Informação é coisa séria!

Fim de semana em Joinville

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Pra quem ainda não sabe o que fazer no fim de semana, fica a sugestão de três eventos. No sábado a noite acontece a 1ª Festa da Banana, no galpão da igreja Nossa Senhora Aparecida, na Estrada Blumenau, km 18, bairro Vila Nova. O evento começa às 19h. Haverá jantar dançante.

No domingo, às 10h30, dando continuidado a programação dos “Concertos Matinais”, o Conjunto Musical Germânia se apresenta na Sociedade Cultural Lírica.  A entrada é gratuita. Outra opção de lazer será no Museu de Arte de Joinville, o MAJ. Acontece mais uma edição do “Domingo no Jardim do MAJ – Piquenique comunitário, ecológico e cultural”, das 10h às 17 horas. Além da apresentação do Grupo de Tai Chi Chuan da Família Yang, os acadêmicos do 3º anos de Artes Visuais da Univille também farão intervenções artísticas. Artesãos da cidade estarão expondo seus trabalhos. Haverá degustação de alimentos a base de soja, preparados por Ilca Soares, estudiosa da área de alimentação.

Música, teatro e curso de fotografia estão na programação cultural de março

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Clique na imagem e confira a programação cultural da cidade.

Reflexões sobre o compromisso público da comunicação

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Só uma curta reflexão: desde o encontro que tivemos, aqui na Mercado de Comunicação, com a gestora da rádio Mais FM, Ana Paula Peixer, ficou no ar uma certa inquietação, que vem a ser, na verdade, a constatação de que a maior parte das pessoas responsáveis pela condução dos meios de imprensa de Joinville, principalmente em rádio (não é o caso de Ana Paula), não consegue alcançar a amplitude do compromisso público que é fazer comunicação. Só é possível abrir uma rádio ou uma emissora de televisão com uma concessão pública, isto é, um precedente que permite que alguém utilize o poder gigantesco desses meios para transcender limites geográficos. Essa concessão faz com que, de certa maneira, toda emissora de rádio seja pública, já que ela só existe por conta de uma concessão do governo e da sociedade, que deposita sua confiança e espera, como contrapartida, um conteúdo de qualidade, que permita o crescimento cultural e racional do cidadão, seja por meio de um bom jornalismo, de boa música ou um sortimento de informações importantes para o cotidiano.

Essa é a noção que está perdida. Os veículos de comunicação são conduzidos como empresas particulares e comuns, restritas à busca do lucro. Falta a noção de compromisso com o cidadão, de fazer valer a concessão. E é por isso que a criação de ferramentas governamentais de verificação da qualidade do conteúdo não são censura, como desejam disseminar certas correntes de profissionais. Essas ferramentas querem aferir se, realmente, cada um desses veículos fazem o que se propõe a fazer. Se realmente contribuem para o crescimento intelectual do cidadão comum.

Para nós, da Mercado de Comunicação, é claro que temos certa responsabilidade no processo de garantia dessa proposta de compromisso, de contrato. E é por isso que, mesmo sem sermos “obrigados” pela legislação, damos nossa contrapartida de interesse social com a realização do Prêmio Joinville de Expressão Literária, que incentiva a educação pelas letras, e dá a muita gente a chance de desengavetar suas criações pessoais, e mostrá-las à comunidade. A iniciativa da Mais FM, de apoiar o prêmio, demonstra que existe, pelas nossas bandas, gente que lida com comunicação e tem a consciência de que esse ofício, mais que apenas um negócio, é um sacerdócio, um voto de dedicação integral ao próximo, de fomento à cidadania. E é essa consciência, de que temos companhia no front dessa guerra diária, é que nos incentiva a continuar lutando.

Vão-se as eleições, e ficam os preconceitos

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Depois de um ano e alguns meses de especulação, finalmente o Brasil descobriu quem será a pessoa a que lhe governará nos próximos quatro anos. Nós, aqui na Mercado, durante o processo eleitoral, discutimos várias vezes os “assuntos candentes”, as perspectivas, as novidades e as velharias, tudo. Mesmo tendo uma equipe pequena, tivemos votos declarados em Dilma, Serra e Marina, representando bem, num micro-espaço, a importância da multiplicidade para a nossa democracia brasileira.

Uma eleição nacional reproduz votações muito menores, apenas numa proporção incontavelmente maior e mais impactante da vida do país. Votar no presidente, guardadas as proporções, é quase como votar no síndico de um grande condomínio: alguns preferem que seu vizinho seja o eleito, para conseguir, com mais facilidade, pleitear o que deseja, sem precisar sair do seu próprio bloco; outros preferem que o síndico esteja o mais longe possível, em primeiro lugar porque todos os seus vizinhos, do alto da sua chatice, seriam péssimos síndicos, e em segundo lugar porque, na opinião dessas pessoas, um síndico é naturalmente uma pessoa chata, e os chatos, bom, é melhor que estejam longe, quanto mais longe melhor.

O problema é que, quando o sentimento de segunda ordem acima descrito é reproduzido no país, cria-se uma massa de gente insatisfeita que não percebe que a vida política é feita de vitórias e derrotas. Gente desse tipo acha inexplicável e inaceitável que existam opiniões diferentes das suas, e quando as percebe, não tem capacidade para discutir ideias: sabe apenas atacar quem argumenta do outro lado, diminuindo-o.

Como era previsível, conhecendo o Brasil, o Twitter está abrigando, logo após a eleição de Dilma Rousseff, um movimento xenofóbico, identificado pela tag #nordestisto (com essa grafia mesmo), contra o Nordeste do país, que fez forte sustentação à votação da presidente eleita. Os comentários não procuram, como num processo democrático saudável, contrapor as ideias da maioria que se formou. A preferência é, a partir das estofadas cadeiras em frente aos Personal Computers do Sudeste e do Sul, por fomentar pequenezas, incentivar o extermínio massivo da população nordestina, e chamá-la de burra, ignorante, analfabeta e preguiçosa. Abaixo, algumas das “pérolas”:

“só nordestinos fdp pra vota na dilma! nordestino num serve pra NADA DE UTIL vem pra sp ENCHE O SACO e vota na merDILMA”

“FHS fez um governo para ricos? se f… sou rica msm!”

“Nordestino falando q tem energia elétrica e internet em casa,é q nem suíço se alistando na marinha suíça … apenas uma lorota”

“#nordestinos aprendendo a usar o twitter!!!! kkkkkk nossa ja chego internet la???”

“#nordestinos SE VCS TEM O DIREITO DE F… O PAIS EU TENHO O DE EXPRESSA A MINHA INDIGNAÇAO”

“#nordestinos Nordestinos continuam a twitar em sp …. ja q no nordeste continua nao tendo luz elétrica e nem internet”

É difícil conciliar o irreconciliável. O Brasil é grande demais para ser unitário, e seu povo é diferente demais para ser unido sob uma só cultura. Porém, é unido por ser diferente, e precisar saber que é só essa diferença que sustenta o nosso país da maneira que ele é. Há quem argumentará que o Brasil, do jeito que está, está horrível. Mas quem diz isso se esquece que consegue sorrir nesse país horrível, que é da sua terra que retira seu alimento, que é na sua economia que se sustenta.

Quem fomenta a xenofobia não o faz por estar insatisfeito: faz porque é intolerante e ranzinza. E a essas mesmas pessoas, cheias de si, há que se desejar que um dia tomem consciência de que, se no Brasil elas são “ricas”, para muitos nos EUA são “apenas” latinos, para outros muitos na Europa são “apenas” tropicais, na Argentina são “apenas” negritos, e no Oriente Médio são “apenas” o inimigo. Provarão do mesmo preconceito que destilam, e sofrerão. E morrerão brasileiros, iguais a todos que criticam, iguais na diferença.

Economia solidária é tema de feira nesta sexta-feira e sábado

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Texto divulgado pela Fundação Cultural de Joinville

A comunidade não pode deixar de conferir a Feira Multicultural “Outra Economia Acontece” nos dias 11 e 12/06. Além dos trabalhos desenvolvidos pela Economia Solidária e artesãos, os visitantes poderão participar de oficinas e prestigiar apresentações culturais. A feira será realizada na Praça Lauro Muller, a praça da Biblioteca Pública, das 9h às 18 horas e conta com apoio direto da Fundação Cultural de Joinville (FCJ). Na sexta-feira (11/06) serão oferecidas cursos de formação sobre Empreendedor Individual com a equipe do Sebrai, Economia Solidária e Redes com as Irmãs Catequistas Franciscanas; Comércio Justo e Trocas Solidárias com a equipe da Economia Solidária. Os cursos de formação serão realizados na parte da tarde na Biblioteca Pública. As inscrições podem ser feitas no dia. A apresentação cultural fica por conta do Coral Italiano. Outra oportunidade que a feira oferece é o esclarecimento de dúvidas e informações sobre o INSS. No sábado (12/06) as atrações culturais ocorrem durante todo dia, com a apresentação de banda locais, teatro, capoeira e participação dos Gaiteiros Mirins de Sangão. Nos dois dias, os visitantes terão a oportunidade de participar de oficinas de fuxico, rodas de conversa e leitura, e serviço de unhas decoradas a R$1,00. Participam da feira cerca de 70 pessoas, entre expositores, artesãos e artistas. A Feira Multicultural “Outra Economia Acontece” é uma iniciativa aprovada no Projeto Nacional de Comercialização Solidária, da Seceretaria Nacional de Economia Solidária e Ministério do Trabalho e Emprego. Em Joinville, a feira é realizada pelo movimento Economia Solidária em parceria com a Fundação Cultural de Joinville (FCJ), Fundamas, Consulado da Mulher, Fundação Municipal 25 de Julho e Epagri. O evento será realizado mesmo em caso de chuva.

Empresa Júnior projeta aparelho para deficientes físicos

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(Press-release divulgado esta noite pela assessoria de imprensa acadêmica da Empresa Júnior, da Udesc, formada por estudantes do sétimo período de Jornalismo do Ielusc)

Equipamento auxilia pessoas com dificuldades motoras a caminhar

26-05-2010

Melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência física é o principal objetivo do Projeto Naipe, que está sendo desenvolvido pela Empresa Júnior Joinville (EJJ), pertencente à Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Um protótipo do equipamento que auxilia o desenvolvimento da habilidade motora em deficientes físicos parciais será finalizado em cerca de um mês e seguirá para teste realizado com pacientes do Núcleo de Assistência Integral ao Paciente Especial (Naipe), em Joinville.

O núcleo de assistência solicitou a execução do projeto, desenvolvido por alunos da universidade que integram a Empresa Júnior. O estudante Thago Baur, líder do núcleo de engenharia mecânica da empresa, afirma que “o projeto está em fase de dimensionamento de produto”, na qual são realizados cálculos para execução do equipamento. Além de Thiago, Augusto Moratelli também é responsável pelo desenvolvimento do aparelho, assim como demais alunos e integrantes da EJJ, orientados pelo professor Fernando Lafratta.

A iniciativa ainda não tem patrocínio. Algumas das peças que serão utilizadas na montagem do equipamento devem ser doadas pela Fundição Tupy . O aparelho será totalmente desenvolvido pelos voluntários da EJJ e não deve gerar despesas para o Naipe, já que seu sistema é todo mecânico.

Sobre a EJJ

A Empresa Júnior é uma associação sem fins lucrativos gerenciada por alunos de instituições de ensino superior, ligada a um projeto surgido na França. Em Joinville, o objetivo da empresa é complementar a formação dos estudantes por meio da aplicação do que é ensinado em sala de aula e estimular o empreendedorismo no ambiente acadêmico.

A Empresa Júnior Joinville (EJJ) existe desde 1996, realizando projetos e consultorias nas áreas de Engenharia Mecânica, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção e Ciências da Computação, todos os cursos da Udesc de Joinville. Os serviços são orientados pelos professores da universidade.

IMPRENSA

Thiago Baur, líder do núcleo de engenharia mecânica
Telefone: (47) 9932-7758
E-mail: thiagobaur@gmail.com

Assessoria de Comunicação Acadêmica
Débora Kellner – (47) 9932 -7758

Professor responsável: Guilherme Diefenthaeler

Projeto Hospirrisos

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O projeto Hospirrisos – Agentes da Alegria abre as portas para o público. Se você tem interesse em fazer parte da trupe, participe da primeira reunião de 2010, que acontece na sexta-feira (19/02), às 19 horas, no auditório do Hospital Dona Helena, no quarto andar.

Secretaria de Saúde organiza vacinação contra gripe A

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Texto divulgado pela Secretaria de Comunicação no site da Prefeitura de Joinville

Os profissionais da Secretaria da Saúde de Joinville responsáveis pela vacinação contra o vírus H1N1 se preparam para o início da imunização contra a gripe A, que deve iniciar no mês de março. Em fevereiro, a secretaria promoverá capacitação com o objetivo de treinar e atualizar médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares para a aplicação da nova vacina.

Seguindo o cronograma elaborado pelo Ministério da Saúde, na primeira etapa, de 8 a 19 de março, serão imunizados os trabalhadores que atuam na área da saúde e os indígenas. De 22 de março a 2 de abril, é a vez das gestantes, pessoas com problemas crônicos e crianças de seis meses a dois anos. Na terceira etapa, de 5 a 23 de abril, serão imunizados adultos de 20 a 29 anos, e por último, de 24 abril a 7 de maio, idosos com doenças crônicas.

A vacinação será realizada nos postos de saúde da Atenção Básica da cidade, com o objetivo de diminuir os riscos de contaminação e intensificar o cuidado, principalmente nos grupos mais vulneráveis.

O jornalismo, ensino e regulamentação profissional

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Por Samuel Lima, jornalista e professor universitário. Doutor em “Mídia e Teoria do Conhecimento” (UFSC, 2005).

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, pondo fim à obrigatoriedade da formação superior para o exercício do jornalismo, abre uma profunda crise na profissão e no ensino do jornalismo no País. Ganham os “barões” da mídia, a dúzia de famílias que controla as comunicações no Brasil. Perdem os jornalistas e a sociedade, num risco iminente à democracia. A primeira demonstração veio, ato contínuo à decisão: montados numa cobertura parcial e rasteira, os donos da mídia se autotransformaram em paladinos da “democracia” e da “liberdade de expressão”.

Tal crise abre uma raríssima oportunidade de se promover uma discussão à altura dos impasses que o jornalismo enfrenta no limiar da chamada convergência digital. Proponho uma reflexão em duas dimensões indissociáveis: (1) a necessidade de qualificação do ensino superior em jornalismo, com sensível redução do número de cursos, e (2) a instituição de uma regulamentação profissional que impeça um massacre trabalhista da categoria. Parto da compreensão de que o jornalismo é forma de conhecimento social, de altíssima relevância pública, e que por isso mesmo não pode ficar refém de fórmulas rasas como “talento”, “moral”, “vocação” e “técnica”.

O jornalismo do Gilmar

O voto do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, deve entrar para o museu das relações entre o Judiciário e os donos da mídia. Sem disfarce, Mendes assumiu integralmente as teses que os empresários da comunicação defendem há pelo menos duas décadas. O voto é marcado pela confusão intencional entre o exercício da profissão e a suposta defesa da “liberdade de expressão”. Ao fim, desemboca no acolhimento de algo que é muito mais precioso aos patrões: “São os próprios meios de comunicação que devem estabelecer os mecanismos de controle quanto à contratação, avaliação, desempenho, conduta ética dos profissionais do jornalismo. Poderão as empresas de comunicação estipular critérios de contratação, como a especialidade em determinado campo do conhecimento, o que, inclusive, parece ser mais consentâneo com a crescente especialização do jornalismo no mundo contemporâneo”.

O STF tenta transformar a regulamentação profissional num monopólio patronal. Trata-se de uma irresponsabilidade histórica, no momento em que o mundo civilizado busca saídas para uma crise econômica gerada pela mesma lógica: a sanha desregulamentadora, o mito neoliberal de que o mercado seria o fim da caminhada humana e o nirvana da justiça social. No entanto, o argumento é até natural, se considerarmos o que Mendes entende por jornalismo: “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada. Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício pleno da liberdade de expressão”.

Ora, o exercício cotidiano da profissão tem como produto principal a notícia. E isso nada tem a ver com liberdade de pensamento ou de expressão da sociedade, coisas que estão garantidas pelo amplo acesso à mídia de especialistas, colunistas, colaboradores de outras áreas de conhecimento que escrevem regularmente para os diferentes meios de comunicação. Qualquer levantamento empírico derruba esse argumento.

Como produtor social de sentidos, no plano simbólico, mediador entre os acontecimentos e o público, o jornalismo se consolidou como forma de conhecimento social que precisa ser valorizada como tal nos dois sentidos: o profissional, com alto grau de responsabilidade social, e o da área de conhecimento, sobre a qual há muito a apreender e compreender.

Faltou perguntar aos “doutos” do STF o que de fato impede a liberdade de expressão e de manifestação da cidadania: o monopólio da comunicação ou a exigência da formação superior em jornalismo?

A qualificação do ensino superior

A mercantilização do ensino superior, a partir de 1994, com a expansão sem critérios da oferta de cursos privados, configurou um modelo hoje, ao que tudo indica, esgotado e que começa a definhar. É crescente a taxa de ociosidade nas matrículas, assim como a saturação do mercado de trabalho, em diversas áreas e profissões.

A formação de jornalistas está imersa nessa crise do modelo do ensino superior privado. Após o inchaço chegou o movimento de retração, marcado por fechamento de instituições e cursos, fusões, compras e vendas, abertura de capital (caso da Estácio de Sá e Anhanguera). É o momento adequado para que todos os envolvidos (Estado e seus entes reguladores, Fenaj, sindicatos, docentes e alunos/as) discutam a questão e apontem saídas. Não é possível deixar como está. Afinal, que tipo de interesse público poderia justificar a oferta de oito cursos de jornalismo em cidades como Curitiba e Brasília? Ou ainda que o sul do País tenha 54 cursos, número superior ao total das escolas de jornalismo, por exemplo, na Itália?

Um novo critério de avaliação e renovação das autorizações de funcionamento deve ser adotado, imediatamente. Algo conectado a três questões fundamentais: qualificação do corpo docente (titulação e experiência), projeto pedagógico de curso e infraestrutura disponível (compatível com o projeto pedagógico e as necessidades da formação superior). Um último critério deve ainda ser observado, que é o mercado de trabalho na cidade e/ou região do curso.

A urgente regulamentação profissional

No mesmo grau de importância, a crise gerada pela decisão do STF descortina a oportunidade de a categoria profissional aprimorar uma regulamentação, via Congresso Nacional.

Uma proposta de regulamentação da profissão precisa, além de contemplar salvaguardas para o exercício diário do jornalismo, do ponto de vista das relações capital-trabalho, instituir uma forma de acesso à profissão, como um Comitê Tripartite (jornalistas, empresários, Estado) ou Conselho Federal dos Jornalistas. As alternativas já estão sendo discutidas pela Fenaj, sindicatos, ABI e demais entidades da área.

O mercado não demonstra o menor interesse em investir na formação adequada e, quando o faz, se restringe a cursos que se limitam a reforçar o conteúdo desenvolvido nas escolas de jornalismo. Não por acaso, as Organizações Globo, não obstante defender a decisão do STF, divulgou nota oficial na qual assume uma posição clara em defesa das escolas.

Os defensores da profissão como simples “ofício” ou “vocação” prestam um desserviço ao jornalismo e ao interesse público. Nos últimos trinta anos, algumas gerações de pesquisadores se dedicaram a estudar o jornalismo como forma de conhecimento fundamental à formação da opinião cidadã e à democracia, propondo o aprofundamento do aporte epistemológico e do domínio técnico. Tal conhecimento acumulado indica o caminho de valorização e qualificação do ensino, e por consequência dessa profissão que encerra alta relevância social.

“É preciso agir!”

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[Nosso parceiro, e agora colaborador do blog, César Döhler, escreve um post a partir de notícia sobre acidente de trânsito envolvendo um garoto de 19 anos, publicada recentemente nos jornais catarinenses.]

O jovem André nos faz chorar, nesta segunda-feira. É apenas um garoto, que estava começando a sua vida, no frescor de seus 19 anos. O que faz um menino e seu amigo, pilotarem um carro como se fosse um bólido, vivendo as últimas emoções? Amanhã podem ser nossos filhos, parentes ou amigos que pegarão o volante rumo a última viagem. É preciso agir diante de uma tragédia como essa. Muito diálogo, companhias educativas e persistência para ajudar a garotada na difícil tarefa de sobreviver.

Mercado de Comunicação

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