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	<title>Mercado de Comunicação &#187; Jornalismo</title>
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		<title>O mais novo centenário de Joinville</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 17:39:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No sábado, 2 de julho, o Jornal A Notícia publicou matéria sobre o aniversário de Joaquim Soares da Silva. O mineiro que mora em Joinville, reuniu familiares para comemorar seus 100 anos. A festa aconteceu no Holz Hotel, cliente da Mercado de Comunicação. Veja na íntegra a matéria: 

2 de julho de 2011. &#124; N° [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No sábado, 2 de julho, o Jornal A Notícia publicou matéria sobre o aniversário de Joaquim Soares da Silva. O mineiro que mora em Joinville, reuniu familiares para comemorar seus 100 anos. A festa aconteceu no Holz Hotel, cliente da Mercado de Comunicação. Veja na íntegra a matéria: </p>
<p><a href="http://www.mercadodecomunicacao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/A-Notícia-02.07-pág.08-1.jpg"><img src="http://www.mercadodecomunicacao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/A-Notícia-02.07-pág.08-1-300x295.jpg" alt="" title="A Notícia - 02.07 pág.08 (1)" width="300" height="295" class="aligncenter size-medium wp-image-3341" /></a></p>
<p>2 de julho de 2011. | N° 1176</p>
<p>ANIVERSÁRIO DE UM SÉCULO</p>
<p><strong>A sorte grande de seu Quincas</strong><br />
Vida longa, lúcida e cercada de gente. Assim ele celebra seus cem anos hoje</p>
<p>A grande proeza do mineiro Joaquim Soares da Silva talvez não seja chegar aos cem anos. Afinal, há outros 23.760 brasileiros nessa idade, segundo o Censo de 2010; 25 deles em Joinville. Mas seu Joaquim torna-se centenário hoje com uma vantagem imensa sobre boa parte dessas pessoas: a memória intacta, que o permite reconhecer filhos, netos e bisnetos e relembrar passo a passo uma vida que teve suas alegrias e tristezas. Datas e nomes saem facilmente na fala do bancário aposentado que mora há 19 anos em Joinville. Ele festeja hoje o aniversário redondo no Hotel Holz ao lado de cerca de 50 parentes.</p>
<p>Seu Joaquim enumera explicações para a sua façanha – algumas podem servir de conselho para todos. Desde pequeno, Quincas (apelido comum aos joaquins de Minas Gerais) gostava de esporte. Jogava basquete e lecionou educação física no pequeno clube que ajudou a fundar. Joaquim deixou de nadar até mil metros somente perto dos 80 anos. Era um prazer e fazia a vida social – que ele aproveitou. Apesar de viver “rodeado de mulheres”, casou-se apenas aos 32 anos com Anita, que tinha então quase metade da idade dele.</p>
<p>Hoje, os olhos não ajudam, mas Joaquim também exercitou o cérebro. Devorava livros. Em Montes Claros, na falta de escola, existia um grupo escolar onde ele aprendeu a ler, escrever e fazer contas na década de 1920. Mas o adolescente Quincas tanto fez que trabalhou de recepcionista em um pasquim de fofocas, o “Trololó”. Da biblioteca do patrão vereador, tirou as publicações que foram as professoras que ele não teve.</p>
<p>Joaquim recita de cor os versos do poeta paulista Menotti Del Picchia, que conta a história de um triângulo amoroso. Eram os versos que costumava dizer a dona Anita, a quem pediu em namoro com a frase “você quer envelhecer comigo?”. “Ela é mais forte do que eu. Enfrentou cem meses de gravidez (tiveram 11 filhos, nove vivos), e me atura há 68 anos”, brinca. “Um dia, me livro de você”, rebate ela.</p>
<p>Outro segredo de Quincas – que não deve valer para todos – é bebericar todo santo dia um preparado, segredo de família, à base de cachaça e erva-doce. Quem lhe ensinou a receita foi a sogra, que “não queria ver a filha viúva nova”.</p>
<p>Dor de ver partir</p>
<p>Mas nem tudo é doce na vida de um centenário. Joaquim sentiu a dor de ver pessoas queridas morrerem – entre elas, dois filhos. Um, ainda menino, com quatro anos; o outro, já com cerca de 50. “Não vou mentir, isso me baqueou”, admite. Ainda assim, ele se diz um abençoado pela “providência divina”. “Não imaginava que iria chegar tão longe.” </p>
<p>Algumas lições</p>
<p>Confira as principais escolhas de vida a que o bancário aposentado atribui a sua longevidade:<br />
- Praticar esportes. Seu Joaquim da Silva jogou basquete e lecionou educação física no clube que ajudou a fundar em Montes Claros. Nadou até os 80 anos.<br />
- Ler muito. Mesmo quando trabalhava bastante para sustentar a família numerosa, Joaquim dedicou tempo à leitura. Um dos livros preferidos é “Grande Sertão, Veredas”, de Guimarães Rosa. “Fala da região em que vivi”, conta. Até hoje, quando os olhos já o impedem de ler, pede para que leiam para ele.<br />
- Ter regras. Mesmo aposentado, seu Joaquim sempre levanta às 5 horas e vai deitar às 20 horas, independentemente de ser feriado ou fim de semana. As horas de se alimentar são sagradas. “O corpo não gosta de indisciplina”, acredita um dos filhos dele, Carlos Magno, 62 anos.<br />
- Levar uma vida limpa. Admirador do estilo de vida dos antigos gregos, seu Quincas acredita ter vivido sobre o lema “mente sã em corpo são”. E diz ter escolhido se dedicar mais ao que lhe dava satisfação do que à perseguição por formar patrimônio.<br />
- Buscar qualidade de vida. Joaquim mudou-se para Joinville a convite de uma filha, médica, que atuou na Prefeitura. “Gostei da cidade assim que a vi. Era bonitinha e tinha um ar sem poluição, que é um grande problema em Belo Horizonte.”</p>
<p>camille.cardoso@an.com.br</p>
<p>CAMILLE CARDOSO</p>
<p>http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&#038;local=18&#038;source=a3373761.xml&#038;template=4187.dwt&#038;edition=17443&#038;section=2003</p>
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		<title>Presença em seminário de pós-graduação</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 13:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Guilherme Diefenthaeler esteve em Florianópolis no sábado, a convite do professor Aldo Schmitz, para participar de seminário profissional que integra a grade da pós-graduação em Gestão da Comunicação Pública e Empresarial, uma realização da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) em convênio com o Instituto Superior de Comunicação (Iscom). Guilherme foi falar sobre a prática do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Guilherme Diefenthaeler esteve em Florianópolis no sábado, a convite do professor Aldo Schmitz, para participar de seminário profissional que integra a grade da pós-graduação em Gestão da Comunicação Pública e Empresarial, uma realização da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) em convênio com o Instituto Superior de Comunicação (Iscom). Guilherme foi falar sobre a prática do jornalismo corporativo, a partir dos estudos que resultaram no livro “Jornalismo Empresarial: Isso é Possível?”, lançado no ano passado pela Mercado de Comunicação.</p>
<p><a href="http://www.mercadodecomunicacao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/Guilherme_Florianópolis_18_06_11.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3297" title="Guilherme_Florianópolis_18_06_11" src="http://www.mercadodecomunicacao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/Guilherme_Florianópolis_18_06_11-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
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		<title>Jornalistas apresentam experiências em pós-graduação</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 14:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Na academia]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre nós]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista Guilherme Diefenthaeler, diretor da agência Mercado de Comunicação, de Joinville, é um dos palestrantes do primeiro seminário avançado de 2011 na pós-graduação em Gestão da Comunicação Pública e Empresarial, uma realização da Universidade Tuiuti, em convênio com o Instituto Superior de Comunicação (ISCOM) e com apoio da Associação Catarinense de Imprensa (ACI). Neste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista Guilherme Diefenthaeler, diretor da agência Mercado de Comunicação, de Joinville, é um dos palestrantes do primeiro seminário avançado de 2011 na pós-graduação em Gestão da Comunicação Pública e Empresarial, uma realização da Universidade Tuiuti, em convênio com o Instituto Superior de Comunicação (ISCOM) e com apoio da Associação Catarinense de Imprensa (ACI). Neste sábado, a partir das 10h30, Diefenthaeler fala sobre a prática do jornalismo no meio corporativo, apresentando uma síntese das conclusões do estudo que deu origem ao livro “Jornalismo Empresarial: Isso É Possível?” (editora Mercado de Comunicação, 2010). Outros três profissionais compartilham experiências ao longo do seminário, que se inicia nesta sexta-feira à noite, no campus da UFSC, em Florianópolis: Carlos Stegemann, diretor da PalavraCom, que trata de assessoria de imprensa; Déborah Almada, da AllPress, com uma apresentação sobre agências de comunicação; e Geraldo Lion, da ExpecTV, sobre mídia training. O curso tem a coordenação do professor Aldo Schmitz.</p>
<p><em> Assessoria de Imprensa Mercado de Comunicação</em></p>
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		<title>Medo e Delírio em Las Vegas</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 14:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ideias]]></category>
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		<description><![CDATA[Para o pessoal do jornalismo ou aqueles que gostam de uma boa leitura, segue uma indicação de livro, com resenha do colunista Gian Danton,  do site &#8220;Digestivo Cultural&#8221;. Um chute na tão conclamada objetividade jornalística, &#8220;Medo e Delírio em Las Vegas&#8221; leva o leitor a uma viagem maluca, em um leitura envolvente e divertida, mostrando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para o pessoal do jornalismo ou aqueles que gostam de uma boa leitura, segue uma indicação de livro, com resenha do colunista Gian Danton,  do site &#8220;Digestivo Cultural&#8221;. Um chute na tão conclamada objetividade jornalística, &#8220;Medo e Delírio em Las Vegas&#8221; leva o leitor a uma viagem maluca, em um leitura envolvente e divertida, mostrando o melhor do &#8220;jornalismo gonzo&#8221;, criado por Hunter Thompson. Vale a pena conferir! Letícia Caroline</p>
<p><strong>Medo e Delírio em Las Vegas</strong></p>
<p>Gian Danton</p>
<p><a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3324&amp;titulo=Medo_e_Delirio_em_Las_Vegas">http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3324&amp;titulo=Medo_e_Delirio_em_Las_Vegas</a></p>
<p>A maioria dos jornalistas tem de si uma ideia de pessoas respeitáveis, que fazem matérias objetivas e insentas. Ninguém contribuiu mais para abalar esse mito do que o norte-americano Hunter Thompson no livro Medo e Delírio em Las Vegas, lançado recentemente pela L&amp;PM.</p>
<p>Thompson foi um jornalista convencional durante muitos anos e chegou a ser correspondente internacional no Rio de Janeiro. Mas tinha pouca paciência com o trabalho normal de um repórter.</p>
<p>No início dos anos 1960, foi mandado para cobrir um show de Joan Baez, mas embebedou-se, tomou várias drogas e acabou apagando. Perdeu o show e escreveu um texto completamente alucinado sobre a cultura hippie. Os leitores gostaram e a partir daí, Hunter se especializaria em fazer um tipo de jornalismo que ficou conhecido como gonzo: toda reportagem era sempre a sua versão sobre os fatos e não uma tentativa de mostrar isenção ou objetividade.</p>
<p>Exemplo disso aconteceu quando o periódico Scanlan&#8217;s Monthly mandou-o cobrir a corrida de cavalos em Derby, Kentuchy, em 1970. Thompson inicia a matéria contando sua chegada na cidade. Sua primeira providência, claro, foi visitar o bar mais próximo. Lá, um morador local resolveu tirar sarro dele quando Thompson mentiu que era fotógrafo da Playboy: “Você vai tirar fotos de cavalos pelados?”. “Vai haver encrenca. A minha tarefa é fotografar o motim”, respondeu Thompson. “Que motim?”. “Na pista de corrida. No dia do turfe. Os panteras negras. Você não lê jornal?”.</p>
<p>O homem levantou a voz: “Deus do céu! O que está acontecendo com este país? Onde é possível escapar de tudo isso?”. “Aqui não, com certeza”, garantiu Thompson, mentindo descaradamente.</p>
<p>O resto da matéria é dedicada a contar as peripécias do jornalista, inclusive um jantar com o irmão no qual ele enche o restaurante de gás de pimenta. Pouco mais de três parágrafos são dedicados à corrida. O objetivo de Thompson é expresso por ele mesmo: “Ao contrário dos outros no camarote de imprensa, não estávamos interessados no que acontecia nas pistas. O objetivo era ver os verdadeiros animais em ação”.</p>
<p>É nessa reportagem que ele conhece o desenhista inglês Ralph Steadman, que se tornaria uma espécie de ilustrador oficial do gonzo jornalismo com seu traço psicodélico, com pessoas retratadas como monstros.</p>
<p>O livro inicia com uma frase emblemática: “Estávamos em algum lugar perto de Bartow, à beira do deserto, quando as drogas começaram a fazer efeito”.</p>
<p>Thompson foi contratado por uma revista para fazer a cobertura do Mint 400, uma corrida off-road de motocicletas e levou consigo seu advogado samoano, chamado por ele de Dr. Gonzo. Os conselhos do advogado formam algumas da melhores partes do livro: “Como seu advogado, recomendo que compre uma motocicleta. É o único jeito de cobrir um evento desses de maneira correta”; “Isso aí não vai dar. Precisamos de crédito ilimitado”; “Bem ali tem um lugar chamado Fontes Mescal. Como seu advogado, recomendo que encoste o carro para a gente nadar um pouco”; “Como seu advogado, recomendo que enfie o pé no acelerador”.<br />
Mais: o advogado o aconselha a alugar um carro veloz, sem capota, e encher o porta-malas de todo tipo de drogas e irem atrás do sonho americano.</p>
<p>O livro começa quando eles estão a caminho da corrida, as drogas começam a fazer efeito e Thompson é obrigado a parar de dirigir por causa das alucinações: “Melhor nem citar os morcegos”, pensa ele. “Não ia demorar para que o infeliz também os visse”.<br />
Thompson logo descobre que a corrida é na verdade uma nuvem de poeira: “Sob qualquer ponto de vista convencional, a ideia de ‘cobir a corrida’ era absurda: seria como tentar acompanhar uma prova de natação numa piscina olímpica cheia de talco no lugar de água(&#8230;) Sem dúvida a corrida estava acontecendo. Eu havia testemunhado a largada; disso tinha certeza. Mas e agora, o que poderia fazer? Alugar um helicóptero? Entrar de novo na caminhonete? Zanzar pelo maldito deserto assistindo àqueles idiotas passando a mil pelos pontos de controle, uma a cada treze minutos?”.</p>
<p>A decisão é simplesmente esquecer a corrida e escrever sobre Las Vegas: “Esta não é uma boa cidade para usar drogas psicodélicas. A própria realidade já é distorcida demais”, escreve ele. A cidade é 24 horas de jogo e o circo nunca para: “Use a espingarda para desgrudar os adesivos dos mamilos de uma mulher-macho de três metros e ganhe uma cabra feita de algodão-doce. Basta parar na frente desta máquina fantástica, meu amigo e, por 99 centavos sua imagem vai aparecer num telão de sessenta metros de altura bem no centro de Las Vegas. Pagando mais 99 centavos, você pode incluir uma mensagem gravada”.</p>
<p>O resultado é o esperado: Thompson mergulha no submundo de Las Vegas, toma todo tipo de droga, faz dívidas astronômicas em hoteis (“tínhamos pedido para aquele quarto tudo que as mãos humanas podiam carregar ― incluindo umas seiscentas barras de sabonete Neutrogena transparente”) dos quais foge no meio da noite e surta a cada dois parágrafos, achando que vão prendê-lo ou atirar nele (“Um doutor em jornalismo não merece editar o boletim semanal da penitenciária”), e ainda tem de agüentar o advogado samoano ainda mais paranóico do que ele.</p>
<p>O resultado poderia ser um livro barra-pesada, mas acaba se tornando uma grande comédia sobre o sonho americano escrita por alguém que não se leva a sério e se entrega por inteiro no texto com uma coragem e cara de pau extraordinários.<br />
O gonzo jornalismo criado por Hunter Thompson ajudou a derrubar o muro que separava jornalismo de humor, a experiência pessoal, da reportagem, abrindo caminho para programas como o Profissão Repórter, CQC e A Liga.</p>
<p>Medo e Delírio em Las Vegas é o maior marco do gonzo. É leitura obrigatória para alunos de jornalismo que ainda não foram contaminados pela ditadura da pirâmide invertida.</p>
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		<title>Muito além da comunicação</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 13:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O papel das agências de comunicação vai além&#8230; da comunicação. É o que se aponta no anuário da Mega Brasil. “Chega-se a um novo ciclo, em que, mais do que comunicação, as organizações querem de seus parceiros estratégias, diagnósticos, pesquisas, aconselhamentos, críticas, olhares, muito know-how, e, claro, junto com tudo isso, inteligência e ações planejadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O papel das agências de comunicação vai além&#8230; da comunicação. É o que se aponta no anuário da Mega Brasil. “Chega-se a um novo ciclo, em que, mais do que comunicação, as organizações querem de seus parceiros estratégias, diagnósticos, pesquisas, aconselhamentos, críticas, olhares, muito <em>know-how</em>, e, claro, junto com tudo isso, inteligência e ações planejadas para melhorar a imagem e os negócios”, afirma o texto do guia. A publicação traz alguns exemplos de agências que estão se alinhando ao novo perfil descrito. Uma delas é a CDN, destacada como pioneira no “alargamento de suas fronteiras” de atuação e, hoje, com nada menos que 18 núcleos de negócios. “Seguimos, de um lado, as demandas do mercado e dos clientes, e, de outro, usamos nossa capacidade empreendedora e nossos talentos para fazer o caminho inverso e chegar ao mercado com produtos, serviços e ideias novas. O resultado é essa estratégica diversificação que atingimos, o que nos torna uma agência completa, que oferece praticamente tudo o que os cliente precisam em termos de comunicação, com a óbvia sinergia que isso gera em termos de ação e resultados”, raciocina o presidente da CDN, João Rodarte. No entendimento de Cláudia Rondon, da RP1, também entrevistada pelo anuário, o trabalho das agências vai-se tornando cada vez mais estratégico e próximo do poder decisório dos clientes. Segundo ela, já faz parte do rol de atividades das agências a orientação para clientes em momentos de expansão, quanto à natureza dos mercados em que pretendem atuar, em busca de sinalizadores para um diagnóstico adequado e para planejar a comunicação dessa operação. “Estratégicos, somos mais requisitados; mais requisitados, somos mais estratégicos. E, nesse círculo virtuoso, além de ampliar os negócios, fidelizamos mais os clientes.”</p>
<p><em>(Segunda-feira tem mais.)</em></p>
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		<title>O perfil do profissional ideal</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 12:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Na academia]]></category>
		<category><![CDATA[O papel do assessor]]></category>

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		<description><![CDATA[São intermináveis, e por vezes estéreis, as discussões sobre a identidade do profissional que atenderá aos enormes desafios da comunicação corporativa nestes novos tempos. Quem é o mais talhado para a função, que extrapola a formação de origem de cada uma das especialidades conhecidas? Para Ciro Dias Reis, da Abracom, é o de menos. “Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São intermináveis, e por vezes estéreis, as discussões sobre a identidade do profissional que atenderá aos enormes desafios da comunicação corporativa nestes novos tempos. Quem é o mais talhado para a função, que extrapola a formação de origem de cada uma das especialidades conhecidas? Para Ciro Dias Reis, da Abracom, é o de menos. “Se faremos isso com jornalistas, relações públicas, publicitários ou outro tipo de profissional, não tem a menor importância. Não importa a cor do gato, desde que ele pegue o rato. O cliente quer solução e nós temos de oferecê-la. E cada vez mais o cliente quer o pacote completo, em vez de ter que comprar soluções parciais de inúmeros fornecedores”, alerta Reis, no Anuário Brasileiro das Agências de Comunicação e da Comunicação Corporativa. “Nesse novo contexto, precisaremos ainda mais de pessoas e equipes ecléticas, muito bem informadas, com pleno domínio do inglês, que tenham um olhar internacional, formação múltipla e visão ampla de mercado.” Espera-se que a academia esteja atenta para repensar em parte os currículos dos cursos de comunicação, levando em conta o perfil apresentado pelo dirigente da Abracom. Aí é que estarão as oportunidades de trabalho no futuro.</p>
<p><em>(Amanhã tem mais.)</em></p>
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		<title>1º Prêmio ACIF de Jornalismo recebe inscrições até final de março</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 16:59:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para os jornalistas de plantão, a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) está lançando um prêmio que vai destacar as melhores reportagens sobre Negócios e Associativismo. As informações são do site www.deolhonailha.com.br
Estão abertas até o dia 31 de março as inscrições para o Prêmio ACIF de Jornalismo, que vai destacar as melhores reportagens sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os jornalistas de plantão, a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) está lançando um prêmio que vai destacar as melhores reportagens sobre Negócios e Associativismo. As informações são do site <a href="http://www.deolhonailha.com.br">www.deolhonailha.com.br</a></p>
<p>Estão abertas até o dia 31 de março as inscrições para o Prêmio ACIF de Jornalismo, que vai destacar as melhores reportagens sobre Negócios e Associativismo, veiculadas entre dezembro de 2010 e março de 2011 em mídia impressa, tevê, rádio, mídia regional e web. Os vencedores vão ganhar laptops. O Prêmio Especial do Juri ganhará R$ 5 mil em dinheiro. Serão considerados a contribuição ao modelo empresarial e ao setor produtivo de Florianópolis, relevância do tema, abordagem, profundidade e qualidade (técnica, precisão, clareza, didatismo, linguagem, correção e criatividade). As inscrições podem ser feitas pelo site <a href="http://www.acif.org.br">www.acif.org.br</a></p>
<p>O Prêmio destacará reportagens em seis categorias: impresso, tevê, rádio, mídia regional, web e Prêmio Especial do Júri. Os vencedores vão ganhar laptops e o Prêmio Especial do Juri levará R$ 5 mil em dinheiro.A comissão julgadora levará em consideração os seguintes critérios para a escolha dos melhores trabalhos: contribuição ao modelo empresarial e ao setor produtivo de Florianópolis; relevância do tema, abordagem, profundidade e qualidade (técnica, precisão, clareza, didatismo, linguagem, correção e criatividade).</p>
<p>Podem concorrer somente jornalistas profissionais com registro e as matérias em todas as categorias devem ter sido veiculadas no período entre dezembro de 2010 a março de 2011, sendo que as inscrições estão abertas até 31 de março de 2011.</p>
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		<title>Reflexões sobre o compromisso público da comunicação</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 17:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Literário]]></category>

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		<description><![CDATA[Só uma curta reflexão: desde o encontro que tivemos, aqui na Mercado de Comunicação, com a gestora da rádio Mais FM, Ana Paula Peixer, ficou no ar uma certa inquietação, que vem a ser, na verdade, a constatação de que a maior parte das pessoas responsáveis pela condução dos meios de imprensa de Joinville, principalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só uma curta reflexão: desde o encontro que tivemos, aqui na Mercado de Comunicação, com a gestora da rádio Mais FM, Ana Paula Peixer, ficou no ar uma certa inquietação, que vem a ser, na verdade, a constatação de que a maior parte das pessoas responsáveis pela condução dos meios de imprensa de Joinville, principalmente em rádio (não é o caso de Ana Paula), não consegue alcançar a amplitude do compromisso público que é fazer comunicação. Só é possível abrir uma rádio ou uma emissora de televisão com uma concessão pública, isto é, um precedente que permite que alguém utilize o poder gigantesco desses meios para transcender limites geográficos. Essa concessão faz com que, de certa maneira, toda emissora de rádio seja pública, já que ela só existe por conta de uma <strong>concessão</strong> do governo e da sociedade, que deposita sua confiança e espera, como contrapartida, um conteúdo de qualidade, que permita o crescimento cultural e racional do cidadão, seja por meio de um bom jornalismo, de boa música ou um sortimento de informações importantes para o cotidiano.</p>
<p>Essa é a noção que está perdida. Os veículos de comunicação são conduzidos como empresas particulares e comuns, restritas à busca do lucro. Falta a noção de compromisso com o cidadão, de fazer valer a concessão. E é por isso que a criação de ferramentas governamentais de verificação da qualidade do conteúdo não são censura, como desejam disseminar certas correntes de profissionais. Essas ferramentas querem aferir se, realmente, cada um desses veículos fazem o que se propõe a fazer. Se realmente contribuem para o crescimento intelectual do cidadão comum.</p>
<p>Para nós, da Mercado de Comunicação, é claro que temos certa responsabilidade no processo de garantia dessa proposta de compromisso, de contrato. E é por isso que, mesmo sem sermos &#8220;obrigados&#8221; pela legislação, damos nossa contrapartida de interesse social com a realização do Prêmio Joinville de Expressão Literária, que incentiva a educação pelas letras, e dá a muita gente a chance de desengavetar suas criações pessoais, e mostrá-las à comunidade. A iniciativa da Mais FM, de apoiar o prêmio, demonstra que existe, pelas nossas bandas, gente que lida com comunicação e tem a consciência de que esse ofício, mais que apenas um negócio, é um sacerdócio, um voto de dedicação integral ao próximo, de fomento à cidadania. E é essa consciência, de que temos companhia no front dessa guerra diária, é que nos incentiva a continuar lutando.</p>
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		<title>Café Cultural discute jornalismo corporativo</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 13:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, no programa Café Cultural, da Rádio Mega Brasil Online, Guilherme Diefenthaeler dará uma entrevista sobre jornalismo corporativo. O programa começa às 17h. A transmissão acontece pela internet, no endereço eletrônico www.megabrasil.com.br/radio/radio.htm. Quem não puder acompanhar à tarde, o programa será retransmitido amanhã, quarta-feira, 10h, e na quinta-feira, 10 de fevereiro, às 20h.  Também é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, no programa Café Cultural, da Rádio Mega Brasil Online, Guilherme Diefenthaeler dará uma entrevista sobre jornalismo corporativo. O programa começa às 17h. A transmissão acontece pela internet, no endereço eletrônico www.megabrasil.com.br/radio/radio.htm. Quem não puder acompanhar à tarde, o programa será retransmitido amanhã, quarta-feira, 10h, e na quinta-feira, 10 de fevereiro, às 20h.  Também é possível fazer o download do Café Cultural no site www.jornaldacomunicacao.com.br/audios1_1024_2_cafecult.asp. O link ficará disponível por 45 dias.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Que pauta lhe interessa?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 18:52:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mercado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[O papel do assessor]]></category>

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		<description><![CDATA[Por CRISTINA BRAGA, Revista Negócios da Comunicação
Assédio das agências de comunicação aos veículos precisa de critérios e novas maneiras de apresentar a informação
Houve época em que a única maneira de um assessor de imprensa abordar o jornalista que trabalha em redação era entregar o press release em mãos. A evolução técnica gerou a era do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por CRISTINA BRAGA, Revista Negócios da Comunicação<br />
<em>Assédio das agências de comunicação aos veículos precisa de critérios e novas maneiras de apresentar a informação</em></p>
<p>Houve época em que a única maneira de um assessor de imprensa abordar o jornalista que trabalha em redação era entregar o press release em mãos. A evolução técnica gerou a era do fax, com suas bobinas espirrando releases lentamente o tempo inteiro. Finalmente, novas tecnologias facilitaram ainda mais comunicação entre essas partes, e agora basta dar um click para o contato acontecer instantaneamente via e-mail. O lado ruim dessa história é que a facilidade se tornou um inconveniente por conta do excesso de informação enviada e pela insistência dos profissionais das assessorias de imprensa.<br />
Hoje, algumas agências de comunicação já perceberam a importância de afinar a abordagem com o veículo, propondo um relacionamento condizente com a realidade em que vivemos. Redações cada vez mais enxutas, inundadas por e-mails não pertinentes ao seu foco de atuação, acompanhados por uma enxurrada de convites para viagens, almoços e encontros de todo tipo configuram um verdadeiro &#8220;assédio&#8221;. O tamanho das redações atuais não comporta o deslocamento de repórteres e editores para almoços e viagens a toda hora. Ocorre o paradoxo de o excesso de iniciativa comprometer as agências e seus profissionais num mercado altamente competitivo.<br />
Como aproveitar melhor o link entre a fonte e a redação? Bia Bansen, sócia da Bansen Comunicação e Marketing, sediada em São Paulo e há 25 anos no mercado, diz que &#8220;os procedimentos para falar com a redação passam pelo bom senso e pela ponderação, como fazer releases mais enxutos e não entupir a caixa postal de ninguém com anexos pesados. Mais informações sobre o assunto da nota disponibilizo no site da agência&#8221;, revela. Entretanto, segundo ela, essa não é a pior parte. &#8220;O que pesa não é o volume de releases e notas, mas sim a má qualidade da informação&#8221;, garante.<br />
Janine Saponara, diretora-presidente da Lead Comunicação Organi-zacional, agência pioneira no atendimento de contas do terceiro setor em São Paulo, diz acreditar que as agências de comunicação já estão abordando as redações de uma maneira diferente. &#8220;Aliás, como em todo mercado, tem as que já estão na nova era da abordagem por conteúdo, como eu costumo chamar, e as que ainda estão na velha fase de emplacar pautas por simples insistência e contatos pessoais. Estas não são referência&#8221;, aponta Janine.<br />
Ela faz parte do Images and Voices and Hope, um movimento internacional de comunicadores, fundado nos Estados Unidos pela produtora de tevê    Judy Rogers, que, segundo Janine, &#8220;se cansou de ver notícia ruim e decidiu conclamar comunicadores no mundo inteiro para, através da &#8216;Metodologia da Investigação Apreciativa&#8217;, serem agentes de uma mídia que constrói&#8221;. Janine é certificada nessa metodologia pela Case University, de Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos.<br />
&#8220;Participar disto me fez ver que, se assessorias e redações não quebrarem o paradigma de pensar que uma tem de pedir e outra aceitar, não conseguiremos enxergar a verdadeira realidade que se descortina aos nossos olhos diariamente: o nosso grande papel de transformar o mundo no século XXI. E não é com um balcão de compra-e-venda no meio que isso vai acontecer&#8221;, diz Janine.<br />
A diretora-presidente da Lead relata que, na relação do dia-a-dia com as redações, sua empresa questiona o jornalista &#8220;sobre o que ele tem feito com o poder que detém. Se ele recusa uma sugestão de pauta, logo perguntamos então qual é a que lhe interessa. E esta investigação é feita de forma muito apreciativa, não é simplesmente para emplacar a notícia do cliente&#8221;. Segundo Janine, ela se fundamenta no fato de que, sabendo o que aquele jornalista do outro lado linha quer e precisa, a agência tem muito mais condições de estabelecer um relacionamento produtivo com ele.<br />
 Pablo Pereira, editor-executivo de O Estado de S. Paulo, considera que as assessorias mudaram suas abordagens nos últimos anos. &#8220;Hoje, há maior especialização nesse segmento, com profissionais  preocupados com a divulgação dos seus clientes nas diversas mídias. Isso nos leva a conviver com algumas práticas novas na relação jornalista/fonte&#8221;. Ele cita como exemplo um tipo de &#8220;assédio&#8221; que se torna cada dia mais presente: &#8220;é aquele assessor que escreve textos curtos, para nota de coluna, mandadas para as redações na esperança que sejam publicadas na íntegra, às vezes até com o número de linhas certinho&#8221;. Muita informação já chega à redação com o requinte de um pretenso texto final, caso determinado jornalista não queira ter o trabalho de apurar e escrever as próprias reportagens, segundo Pereira. </p>
<p><strong>Não há mágica.</strong> </p>
<p>Ele diz que as agências cumprem seu papel, defendem os interesses de sua clientela, fazem circular suas informações, legitimamente, mas observa que nem sempre esses interesses convergem com a pauta das redações. &#8220;As informações das agências de comunicação são relevantes, mas o jornalista que ficar a reboque delas não prestará bom serviço ao seu leitor. É preciso trabalhar, checar, cruzar informações, apurar detalhes, ter seu próprio olhar crítico sobre aquilo que será publicado, tanto no conteúdo quanto na forma. É trabalho duro. Não há mágica nem moleza&#8221;, afirma.<br />
A revista Veja, da Editora Abril, não é receptiva às agências. Julio Cesar de Barros, um dos editores da revista, diz que a publicação não divulga notícia que vem de assessoria. Segundo ele, as agências falham ao colocar seu material &#8220;na mão de estagiários ou iniciantes que não têm muita influência sobre o veículo. Já  as assessorias segmentadas conseguem ter profissionais mais qualificados, que direcionam a informação para o editor certo&#8221;. Ele conta que, às vezes, as agências sugerem personagens interessantes, &#8220;mas só paro para ler se a sugestão é exclusiva. Quando é mandada &#8216;por atacado&#8217;, é difícil prestar atenção a qualquer mensagem vinda das agências&#8221;, afirma.<br />
Para o ex-diretor de redação de O Estado de S. Paulo, Sandro Vaia, &#8220;a maioria dos pedidos que eu recebia para almoçar com clientes das assessorias interessava mais a esses clientes do que ao jornal. A abordagem continua sendo, na maioria das vezes, inconveniente e pouco acrescenta às necessidades do jornal de produzir material de interesse público e de boa qualidade&#8221;, diz ele.<br />
Vaia diz que &#8220;o assédio é tão grande e às vezes tão despropositado que a redação corre o risco de deixar escapar, no meio de tantas mensagens, alguma coisa que seja importante, perdida numa montanha de inutilidades&#8221;. Diante da questão de que uma redação com poucos repórteres na rua depende das agências para criar e desenvolver suas pautas, a resposta dele é não. &#8220;A redação se pauta por aquilo que julga ser o interesse dos leitores e não o interesse das agências de comunicação&#8221;, sentencia.<br />
Na contramão desse assédio, alguns repórteres se aproveitam da situação e exploram seus colegas das agências pedindo que façam seu trabalho, freqüentemente para localizar fontes adequadas para a pauta que têm a cumprir e às vezes até mesmo para desenvolver toda a apuração, acusam, em absoluto off, alguns desses explorados.</p>
<p><strong>A revolução do e-mail</strong></p>
<p>Carlos Henrique Carvalho, secretário-executivo da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), afirma &#8220;cada salto tecnológico, como agora, com o e-mail, abre a possibilidade de maior número de pessoas mandarem informações para as redações. Elas recebem cada vez mais notas das assessorias de imprensa e mensagens dos leitores, ouvintes e telespectadores, que também enviam perguntas. O volume de informações é muito grande&#8221;. O número de agências hoje estabelecidas no Brasil já alcança 1,1 mil, sendo que 600 estão no Estado de São Paulo, e cerca de 400 encontram-se na capital do Estado, segundo dados da Abracom, que incluem as agências domésticas (pessoas jurídicas que trabalham em casa).<br />
Segundo José Luiz Schiavoni, presidente da Abracom e sócio-diretor da S2 Comunicação Integrada, a preocupação com o excesso de atividade por parte das agências dominou um seminário sobre relações com a imprensa realizado pela entidade em 2005. &#8220;Reunimos alguns editores e âncoras dos principais veículos do país e ficou claro que há uma necessidade de reduzir a distribuição de e-mails, e isto já é uma tendência. As práticas mais avançadas do nosso mercado abominam o envio indiscriminado de releases.&#8221;<br />
Os participantes do seminário apontaram as assessorias de imprensa como importantes, mas disseram que o setor precisa ser mais organizado, ter ferramentas de distribuição mais focadas, critérios para enviar releases, e novas maneiras para apresentar a informação. Por exemplo, diz Schiavoni, às vezes vem escrito &#8220;informação importante&#8221; no campo &#8216;assunto&#8217; do e-mail&#8221; e aí o jornalista nem abre porque ele recebe isso mil vezes por dia. Ele também recomenda nunca definir a mensagem como sendo de &#8220;alta prioridade&#8221;.<br />
&#8220;O que a gente sente é que as redações precisam dessa informação, elas não dispensam o trabalho das agências, pelo contrário, uma informação bem organizada é importante para o jornalista porque a fonte nem vai chegar até ele se não passar  pela assessoria. Tem muito jornalista que vai direto ao presidente da empresa, que o remete à assessoria&#8221;, emenda o secretário da entidade, Carlos Henrique Carvalho.<br />
Por sua vez, o presidente da Abracom, José Luiz Schiavoni, afirma que há mesmo uma relação de interdependência. As agências e assessorias das empresas organizam informações, facilitam o trabalho do jornalista. Mas não podem interferir jamais na independência editorial. &#8220;As novas tecnologias e o dinamismo de um mercado globalizado fizeram com que o volume de informações disponível crescesse de forma significativa&#8221;, diz, e o trabalho das agências e dos assessores de comunicação deve servir para &#8220;garantir o fluxo de informação disciplinada e com credibilidade&#8221;.</p>
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