Além de Redação Jornalística, também tenho a oportunidade de compartilhar algum conhecimento sobre Comunicação Institucional em disciplina no Ielusc. Na abertura do semestre, convidei os alunos a refletir e produzir resenhas críticas sobre o texto “O Cidadão em Primeiro Lugar”, do Francisco Viana. No texto, o jornalista aborda este caminho-sem-volta das organizações modernas provocado pela força dos cidadãos e espelhado no espaço que a atividade de comunicação passa a ocupar, com caráter estratégico. Algumas das reflexões, vou apresentar neste blog, daqui em diante. Fiquem à vontade para comentar. (Guilherme)
Do texto à visão estratégica de mercado
Luiza Martin
A comunicação nunca foi tão valorizada quanto hoje dentro de empresas, sejam elas públicas ou privadas. Com a globalização, as mais diversas informações e produtos são difundidos pelo mundo afora. Nesse contexto de aumento das possibilidades das relações, dentre elas as de consumo, a comunicação exerce função de mediadora entre consumidores e fornecedores de produtos e serviços. No texto de Francisco Viana, intitulado “O cidadão em primeiro lugar”, nomeia-se aquele que consome e atribui-se a ele papel importante na estrutura do mercado. É o consumidor-cidadão que regula as ações de uma empresa que prima pelo sucesso no mercado, em uma relação mediada pela mídia.
Cada vez mais, devido ao crescimento e complexidade do mercado, as relações entre consumidor e fornecedor exigem o intermédio dos veículos midiáticos. Para esclarecer e oficializar informações, o setor de comunicação de empresas se utiliza dos meios de comunicação, atingindo o público-alvo e construindo a imagem da empresa perante o consumidor.
A divulgação de atitudes positivas e o esclarecimento de fatos negativos representam manobras que a comunicação de uma empresa deve empregar para satisfazer a necessidade de seu público de se manter informado. O cidadão quer saber o que consome e usa a mídia para chegar às empresas públicas e privadas, principalmente quando tem o direito de consumidor desrespeitado. Portanto, a comunicação deve manter empresa, mídia e público-alvo em harmonia. Seria o trabalho da assessoria de comunicação semelhante ao de um diplomata, conforme interpretação das ideias de Viana, pois o assessor, “além de pensar estrategicamente, desempenha a atividade de um advogado”, ou seja, defende os interesses da empresa, mantendo coerentes suas propostas e ações. Logo, a comunicação institucional não precisará se comparar a outros ramos profissionais, como o diplomático, para se definir, porque terá sentido por si só e se tornará referência para outras atividades profissionais.
Caminha-se para a definição de um papel de relevância do comunicador dentro das empresas. As instituições que estão em sintonia com o mercado reconhecem a importância da assessoria na geração de lucros dos seus empreendimentos. Mais do que a produção de textos e conteúdos, a comunicação tem representado a visão estratégica da qual necessitam os administradores para prever suas ações de mercado. Portanto, no mundo globalizado, a comunicação institucional é fator determinante de sucesso no mercado.