Informação é coisa séria!

A brincadeira no meio da guerra

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O parceiro César Döhler inspirou-se em uma fotografia publicada dias atrás pela imprensa, retratando um garoto que joga damas no meio de uma operação policial em um morro carioca, para escrever o que segue:

Uma imagem vale mais que mil palavras. Quando eu vi essa foto, fiquei muito triste. O menino, sentado à mesa de uma praça no Morro do Borel, no Rio de Janeiro, conversando com um policial, tem a idade da minha filha. Qual será o futuro dessa criança? O que se passa dentro da sua cabecinha, convivendo num cenário de tanta violência e tensão? Uma bala perdida pode aparecer e acabar com tudo. Meu Deus, o que está acontecendo? Protegei as crianças que, desde cedo se deparam com a guerra, em vez da brincadeira. A parte boa é que a PM está instalando unidades de polícia pacificadora nos morros do Rio. Mas a guerra é o fim da linha. Não há outro caminho, nesse contexto, senão acreditar em um mundo melhor. Os conflitos entre policiais e traficantes no Rio de Janeiro já resultaram em muitas mortes. A paz precisa ser restabelecida, e as crianças poderão viver e brincar sem medo de ser felizes.

Ciser agora no Twitter

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A Ciser, maior fabricante latino-americana de fixadores metálicos, inaugurou um novo canal para comunicação e interação com sua rede de clientes e comunidade. Desde o final de abril, a empresa está no Twitter, onde tem postado notícias diárias com foco em produtos e lançamentos. Informações sobre o Prêmio Ciser de Inovação Tecnológica, certificações, projetos sociais, estão entre os assuntos abordados. “Além de ser uma forma a mais para interagir com clientes, fornecedores e comunidade, essa é também uma maneira de manter nossos públicos sempre bem informados e em dia com as novidades da Ciser”, diz Paulo Pastorelli, Gerente de Marketing e Novos Negócios, sublinhando, ainda, o caráter de transparência e acessibilidade que a novidade oferece a todos quantos “seguirem a empresa”. O Twitter da Ciser já está no ar: @ciser.

 Assessoria de Imprensa Ciser. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). Tel. (47) 3025-5999.

Comunicação integrada na prefeitura de Joinville

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[Considerações sobre o sistema organizacional da secretaria de comunicaçãoda prefeitura de Joinville à luz do texto Relações Públicas e a Filosofia da Comunicação Integrada, de Margarida Kunsch. Trabalho escrito por Sidney Azevedo, estudante de Jornalismo do Ielusc]

Margarida Kunsch descreve um sistema de comunicação que parece ser o ideal para uma grande organização, ainda que seus princípios possam valer para entidades como ONGs, empresas de médio porte, pequenos municípios e sindicatos. Kunsch considera o objeto da comunicação organizacional como “o fenômeno comunicacional dentro das organizações no âmbito da sociedade global” (p. 149). O fenômeno abarca mais de um tipo de comunicação, e inclui: a comunicação interna (referente aos fluxos informativos dentro da própria instituição), a comunicação mercadológica (com o intuito direto de persuasão) e a comunicação institucional (aquela que visa promover a instituição ante os diversos atores sociais).

A secretaria de comunicação da prefeitura de Joinville propõe a si a meta de “fortalecer a imagem institucional do governo e ampliar e qualificar os canais de comunicação com os diversos públicos de relacionamento da gestão municipal”. A proposta comunicativa é voltada para a comunicação institucional, mas para um bom funcionamento dos órgãos relacionados à prefeitura é preciso pensar em termos de comunicação integrada. Segundo Kunsch, a integração corresponde à filosofia de “convergência” das áreas de comunicação, possibilitando uma “atuação sinérgica”. A prefeitura de Joinville tem 38 órgãos, aos quais os profissionais da secretaria chamam de “empresas”.

Para o atendimento de uma tal estrutura, em que cada parte tem diferentes necessidades, a secretaria cumpre o papel de difusão do fluxo geral de informações. O recebimento e a busca de informações feito pela secretaria só atinge o público (entendo que o público-mor da secretaria é o cidadão joinvilense) após grande esforço de contato interno e administrativo nas diversas áreas da prefeitura. Divide-se a secretaria em seis áreas, das quais três serão consideradas: gerência de imprensa, gerência de publicidade e propaganda e gerência de eventos e relações públicas. Aqui nós temos um interessante quadro que, descrito por Kunsch, parece promover a interpenetração dessas subáreas. A autora afirma que as “subáreas [são responsáveis] pela construção da credibilidade e pela fixação de um posicionamento institucional coerente e duradouro das organizações” (p. 166). Nesse sentido, a citação que ela faz de documento da Aberp demonstra o funcionamento organizacional da secretaria de comunicação da prefeitura: “Não acreditamos que haja, na área de comunicação, um profissional ecumênico. Acreditamos na comunicação integrada, ou seja, na atuação conjugada de todos os profissionais da área. Não há conflitos entre as diversas atividades: há somatória em benefício do cliente” (p. 151).

A estrutura da prefeitura parece ser um modelo real próximo desse sistema, à medida que as atribuições de cada subárea, no conjunto da estrutura, se voltarem para o cumprimento da meta. A subárea de relações públicas deve, entre outras coisas, organizar eventos, cerimônias e agendar as ações do prefeito. A publicidade deve cuidar das agências licitadas, comunicar-se com elas para que as campanhas sejam feitas de acordo com os objetivos institucionais, e buscar “a comunicação integrada de Marketing com Assessoria de Imprensa e Relações Públicas / Eventos / Cerimonial”. A assessoria de imprensa deve, por sua vez, dar visibilidade, em todos os canais e veículos públicos, às ações da prefeitura, não deixando o contribuinte ou a imprensa sem resposta.

O item destacado da função da publicidade deixa claro que a comunicação institucional da prefeitura deve ser integrada para chegar aos resultados almejados, ao “fortalecimento de seu conceito institucional, mercadológico e corporativo perante todos os seus públicos, a opinião pública e a sociedade” (p. 181).

Referências bibliográficas

KUNSCH, Margarida. Relações públicas e a filosofia da comunicação integrada. In: _______. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus Editorial, 2002.

Os trechos atribuídos à secretaria de comunicação da prefeitura de Joinville foram extraídos de uma apresentação feita aos alunos do curso de jornalismo do Bom Jesus / Ielusc.

Falhas na comunicação são principal motivo de fracasso nos projetos das empresas

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Pequenas Empresas & Grandes Negócios – 5/5/2010

Pesquisa mostra que em 76% das empresas os projetos não dão certo porque os profissionais não sabem escrever bem, falar bem e se relacionar adequadamente com diferentes tipos de pessoas – Marcus Vinicius Pilleggi

Um recente estudo organizado pelo Project Management Institute Brasil (PMI) constatou que, para 76% das empresas o principal motivo para seus projetos fracassarem são falhas na comunicação. O problema é antigo, segundo o diretor do PMI-Rio Walther Krause: “não sabemos escrever bem, não falamos bem o que queremos e não nos relacionamos bem com todos os perfis existentes em um ambiente de projeto”. Para o também diretor do PMI-Rio e coordenador do estudo Américo Pinto, o que ajuda a integrar a equipe e reduzir essas falhas é a figura do gestor de projetos. Ainda de acordo com a pesquisa, 78% das organizações que montaram um setor de gerenciamento de projetos tiveram mais comprometimento da equipe com os resultados.

Entre as organizações ouvidas pelo estudo, 32% afirmam planejar sempre como farão seus projetos e 18% disseram que raramente adotam essa prática. Quase 60% não possui departamento dedicado para gerenciamento de projetos, mas 56% planejam implementar esse setor. Os segmentos que mais adotam o gerenciamento de projetos são Tecnologia da Informação (63%); Engenharia (35%); Produção e Operações (26%) e Recursos Humanos (15%). O estudo foi feito com 300 empresas de grande porte. Em entrevista exclusiva a Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Américo Pinto diz porque o gestor de projetos é vantajoso também para os pequenos negócios.

Um novo “olhar” nas pistas

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[Perfil jornalístico da corredora Ádria Santos, produzido pelos estudantes de Jornalismo Sandro Gomes e Daniela Canto]

Chamá-la de vencedora seria o mínimo. Ádria Santos, 36 anos, já nasceu com sérios problemas de visão. Aos 18, parou de enxergar, ao menos como os ditos “normais”. A partir dessa época, em 1992, ela vislumbrou novos horizontes, como jamais tinha visto antes . A deficiência visual, que poderia ser motivo de tristeza ou depressão, serviu de mola para impulsionar seus passos. E, desde que decidiu se tornar corredora, impulsão e vitórias não faltam à sua carreira.

Na galeria, a atleta acumula centenas de medalhas. Até 2009, eram 149 nacionais e 52 internacionais. Dessas, 13 ela guarda com carinho maior. São as conquistadas em seis Paraolimpíadas: Seul (1988), Barcelona (1992), Atlanta (1996), Sidney (2000), Atenas (2004) e Pequim (2008). Não satisfeita, Ádria prepara-se para a sétima, em Londres, e a oitava, em 2016, no Rio de Janeiro. Aliás, a atleta nasceu na Cidade Maravilhosa, onde começou a correr, aos 13 anos. Ela espera que esse seja um bom sinal para passadas ainda mais rápidas.

Ádria Santos é recordista mundial nos 200 metros rasos. Há 10 anos, outras atletas tentam – em vão – superar sua marca de 24,99 segundos, conquistada na Austrália. Até mesmo pessoas que enxergam perfeitamente não teriam fôlego para enfrentá-la nas pistas. À boca pequena, diz-se que Ádria não corre, voa. Talvez porque correr não seja uma obrigação, mas um prazer, como tudo o que faz na vida. Dessa forma, seu único adversário nas pistas é ela mesma. Superar a si própria é seu maior objetivo. Bater seu próprio recorde, também.

Carreira marcada por preconceitos

O talento de Ádria Santos nem sempre foi compreendido. No longínquo 1988, quando estreou na Paraolimpíada de Seul, ninguém por aqui falava da competição, que teve a primeira edição em 1960, na Itália. Televisão e jornais simplesmente ignoravam as provas. Foi preciso maior divulgação para que as pessoas entendessem que Ádria era realmente campeã. A China, por exemplo, recebeu a maior delegação paraolímpica brasileira de todos os tempos. Em consequência, repercutiu com intensidade por aqui.

“Quando eu falava que era atleta, as pessoas não entendiam como eu podia correr sem enxergar. Depois que a mídia foi divulgando, ficou mais fácil, porque as pessoas começaram a acreditar que o deficiente pode praticar esporte. Isso me ajudou”, relata.

No esporte, a atleta descobriu as lesões, a falta de patrocínio e a dificuldade de apresentar seus objetivos. Até 2009, ela contava com alguns patrocinadores. Agora, corre por conta própria, às custas de seu trabalho na Fundição Tupy. “Eu sou funcionária da Tupy, uma empresa que me respeitou, acreditou em mim e no meu trabalho”, sublinha, agradecida.

Ela procura um novo patrocínio para auxiliar no custeio de sua próxima viagem, à Espanha, em maio. “Esse é meu objetivo principal”, aponta. Até o final do ano, Ádria também participa de algumas provas no Brasil. Tem fé de que não faltará dinheiro, como ocorreu no início de sua carreira. Até fome ela passou em outros países. O dinheiro era contadinho.

Mas Ádria não é do tipo que se lamenta por qualquer coisa. Procura fazer o que gosta e mantém as lições na ponta da língua. “Os deficientes têm que parar de achar que, se não enxergam, não têm condições de fazer as coisas. Se eu quero ver alguma coisa, enxergo com minhas mãos ou procuro alguém para descrever para mim. Muitas vezes, falo que vou assistir à novela e as pessoas estranham: ‘Como, se você não enxerga?’ Eu vejo do meu jeito. As pessoas têm que mudar o pensamento de achar que um deficiente é incapaz”, ensina.

A visão que vem das mãos

De tão adaptada à deficiência, Ádria Santos lança olhares de quem realmente enxerga o que “vê”. Da muralha da China, em um dos passeios que fez enquanto participou da Paraolimpíada mais recente, há dois anos, seus olhos viajaram pela paisagem, acompanhados de um sorriso largo, franco e verdadeiro, daqueles que brotam da alma. Parecia criança quando descobre um brilho diferente.

“Pela primeira vez, tive a oportunidade de ver as maquetes do Estádio Olímpico e do Cubo D´água com as mãos, e não tem como descrever tamanha beleza. Jamais saberia como são esses locais sem um contato tátil”, relata a corredora, que sentiu cheiro de flores na Vila Olímpica e tirou uma infinidade de fotos por onde andou.
Além disso, teve a oportunidade de conhecer a Cidade Proibida, vista por Ádria como um espaço muito extenso, marcado por vários palacetes, com um trono ou aposento do imperador em cada um deles. Além dos muitos jardins, a corredora descreve que o local tem várias esculturas de pedra. “Havia uma tartaruga dourada e o pescoço dela era como se fosse um dragão, que simboliza o imperador, mas senti o cheiro da natureza”, sinaliza.

Em uma escola de pintura, sentiu o relevo de papéis, tecidos e madeira utilizadas na escola de pintura. Também comprou duas medalhas com signos do horóscopo chinês. Uma delas com o formato de um tigre. Quando saiu nas ruas com as medalhas no peito, as pessoas a cumprimentavam, achando que havia ganho na Paraolimpíada. De fato, depois ela ganhou.

O mais curioso é saber que, além de correr velozmente e sentir o universo pelas mãos ou cheiros, Ádria chegou a pechinchar com as mãos, embalada pelo clima dos comerciantes chineses, como ocorreu no Mercado da Seda. Uma camiseta que valia 120 Yuans, ela conseguiu comprar pelo valor de 80. “Agora posso dizer que fiz um negócio da China”, brinca.

Guiada pelo amor

Para Ádria Santos, a competição mais difícil foi em Pequim, porque correu sem seu guia. Ele havia sofrido um acidente e não pôde participar. Apenas a acompanhou nos passeios, sempre explicando em detalhes o que via. O guia, no caso, também é o seu marido, Rafael Krub. Primeiro, ele foi seu treinador, e, dos treinos às alianças, a distância foi percorrida mais rápido que um percurso de 100 metros rasos.

Rafael não dá moleza para Ádria. Tanto que ela mesma admite que não pode descansar. Para manter o ritmo, precisa pegar a cordinha que a liga com Rafael, grudar nele e correr. A tática tem ajudado a atleta a melhorar ainda mais o seu tempo. “Às vezes, até sinto dificuldade em acompanhar o pique dela”, reverencia o marido-guia.

Por segurança, ter alguém de confiança ao lado é muito positivo para o desempenho nas pistas. “Na pista, ele é meu guia, em casa, meu marido. Muita gente consegue, por que não eu? A Fernanda Venturini, por exemplo, era levantadora da Seleção Brasileira, e o Bernardinho, seu marido. Isso é normal. O que tem de haver é muito profissionalismo, dedicação e disciplina. Sou feliz porque corro e corro com quem confio”, argumenta Ádria.

Das seis paraolimpíadas de que participou, a mais marcante foi a de Sidney, em 2000. Pudera, até hoje as demais corredoras estão tentando entender o que corria à sua frente. Era Ádria voando baixo para alcançar seus sonhos. “Eu sempre acreditei e acho que as pessoas têm que acreditar nos sonhos e batalhar por isso. Quando era criança, falava que queria ser uma atleta famosa, mas falava brincando, de aparecer em jornal, na TV. Nada é impossível”, proclama.

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