Vão mais alguns depoimentos de estudantes de Jornalismo do Ielusc, disciplina de Redação Jornalística, respondendo “por que escrevo”.

“Escrevo porque as palavras fazem parte da minha vida, do meu dia. Não tenho por que não escrever se, consciente do que faço (e penso), tenho de mostrar ao mundo o que há no meu íntimo, seja um desabafo ou algo para abrir os olhos dos outros. Escrevo porque tenho alma e tenho mãos (e, bem, talvez se não as tivesse, escreveria de outro jeito), já que posso e gosto de escrever. Escrevo porque me faz bem e porque espero que também meu leitor se sinta bem. O meu mundo das letras conquista e transforma. Escrevo porque sinto que posso transformar. Escrevo porque sei que, assim como tenho sede de escrita, alguém precisa do que escrevo para ler, e por que não pensar que esse leitor precisa ser transformado. Escrevo porque gosto, porque sinto, porque posso, e até porque é necessário… Já busquei muitas pessoas para ‘escrever para mim’, romancistas, poetas ou jornalistas que sempre me fizeram bem, de alguma forma. Quero eu também fazer bem a alguém que me busque ler.” (Emanoele Girardi)

“Escrevo porque não sei medir o que falo. Sou destrambelhada. O conjunto de orações me auxilia a organizar o que tenho a dizaer. E, mesmo assim às vezes não sou bem-sucedida. Escrevo porque tenho muito a dizer, e uma folha limita e resume o que tenho a transmitir. Escrevo porque gosto do leve balanço que a caneta faz, e me contento quando sua tinta já começa a desaparecer. É sinal de que viveu intensamente, a minha caneta, ou as minhas palavras souberam se entender e logo trataram de sair do útero. Como eu. Escrevo porque nunca lembro o que minha mão pediu para comprar no mercado.” (Juliana Gonçalves)

“Escrevo para descrever os detalhes, defender minhas ideias, mostrar ao mundo o que está acontecendo e a forma como acontece. Escrevo quando sinto anseio, necessidade de desabafo, complexidade de emoções. Quando faço descobertas, quando miro em novo objetivo e também quando tenho necessidade de pensar, renovar ideias, alertar e dividir com as pessoas conhecimento. Quando escrevo, sinto-me aliviada. O papel amassado e a caneta vazia são sinais de que eu consegui passar uma parte de mim para um outro lado, capaz de compreender sem questionar. E, mesmo com tudo isso, deparo-me com o pequeno tamanho de um papel em meio à imensidão de tantas e tantas palavras.” (Patrícia Schmauch)

“Escrevo sempre que quero informar alguém, até mesmo informar a mim mesma. Muitas vezes, não tenho vontade de falar nada, nem falar com ninguém, mas sinto vontade de escrever. Organizo minhas ideias e pensamentos e, a partir daí, sinto-me melhor. Profissionalmente, sei o quanto é importante o que escrevo, e o cuidado que devo ter para fazê-lo. Palavras ditas, muitas vezes, são esquecidas. E as escritas permanecerão ali. Devo ter consciência e responsabilidade sobre tudo isso. Mas considero a escrita como uma terapia.” (Francine Tainá Ribeiro)