Os dilemas da assessoria de imprensa…
O papel do assessor Seja o primeiro a comentar »
…são muitos, e cotidianos. O que é legítimo e o que é equivocado neste trabalho que consiste em levantar informações de interesse público nas organizações e fazê-las chegar ao conhecimento da população por intermédio da imprensa? Como preservar a ética, baliza maior, se nem sempre os interesses em pauta são convergentes? Um bom debate, sem fim. Para turbiná-lo, vão algumas considerações da jornalista Liriam Sponholz em artigo publicado no “Observatório da Imprensa”:
# Mais de metade das notícias veiculadas nos jornais dos EUA e da Alemanha, desde a década de 70, teve origem em assessorias de imprensa ou foi “provocada” por estratégicas de RP.
# Nos EUA, há mais jornalistas em assessorias de imprensa (162 mil) que em redações (122 mil). “Uma tendência mundial.”
# Problema: relação de “dependência recíproca” entre jornalistas e assessores de imprensa para a produção da notícia. “…redações que não conseguiriam sobreviver sem as assessorias de imprensa e os seus press-releases.”
# Benefício: abertura de espaço na mídia para diferentes correntes de opinião e segmentos sociais.
# A imprensa precisa de fornecimento constante de fatos. Um trabalho orientado para estabelecer um relacionamento com a imprensa pode estimulá-la a abrir seu leque de fontes, ouvir mais a sociedade e ser mais pluralista.
# Profissionalizar as relações com a mídia pode significar uma chance maior para diversos grupos sociais articularem seu ponto-de-vista através da mídia.
# Exemplo positivo: a ONG Green Peace (consegue sucesso ao divulgar as propostas do movimento em paralelo a notícias sobre protestos etc.).