Informação é coisa séria!

O olhar atento de um jornalista

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(Comentário do estudante de Jornalismo Sandro Gomes, depois de assistir ao filme “O Escafandro e a Borboleta)

História verídica, o filme “O Escafandro e a Borboleta” narra a metamorfose vivida pelo jornalista francês Jean Dominique Bauby, um dos mais conceituados editores de moda da revista Elle Magazine. Após sofrer um AVC, ele perde os  movimentos do corpo, quase que em sua totalidade. Apenas os olhos se movimentam. Como se não bastassem toda a dor e o  sofrimento, um médico entende que o olho direito está “morto” e decide costurá-lo, ante a recusa inócua e o desespero silencioso do jornalista. Pelo olhar que lhe resta, Bauby consegue ditar um livro de rara beleza, leveza e sensibilidade.

 Com piscadelas, que se assemelham ao farfalhar das asas de uma borboleta, Dominique reaprende a se comunicar, graças à paciência e persistência de sua fisioterapeuta. Para a sorte do ex-editor, ela o usa como cobaia para desenvolver uma espécie de código morse. No lugar de acender e apagar uma luz diversas vezes, em tempos diferentes, o método consiste em piscar a pálpebra esquerda quando se alcança uma letra desejada do alfabeto. Um piscar para dizer “sim”, dois para “não”. E assim, letra a letra, nasce o livro “O Escafandro e a Borboleta”, que depois virou filme.

Dessa maneira sutil e emocionante, o jornalista consegue dar vazão a um turbilhão de sentimentos represados desde o dia em que se viu  imobilizado pelo acidente cerebral. Mergulha em seus pensamentos feito um legítimo escafandrista, solitário na imensidão de um mar de ilusões que conquistou no decorrer de sua existência, agora perceptivelmente vazia e supérflua. Como dizia, suas memórias, a alma e a imaginação eram suas últimas e verdadeiras relíquias.

Cercado por modelos e manequins, Dominique passou a maior parte da vida em meio à produção de editoriais de moda. Viveu todo o glamour que sua posição lhe permitia almejar. Festas em mansões, os melhores vinhos, champanhes, carros de luxo, belas mulheres, fama e dinheiro. Depois do AVC, viu-se sozinho, com raras aparições de seus, até então, inseparáveis amigos. “Cada qual tem sua própria cegueira”, dizia, no auge de sua nova forma de enxergar o mundo.

Jean Dominique percebe que tem sido um “cego” a vida toda. Deixa seus dias passarem sem realizar o que mais deveria, de render-se a um amor avassalador ou descobrir novos mundos. Com a limitação que lhe aplaca numa cama, primeiro quis morrer, depois decide  parar de ter pena de si próprio e descarrega sua metralhadora em rajadas de olhares. Dez dias após a publicação do livro, o jornalista morre, em 9 de março de 1997.

 Sua trajetória e exemplo de vida, servem como um pequeno alerta para a forma com que nos expressamos ou reagimos diante das pequenas dificuldades. Temos tudo e ao mesmo tempo tão pouco fazemos. Bloqueamos nossa sensibilidade, damos desculpas, sempre a falta de tempo, a dor de cabeça, a família ou o dinheiro que nos escapa feito areia escorrendo na ampulheta.

Assistindo ao “Escafandro e a Borboleta”, vi outro filme, paralelamente. Me dei conta de quantas coisas quis fazer e não as fiz. Quantas palavras quis dizer. Quantos beijos e abraços ficaram guardados, por medo ou altivez, vergonha. Ainda há tempo para escrever tudo o que propomos, fazer teatro, aprender clarinete, sair por aí, em busca de novos desafios, viver.

A brincadeira no meio da guerra

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O parceiro César Döhler inspirou-se em uma fotografia publicada dias atrás pela imprensa, retratando um garoto que joga damas no meio de uma operação policial em um morro carioca, para escrever o que segue:

Uma imagem vale mais que mil palavras. Quando eu vi essa foto, fiquei muito triste. O menino, sentado à mesa de uma praça no Morro do Borel, no Rio de Janeiro, conversando com um policial, tem a idade da minha filha. Qual será o futuro dessa criança? O que se passa dentro da sua cabecinha, convivendo num cenário de tanta violência e tensão? Uma bala perdida pode aparecer e acabar com tudo. Meu Deus, o que está acontecendo? Protegei as crianças que, desde cedo se deparam com a guerra, em vez da brincadeira. A parte boa é que a PM está instalando unidades de polícia pacificadora nos morros do Rio. Mas a guerra é o fim da linha. Não há outro caminho, nesse contexto, senão acreditar em um mundo melhor. Os conflitos entre policiais e traficantes no Rio de Janeiro já resultaram em muitas mortes. A paz precisa ser restabelecida, e as crianças poderão viver e brincar sem medo de ser felizes.

Necessidade de comunicação

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[Mayara Francine Silva, estudante do Ielusc, descreve o que sentiu ao assistir ao filme "O Escafandro e a Borboleta"]

Incrível como temos necessidade de comunicação. A simplicidade de um gesto comunica. Palavras comunicam. Até um silêncio acompanhado de uma expressão facial comunica. Mas, e se algo o privasse de usar artifícios gestuais, de pronunciar palavras, de ter alguma expressão? Eu tentaria me comunicar de qualquer jeito. E foi exatamente isso que fez Bauby, com seu incrível meio de comunicação, o olho esquerdo. Imaginação, memória, espírito criativo e vontade de escrever sobre o cotidiano, permeiam a vida de um jornalista, e, quando nada disso pode ser realizado, a metáfora “escafandro” cabe como uma luva. Debater-se dentro de si, gritar, espernear e os outros só enxergarem o seu olho mexer, é assustador e nos faz refletir se estamos fazendo o possível para transmitir o que pensamos, ou o que desejamos que os outros saibam. A capacidade de percepção, a paciência, e a sensibilidade mostradas pelo editor, trazem à tona os atributos para se tornar um bom jornalista, o que não acontece com muitos dos que hoje atuam nas redações de todos os lugares. Os olhos se tornaram a única janela que mantinha Bauby em contato com o mundo, e foram os olhos que o mantiveram vivo, pela capacidade que tinham de substituir qualquer palavra que pudesse ser dita. Aprender a observar, notar, analisar, prestar atenção em todos os detalhes fazem parte da construção dessa profissão, e quem não conseguir perceber isso, poderá ficar preso dentro do escafandro, sem poder sequer encontrar um meio de dizer ao mundo que está aqui.

Ouço o barulho do mar

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[Relato de Mayara Francine Silva, estudante de Jornalismo do Ielusc, em atividade que desafiou a turma a descrever uma cena cotidiana vista com "outros olhos"]

O portão de alumínio quase me ensurdece. Caminho uns passos e ouço o barulho do mar. Está calmo hoje, penso. Então observo a rua de terra. Batida, poeirenta, quem sabe simpática por me deixar pisar nela todos os dias. A direção pra onde olho é o rude chão, por onde, penso, já passaram pés de todos os lugares, tamanhos e importâncias. Pés limpos, descalços, sujos de areia, de terra, calçados com um chinelo arrebentado, o tênis maneiro do rapaz, a sandália bacana da menina. Consigo imaginar também aqueles pés que parecem sérios, cheios de graxa, e tudo mais. Recordo-me daquelas cenas de filmes e novelas do moleque engraxate deixando o tênis do moço sempre belo e lustroso, e ganhando uma bela recompensa por isso. Coloco na cabeça: moços com sapatos engraxados devem ser importantes!

As marcas dos pés despertam meu interesse. Pés miúdos, que mal aprenderam a andar, marcam o chão que piso, assim como pés que caminham em passos largos: uma corrida, talvez…? Ficaria horas analisando as pegadas de sujeitos desconhecidos, não fosse a pressa de pegar um ônibus. Quase piso no resultado de uma combinação de comida, restos mortais de um rato e areia. Um cocô de cachorro, suponho. Entro no chão móvel do meu meio de transporte diário. Chicletes, copos e pacotes plásticos contextualizam o chão de ônibus. É duro não ter notado isso antes.

Pela janela, avisto aquelas pessoas simples, que passam e soltam aquele sonoro: “Boa tarde!”, é uma pena estar passando a alguns quilômetros por hora. A poeira continua, deixando a visão fosca para as fachadas das casinhas de madeira ao longo da estrada. Vejo chapéus de palha, enxadas na mão, palheiros na boca. Incrível como a simplicidade me comove! Mais adiante, mais pés miúdos, dessa vez correndo em disparada, para não perder o ônibus escolar. Um olhar distante me fita, e com o queixo apoiado na janela, presencia o acontecimento que é o ônibus passar por aquelas bandas, empoeirando os lugares por onde avança. Enfim chega o chão duro e preto traçado de amarelo. Agora só as árvores me acompanham ao longo da estrada. Tenho sono e acabo adormecendo.

Ao abrir os olhos, já é a cena urbana que se mostra pela janela. Desço do meio de transporte coletivo, e quando piso no chão, já estou em outra cidade. Pressa, correria, distanciamento. E aí já não consigo analisar os pés que se põe no meu caminho. Agora eles não deixam marcas na areia. As pessoas estão muito ocupadas para se preocupar com qualquer coisa. A poeira já não é poética, é irritante. As pessoas já não dizem um coletivo Boa tarde, sussurram entre elas sobre seu modo de vestir. Aumentam o número de sapatos engraxados, mas agora eu não os acho tão importantes. Descubro que meus olhos podem enxergar mais do que o ‘arreio’ cotidiano me permite. Mas às vezes enxergar tanta hipocrisia, falta de compaixão, descompromisso e ignorância sem poder fazer nada não faz bem pra retina. Não pra minha.

Comunicar e se “tornar humano”

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Eduardo Schmitz, estudante de Jornalismo do Ielusc, sobre o filme “O Escafandro e a Borboleta”

A princípio, o filme traz duas grandes reflexões: a vontade do protagonista de se manter “comunicando” e a forma como ele passa a enxergar os acontecimentos à sua volta. Assim como nos relatos feitos pelos alunos, o filme mostra de certa forma a importância de escrever, de deixar registrada uma história. Além disso, a escrita se tornou o grande combustível da vida do jornalista.

E a segunda experiência, de se tornar humano, também é crucial para o personagem. Ter a capacidade de ver através dos fatos é algo que poucos conseguem. Mas, como pode ser interpretado pela história, a incapacidade do jornalista de se expressar deu a ele a possibilidade de destinar mais sua atenção a outras características que antes passavam despercebidas.

Cena urbana

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[Relato do Eduardo Schmitz para o exercício proposto na disciplina de Redação Jornalística, de descrição de uma cena cotidiana vista com "outros olhos"]

Em uma rápida experiência como observador, no trecho entre a BR-101 e o Centro, passando pela rua Quinze de Novembro, pode-se notar que o visual acima do habitual horizonte dos motoristas é denso. Por se tratar de uma das principais rotas de entrada de turistas, há um volume considerável de placas, publicitárias ou de sinalização. Entre os dois extremos do meu roteiro de oito quilômetros, da Vila Nova até o Centro, existem certamente mais de 30 outdoors. Os conteúdos variam de propagandas de lojas, hotéis e informativos da prefeitura.

Talvez, para quem circula com frequência por Joinville, as placas de trânsito informativas (as azuis) não informem muito, mas trazem dados preciosos para quem desconhece os pontos turísticos da cidade.

Outras coisas notadas são as marcas deixadas por fenômenos da natureza. Várias placas torcidas pela força do vento das tempestades, e morros com terra virgem à mostra, ainda da época das enchentes de 2008.

Borboletas de asas azuis

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Patrícia Schmauch, estudante de Jornalismo do Ielusc, inspirada pelo filme “O Escafandro e a Borboleta”

“Agarre o mais rápido possível o humano dentro de você. Palavras de “O Escafandro e a Borboleta”. Jean Dominique Bauby sente-se preso ao fundo do mar, desesperado, incapaz de voltar a viver de aparências. Editor de uma das mais famosas revistas francesas, marcava forte presença no mundo internacional da moda e em eventos sociais. Sofre um súbito derrame cerebral e acorda três semanas depois, lúcido, porém com uma rara paralisia: consegue apenas movimentar o olho esquerdo. Isso significa algo para nós?

Bauby conseguia raciocinar, mas não podia se locomover; comunicava-se com o mundo de forma restrita: piscava letras do alfabeto, formando palavras, frases e ideias. Apenas com o passar do tempo e depois de decidir não se entregar, cria seu mundo próprio, apenas com o que não perdeu: sua memória e imaginação. É disso que vive o jornalista. Com dedicação e força de quem sabe o que quer, ele escreve e dá emoção aos seus textos. Talento e admiração são consequências. É necessário observar, analisar, olhar lá do alto. Olhares valem mais que palavras. É o olhar que instiga, atrai certezas, distancia medos e oportuniza experiências. Oferece amplitude, clareza de pensamento e superação.

Há forte semelhança entre Bauby e o mundo da comunicação. Presente em todos os lugares, compreendida e acessível a todas as pessoas, a comunicação precisa de estímulo, novidade, detalhes. Precisa de uma pitadinha de tempero, de boas histórias, criatividade, de um “contar as coisas de um jeito diferente”. Quando se começa a enxergar as coisas com outros olhos, as pessoas aprendem, evoluem e todos só tem a ganhar. O triste é que isso acontece geralmente em situações extremas.

É preciso achar novas formas de se comunicar para fugir do banal, da comodidade, do social. Deve-se acreditar em si e seguir objetivos e ideias do próprio ponto de vista. Bem como no filme, em que a história é contada do ponto de vista da personagem. Tudo muda a partir de você, sua análise e observação. Ideias, atitudes e ações não podem ficar no inconsciente, digeridas; devem ser gritadas ao mundo, expelidas.

Há ideias que Bauby não defende nem inconscientemente. É o erro da maioria das pessoas. O comodismo não pode deixar o trabalho jornalístico tornar-se algo rotineiro, livre de verdade e especulação. Deve-se defender o que se acredita para depois passar a informação à sociedade. Primeiramente, é preciso acreditar em si mesmo, sem medo do depois. Os melhores momentos de Bauby acontecem dentro da cabeça dele. E não passa disso. Na vida real não pode ser assim. O melhor momento é o agora. Aproveitar o presente, fazer, realizar, defender, aprender. Amadurecer uma ideia é o suficiente para torná-la boa. Não se pode viver do passado, do comum. E muito menos do desinteresse.

Há grandes paralelos entre o trabalho desenvolvido pelas fisioterapeutas do filme a profissão do jornalista. Ambos decodificam informações, formam conexões e viabilizam conhecimento.

Decidir por si mesmo é importante. Não apenas jornalistas, mas todos os profissionais deveriam ter a virtude. O repórter não deve se deixar influenciar por suborno, status ou dinheiro. Quando pessoas alheias tomam decisões, elas não sabem da vontade, das ideias e do interesse dos outros. Muitas vezes, não aceitam, não escutam. Para o domínio também há solução: deve-se soltar, interagir, participar, impor. Não há outra forma de sair do casulo, do comum, do desinteressante, para transformarmo-nos em borboletas de asas azuis. A não ser pela metamorfose, libertação.

Vazio de um dia

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Edemilson Camilo, estudante de Jornalismo do Ielusc

Um dia nublado, sem cor de amor. Um dia pálido, sem sabor de amor. Um dia escuro de um futuro incerto. Uma cidade eufórica, mas deserta! Um movimento contido repentinamente, e tudo parou… Alguém pisaria em alguém espalhado na calçada com um salto agulha. Ninguém queria ceder – que desvie você! Olhava pro chão, encarava e se voltava para trás. Olhava o rebolado da morena, da loira ou da ruiva, olhava todas, tarado por bundas. Ela também olha, e vê o corpo sarado, já suado. Tinha outros aspectos, alguém estuda as vitrinas, um gracejo rompe o limite da etiqueta, ou alguém que viaja num beijo, param, começam, trocam tapinhas, beijo pequeno, prolongado, pensa que ninguém vê, e a mão faz uma carícia abaixo da bunda. Num frenesi, alguém ali tinha a percepção de tudo o que acontecia. Agora tinha o controle, mas se conteve. Alguém ali pensou no isolamento, e já congelava com falta do calor humano. Explorar a face das pessoas com gestos angustiantes, de uma rotina que mal começou. Tinha o ar de preocupado, cansado, irônico, felicidade, de dor, denotava tristeza, não via nada a não ser beleza e um belo vazio. Olhos arregalados, puxados, esbulhados, quentes, solitários e alguns tinham o mesmo vazio. Belos, mas vazios! Um vazio de um dia! Sentiu-se culpado e apertou o botão e tudo começou de volta, de volta, de volta… Ninguém se ateve nem se deteve a detalhes. Se as horas passassem, ninguém teria percebido, apenas diria que o tempo voa.

Quem gosta dos dramas, melodramas da vida? Os carros aguardavam o sinal. Abriu o sinal e se foi, ficou o vento que se passava por onde passava, era o único vento que cortava, mas predominava o ar pesado. O zunido faz parte da sonoridade, mas alguém harmoniza com fones de ouvido. Um aparelho que fica escondido entre as calças, pele, desfila na mão. Ainda livre dos arrastões! Levam tudo! Alguém precavido tarde leva a mão ao bolso e nada encontra. Dois guardas, que sejam policias, encostam uns no muro enquanto outros esmurram um. Adiante, distante do interesse, alguém grita pega ladrão. Em vez de conter da passagem e pensa – que tenho a ver com isso.

E alguém é incompreendido quando tenta compreender. Ama as pessoas, mas os gestos o incomodam! Que guarda pra si seus anseios, que vive pra si seus sonhos. Idealiza um mundo faz um convite e ninguém aceita. Busca a natureza, cavalgar em campos, passeios noturnos, vagas manhãs e tardes litorâneas, longe do afago da presença frenética, que vêm e vão ao mesmo ritmo, que confortam tantos, mas que transportam em nada ser. Ser mais um! Mais um… Vidas que vêm e que vão! Vidas que vêm e que vão! Vidas que vêm e que vão… em vão… (cantando) também nada fará, apenas dirá.

As coisas acontecem

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Do estudante Edinei Knop, inspirado pelo filme “O Escafandro e a Borboleta”.

Vivemos… e as coisas acontecem! Destino? Azar? Sorte? Castigo? A vida é feita de acontecimentos; alguns positivos e outros negativos. E as coisas acontecem mesmo! No lugar mais inoportuno, na hora menos esperada, na situação mais acanhada e nos momentos mais escandalosos! E não venha me dizer que não. As coisas acontecem mesmo, e com todo mundo! Menos com os mortos! Porque morrer é antônimo de viver… e viver é sinônimo de acontecer. E as coisas acontecem mesmo, e com todo mundo, e várias vezes durante sua vida! Persistir, lutar e vencer! Não adianta fugir, não adianta se esconder, flutuar, mergulhar em seu escafandro mental. A vida é assim! E as coisas acontecem mesmo, e com todo mundo, e várias vezes durante sua vida, e assim será!

É de acontecimentos da vida que vivem os jornalistas. É da vida que as notícias surgem! E do olhar (e um olhar diferente). Porque as coisas acontecem. Sim, elas acontecem! E, na hora de transcrever para um pedaço insignificante de papel ou para uma tela LCD, muita coisa acontece. Afinal, por que escrever? Uma caneta? Algumas teclas? Sim, as coisas acontecem mesmo, e com todo mundo, e várias vezes durante sua vida, e assim será, e nunca você poderá escapar.

Um piscar pode dizer tudo, mas não pode responder tudo! Porque eu acho que você já sabe que as coisas acontecem, comigo e contigo. E as dúvidas sobrevivem, mesmo que muita coisa aconteça.

Por que cantar? Por que falar? Por que pensar e se movimentar? Por que viver? Viver para se encantar; encantar-se com o voo das borboletas. Se você puder enxergar; e se houver borboletas!

Uma visão que vá além…

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[Comentário da estudante de jornalismo Vivian Carolini Braz]

No filme o “Escafandro e a Borboleta”, percebemos a importância da comunicação. O jornalista precisou aprender uma nova forma de se comunicar com as pessoas.
Em nosso trabalho, algumas vezes, precisaremos readaptar nossa forma de nos comunicar, dependendo do público para quem escrevemos ou falamos.

Outro ponto importante é que o personagem perdeu todos os sentidos, menos a visão. Nós precisamos ter uma visão que vá além do que vivemos diariamente. Ele estava dentro do hospital, mas sua visão não se limitava ao seu quarto. O personagem não deixou que seu estado físico o impedisse de “ver além” daquelas quatro paredes.

Nós precisamos ir atrás da informação, temos que estar atentos aos acontecimentos, mas não podemos nos limitar ao que se passa somente ao nosso redor.

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