Informação é coisa séria!

Somos todos responsáveis!

Coisas da vida, Variedades Seja o primeiro a comentar »

O parceiro César Döhler posta um comentário sobre a frase do ex-vice-presidente norte-americano, sobre o papel do professor.

“Muito francamente, os professores são os únicos profissionais que ensinam as crianças.” Essa frase de Dan Quayle, vice-presidente de George Bush, nos leva a uma reflexão importante sobre a educação. Até que ponto os pais estão ajudando os professores a ensinar as crianças? Não adianta delegar a missão da educação para os professores porque estes passam um tempo muito curto com as crianças. Os professores dão “insights”, ideias que a garotada precisa estudar em casa, para entender melhor como funcionam as coisas. Ensinar a galera é uma tarefa árdua. Somos, todos, tão responsáveis quanto os professores na difícil arte de ensinar e orientar. As atitudes que tomarmos em relação ao aprendizado de nossos filhos irão formar grandes cidadãos que terão o desafio de continuar a nossa obra.

Vamos nadar com o Fritz

Coisas da vida, Crônicas Seja o primeiro a comentar »

(A Notícia, jornal aqui de Joinville, publicou dias atrás uma foto do jacaré batizado de “Fritz”, o personagem que nada pelas águas poluídas do Rio Cachoeira, o principal da cidade. Nosso colaborador César Döhler se inspirou na imagem para produzir o post abaixo.)

Salvem o Cachoeira! O jacaré Fritz acabou se tornando o mascote do nosso rio. É lamentável que a maior cidade do Estado tenha um rio assim, tão poluído. Parece que o jacaré (re)apareceu para dar um puxão de orelha no poder público, nos poluidores, em todos nós que passamos por ali e nos limitamos a tapar o nariz. Incrível que nossos pais e avós tenham se banhado nas águas do Cachoeira, o rio que recebeu a barca Colon, que trouxe os imigrantes para cá! Custará um rio de dinheiro deixar as águas limpas novamente. Porém, o jacaré deu as caras de graça, fazendo a sua “campanha” pela preservação do rio. Precisamos nos inspirar no Fritz, que resiste heroicamente e deve esperar por uma “casa” mais tranquila para habitar. Que tal nos juntarmos ao “jaca” para fazer a diferença e, quem sabe um dia, podermos dar umas braçadas no novo Cachoeira…?

“É preciso agir!”

Cidadania, Coisas da vida Seja o primeiro a comentar »

[Nosso parceiro, e agora colaborador do blog, César Döhler, escreve um post a partir de notícia sobre acidente de trânsito envolvendo um garoto de 19 anos, publicada recentemente nos jornais catarinenses.]

O jovem André nos faz chorar, nesta segunda-feira. É apenas um garoto, que estava começando a sua vida, no frescor de seus 19 anos. O que faz um menino e seu amigo, pilotarem um carro como se fosse um bólido, vivendo as últimas emoções? Amanhã podem ser nossos filhos, parentes ou amigos que pegarão o volante rumo a última viagem. É preciso agir diante de uma tragédia como essa. Muito diálogo, companhias educativas e persistência para ajudar a garotada na difícil tarefa de sobreviver.

O legado dos heróis

Coisas da vida, Outros Seja o primeiro a comentar »

[Contribuição do parceiro César Döhler, economista e colunista do jornal A Notícia, exclusiva para o blog da Mercado]

Onde estão os nossos heróis? Quando o brasileiro lembra do Senna, do Pelé, e hoje, quando as redes balançam com os gols do Ronaldo, o sabor da vitória e a vontade de copiar os vencedores é muito grande. Precisamos resgatar o legado dos heróis que partiram, e criar outros heróis que possam inspirar as pessoas como os citados. Mas não é preciso ter o bolso cheio de dinheiro, ser alto, forte e influente para ser herói. O herói está dentro de cada um de nós, e ele precisa se libertar das amarras para cumprir bem o seu papel. Muitas vezes esse herói interior está sufocado pela arrogância, o maior come o menor… Os tubarões não querem heróis por perto e eles aniquilam os possíveis campeões, antes de esses darem suas contribuições valiosas. No fim das contas, o Brasil é um país repleto de heróis que atuam nos bastidores, segurando o país e ajudando a cada batida do cotidiano. Não podemos ter medo de ser heróis, porque só assim assistiremos a uma vida repleta de paz, harmonia, saúde, felicidade e prosperidade e sucesso material e espiritual. Que Deus abençoe os heróis.   

Sobre excomunhão…

Coisas da vida, Da Redação 1 Comentário »

Com todo o respeito, às vezes a Igreja Católica extrapola, né… De um lado, escamoteia as informações sobre inúmeros processos de padres envolvidos em pedofilia, pelo mundo afora… (E, certamente, agradece aos céus que os meninos abusados por padres não engravidam…) De outro, pronuncia a excomunhão da família que reivindicou – e conseguiu – interromper a gravidez de uma menina de nove, nove anos, estuprada pelo padrasto.

No Rio Grande do Sul, outro caso de padrasto que abusa da enteada desde que ela tinha seis anos. Meus senhores líderes da igreja católica, mas que lei de Deus seria esta, a que se referiu o bispo de Recife – quando afirmou que a lei de Deus é maior que a dos homens, a que autorizou a interrupção da gravidez? Seria a lei do respeito à vida, à dignidade? Ou seria a lei que certamente existe, que prevê que a família exerça seu papel na proteção à criança? Para a menina, vale o direito à vida e à dignidade? Que vida seria esta, hein?

O mais louco dessa história é que, para o pedófilo assassino, vale a lei dos homens (uns anos de cadeia, quem sabe, nada muito maior que ele também é filho de Deus…). Quando este bispo vai excomungar o padrasto da menina?

“Errantes trecheiros” rendem estudo acadêmico

Coisas da vida Seja o primeiro a comentar »

Matéria da Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

“Nomadismos contemporâneos: um estudo sobre errantes trecheiros” é o título do livro, lançado pela Editora Unesp, que procura desvendar o universo de pessoas que andam nas estradas de cidade em cidade e são “pouco vistas” pelas pessoas em geral do universo cotidiano. Em entrevista à Agência Notisa, seu autor – psicólogo, mestre em psicologia, professor universitário e integrante do Grupo de Pesquisa Psicologia e Instituições da Unesp de Assis – esclarece questões sobre o assunto que, segundo ele, ainda não foi abordado em publicações nacionais ou internacionais.

Notisa – O senhor poderia conceituar errantes trecheiros?
Eurípedes – Trecheiros são indivíduos que perambulam pelas rodovias a pé, de cidade em cidade, sobrevivendo de trabalhos temporários e de eventuais ajudas filantrópicas. Diferenciam-se dos andarilhos de estrada que, embora perambulem também a pé pelas rodovias, não adentram as cidades e nem recorrem a ajudas filantrópicas, pois romperam definitivamente com os modos de vida sociais. Desse modo, os trecheiros são indivíduos que se encontram num limiar de transição, pois, à medida que passam os anos, a falta de perspectivas futuras em relação a trabalho e emprego fixos se acentuam e a tendência é se tornarem andarilhos de estrada devido às condições miseráveis em que vivem.

Notisa – Seu livro descreve casos individuais. É um estudo qualitativo? Qual o universo investigado: região do Brasil, estado, cidade, bairro etc?
Eurípedes – Perfeitamente. Trata-se de uma investigação de cunho qualitativo em que entrevistamos 16 trecheiros do sexo masculino, em uma instituição assistencial na cidade de Assis (estado de São Paulo). Nas entrevistas, procuramos identificar os motivos que os levam a abandonar a vida sedentária por uma vida nômade, os modos de sobrevivência no cotidiano das estradas, quais as perspectivas futuras etc.

Notisa – Qual é o panorama desta categoria errantes trecheiros em outros países ou continentes? Existem estudos similares nacionais e internacionais?
Eurípedes – Pelo que sabemos, nossa investigação é inédita no Brasil e não encontramos outras publicações em âmbito nacional e internacional.

Notisa – Quais os principais achados em termos individuais e coletivos (psicossociais)? Quais as causas que identificou ou aponta como hipóteses para a geração deste quadro?
Eurípedes – Resumidamente, poderíamos dizer que há dois fatores fundamentais que potencializam o sujeito ao nomadismo: o primeiro está relacionado a fatores socioeconômicos como desemprego prolongado, ausência de moradia e mão-de-obra desqualificada; o segundo está associado a fatores sócio-afetivos como infidelidade conjugal, morte dos pais e violência familiar. Verificamos também que, diante de tantas adversidades, o uso crônico de álcool é bastante acentuado e companhia inseparável desses sujeitos no cotidiano das estradas.

Notisa – Como foi o processo de produção do seu livro e qual o público alvo ao qual se destina?
Eurípedes – O livro é uma versão resumida de minha dissertação de mestrado defendida na Unesp (Universidade Estadual Paulista), Campus de Assis (SP) e se destina ao público acadêmico, especialmente o das áreas de ciências humanas e sociais (psicologia, sociologia e antropologia), embora possa ser muito bem aproveitado pelo leitor comum que se interessa em compreender os problemas sociais da atualidade. Além de ser vendido pelo site da editora, o livro estará disponível em breve nas principais livrarias do país e ainda não temos previsão de lançamentos em eventos.

Mercado de Comunicação

Mercado de Comunicação
Rua Uruguai, 253 - Floresta
Joinville / SC - CEP 89210-070
Fones: (47) 3025-5999 / 3426-1798