Marjorie Caturani, aluna de Jornalismo do Ielusc
Analisando o capítulo “O cidadão em primeiro lugar”, do livro “De cara com a mídia”, de Francisco Viana, é possível perceber que o autor mostra um lado positivo da comunicação corporativa no país. Viana cita a comunicação interna, um tema que me chama atenção. Além de “falar” para os jornais, revistas, enfim, para os meios de comunicação, não se pode esquecer da comunicação interna. Ou seja, fazer-se claro para os funcionários de uma determinada empresa deixa evidente a preocupação com o conjunto, com a massa. Parece que as empresas acordaram e viram que seus colaboradores também fazem parte da população, também leem jornais, revistas etc.
Viana fala sobre a opinião pública, que hoje orienta o rumo das ações de comunicação institucional. O que antes era ignorado, agora é analisado. Isso ocorre quando a assessoria de uma empresa escreve um release sobre determinado problema ou explicação que tenha que dar aos cidadãos. As palavras têm que ser muito bem escolhidas. O público se tornou mais crítico, o que justifica essa mudança de postura nas respostas à imprensa que vemos estampados nos jornais, por exemplo.
A questão da credibilidade é outro fator importante. Viana disse: “Credibilidade é um predicado radical. Ou a empresa tem, ou não tem. Credibilidade é confiança”. Ele acerta ao declarar isso. E é exatamente por isso que as assessorias de comunicação se desdobram para explicar o que for necessário e propor soluções adequadas, sem que o público ou clientes percam a confiança na empresa atendida. Na minha opinião, a credibilidade sempre foi e sempre será “a bola de cristal” das empresas. Basta uma rachadura para perder todo o encanto.