Informação é coisa séria!

Os dilemas da assessoria de imprensa…

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…são muitos, e cotidianos. O que é legítimo e o que é equivocado neste trabalho que consiste em levantar informações de interesse público nas organizações e fazê-las chegar ao conhecimento da população por intermédio da imprensa? Como preservar a ética, baliza maior, se nem sempre os interesses em pauta são convergentes? Um bom debate, sem fim. Para turbiná-lo, vão algumas considerações da jornalista Liriam Sponholz em artigo publicado no “Observatório da Imprensa”:

# Mais de metade das notícias veiculadas nos jornais dos EUA e da Alemanha, desde a década de 70, teve origem em assessorias de imprensa ou foi “provocada” por estratégicas de RP.

# Nos EUA, há mais jornalistas em assessorias de imprensa (162 mil) que em redações (122 mil). “Uma tendência mundial.”

# Problema: relação de “dependência recíproca” entre jornalistas e assessores de imprensa para a produção da notícia. “…redações que não conseguiriam sobreviver sem as assessorias de imprensa e os seus press-releases.”

# Benefício: abertura de espaço na mídia para diferentes correntes de opinião e segmentos sociais.

# A imprensa precisa de fornecimento constante de fatos. Um trabalho orientado para estabelecer um relacionamento com a imprensa pode estimulá-la a abrir seu leque de fontes, ouvir mais a sociedade e ser mais pluralista.

# Profissionalizar as relações com a mídia pode significar uma chance maior para diversos grupos sociais articularem seu ponto-de-vista através da mídia.

# Exemplo positivo: a ONG Green Peace (consegue sucesso ao divulgar as propostas do movimento em paralelo a notícias sobre protestos etc.).

CDH divulga convênio com Ielusc

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O Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz, de Joinville, conta com um novo setor. A área de Comunicação da entidade acaba de ser implementada, a partir de um convênio firmado com o Curso de Jornalismo do Bom Jesus/Ielusc. O projeto tem por objetivo estreitar o relacionamento da entidade com a mídia local, regional e nacional, quando necessário, e promover ações de comunicação voltadas aos diferentes públicos de relacionamento do CDH.

Conforme Cynthia Pinto da Luz, advogada e integrante do CDH Joinville, esse é um diferencial na comunicação com a sociedade civil “Um passo de grande importância, à medida que se inicia a superação de um obstáculo para as entidades de defesa de direitos humanos, que é a comunicação com a população em geral”, salienta.  Segundo ela, é importante ampliar a capacidade de divulgação do centro e das ações de defesa de direitos humanos, identificando as causas das desigualdades sociais para que se possa construir uma nova cultura de respeito ao indivíduo, além de consolidar o trabalho realizado pelo CDH.  A área de comunicação ficará ao encargo da acadêmica de Jornalismo Emanuelle Carvalho, sob a coordenação do professor Guilherme Diefenthaeler.

História

O Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz foi fundado em 11 de março de 1979. É o terceiro criado no país e se tornou referência na luta pelos direitos humanos no Estado. Atua de modo comprometido com mudanças sociais e na promoção das diretrizes da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Carta de Princípios do Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH), da Constituição e de outros instrumentos nacionais e internacionais vigentes em favor da dignidade humana.

Uma porta aberta, uma voz a mais

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O Centro de Direitos Humanos (CDH) de Joinville abre uma porta importante, ao instituir um serviço profissional de comunicação, a partir de convênio firmado com o Curso de Jornalismo do Ielusc. O trabalho, que está começando no dia de hoje, tem a supervisão do Guilherme, aqui da casa, e vai ser tocado pela estudante Emanuelle Carvalho. Os desafios são enormes, mas não se começará do zero, já que ao longo do semestre anterior uma equipe de alunos do Ielusc debruçou-se no desenvolvimento de um projeto de comunicação que, agora, servirá de bússola para o trabalho da Emanuelle. Além de vitaminar o relacionamento da entidade (que tem ampla atuação social) com os órgãos de imprensa (para contribuir com a voz do CDH em torno dos temas que lhe cercam), o serviço recém-criado vai cuidar da comunicação direta com outros públicos-chave, como organizações sociais, empresas e órgãos públicos. Sorte e sucesso a Emanuelle!

Empatia pela causa

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Ninguém precisa virar militante e assinar carteirinha quando vai trabalhar em uma ONG como assessor de comunicação (ou de imprensa). Mas é fato que o desafio de atuar nessa área, em organizações sociais, pressupõe ao menos alguma dose de empatia pela causa. Identificar-se com o tema abordado pela entidade - pode ser a defesa dos direitos humanos, o debate sobre os riscos da futura escassez de água ou a importância da alimentação natural -, entender que o trabalho desenvolvido por ela faz diferença prática “aí fora”, permitirá que o jornalista entre em campo para jogar junto, e não apenas para reportar (produzindo press-releases) fatos e eventos testemunhados. O papel do assessor, aí e sempre, vai além do que seria exercido, digamos, por um repórter que viesse cobrir um evento que a entidade promova. Em linhas gerais, espera-se que ele acredite (ou, de outra forma, não desacredite) na ética e na correção, na responsabilidade e na seriedade daquela organização, já que caberá ao profissional ajudá-la a dialogar melhor com os públicos do seu entorno.

Deu na Revi

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“Os alunos de Jornalismo que estiverem interessados em disputar uma vaga de bolsista do mais novo projeto de extensão do Bom Jesus/ Ielusc - que prestará serviço de assessoria de imprensa para o Centro de Direitos Humanos - já podem se inscrever a partir desta segunda-feira, 22 de setembro. O prazo para se habilitar ao processo seletivo termina sábado, dia 27, e o aluno selecionado começa a trabalhar em 1º de outubro. Leia a íntegra do edital.”

CDH terá assessoria de imprensa acadêmica

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[Texto da Carolinne Sagaz, publicado na Revi, a revista eletrônica do Ielusc]

O CDH (Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz), em associação com o Bom Jesus/Ielusc, irá disponibilizar uma vaga para estágio de assessoria de imprensa. A remuneração será feita descontando 50% da mensalidade do acadêmico, sendo que o teto é de 24 créditos. O protocolo de cooperação foi assinado na tarde de hoje pelo diretor geral do Bom Jesus, pastor Tito Lívio Lermen, e coordenador geral do CDH, Luiz Gustavo Assad Rupp.

Durante a solenidade que formalizou a parceria, o pastor Tito ressaltou o papel social tanto das instituições envolvidas, como do futuro estagiário. Disse ser uma alegria oficializar o projeto e terminou seu discurso com uma frase bem humorada: “Usem e abusem da nossa instituição”. Luiz Gustavo acredita que a ausência de assessoria de imprensa no Centro de Direitos Humanos era um problema sério e disse reconhecer a seriedade do Ielusc. Para o coordenador dos cursos de comunicação social, Samuel Pantoja Lima, essa é uma grande oportunidade de “troca e aprendizagem”. Segundo ele, o edital será lançado segunda-feira e a seleção será feita pelo CDH. Um professor, provavelmente Guilherme Diefenthaeler, irá supervisionar o bolsista.

Mandar release para você mesmo…

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Uma das tantas distorções que eram comuns há coisa de dez anos, no meio da comunicação corporativa, e que hoje (ainda bem) tornaram-se exceção, está no duplo papel desempenhado por assessores de imprensa que, no turno seguinte ao do expediente na agência ou na empresa, trabalhavam em jornal, e na mesma área de competência do cliente atendido enquanto assessores.

Atribuída à necessidade de sobrevivência, por conta dos salários insuficientes pagos ao jornalista no mercado nacional, essa condição acabava (acaba, ainda, nos casos que perduram) gerando uma rotina surreal na qual o assessor produzia de manhã um press-release de interesse do seu cliente e enviava (à época, por fax)… para ele próprio, que à tarde atuava como pauteiro ou editor, encarregado de decidir se tal e qual assunto mereceriam espaço editorial.

Por óbvio, se republicava (ele ou o colega ao lado) a notícia gerada na assessoria que também lhe remunerava, o conflito era inevitável - e não raro matérias de relevância discutível ganhavam manchete de página. A independência do assessor, de um lado do processo, e do repórter/editor, de outro, contribui para a qualidade e a isenção (possível) do material jornalístico que chega ao leitor/espectador/ouvinte, o qual tem o direito “sagrado” de acesso a notícias “de verdade” (até podem ser notícias inspiradas por releases, mas o responsável por decidir por sua veiculação não pode jamais ser o mesmo que as produziu, para outra finalidade). Confundir alhos com bugalhos prejudica o jornalismo - e a informação transmitida ao cidadão.

Acesso amplo e irrestrito

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Condição elementar para se desenvolver um bom projeto de comunicação é o acesso amplo, geral e irrestrito a informações sobre a instituição enfocada. O comunicador - jornalista, RP, publicitário - precisa de portas abertas para conhecer a fundo a realidade da organização que será objeto de seu trabalho. Não basta entregar ao profissional “uns folhetos que a gente andou fazendo” e sugerir consultas ao site (freqüentemente desatualizado, elaborado sem critério e sem alvo). Nesse processo, tempo e disposição do “patrocinador” (o tomador de decisão, presidente ou dirigente maior da instituição) são fundamentais. É nesses contatos preliminares que o comunicador terá uma visão ampla do contexto, poderá avaliar como a organização ”sente” a perspectiva de intensificar laços com seu(s) público(s), o que espera do trabalho que está para se iniciar - e se não espera demais. Também é o dirigente (da empresa, do sindicato, da ONG) que vai encaminhar outros contatos necessários, a fim de transmitir ao comunicador diferentes visões e viabilizar o diagnóstico adequado.

O diagnóstico, as soluções

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Um dos maiores desafios para o comunicador institucional - jornalista, RP, publicitário - está no ponto de partida. Desenvolver um planejamento de comunicação adequado, compatível com o perfil e as demandas do cliente, que efetivamente possa fazer diferença e trazer soluções que viabilizem a abertura de canais de diálogo da organização com seus públicos, exige um mergulho prévio na realidade do seu objeto de estudo. É preciso, com o óbvio aval da instituição, pesquisar a fundo a história, a trajetória, o segmento de atuação, as interações que deram certo e as que deram errado, os atributos e as deficiências apresentadas, a fim de construir um diagnóstico preciso e, a partir dele, propor uma “receita”, apontando caminhos possíveis (não os únicos, apenas alguns direcionamentos) para que o cliente consolide seu papel social. O blog vai voltar ao assunto, na expectativa de contribuir com o produto de algumas das experiências já realizadas pela Mercado de Comunicação para os profissionais que agora se lançam neste território e têm dificuldades em dar o pontapé inicial. Comentários dos internautas são bem-vindos.

Assessor de imprensa é jornalista, sim!

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(O texto não é de hoje - é de abril - mas contribui para endossar as reflexões já postadas aqui sobre a natureza jornalística do trabalho desenvolvido por uma Assessoria de Imprensa - desde que séria e comprometida com o interesse público. Foi veiculado originalmente no portal Acontecendo Aqui e é de autoria da competente Sara Caprário, colunista fixa daquele espaço.)

Assessoria de imprensa é jornalismo? Eu respondo que sim, reiterando o que já disse aqui nesse espaço outras vezes. A assessoria de imprensa é jornalismo quando propõe um trabalho sério de divulgação responsável e cujos objetivos são os mesmos de quem está na redação, ou seja, oferecer a melhor informação ao público leitor, telespectador, ouvinte e internauta.

Assim como reitero que a função do assessor de imprensa deve ser exercido por jornalistas. Quem melhor para lidar com jornalistas do que jornalistas? É para isso que serve uma assessoria. Uma assessoria de comunicação ou de imprensa será o elo de ligação entre os profissionais das redações e a organização que assessora, podendo assim facilitar o trabalho das duas partes.

Não quero excluir as possibilidades de que outros profissionais também possam fazer um bom trabalho de assessoria de imprensa, desde que para isso siga a mais importante premissa do jornalismo, que é o interesse público.

O que quero ressaltar aqui é que a essência deve ser a mesma.

O jornalista que ocupa um cargo de editor chefe de um veículo também se vê às voltas com estratégias de marketing, cálculos e funções que vão além do mundo da informação jornalística.

A rotina do assessor de imprensa também pode envolver outras habilidades, mas nós estamos sempre com foco no respeito às manifestações da controvérsia, da contradição e da pluralidade de versões. Ser assessor de imprensa não significa ser advogado de defesa, não assumimos papéis de defender o cliente, somos na maior parte do tempo estrategistas em busca de caminhos possíveis até chegar na redação, não de pressão para ter direitos de resposta (a não ser nos casos em que isso é necessário, mas não no dia-a-dia).

O assessor de imprensa é um facilitador, colabora com o planejamento de divulgação e tem como importante tarefa poupar tempo dos executivos no relacionamento com a imprensa. Para isso o ideal é ser jornalista.

Não fosse assim, iríamos regredir no tempo, esvaziar os escritórios de assessoria de todo o país e substituir os profissionais por outros? Não. Quem trabalhou em um veículo conhece melhor esse nosso louco mundo da factualidade e pode traduzí-lo para quem vive fora das redações.

Mercado de Comunicação

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