Não foi à toa que ela foi batizada pelo nome de Letícia, do latim laetitia, que significa alegria. Pois, a menina, que é a primogênita de uma feliz e desconcertante família, também dá o que falar. Defendeu sua dissertação de Mestrado em Patrimônio Cultural pela Univille como gente grande. E com a mesma paixão que emoldurou seus muitos meses de pesquisa sobre a Ilha da Rita, um canto lindo e quase desconhecido, mesmo em São Francisco do Sul, município a que pertence. Do texto ao documentário, das visitas à ilha às tardes e noites de acadêmicos – ou, nem tanto – devaneios, surge um trabalho sério e inovador, que muito nos orgulha e nos faz melhores. Letícia, a autora nos instiga a mergulhar em patrimônios, identidades e memórias, para nos dizer do amor, as tantas e distintas verdades. Letícia Ribas Diefenthaeler Bohn é a mais nova Mestre da família – em verdade, a primeira de nossa linhagem direta. O mais bacana, no entanto é que, embora atenda, em sua própria medida, às recomendações acadêmicas, é no mágico toque deste pulsar da vida em que sustenta todas as suas argumentações, que nos identificamos, nos reencontramos, nos permitimos ser mais… Parece que, finalmente, começam a se desatar os nós que separavam o que se chama de conhecimento científico do conhecimento “pé-no-chão”. Diretamente das lembranças de pescadores, a revisão de uma trajetória histórica – mas, sobretudo, a reconstrução de nós mesmos… O teu olhar, filha, realmente melhora o nosso. Obrigada por este presente de vida. (E obrigada à professora Silvia Pilotto, às professoras Taiza, Elisabeth e Mirian…Obrigada, à professora Berenice, professor Tarcisio, à Ivy, ao Marcus, ao Tirotti, à Tati, Flavinha, Cleberson, … Tantos amigos tem, esta danadinha, hein…) Parabéns, Mestre Lê! Para ti, nossa reverência, reconhecimento e amor eterno, junto com os beijinhos especiais dos pacientes e amados Carol e Lucas. Recebe também os abraços tantos e o amor do Vô Ribas, da Vó Myzia, dos tios Mano, Hélen, Myzia, Bô, Mauren, Ina, Guga, de todos os teus primos, além da amorosa presença, também, do Vô Theobaldo, que deve, sim, estar mais que orgulhoso, como nós, teus pais – e também, fazemos questão, parceiros desta linda caminhada de teimosa luta em busca de um pouco mais de humanidade. Humana idade. Ana