Mais um relato de estudante de Jornalismo, de uma cena urbana vista com outros olhos. O texto é de Edinei Knop.

Século 21. Uma população estressada, cansada e sem tempo. “Mas como o tempo está passando rápido!”, é o que se ouve por aí. Na verdade, é a própria população que não tem tempo para perceber que esse está passando. São tantos compromissos no dia a dia que acabamos nos esquecendo de observar, de inovar e procurar novidades. Passamos pela mesma rua, pela mesma calçada, no mesmo horário e com os mesmos objetivos, quase todos os dias, e não procuramos praticar “um olhar diferente” – aquele que nos revela cenas jamais vistas.

É através deste “novo olhar” que descobrimos muitas coisas. Como sou frequentador assíduo de transporte coletivo intermunicipal, decidi olhar para um novo ângulo. Escolhi olhar para baixo. Percebi que as pessoas, na correria diária, carregam no interior de seus automóveis objetos curiosos. Podemos citar: almofadas, envelopes amarelos, chapéu de caubói, sacolas verdes de uma loja de confecções masculinas, pastas, jornais, bolsas, pilhas de papel, sapinho de pelúcia e muito mais. Fiquei completamente abismado com tudo que vi. Eu não imaginava encontrar tantos objetos no interior dos carros. E também não imaginava que um simples direcionamento dos meus olhos pudesse revelar tantas curiosidades.