Outros depoimentos colhidos com a turma de Redação Jornalística do Ielusc, convidados a resp0nder “por que escrever”:

“Escrever, pra mim, é verbo! Transmitir, alegrar, dramatizar, noticiar, ganhar, perder, aborrecer, enfurecer, interiorizar, repetir, avançar, dialogar, conhecer, aprender, ensinar, magoar, perdoar, desejar, acabar, lembrar, sobreviver… viver. Escrever é tudo. E tudo não é verbo.” (Edinei Knop)

“A escrita faz parte de nossas vidas, mas não escrevo só porque isso faz parte de minha rotina. Escrevo porque gosto, e por esse motivo escolhi uma profissão em que tenho que trabalhar  com o ato de escrever profissionalmente. Imginar uma vida sem escrita é como imaginar uma vida sem energia elétrica. Não há como nos imaginarmos exercendo nossas rotinas diárias sem o ato de escrever.” (Carolini Braz)

“Ao assinar um pensamento transcrito para o meio físico, o autor deixa de ser um simples reprodutor do que fala. Sua assinatura é prova concreta, e irrepreensível, de que expressou aquilo. Na escrita, há a possibilidade de passar impressões e sentimentos que, algumas vezes, ficam ocultos em uma locução. A construção de uma frase, parágrafo ou texto pode ser elaborada de forma a direcionar a maneira que a informação vai chegar ao leitor. Em outros casos, a escrita pode ser uma forma de conversar com alguém, mas esse alguém é somente uma folha em branco, pronta para receber qualquer opinião, sem criticá-la ou julgá-la.” (Eduardo Schmitz)

“Nas palavras cruzadas, minha história. Um homem que trilha as palavras estudadas, agrupadas, somadas, ritmadas, com nexo e sem eira e nem beira. Qualquer história é uma grande estória, desde que bem contada. Um amontoado de estratégias para suprir uma carência que a vida nos dá. Confidências de um bom falador mudo a um ouvido surdo. Basta que os olhos vejam e o coração sinta. Uma folha de papel na qual imortalizo os segredos, medos, temores, projetos e ambições. Aqui sou eu, digno de me conhecer. Provocador de neurônios, a um estado de emoção contagiante ou perto de uma neurose. Que as receitas que não servem para mim, eu as sirvo. São frutos de experiências, de pressupostos ou de qualquer, qualquer. Onde acertei foi onde errei, onde errei foi onde aprendi. Um combatente em pé de guerra das coisas que fogem de seus conceitos. Um crítico da sociedade que o educa, alínea, e faz ser parte da engrenagem de um sistema. Que, de passagem, digo ‘malditos seus ditos’! Um romântico declarado, apaixonado pelos detalhes da vida.” (Edemilson Camilo)