Informação é coisa séria!

Necessidade de comunicação

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[Mayara Francine Silva, estudante do Ielusc, descreve o que sentiu ao assistir ao filme "O Escafandro e a Borboleta"]

Incrível como temos necessidade de comunicação. A simplicidade de um gesto comunica. Palavras comunicam. Até um silêncio acompanhado de uma expressão facial comunica. Mas, e se algo o privasse de usar artifícios gestuais, de pronunciar palavras, de ter alguma expressão? Eu tentaria me comunicar de qualquer jeito. E foi exatamente isso que fez Bauby, com seu incrível meio de comunicação, o olho esquerdo. Imaginação, memória, espírito criativo e vontade de escrever sobre o cotidiano, permeiam a vida de um jornalista, e, quando nada disso pode ser realizado, a metáfora “escafandro” cabe como uma luva. Debater-se dentro de si, gritar, espernear e os outros só enxergarem o seu olho mexer, é assustador e nos faz refletir se estamos fazendo o possível para transmitir o que pensamos, ou o que desejamos que os outros saibam. A capacidade de percepção, a paciência, e a sensibilidade mostradas pelo editor, trazem à tona os atributos para se tornar um bom jornalista, o que não acontece com muitos dos que hoje atuam nas redações de todos os lugares. Os olhos se tornaram a única janela que mantinha Bauby em contato com o mundo, e foram os olhos que o mantiveram vivo, pela capacidade que tinham de substituir qualquer palavra que pudesse ser dita. Aprender a observar, notar, analisar, prestar atenção em todos os detalhes fazem parte da construção dessa profissão, e quem não conseguir perceber isso, poderá ficar preso dentro do escafandro, sem poder sequer encontrar um meio de dizer ao mundo que está aqui.

Ouço o barulho do mar

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[Relato de Mayara Francine Silva, estudante de Jornalismo do Ielusc, em atividade que desafiou a turma a descrever uma cena cotidiana vista com "outros olhos"]

O portão de alumínio quase me ensurdece. Caminho uns passos e ouço o barulho do mar. Está calmo hoje, penso. Então observo a rua de terra. Batida, poeirenta, quem sabe simpática por me deixar pisar nela todos os dias. A direção pra onde olho é o rude chão, por onde, penso, já passaram pés de todos os lugares, tamanhos e importâncias. Pés limpos, descalços, sujos de areia, de terra, calçados com um chinelo arrebentado, o tênis maneiro do rapaz, a sandália bacana da menina. Consigo imaginar também aqueles pés que parecem sérios, cheios de graxa, e tudo mais. Recordo-me daquelas cenas de filmes e novelas do moleque engraxate deixando o tênis do moço sempre belo e lustroso, e ganhando uma bela recompensa por isso. Coloco na cabeça: moços com sapatos engraxados devem ser importantes!

As marcas dos pés despertam meu interesse. Pés miúdos, que mal aprenderam a andar, marcam o chão que piso, assim como pés que caminham em passos largos: uma corrida, talvez…? Ficaria horas analisando as pegadas de sujeitos desconhecidos, não fosse a pressa de pegar um ônibus. Quase piso no resultado de uma combinação de comida, restos mortais de um rato e areia. Um cocô de cachorro, suponho. Entro no chão móvel do meu meio de transporte diário. Chicletes, copos e pacotes plásticos contextualizam o chão de ônibus. É duro não ter notado isso antes.

Pela janela, avisto aquelas pessoas simples, que passam e soltam aquele sonoro: “Boa tarde!”, é uma pena estar passando a alguns quilômetros por hora. A poeira continua, deixando a visão fosca para as fachadas das casinhas de madeira ao longo da estrada. Vejo chapéus de palha, enxadas na mão, palheiros na boca. Incrível como a simplicidade me comove! Mais adiante, mais pés miúdos, dessa vez correndo em disparada, para não perder o ônibus escolar. Um olhar distante me fita, e com o queixo apoiado na janela, presencia o acontecimento que é o ônibus passar por aquelas bandas, empoeirando os lugares por onde avança. Enfim chega o chão duro e preto traçado de amarelo. Agora só as árvores me acompanham ao longo da estrada. Tenho sono e acabo adormecendo.

Ao abrir os olhos, já é a cena urbana que se mostra pela janela. Desço do meio de transporte coletivo, e quando piso no chão, já estou em outra cidade. Pressa, correria, distanciamento. E aí já não consigo analisar os pés que se põe no meu caminho. Agora eles não deixam marcas na areia. As pessoas estão muito ocupadas para se preocupar com qualquer coisa. A poeira já não é poética, é irritante. As pessoas já não dizem um coletivo Boa tarde, sussurram entre elas sobre seu modo de vestir. Aumentam o número de sapatos engraxados, mas agora eu não os acho tão importantes. Descubro que meus olhos podem enxergar mais do que o ‘arreio’ cotidiano me permite. Mas às vezes enxergar tanta hipocrisia, falta de compaixão, descompromisso e ignorância sem poder fazer nada não faz bem pra retina. Não pra minha.

Petrobras reforça perfil ambiental

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[Na aula de Comunicação Institucional do Ielusc, os alunos foram convidados a estudar a atuação da Petrobras em diferentes aspectos da comunicação. Aqui, o relato da equipe que tratou de ações e práticas voltadas à preservação ambiental, composta pelos colegas Tiago Santos, Sidney Azevedo, José Eduardo Calcinoni e Emanuelle Carvalho]

A Petrobras é uma empresa com forte presença na questão ambiental. Atua em várias frentes relacionadas a iniciativas de preservação ambiental, incluindo uma parceria com Agenda 21, instrumento global de que as nações dispõem para formalizar e padronizar projetos ambientais locais e comunitários. A Petrobras utiliza esse recurso para mobilizar as comunidades vizinhas às bases instaladas no Brasil.

Conpet é um programa da empresa que visa à racionalização dos derivados do uso do petróleo e gás natural. Existem vários projetos dentro desse programa, o programa brasileiro de etiquetagem veicular, por exemplo, que indica dados sobre o consumo e eficiência energética nos modelos de veículos que saem de fábricas.
O programa Petrobras Ambiental patrocina projetos ambientais do Brasil inteiro engajados em uma temática específica. De 2003 a 2008, a empresa investiu 150 milhões de reais em projetos comunitários. Em 2008, investiu 3,6 milhões em projetos sobre o tema “Água e Clima: contribuições para o desenvolvimento sustentável”.

A província petrolífera do Urucu é um dos carros-chefes da empresa em se tratando de desenvolvimento sustentável respeitando os valores culturas. No site, há um link que leva a uma apresentação em flash de toda a atuação da empresa na Floresta Amazônica, na região de Urucu. Salienta-se sempre a preocupação em explorar os recursos minerais no centro da Amazônia sem, para isso, comprometer a vida natural e cultural da região.

Nossa equipe observou que um das maiores preocupações da empresa é a de transmitir a imagem de exploração sustentável, por meio da qual se usa a tecnologia para preservar culturas e meio ambientes.

Alinhar-se em torno de uma ideia

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Valmir Fernando da Silva, estudante de Jornalismo do Ielusc

O texto “O cidadão em primeiro lugar”, do livro “De cara com a mídia”, de Francisco Viana, abre a mente do leitor para os caminhos a que a comunicação institucional leva. A visão do autor revela detalhes relevantes que conduzem ao sucesso ou fracasso de uma empresa.

Se, em 1592, surgia o venerado William Shakespeare, já um sábio comunicador, que desbancava seus concorrentes e atraia a atenção do público, qual será o segredo para as pessoas, empresas, negócios atingirem resultados positivos hoje? Viana mostra em exemplos, como o do talentoso dramaturgo de outrora, o que é “fazer diferente”. Porém, não apenas se diferenciar, mas convencer a si própria (por meio da comunicação interna) que os integrantes de uma determinada organização estão alinhados em torno da mesma ideia.

As empresas vêm aumentando o diálogo com a sociedade e com os funcionários, mas a relação com a mídia tende a melhorar ainda mais. Com o advento da internet, entre outros suporte tecnológicos, torna-se vital que a empresa fale uma só língua, ou seja, transmita o que realmente é e faz, tanto na comunicação direta com os empregados quanto com a sociedade e a imprensa.

A falta de planejamento em comunicação leva muitos negócios à falência. A corda que amarra todos pontos de uma empresa é a credibilidade. E quem tem credibilidade são os líderes de mercado. Mas um detalhe importante: para que a corda funcione, é preciso utilizar fios mais finos (as formas da comunicação). E depois entrelaçá-los. Tal processo deriva na boa comunicação. Mas essa não é tarefa simples. Cada empresa deve no dia a dia interagir com o público e com seus empregados e principalmente com a mídia. Tendo o controle sobre esses três atores, o sucesso fica mais próximo. Com os fios finos (comunicação) gerando a forte corda (credibilidade), falta o um último toque, na dica de Viana, a sensibilidade.

Comunicar e se “tornar humano”

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Eduardo Schmitz, estudante de Jornalismo do Ielusc, sobre o filme “O Escafandro e a Borboleta”

A princípio, o filme traz duas grandes reflexões: a vontade do protagonista de se manter “comunicando” e a forma como ele passa a enxergar os acontecimentos à sua volta. Assim como nos relatos feitos pelos alunos, o filme mostra de certa forma a importância de escrever, de deixar registrada uma história. Além disso, a escrita se tornou o grande combustível da vida do jornalista.

E a segunda experiência, de se tornar humano, também é crucial para o personagem. Ter a capacidade de ver através dos fatos é algo que poucos conseguem. Mas, como pode ser interpretado pela história, a incapacidade do jornalista de se expressar deu a ele a possibilidade de destinar mais sua atenção a outras características que antes passavam despercebidas.

Cena urbana

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[Relato do Eduardo Schmitz para o exercício proposto na disciplina de Redação Jornalística, de descrição de uma cena cotidiana vista com "outros olhos"]

Em uma rápida experiência como observador, no trecho entre a BR-101 e o Centro, passando pela rua Quinze de Novembro, pode-se notar que o visual acima do habitual horizonte dos motoristas é denso. Por se tratar de uma das principais rotas de entrada de turistas, há um volume considerável de placas, publicitárias ou de sinalização. Entre os dois extremos do meu roteiro de oito quilômetros, da Vila Nova até o Centro, existem certamente mais de 30 outdoors. Os conteúdos variam de propagandas de lojas, hotéis e informativos da prefeitura.

Talvez, para quem circula com frequência por Joinville, as placas de trânsito informativas (as azuis) não informem muito, mas trazem dados preciosos para quem desconhece os pontos turísticos da cidade.

Outras coisas notadas são as marcas deixadas por fenômenos da natureza. Várias placas torcidas pela força do vento das tempestades, e morros com terra virgem à mostra, ainda da época das enchentes de 2008.

Borboletas de asas azuis

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Patrícia Schmauch, estudante de Jornalismo do Ielusc, inspirada pelo filme “O Escafandro e a Borboleta”

“Agarre o mais rápido possível o humano dentro de você. Palavras de “O Escafandro e a Borboleta”. Jean Dominique Bauby sente-se preso ao fundo do mar, desesperado, incapaz de voltar a viver de aparências. Editor de uma das mais famosas revistas francesas, marcava forte presença no mundo internacional da moda e em eventos sociais. Sofre um súbito derrame cerebral e acorda três semanas depois, lúcido, porém com uma rara paralisia: consegue apenas movimentar o olho esquerdo. Isso significa algo para nós?

Bauby conseguia raciocinar, mas não podia se locomover; comunicava-se com o mundo de forma restrita: piscava letras do alfabeto, formando palavras, frases e ideias. Apenas com o passar do tempo e depois de decidir não se entregar, cria seu mundo próprio, apenas com o que não perdeu: sua memória e imaginação. É disso que vive o jornalista. Com dedicação e força de quem sabe o que quer, ele escreve e dá emoção aos seus textos. Talento e admiração são consequências. É necessário observar, analisar, olhar lá do alto. Olhares valem mais que palavras. É o olhar que instiga, atrai certezas, distancia medos e oportuniza experiências. Oferece amplitude, clareza de pensamento e superação.

Há forte semelhança entre Bauby e o mundo da comunicação. Presente em todos os lugares, compreendida e acessível a todas as pessoas, a comunicação precisa de estímulo, novidade, detalhes. Precisa de uma pitadinha de tempero, de boas histórias, criatividade, de um “contar as coisas de um jeito diferente”. Quando se começa a enxergar as coisas com outros olhos, as pessoas aprendem, evoluem e todos só tem a ganhar. O triste é que isso acontece geralmente em situações extremas.

É preciso achar novas formas de se comunicar para fugir do banal, da comodidade, do social. Deve-se acreditar em si e seguir objetivos e ideias do próprio ponto de vista. Bem como no filme, em que a história é contada do ponto de vista da personagem. Tudo muda a partir de você, sua análise e observação. Ideias, atitudes e ações não podem ficar no inconsciente, digeridas; devem ser gritadas ao mundo, expelidas.

Há ideias que Bauby não defende nem inconscientemente. É o erro da maioria das pessoas. O comodismo não pode deixar o trabalho jornalístico tornar-se algo rotineiro, livre de verdade e especulação. Deve-se defender o que se acredita para depois passar a informação à sociedade. Primeiramente, é preciso acreditar em si mesmo, sem medo do depois. Os melhores momentos de Bauby acontecem dentro da cabeça dele. E não passa disso. Na vida real não pode ser assim. O melhor momento é o agora. Aproveitar o presente, fazer, realizar, defender, aprender. Amadurecer uma ideia é o suficiente para torná-la boa. Não se pode viver do passado, do comum. E muito menos do desinteresse.

Há grandes paralelos entre o trabalho desenvolvido pelas fisioterapeutas do filme a profissão do jornalista. Ambos decodificam informações, formam conexões e viabilizam conhecimento.

Decidir por si mesmo é importante. Não apenas jornalistas, mas todos os profissionais deveriam ter a virtude. O repórter não deve se deixar influenciar por suborno, status ou dinheiro. Quando pessoas alheias tomam decisões, elas não sabem da vontade, das ideias e do interesse dos outros. Muitas vezes, não aceitam, não escutam. Para o domínio também há solução: deve-se soltar, interagir, participar, impor. Não há outra forma de sair do casulo, do comum, do desinteressante, para transformarmo-nos em borboletas de asas azuis. A não ser pela metamorfose, libertação.

Vazio de um dia

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Edemilson Camilo, estudante de Jornalismo do Ielusc

Um dia nublado, sem cor de amor. Um dia pálido, sem sabor de amor. Um dia escuro de um futuro incerto. Uma cidade eufórica, mas deserta! Um movimento contido repentinamente, e tudo parou… Alguém pisaria em alguém espalhado na calçada com um salto agulha. Ninguém queria ceder – que desvie você! Olhava pro chão, encarava e se voltava para trás. Olhava o rebolado da morena, da loira ou da ruiva, olhava todas, tarado por bundas. Ela também olha, e vê o corpo sarado, já suado. Tinha outros aspectos, alguém estuda as vitrinas, um gracejo rompe o limite da etiqueta, ou alguém que viaja num beijo, param, começam, trocam tapinhas, beijo pequeno, prolongado, pensa que ninguém vê, e a mão faz uma carícia abaixo da bunda. Num frenesi, alguém ali tinha a percepção de tudo o que acontecia. Agora tinha o controle, mas se conteve. Alguém ali pensou no isolamento, e já congelava com falta do calor humano. Explorar a face das pessoas com gestos angustiantes, de uma rotina que mal começou. Tinha o ar de preocupado, cansado, irônico, felicidade, de dor, denotava tristeza, não via nada a não ser beleza e um belo vazio. Olhos arregalados, puxados, esbulhados, quentes, solitários e alguns tinham o mesmo vazio. Belos, mas vazios! Um vazio de um dia! Sentiu-se culpado e apertou o botão e tudo começou de volta, de volta, de volta… Ninguém se ateve nem se deteve a detalhes. Se as horas passassem, ninguém teria percebido, apenas diria que o tempo voa.

Quem gosta dos dramas, melodramas da vida? Os carros aguardavam o sinal. Abriu o sinal e se foi, ficou o vento que se passava por onde passava, era o único vento que cortava, mas predominava o ar pesado. O zunido faz parte da sonoridade, mas alguém harmoniza com fones de ouvido. Um aparelho que fica escondido entre as calças, pele, desfila na mão. Ainda livre dos arrastões! Levam tudo! Alguém precavido tarde leva a mão ao bolso e nada encontra. Dois guardas, que sejam policias, encostam uns no muro enquanto outros esmurram um. Adiante, distante do interesse, alguém grita pega ladrão. Em vez de conter da passagem e pensa – que tenho a ver com isso.

E alguém é incompreendido quando tenta compreender. Ama as pessoas, mas os gestos o incomodam! Que guarda pra si seus anseios, que vive pra si seus sonhos. Idealiza um mundo faz um convite e ninguém aceita. Busca a natureza, cavalgar em campos, passeios noturnos, vagas manhãs e tardes litorâneas, longe do afago da presença frenética, que vêm e vão ao mesmo ritmo, que confortam tantos, mas que transportam em nada ser. Ser mais um! Mais um… Vidas que vêm e que vão! Vidas que vêm e que vão! Vidas que vêm e que vão… em vão… (cantando) também nada fará, apenas dirá.

Informação: das empresas para o público

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Tatiana Sabatke, estudante de Jornalismo do Ielusc

Já passou a época em que as empresas se fechavam para proteger informações e evitar que determinados fatos se tornassem notícia. Cada vez mais, elas buscam desenvolver projetos comunicacionais visando informar a mídia, o público em geral e os funcionários, por exemplo. Esse tipo de informação também ganhou uma nova configuração. Não cabe mais a divulgação de informação pela metade ou confusa.

Com essa mudança, o mercado das assessorias de comunicação, que já era habitado por jornalistas, publicitários e relações públicas, passou a crescer entre essas profissões. E no jornalismo já é um dos ramos que mais emprega. A assessoria conquistou espaço dentro das empresas desenvolvendo muito mais do que antes era considerado função do jornalista. O assessor de imprensa já se torna, como cita Francisco Viana no texto “O cidadão em primeiro lugar”, um consultor dentro das corporações.

É ao jornalista que muitos empresários recorrem para sanar dúvidas com relação ao processo comunicacional e aos problemas que porventura venham a afetar de alguma forma a boa imagem que a empresa cultiva perante a sociedade.

Falando de sociedade, é esse o principal ponto discutido pelo autor. Hoje, o cidadão influencia e está consciente da “obrigação” que a empresa tem de informá-lo. Viana diz que “o impasse é cultural: as empresas terão de se adaptar a uma sociedade em que o consumidor opina, influi e decide” (VIANA, p.36). Chegamos a um ponto em que a concorrência é muito grande e não é apenas o preço que influencia o consumidor na hora de decidir por determinado produto ou empresa, mas a “postura social” da organização, digamos assim.

Questões como responsabilidade social, clareza para com o consumidor e respeito perante a sociedade fazem toda a diferença no momento da escolha. É o consumidor respondendo a todo o processo que a empresa instalou para nutrir com informação de qualidade a comunidade em que opera.

Com o desenvolvimento desses projetos comunicacionais, a empresa fica mais próxima da comunidade e garante um canal de comunicação entre ambas as partes. Isso fica visível nos informativos internos produzidos pelas empresas. Nesse material é preciso falar e saber como falar para esclarecer problemas por que o grupo esteja passando ou informar sobre questões que os patrões não gostariam que chegassem ao funcionário de forma distorcida.

Observando dessa forma, é muito melhor que o trabalhador e sua família fiquem sabendo e divulguem a informação que partiu da empresa do que multipliquem o que escutam pelos corredores do local de trabalho. Outra questão que precisa ser discutida é o fato de que qualquer tipo de informação passada pelo assessor precisa ser verdadeira. Mentir ou distorcer os fatos causa problemas futuros como falta de credibilidade, fator importantíssimo nessa lógica de mercado.

Com a velocidade em que as informações chegam ao público e com a intensidade com que os veículos de informação trabalham é quase impossível omitir ou mentir sobre determinados acontecimentos. Uma hora ou outra o fato vai aparecer e será divulgado, seja pela “rádio peão”, seja por um segurança ou vigia da empresa (funcionário que circula pelos diversos setores) ou até mesmo pela agilidade dos jornalistas que buscam coletar informações de todas as formas durante o dia a dia.

Essa informação não passou a ser difundida pela empresa por simples vontade, é que com a agilidade no processo comunicacional o cidadão passou a exigir explicações e informações que lhe dizem respeito. Agora, basta que as empresas se acostumem com essa lógica e implantem uma assessoria de comunicação cada vez mais eficaz.

As coisas acontecem

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Do estudante Edinei Knop, inspirado pelo filme “O Escafandro e a Borboleta”.

Vivemos… e as coisas acontecem! Destino? Azar? Sorte? Castigo? A vida é feita de acontecimentos; alguns positivos e outros negativos. E as coisas acontecem mesmo! No lugar mais inoportuno, na hora menos esperada, na situação mais acanhada e nos momentos mais escandalosos! E não venha me dizer que não. As coisas acontecem mesmo, e com todo mundo! Menos com os mortos! Porque morrer é antônimo de viver… e viver é sinônimo de acontecer. E as coisas acontecem mesmo, e com todo mundo, e várias vezes durante sua vida! Persistir, lutar e vencer! Não adianta fugir, não adianta se esconder, flutuar, mergulhar em seu escafandro mental. A vida é assim! E as coisas acontecem mesmo, e com todo mundo, e várias vezes durante sua vida, e assim será!

É de acontecimentos da vida que vivem os jornalistas. É da vida que as notícias surgem! E do olhar (e um olhar diferente). Porque as coisas acontecem. Sim, elas acontecem! E, na hora de transcrever para um pedaço insignificante de papel ou para uma tela LCD, muita coisa acontece. Afinal, por que escrever? Uma caneta? Algumas teclas? Sim, as coisas acontecem mesmo, e com todo mundo, e várias vezes durante sua vida, e assim será, e nunca você poderá escapar.

Um piscar pode dizer tudo, mas não pode responder tudo! Porque eu acho que você já sabe que as coisas acontecem, comigo e contigo. E as dúvidas sobrevivem, mesmo que muita coisa aconteça.

Por que cantar? Por que falar? Por que pensar e se movimentar? Por que viver? Viver para se encantar; encantar-se com o voo das borboletas. Se você puder enxergar; e se houver borboletas!

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