimento e não a pessoa que o desenvolveu. O texto deve respeitar todas as formas jornalísticas que evitam, por exemplo, o uso da voz passiva, do gerúndio e das expressões ambíguas. Quando for de desejo da imprensa assessorada repassar uma imagem positiva da organização, este trabalho deve ser feito de forma jornalística, com profissionalismo, até mesmo porque em uma redação os jornalistas não são inexperientes ao ponto de produzirem notícias a partir de fatos que não sejam relevantes socialmente.

Os releases devem ser produzidos e distribuídos com consciência, ou seja, é importante que o assessor o produza pensando na sua aplicabilidade real. Não adianta produzir qualquer texto que beneficie apenas a empresa a qual a assessoria serve, até mesmo, porque todas e qualquer prestadora de serviços precisa da atenção e aprovação dos clientes. Para que estas notícias cheguem ao grande público é necessário que as assessorias descubram seus multiplicadores em potencial. Claro, o correto é distribuir as possíveis matérias para todas as empresas do ramo jornalístico, mas isso não impossibilita de que alguns conteúdos específicos sejam destinados para empresas que o tratem com mais atenção. Como exemplificado em sala, se existirem duas empresas jornalísticas que tratam de produzidos alimentícios e apenas uma delas aprofundar os temas locais, não há por que não acrescentar no release do jornal mais preocupado alguns itens, ou mesmo uma matéria um pouco mais rica em conteúdo. Também, como salientado em sala de aula, as assessorias devem conhecer a realidade de cada veículo de comunicação e direcionar as informações de acordo com o horário e o tipo de cada veículo.

Enfim, a produção de um press-release deve contemplar a necessidade dos jornais diários assim como o desejo da empresa contratante. Embora seja necessário jogo de cintura para resolver eventuais desentendimentos de interesse, o assessor deve compreender que a importância jornalística deve estar acima dos interesses do mercado. O mercado não pode, e nunca poderá exigir espaço dentro dos parâmetros jornalísticos; se for para isso, que a empresa interessada compre os espaços destinados aos anúncios. O press-release deve ser um suporte para esta realidade de jornalística que, infelizmente, conta cada vez com menos tempo para apresentar para a população assuntos de interesse social.

O novo show do assessor de imprensa

Ideias, Jornalismo, O papel do assessor, O papel do press-release 1 Comentário »

Por Rodrigo Capella, para o Comunique-se*

É comum, no campo humanístico, as mudanças permearem transformações culturais e até cotidianas. Embora não sendo uma ciência, a assessoria de imprensa segue este mesmo fluxo, e com mais dinamismo e profundidade. Se antes o tripé produtivo deste “fazer” estava calcado no produto jornalístico final (fonte, conteúdo e informação); agora se baseia no trinômio diversão (entretenimento, prestação de serviço e experiência de uso). Se antes a ação e estratégia consistiam em fluir informação, agora perdem a essência se não tiverem associadas ao pulsar dos receptores da notícia.

Compreendeu a transformação? O primeiro parágrafo ficou muito didático? Então, prepare-se, pois a prática – nova e ainda não consolidada – pode gerar um mal-estar ainda maior do que a teoria. Como costuma dizer José Luiz Proença, da Escola de Comunicações e Artes da USP, “os jornalistas transferem parte de sua responsabilidade para os assessores de imprensa ao solicitarem notícias ou informarem que têm determinados espaços disponíveis para a publicação de informação”.

Neste contexto, cabe ao assessor de imprensa aproveitar produtivamente essas oportunidades, produzindo um amplo material informativo, que inclui elaboração de podcast, vídeo, post e tweets, além da confecção de apresentações para slide share e da criação de comunidades nas várias redes sociais.

Alguns especialistas ainda chamam este cenário de PR 2.0, mas hoje já se sabe que o conceito é mais amplo. Cada vez mais, o assessor de imprensa precisa entender e compreender o público final e direcionar o conteúdo e linguagem das ferramentas digitais para estes consumidores, que serão atingidos via jornalistas – na maioria dos casos -, mas também via profissionais de comunicação.

Ou seja, os assessores de imprensa vão, aos poucos, se tornando uma outra mídia, com ampla penetração e interatividade. Precisam, portanto, se adaptar à nova escrita da social media (Twitter, Orkut, Facebook e MySpace), mas sem perder a formalidade dos tradicionais releases. Afinal, como gosta de ressaltar José Carlos Marques, da UNESP, “os diferentes meios coexistem e se suportam e, portanto, as novas tecnologias não eliminam as antigas”.

Percebeu qual é o novo perfil do assessor de imprensa? Resguardar-se às origens, mas também atuar como novo veículo informativo, produzindo conteúdo lúdico, pragmático e, sobretudo, interativo. Essa mudança ocorre porque o consumidor final está, cada vez mais, no epicentro das mudanças. Como o público quer diversão, o assessor de imprensa terá de oferecer conteúdos associados a entretenimento, prestação de serviço e experiência de uso (leia-se, em certos pontos, interatividade), rompendo gradativamente – e definitivamente – com o tradicional texto informativo, que apenas traz conteúdo estático e conhecimento das fontes.

Essa ruptura traz como consequência um novo desafio para os assessores de imprensa. Afinal, não basta somente informar o público. É preciso conquistá-lo, cativá-lo e fazê-lo vibrar e pulsar com determinados produtos. É por isso que muitos teóricos já decretaram o fim da separação entre Assessoria de Imprensa e Marketing. Cada vez mais estratégico, o assessor precisa fazer os consumidores assimilarem as informações e não somente arquivarem. Afinal, o que é arquivado pode ser descartado!

Para tanto, é preciso conhecer realmente os anseios humanos. Parece básico? Mas, não se trata de algo tão simples! Em seu mais recente livro, The Skin of Culture: Investigating the New Electronic Reality (disponível em português como A Pele da Cultura: investigando a nova realidade eletrônica), Derrick de Kerckhove, discípulo de Mcluhan, levanta, após realizar experimento com dispositivos capacitados para medir as suas reações na pele, a hipótese de que a TV conversa, em um primeiro momento, com o corpo (reações físicas) e não com a mente (estímulos para competências criativas e reflexivas).

Ora, se a TV é um veículo informativo de fácil compreensão – basta estar atento ao monitor para entender o conteúdo – estaria, então, a social media – uma ferramenta de essência “perturbadora” -, logo em um primeiro momento, associada à mente? Será por isso que ela tem provocado – e ainda provocará, por muitos anos – dores de cabeça nos assessores de imprensa, que tentam a todo custo compreendê-la? Será que o assessor terá que, de alguma forma, ser um perito em mentes humanas?

São apenas questionamentos e rápidas associações, sem conclusões precipitadas. Neste contexto tão novo, somente um fato foi consolidado: o assessor de imprensa vive um momento distinto e quem souber aproveitá-lo dará um novo show. Que rufem os tambores! Que abram as cortinas!

(*) Rodrigo Capella é assessor de imprensa desde 2002. Formado em Jornalismo pela Umesp, é pós-graduado em jornalismo institucional pela PUC-SP. Autor de vários livros, entre eles “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia”. Atualmente, trabalha na FirstCom Comunicação, onde atende principalmente contas de tecnologia.

‘Copia e cola’ de releases pode gerar processo por dano moral

Jornalismo, O papel do assessor, O papel do press-release Seja o primeiro a comentar »

De Izabela Vasconcelos, para o portal Comunique-se

“Copia e cola” de releases é algo conhecido pelos jornalistas, mas pior ainda quando a notícia é publicada com o crédito indevido. Foi o que aconteceu com a jornalista Claudia Yoscimoto, que teve uma matéria publicada na íntegra em um site, assinada por outro profissional. Mais que antiética, essa atitude é ilegal e pode gerar processos por danos morais.

Na época, Claudia fazia um trabalho para o então prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Junji Abe. A jornalista acompanhou a visita do prefeito ao Japão e divulgou o fato aos órgãos de imprensa brasileiros no país e à assessoria de imprensa da prefeitura. O caso aconteceu em 2007, mas Claudia só se deu conta quando fez uma busca pelos textos para incluir em seu portifólio. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Quando se muda alguma coisa, tudo bem, mas dar crédito para outra pessoa, isso foi antiético”.

Para o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor), Frederico Ghedini, apesar das assessorias de imprensa terem suas particularidades, os profissionais que atuam nessa área podem reclamar seus direitos. “Ninguém pode colocar o nome em um texto que não foi ele quem fez. Isso pode suscitar uma ação por danos morais. É uma questão de direito autoral”, explica.

Outros problemas

A jornalista Paula Batista, sócia da Lide Multimidia, agência de comunicação com sede no Paraná, conta que o fato é comum. “Isso acontece bastante, de colocar o nome do jornalista do veículo, quando não usam o assessor como fonte, aspas na matéria. Mas não há muito o que fazer, porque geralmente ficamos sabendo muito tempo depois da publicação, e lidamos com um universo muito grande de jornalistas, alguns mais conhecidos, outros não”.

Paula considera esse tipo de situação constrangedora para explicar para o cliente e adota algumas medidas para coibir a apropriação dos textos da assessoria. “Queremos que os clientes sejam divulgados na imprensa, mas quando acontece essas coisas acabamos restringindo, evitando de pautar o veículo. Outra opção é fazer o follow-up, para inibir e permitir que o jornalista fale com o porta-voz”, afirma.

A jornalista relata um dos episódios que ela diz acontecer com frequência. “Quando fiz um trabalho para uma ONG, enviei um release. Quando fui ver, o texto havia sido publicado na íntegra em uma página inteira de um jornal”, relembra Paula, que enfatiza que fatos como esse acontecem principalmente em veículos pequenos, mas há exceções. “Isso já aconteceu na extinta Gazeta Mercantil, publicaram um release nosso, acrescentaram apenas um olho”, conta.

Para a advogada da Apijor, Dra. Silvia Neli, casos como estes são comuns. “Um dos mais recentes que me lembro foi o caso da publicação de uma foto como ‘divulgação’ na Folha. A foto foi enviada por uma assessoria. Ganhamos em primeira instância, mas a Folha está recorrendo”.

Silvia afirma que é essencial os jornalistas estarem atentos aos direitos autorais. “É importante ter essa atenção, o que não é uma prática no mercado, porque a qualquer momento uma pessoa pode requerer seu direito”, conclui.

Primeira Pauta tá nas ruas

Na academia, O papel do press-release, Outros Seja o primeiro a comentar »

(Este press-release foi produzido pelos estudantes de Jornalismo Rayana Borba e Jouber Castro, na disciplina de Comunicação Institucional, para divulgar o lançamento do jornal Primeira Pauta, projeto acadêmico da instituição).


SUBSÍDIO PARA A IMPRENSA/ 14 de maio de 2009

Jornal experimental “Primeira Pauta”
lança edição com diagnóstico sobreJoinville

Estudantes do Bom Jesus/Ielusc comparam qualidades e mazelas de regiões da cidade

Recolher, em todos os cantos do município, a mistura de culturas, problemas, peculiaridades e méritos que, misturados, formam a identidade de Joinville. Essa é a intenção da edição 74 do jornal-laboratório Primeira Pauta, dos estudantes de Jornalismo do Bom Jesus/Ielusc, que está em fase de distribuição. Para isso, a redação se dividiu em equipes, que foram aos confins das quatro grandes regiões da cidade. Lá, colheram dados, imagens e impressões, e produziram reportagens de fôlego, distribuídas nas 12 páginas do jornal.

Juliano Reinert, Rafaela Mazzaro e Cláudio Costa visitaram a Zona Norte, e descobriram, por exemplo, que o valor de um terreno médio no bairro América é dez vezes maior que um equivalente no Jardim Paraíso. A incursão de Linda Tomelin, Tatiane Martins e Francine Hellmann pela Região Sul encontrou muito barro em ruas que necessitam de asfaltamento, além de uma infinidade de valas a céu aberto. A equipe responsável pela Zona Leste, Ariadna Straliotto e Daniela de Tofol, conversou com integrantes de uma associação de pescadores e com sócios do Joinville Iate Clube. Charles França e Rayana Borba conheceram, no Oeste de Joinville, os últimos moradores antes da divisa com Guaramirim. Enquanto isso, Ariane Olsen, Rosimeri Back e Jouber Castro conversaram com especialistas em economia e sociedade para entender as diferenças entre as regiões. Coube a eles, também, tomar o depoimento do prefeito Carlito Merss, que explicou as providências da prefeitura em relação às enchentes, ao saneamento e à habitação, entre outros temas.

Primeira Pauta é uma produção dos estudantes da disciplina de Produção e Difusão em Meios Impressos 2, do curso de Jornalismo do Bom Jesus/Ielusc. A coordenação de edição ficou por conta do jornalista e professor da disciplina Guilherme Diefenthaeler. Mais informações na coordenação do curso de Jornalismo, telefone  (47) 3026-8056 . O e-mail da Redação é primeirapauta.ielusc@gmail.com.

Ficha técnica
Primeira Pauta – Jornal-Laboratório do Curso de Comunicação Social do Bom Jesus/Ielusc
Produção: Estudantes da disciplina de Produção e Difusão em Meios Impressos 2 do curso de Jornalismo
Edição 74 – maio de 2009
Distribuição gratuita
Tiragem: 2 mil exemplares
Abrangência: Joinville e Região 

Assessoria de imprensa experimental Bom Jesus/Ielusc. Projeto da disciplina de Comunicação Institucional. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (MTB 6207/RS). Texto: Jouber Castro e Rayana Borba. Tel.  (47) 3026-8000 .

Assessor é facilitador

O papel do press-release Seja o primeiro a comentar »

Uma boa Assessoria de Imprensa, exercida com nítida consciência jornalística, funciona como “os olhos do cidadão” no interior de organizações sociais às quais ele, o cidadão, não teria acesso direto – não fosse esse intermediário, o assessor. O foco do trabalho, já se disse aqui, é o de identificar informação de interesse público “lá dentro” e fazê-la chegar ao conhecimento do leitor de jornal, do ouvinte de rádio, do espectador de TV, do internauta. Assessor é, por definição, um “facilitador” que deve estar sempre disponível para contribuir nos processos de apuração jornalística, ajudando o colega de Redação a chegar à fonte certa, no momento oportuno para dela extrair subsídios que poderão “gerar notícia”. Não é (como já foi) um obstáculo, um empecilho burocrático, alguém que está ali só pra dificultar o trabalho do repórter. Pelo contrário. Daí a postura de empresas e instituições em geral, de sempre remeter contatos feitos com seus órgãos diretivos, na busca de possíveis entrevistas, para a Assessoria de Imprensa administrar. Não é para atrapalhar, mas para facilitar: ajuda, entre tantas outras coisas, a levantar interna e previamente as informações que o jornalista encomendar, a articular agendas de porta-vozes para que desloquem outros compromissos e tenham condições de dar o merecido atendimento à imprensa, a viabilizar o acesso do profissional (reduzindo o tempo despendido em inevitáveis portarias e controles de identificação, normas de segurança elementares hoje em dia), a assegurar o preparo adequado do entrevistado (para que responda a tudo que lhe for perguntado), e por aí vai.

Aposta na boa informação

O papel do press-release Seja o primeiro a comentar »

Assessorias de Imprensa não são – ou não deveriam ser – instrumentos para difusão de irrelevâncias, na tentativa de que algum registro do gênero escape do crivo de editores e acabe veiculado na imprensa. Não servem para promoção gratuita de executivos ou celebridades, para proselitismo, para bobagens de qualquer quilate. A profissionalização das assessorias, nos últimos dez anos, consolida a idéia de que essas estruturas servem, antes de mais nada, para dar vazão a informações de interesse público, quer dizer, a notícias, na definição estrita do termo. São, também por definição, relatos parciais que merecem apuração complementar dos veículos, mas devem conter em si o “gérmen” da notícia, o fato que tenha repercussão social, “desestruture ou reestruture de algum modo” o curso normal de uma comunidade, como ensina Nilson Lage. Quanto mais se apostar nela, a notícia, melhor será o resultado de uma estratégia de relacionamento com a mídia.

O release do créu

O papel do press-release 1 Comentário »

Acreditem ou não, o que segue abaixo é um “press-release” – e aqui valem, claro, aspas duplas. Trata-se de uma hilariante peça de divulgação utilizada para divulgar o show do indescritível MC Créu (o inventor de uma tal “Dança do Créu”), que se apresenta nesta sexta-feira, em Joinville (não percam!). Depois, vale reler o que já se escreveu neste blog sobre releases…

SEMPRE CONHECIDO COMO DJ SERGINHO COSTA JA NO FUNK A MAIS DE 10 ANOS , PASSOU POR VARIAS FAZES DO FUNK ELE CONHECE BEM A HISTORIAS DO MOVIMENTO MELOS, RAPS MONTAGENS DE GALERA , RAPS NEUROTICOS E O FUNK MAIS SENSUAL DE DUPLO SENTIDO DE AGORA, PASSOU PELO MIAMY DEPOIS ICE T VOLT RASSAM ATÉ CHEGAR NO TAMBOZÃO DE HOJE, RESUMINDO UMA NOVIDADE DA ANTIGA QUE POR UM ACASO GRAVOU UMA MUSICA DE BRINCADEIRA COM SEUS AMIGOS A MUSICA FOI REPERCURTINDO DE UM FORMA TÃO GRANDIOSA Q HOJE É O NOVO HIT DOS BAILES FUNKS DO BRASIL DEVIDO AO GRANDE SUSSESO NOS BAILES DAS COMUNIDADES E CASAS DE SHOW, ELE ATENDENDO A MILHARES DE PEDIDOS VEM LANÇANDO MODA COMO PRIMEIRO DJ MC DO FUNK , Q EM SEUS SHOWS, DANÇA CANTA E FAZ A GALERA DELIRAR E MORRER DE RIR COM SEU JEITO IREVERENTE DE SER E DE AGORA EM DIANTE O DJ SE TORNOU O : MC CREU … É CREU NELAS !

Release não comporta abobrinha

O papel do press-release Seja o primeiro a comentar »

Já se falou aqui do excesso de release, síndrome que contamina muitas assessorias de imprensa. Escreve-se release pra qualquer coisa, o que, com certeza, contribui para a imagem de matéria irrelevante que esses textos acabaram criando perante colegas de Redação. Reconheça-se, em um exame de matérias do gênero veiculadas por muitas empresas e organizações, que o teor noticioso médio é baixo. Sobram abobrinhas, informações inúteis, sem a menor importância jornalística, no mais das vezes servindo apenas para a promoção de alguma personalidade sem muito o que fazer. Urge repensar esse tipo de estratégia. A regra é igualzinha à que vigora nos veículos: tem gancho, interessa pra um determinado grupo de pessoas (amplo), trata-se de algo que interfere diretamente na vida de parcela da comunidade, então o release se justifica. Do contrário, delete-o sem piedade, antes mesmo de remeter pro seu mailing.

Mais atenção ao press-release

O papel do press-release 1 Comentário »

Elemento fundamental em um trabalho profissional de Assessoria de Imprensa, o press-release é comumente negligenciado – ou, por outra, mal aproveitado como estratégia – por inúmeras empresas e agências de comunicação. Seja por exagerarem na dose, entupindo redações com material sem relevância jornalística, seja por tropeçarem na redação dos textos, cometendo deslizes de ordem diversa. Releases forrados de erros gramaticais, carentes de informação, que abusam de adjetivos, só servem para reafirmar a visão preconceituosa de alguns colegas de Redação quanto à real importância desse tipo de material. Só faria bem para a imagem das empresas assessoradas se os seus comunicadores repensassem a forma como vêm trabalhando o press-release – que é um ponto de partida dos mais interessantes para processos de informação, dado que se constitui na essência da notícia nascida nas organizações e apurada (como deve ser) com critérios e mãos jornalísticas.

Mercado de Comunicação

Mercado de Comunicação
Rua Uruguai, 253 - Floresta
Joinville / SC - CEP 89210-070
Fones: (47) 3025-5999 / 3426-1798