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Refletindo sobre os conceitos de missão, visão e valores

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Como já foi dito várias vezes aqui no blog, 2011 chegou com muitas novidades. Entre elas está o nosso trabalho para criar os conceitos de “Missão, Visão e Valores” da Mercado de Comunicação. A consolidação das ideias deve fazer parte das comemorações de 15 anos de atuação da empresa. O artigo de Carlos Miranda, publicado no site da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, traz boas reflexões sobre a criação dos “valores” e o desafio de mantê-los atualizados dentro de uma instituição.

Chega desse papo de “Nossos Valores”

A falta de aderência entre o discurso e a atitude desmotiva os funcionários. Os valores do cartaz na parede devem ser vivenciados no dia a dia da liderança da empresa

Por Carlos Miranda*

Ao longo de mais de 20 anos como consultor e agora à frente de um fundo de investimentos, já perdi a conta da quantidade de cartazes “Nossos Valores” que encontrei nas salas de espera das empresas que visitei. Da mesma forma que fiquei emocionado ao ler um dos primeiros cartazes desse tipo, conforme fui conhecendo mais profundamente as organizações e seus empreendedores, identifiquei que apenas uma minoria era de fato comprometida com esses “valores”.
O que ocorre é que houve uma verdadeira onda em que as empresas deveriam ter seus valores escritos e difundidos, o que eu concordo, porém a grande maioria acabou invertendo o processo e encerrando o mesmo apenas na produção de um texto que comunicasse os tais valores.

Essa inversão de processo acabou produzindo cartazes que, pendurados nas salas de reunião, recepções e corredores das empresas, servem no máximo como gozação dos colaboradores, que percebem no dia a dia que aqueles valores não reproduzem de forma alguma o mundo real.

Sempre que vejo isso acontecer me lembro de pais que tentam educar seus filhos com belos discursos politicamente corretos, mas completamente diferentes das suas atitudes. Essa falta de aderência entre o discurso e a atitude não só desmotiva os filhos como também faz com que os mesmos parem de confiar em seus pais. Acontece a mesma coisa com os colaboradores de uma organização.

A gozação a que me referi acima demonstra a total falta de comprometimento dos colaboradores gerada por algo que tinha um objetivo exatamente contrário a esse e que foi desvirtuado por culpa exclusiva da liderança.

Os valores de uma organização devem ser autênticos, representando de fato as crenças dessa liderança, e, mais que divulgados para todos, vivenciados por esses líderes diariamente como uma religião, quase uma obsessão.

Um líder empreendedor deverá, antes de tentar escrever os valores da organização em sessões coletivas, que já nascem desacreditadas, buscar interiormente quais são os seus valores e o que estará realmente disposto a vivenciar e também exigir das pessoas que trabalharão com ele.

Esses valores podem ser das mais variadas naturezas, mas quando são autênticos e representam a crença da liderança terão consistência no dia a dia, permitindo aos colaboradores escolher se querem ou não fazer parte dessa turma.

Por exemplo, se um dos valores escritos é a qualidade de vida de seus colaboradores, não adianta o líder trabalhar excessivamente, gerando uma onda de pessoas que não têm outra vida que não o trabalho e colocar de forma hipócrita um quadrinho dizendo: “Buscar a qualidade de vida de nossos colaboradores”.

Da mesma forma, se os seus valores são trabalhar duro e ter uma gestão espartana de custos, os colaboradores perceberão imediatamente o líder que esbanja em despesas de viagem, chega tarde, sai cedo e que, no entanto, exige o oposto de seus colaboradores. Organizações são hoje verdadeiros times e colaboradores que não se sentirem parte desse time ou que não sentirem que a liderança também está dentro do jogo buscarão outros sonhos que os façam mais felizes.

Se você não tem valores claros que definem o DNA de sua organização, e que consequentemente serão vivenciados por você e seus colaboradores, melhor não fazer nada até que essa convicção realmente apareça.

Digo isso porque os valores de uma organização têm a mesma importância que os valores pessoais. Ou seja, você jamais casaria ou manteria um casamento com alguém que tem valores diferentes dos seus.

Da mesma forma, colaboradores e líderes que não aderirem a esses valores devem ser o mais rápido possível retirados do time. É exatamente por isso que esses valores devem ser identificados com muita responsabilidade, pois a partir dessa identificação, divulgação e vivência, servirão como um filtro que define quem fica ou não na organização. Isso pode parecer radical, mas é a única forma de saber se realmente os valores escritos naqueles “quadrinhos” representam aquilo que todos acreditam.

Feito isso, na relação diária entre colaboradores, fornecedores e clientes, todos saberão o que esperar, gerando confiança, comprometimento e o sucesso de sua organização.

*Carlos Miranda é presidente e fundador do fundo de Private Equity BR Opportunities, mestre em administração de empresas pelo IBMEC RJ e co-autor do livro “Empresas Familiares Brasilieiras”, organizado pelo Prof. Ives Gandra Martins

Música, teatro e curso de fotografia estão na programação cultural de março

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Clique na imagem e confira a programação cultural da cidade.

Museu de Arte apresenta duas novas exposições nesta quinta-feira

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*Texto recebido da Fundação Cultural de Joinville

A Fundação Cultural de Joinville (FCJ) e o Museu de Arte (MAJ) convidam a comunidade para prestigiar o lançamento das exposições “3xNeusa”, do fotográfo Paulo de Araújo, e a mostra coletiva “Poética da Cidade”. O evento será realizado nesta quinta-feira (03/03) às 20 horas nos Anexos 1 e 2 da Cidadela Cultural.

Os interessados podem participar de um bate-papo com os artistas das exposições no mesmo dia às 19h30 na Sala de Cinema, na Cidadela Cultural. A conversa é aberta ao público e gratuita.

“Poética da Cidade”
Reflexões de vida de uma metrópole

São Paulo – a metrópole contemporânea e suas peculiaridades de vida são o foco da exposição coletiva “Poética da Cidade”. Os artistas Giuliano Bianchi, Rogério Antonelli, Vera Parente e Vera Pamplona apresentam ao público as reflexões sobre a complexidade de morar e viver numa grande cidade. “A cidade desde o muito distante, uma vista aérea que, partindo de uma mancha urbana chega a mostrar a aglomeração de edificações”, é o que apresenta o artista Giuliano Bianchi. Rogerio Antonelli comenta os encontros e desencontros das pessoas que moram em uma grande cidade metrópole, por meio do acúmulo de imagens, matérias, marcas e vestígios. Vera Parente dá a ver o funcionamento da máquina urbana, seu crescimento continuo e desenfreado, por meio da sobreposição de portas, janelas fachadas, quadras e ruas. A artista Vera Pamplona detém-se nos detalhes da arquitetura dos edifícios da cidade, elegendo elementos para serem empacotados, cobertos, ocultados, criando assim uma inversão de valores ao deixar à vista o embrulho enquanto oculta o objeto. A exposição fica aberta para visitação até dia 08 de maio de 2011 no Anexo 2 da Cidadela Cultural. O horário de visitação é de terça a sexta-feira das 09 às 17h, sábado, domingo e feriado das 12h às 18 horas. Entrada aberta a comunidade e gratuita.

“3xNeusa”
Uma personagem em três tempos distintos

A atriz Neusa Thomasi é a personagem principal da exposição “3xNeusa”. O fotográfo Paulo de Araújo produziu – ao longo de 20 anos de atividades fotográficas- o trabalho de fotoarte que se resume em três ensaios com Neusa. O primeiro ensaio foi realizado em Caxias do Sul (RS) em 1988, denominado “Retorno ao Primitivo”, o único que foi mostrado ao público. Em 1992, foi feito o segundo ensaio agora em Joinville (SC) com o título “Joinbike”, que permanece inédito. O terceiro trabalho, feito no Campo des Bagatelles em Paris em 2007, nomeado “Printemps”. O resultado desses ensaios resulta na mostra “3xNeusa”, em visitação no MAJ até 08 de maio de 2011. Cada ensaio possui uma forma diferente de apresentação, saindo do fotojornalismo usual, explorando mudanças de linguagem. Na opinião da jornalista e crítica cultural, Néri Pedroso, o fotográfo Paulo de Araújo tem uma forma diferente de registrar o cotidiano, capturando as frações de realidade. “Na transversalidade destes tempos e lugares distintos essas imagens resultam numa poética que leva a pensar em percursos, em territórios, no sonho de se conhecer melhor e de conhecer o outro no mundo. O que faz toda a diferença – na vida e na arte,” comenta a jornalista sobre a exposição “3xNeusa”. A exposição fica aberta para visitação até dia 08 de maio de 2011 no Anexo 1 da Cidadela Cultural. O horário de visitação é de terça a sexta-feira das 09 às 17h, sábado, domingo e feriado das 12h às 18 horas. Entrada aberta a comunidade e gratuita. Estas exposições foram selecionadas e aprovadas pelo Conselho Consultivo do Museu de Arte de Joinville (MAJ) e integram a programação do Aniversário de 160 anos de Joinville.

A palavra das agências

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Mais alguns depoimentos de executivos e profissionais que atuam na linha de frente das agências de comunicação corporativa, entrevistados pelo anuário da Mega Brasil para o brilhante diagnóstico que a publicação apresenta, com tendências e perspectivas:

“O novo perfil de atuação das agências passa pela palavra integração. Integração de equipes, de serviços e com as demais agências do cliente. As empresas querem que sua agência de comunicação corporativa tenha uma visão mais completa do todo e esteja preparada para atuar em diversas frentes, seja liderando outras agências (promo, direct, digital e até publicidade), seja atuando como um dos esforços empregados na comunicação integrada.” Rosâna Monteiro, da Ketchum

“Atuamos como consultores de negócios, já que a comunicação corporativa tem um papel fundamental na estratégia das empresas. O posicionamento de uma agência de comunicação do porte da CDI é muito mais amplo do que a antiga comunicação. Deixamos de ser apenas um braço da empresa na área de comunicação e passamos a atuar também em marketing e inteligência de negócios.” Antonio Salvador Silva, da CDI

“O papel estratégico das agências mudou de patamar. As empresas sabem que precisam ser protagonistas de suas marcas e que o nível de complexidade da comunicação aumentou enormemente. A pressão por transparência é gigantesca. Isso criou a oportunidade de ocuparmos um papel relevante na vida das empresas. Deixamos de ser os assessores de imprensa para nos tornarmos gestores de marca e reputação, interagindo em todas as plataformas. É na venda de aconselhamento que está o cerne da nova posição estratégica que vamos ocupar.” Cláudio Sá, da Conteúdo

“Quem pensar comunicação do seu cliente só por um viés vai ficar no tempo. Mesmo que ele tenha vários fornecedores de comunicação nas mais diversas áreas, é preciso buscar a interação entre todas elas. Ou buscar oportunidades dentro do próprio cliente para oferecer novas oportunidades.” Ederaldo Kosa, da Linhas

“Cada vez mais, as agências de comunicação corporativa são chamadas a realizar serviços que antes eram da competência do marketing, e vice-versa. E as agências de propaganda e afins passam a oferecer também serviços de comunicação corporativa. Tudo em função da necessidade de dar respostas rápidas e completas aos clientes e de se antecipar às novas demandas criadas pela internet. A tendência é de que as agências passem a ter uma configuração mais diversificada, com serviços que atendam a essa demanda mais complexa dos clientes.” Giovanna Picillo, da GP

Mercado de Comunicação

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