*Artigo de Guilherme Diefenthaeler publicado no jornal A Notícia em 11 de julho.
No casamento, na educação dos filhos ou na gestão da empresa, confiança é pressuposto fundamental – e não permite meios-termos. Ou a gente confia ou não confia, que a mulher (vale pro marido, claro!) aposta tanto quanto nós no sucesso do casamento, sem precisar de detetive pra provar a fidelidade dela (ou dele) quando surge alguma pulga atrás da orelha. Se há pulga, não há confiança, a relação não vai longe. Com os filhos, também. É preciso construir com eles um laço sólido e transparente, ao ponto de que jamais hesitem em dizer a verdade, seja lá sobre o que for. Enfim, que confiem nos pais como parceiros na vida.
E no mundo dos negócios? Dá para ter confiança no outro – funcionário, fornecedor, cliente? Não só dá como é o único jeito de erguer um empreendimento duradouro, à medida que você se cerca de pessoas a quem entrega seu espaço de trabalho, seus projetos profissionais, suas expectativas de crescimento. Formar uma equipe qualificada de colaboradores vai além de examinar o número de estrelas no currículo de cada um. A confiança nos atributos do “time” e a convicção de que se empenharão ao máximo para cumprir com suas responsabilidades são aspectos que garantem a consistência de qualquer empresa. O princípio cabe, também, para fornecedores e clientes, guardadas as distinções de cada um desses segmentos.
A comunicação tem tudo a ver com isso. Quanto mais aberta ela for, quanto mais amplas as frentes de interação ela produzir, mais “confiável” será a empresa diante dos públicos que a rodeiam. Entre outros efeitos, as pesquisas já demonstram que o consumidor, lá na ponta do processo, tende a preferir a marca na qual confia. Zelar pela confiabilidade da empresa e transmitir essa percepção por meio dos instrumentos disponíveis são, assim, desafios para jornalistas, RPs, publicitários, profissionais de marketing e muitos outros que abraçam o instigante universo da comunicação corporativa. Pode ocorrer, naturalmente, de a confiança ser rompida ou colocada à prova. De novo, caberá à comunicação promover esforços para que o equilíbrio (vital) seja restituído.