Edinei Knop, estudante de Jornalismo do Ielusc
A “fome” de noticiar mais assuntos, de obter e transmitir o maior número de informações está inferiorizando a atividade jornalística. Não se dedica tempo, atenção ou dinheiro às coberturas, falta tudo isso. É a concorrência. Precisamos publicar de tudo, ou o concorrente publicará. E a população acabou se acostumando a ler pequenas notícias, notas e resumos informativos. Talvez os veículos de comunicação estejam preocupados com o tempo que os leitores dispõem para ler. É fato. O tempo reservado à leitura está diminuindo. A correria do dia a dia sufoca o prazer da leitura (daqueles que têm prazer pela leitura). Mas, por outro lado, os jornais deveriam se opor ao modo jornalístico on-line. Tudo em tempo real. As notícias estão disponíveis ao mundo em questão de minutos, segundos, até. E exaltam cada vez mais os fatos. Uma boa notícia, segundo Francisco José Karam, em seu livro “Jornalismo, Ética e Liberdade”, deve se basear em três verbos: sintetizar, analisar a agir. É das três ações juntas que nasce uma boa notícia, segundo o autor. Isoladamente, aquelas atitudes não se transformariam em verdadeiros relatos jornalísticos, e sim, nas noticias que vemos atualmente. Podemos ainda perceber uma atmosfera favorável às noticias humanas, que envolvam pessoas “normais” de “carne, osso e alma”. Pessoas com realidades comuns às nossas, que nos interessam. É de boas histórias que o jornalismo diário precisa. É sobre histórias humanas e bem trabalhadas que os jornais precisam se debruçar.