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Notícias da parceira Humantech

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A Humantech, uma das principais empresas de Gestão do Conhecimento (GC) do sul do Brasil e parceira aqui da Mercado, inaugurou, na sexta-feira (19), nova sede como parte das ações previstas no planejamento de crescimento para 2010. O novo espaço é alinhado às melhores práticas colaborativas, proporcionando melhor interação entre as equipes e ergonomia aos colaboradores. O escritório está estrategicamente localizado em Joinville, polo catarinense de tecnologia, em condomínio especializado para empresas de desenvolvimento tecnológico e de conhecimento.

O ano de 2009 foi de reposicionamento para a empresa, fortalecendo as áreas de Gestão, Mídia e Engenharia do Conhecimento e, com isso, atingindo um crescimento de 300%. “O novo escritório permite a ampliação da equipe e da carteira de clientes, estimulando o fortalecimento de uma cultura de inovação necessária ao mercado nacional”, comenta o diretor-presidente da Humantech, Celso Ricardo Salazar Valentim.

Desde o ano passado, a Humantech tem diversificado as opções de serviços. Após a incorporação de duas empresas de TI, além da consultoria em Gestão do Conhecimento, a companhia passou a oferecer gerenciamento de conteúdo on-line, desenvolvimento de softwares sob demanda, e-Learning, ações de planejamento e branding em redes sociais e produção de conteúdo audiovisual utilizando técnicas de animação e vídeos em 2D e 3D.

Cenas urbanas e outros olhares

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[Mais um depoimento de estudante de jornalismo, com relato de uma cena urbana vista sob outro olhar. O texto é da Francine Ribeiro]

Diariamente, caminho pelas mesmas ruas e, muitas vezes, encontro as mesmas pessoas. Umas com pressa, outras distraídas, e outras apenas caminhando. Muitas vezes, estou com pressa, distraída e caminhando. E não é que, de tão distraída, não percebi que uma construção iniciada há meses está praticamente concluída. Que uma loja com vitrines belíssimas tem um telhado caindo aos pedaços. Percebi que reparo pouco o outro lado das ruas por que caminho. Ao atravessá-las, vi pessoas diferentes. As que eu sempre encontro estavam lá, do outro lado. O lado por que sempre passo, com pressa e distraída.

Um dia, sob outro olhar

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Vai agora o relato da Emanoele Girardi de uma cena cotidiana vista com outros “óculos”:

Não se precisa mudar de paisagem, de roteiro, ou de ângulo para enxergar adiante, só é preciso abrir os olho e, principalmente, a mente. Por exemplo, sem olhar para ângulos diferentes, simplesmente colocando um óculos de sol pode-se notar que as cores se ressaltam, o céu fica mais azul, as roupas mais coloridas, as placas chamam mais a atenção… Num desses dias ensolarados, com meus óculos de sol, andando pela Rua 15 de Novembro e olhando para cima, observei que na antiga e tão conhecida loja Reino dos Brinquedos, na parte superior, existem dois dragões (ou talvez, águias) de ferro, como ponteiras de um castelo. Um pouco mais para frente, no edifício do Teatro Harmonia Lyra, rostos estão estampados no concreto antigo. Os passarinhos no fio elétrico, as árvores florescendo e muitos outros detalhes podem ser notados liberando o olhar.

Mais relatos de sala de aula

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Na turma de Redação Jornalística do Ielusc, o professor convidou a turma para produzir relatos sobre cenas e situações cotidianas vistas “com outros olhos”, buscando experimentar o que seria a “perspectiva do repórter” sobre os fatos narrados (sempre diversa, mais ampla, mais minuciosa). Vieram retornos interessantes, como o que segue, da Juliana Nogueira Gonçalves. Vejam aí:

O despertador toca. 7h25. Engraçado, mas o meu relógio está atrasado dez minutos, o que significa que são 7h15 e, mesmo sabendo disso, programo a opção “soneca” para dez minutos, o que volta às mesmas 7h25. Faz parecer que dormi um pouco mais. Meu trabalho não é dos melhores, mas fica a quatro minutos da minha casa e é permitido ir de chinelo. E é de Havaianas que faço sempre o mesmo caminho. Subo o morro, atravesso a rua, viro à esquerda, continuo por cem metros e bato o cartão. Passadas quatro horas de trabalho, enfim a uma hora sagrada de almoço. A fome aflora o instinto de sobrevivência das cavernas que há em nós. Chego em três minutos para o prato que espera ser ocupado com o rotineiro purê de batata. Com o estômago cheio, ou pelo menos saciado, é hora de enfrentar mais quatro horas da jornada trabalhista. E é nessa hora que a menina da bicicleta azul aparece com a cara afobada. Como se estivesse em cima da hora. Ela trabalha na papelaria da rua de baixo. Já a vi algumas vezes, não sei seu nome, nem em qual casa mora. Mas sempre cruzo com ela nesse horário. Eu, do lado direito; ela, do esquerdo. E hoje eu também do lado esquerdo, ela desvia de um carro ao meu lado. As lajotas que estão do lado direito da minha rua, bem em cima do morro, estão soltas. Na frente, a residência é habitada por um caminhoneiro, e o caminhão estacionado na frente, com o tempo, afundou e soltou as lajotas. O que me faz  desviar sempre, já que costumo tropeçar nelas. Na esquina, a construção de um prédio. E a árvore que faz uma boa sombra atrapalha as janelas do edifício, o que me faz suspeitar que logo a cortarão. Percebi porque nunca vou do lado esquerdo, é que na outra esquina tem uma verdureira, e os restos de repolho, e folhas de beterraba sempre ficam na calçada. O cheiro é ruim. Atravessando a rua, vejo o enorme e magrelo cachorro que mora com seu dono numa kitinete. Vi poucas vezes o dono, mas o cachorro todo dia, já que o espaço é muito restrito. Sinto dó dele. É um daqueles tipos de cães que servem pra ficar correndo no campo e próprios para praticar atividades físicas. E o que ele tem é uma casinha, com um pote de ração, água e o que parece um pato de brinquedo, com metade do bico. Sem afeto, sem atenção, ele segue com o focinho encostado no portão, cheirando qualquer movimentação humana. Nos cem metros finais, as mesmas crianças andando de bicicletas e gritando palavrões que eu fui aprender só no ensino médio. Na frente do estabelecimento comercial em que ganho o meu dinheiro, a pracinha do bairro, com os idosos na academia da “terceira idade”, e os usuários de drogas nos bancos, à espreita do traficante que vai trazer o consumo diário. Embora, com “outros olhos”, o que infelizmente vejo é sempre a mesma coisa, uma vida medíocre. A minha rotina também não surpreende, mas de vários ângulos vejo outras árvores.

Imagens do Quiriri registradas pelo fotógrafo Marcus Bohn

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O fotógrafo Marcus Bohn, parceiro da Mercado de Comunicação, produziu imagens da região do Quiriri, em Joinville, e está oferecendo as fotos. Elas serão comercializadas no tamanho 75cm x 50cm. O email para contato é marcusbohn2001@yahoo.com.br.

Mais sobre a arte da escrita

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Outros depoimentos colhidos com a turma de Redação Jornalística do Ielusc, convidados a resp0nder “por que escrever”:

“Escrever, pra mim, é verbo! Transmitir, alegrar, dramatizar, noticiar, ganhar, perder, aborrecer, enfurecer, interiorizar, repetir, avançar, dialogar, conhecer, aprender, ensinar, magoar, perdoar, desejar, acabar, lembrar, sobreviver… viver. Escrever é tudo. E tudo não é verbo.” (Edinei Knop)

“A escrita faz parte de nossas vidas, mas não escrevo só porque isso faz parte de minha rotina. Escrevo porque gosto, e por esse motivo escolhi uma profissão em que tenho que trabalhar  com o ato de escrever profissionalmente. Imginar uma vida sem escrita é como imaginar uma vida sem energia elétrica. Não há como nos imaginarmos exercendo nossas rotinas diárias sem o ato de escrever.” (Carolini Braz)

“Ao assinar um pensamento transcrito para o meio físico, o autor deixa de ser um simples reprodutor do que fala. Sua assinatura é prova concreta, e irrepreensível, de que expressou aquilo. Na escrita, há a possibilidade de passar impressões e sentimentos que, algumas vezes, ficam ocultos em uma locução. A construção de uma frase, parágrafo ou texto pode ser elaborada de forma a direcionar a maneira que a informação vai chegar ao leitor. Em outros casos, a escrita pode ser uma forma de conversar com alguém, mas esse alguém é somente uma folha em branco, pronta para receber qualquer opinião, sem criticá-la ou julgá-la.” (Eduardo Schmitz)

“Nas palavras cruzadas, minha história. Um homem que trilha as palavras estudadas, agrupadas, somadas, ritmadas, com nexo e sem eira e nem beira. Qualquer história é uma grande estória, desde que bem contada. Um amontoado de estratégias para suprir uma carência que a vida nos dá. Confidências de um bom falador mudo a um ouvido surdo. Basta que os olhos vejam e o coração sinta. Uma folha de papel na qual imortalizo os segredos, medos, temores, projetos e ambições. Aqui sou eu, digno de me conhecer. Provocador de neurônios, a um estado de emoção contagiante ou perto de uma neurose. Que as receitas que não servem para mim, eu as sirvo. São frutos de experiências, de pressupostos ou de qualquer, qualquer. Onde acertei foi onde errei, onde errei foi onde aprendi. Um combatente em pé de guerra das coisas que fogem de seus conceitos. Um crítico da sociedade que o educa, alínea, e faz ser parte da engrenagem de um sistema. Que, de passagem, digo ‘malditos seus ditos’! Um romântico declarado, apaixonado pelos detalhes da vida.” (Edemilson Camilo)

O ofício da escrita

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Vão mais alguns depoimentos de estudantes de Jornalismo do Ielusc, disciplina de Redação Jornalística, respondendo “por que escrevo”.

“Escrevo porque as palavras fazem parte da minha vida, do meu dia. Não tenho por que não escrever se, consciente do que faço (e penso), tenho de mostrar ao mundo o que há no meu íntimo, seja um desabafo ou algo para abrir os olhos dos outros. Escrevo porque tenho alma e tenho mãos (e, bem, talvez se não as tivesse, escreveria de outro jeito), já que posso e gosto de escrever. Escrevo porque me faz bem e porque espero que também meu leitor se sinta bem. O meu mundo das letras conquista e transforma. Escrevo porque sinto que posso transformar. Escrevo porque sei que, assim como tenho sede de escrita, alguém precisa do que escrevo para ler, e por que não pensar que esse leitor precisa ser transformado. Escrevo porque gosto, porque sinto, porque posso, e até porque é necessário… Já busquei muitas pessoas para ‘escrever para mim’, romancistas, poetas ou jornalistas que sempre me fizeram bem, de alguma forma. Quero eu também fazer bem a alguém que me busque ler.” (Emanoele Girardi)

“Escrevo porque não sei medir o que falo. Sou destrambelhada. O conjunto de orações me auxilia a organizar o que tenho a dizaer. E, mesmo assim às vezes não sou bem-sucedida. Escrevo porque tenho muito a dizer, e uma folha limita e resume o que tenho a transmitir. Escrevo porque gosto do leve balanço que a caneta faz, e me contento quando sua tinta já começa a desaparecer. É sinal de que viveu intensamente, a minha caneta, ou as minhas palavras souberam se entender e logo trataram de sair do útero. Como eu. Escrevo porque nunca lembro o que minha mão pediu para comprar no mercado.” (Juliana Gonçalves)

“Escrevo para descrever os detalhes, defender minhas ideias, mostrar ao mundo o que está acontecendo e a forma como acontece. Escrevo quando sinto anseio, necessidade de desabafo, complexidade de emoções. Quando faço descobertas, quando miro em novo objetivo e também quando tenho necessidade de pensar, renovar ideias, alertar e dividir com as pessoas conhecimento. Quando escrevo, sinto-me aliviada. O papel amassado e a caneta vazia são sinais de que eu consegui passar uma parte de mim para um outro lado, capaz de compreender sem questionar. E, mesmo com tudo isso, deparo-me com o pequeno tamanho de um papel em meio à imensidão de tantas e tantas palavras.” (Patrícia Schmauch)

“Escrevo sempre que quero informar alguém, até mesmo informar a mim mesma. Muitas vezes, não tenho vontade de falar nada, nem falar com ninguém, mas sinto vontade de escrever. Organizo minhas ideias e pensamentos e, a partir daí, sinto-me melhor. Profissionalmente, sei o quanto é importante o que escrevo, e o cuidado que devo ter para fazê-lo. Palavras ditas, muitas vezes, são esquecidas. E as escritas permanecerão ali. Devo ter consciência e responsabilidade sobre tudo isso. Mas considero a escrita como uma terapia.” (Francine Tainá Ribeiro)

Projeto Hospirrisos

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O projeto Hospirrisos – Agentes da Alegria abre as portas para o público. Se você tem interesse em fazer parte da trupe, participe da primeira reunião de 2010, que acontece na sexta-feira (19/02), às 19 horas, no auditório do Hospital Dona Helena, no quarto andar.

Afinal, por que você escreve?

Jornalismo, Outros Seja o primeiro a comentar »

(Entender o que nos move, nós, os escribas, é ponto de partida para crescermos na arte de escrever melhor, com mais foco e fundamento, Por que você escreve?, perguntamos aos alunos recém-entrados na disciplina de Redação Jornalística 3. As respostas vão ser publicadas neste blog. Abaixo, a da Mayara Francine Silva.)

Posso simplesmente dizer que, quando escrevo, minha alma se encontra na ponta dos dedos. Muitas vezes não parece ter saído de mim aquilo que transcrevo. É como se minhas mãos tomassem vida própria e saíssem em busca de um papel, um teclado, um lápis, uma caneta, qualquer lugar mais perto para transmitir o que penso naquele exato momento. Minha inspiração vem a qualquer hora, em qualquer lugar, de qualquer jeito. A cada linha nova que escrevo, me conheço um pouco mais. A palavra escrita é minha forma de dizer ao mundo que estou aqui, estou vendo, estou sentindo, estou presenciando, estou viva!

Com vontade extrema de contar histórias, e alma observadora de futura jornalista, alego que a escrita é o meu mal e o meu bem. Meu mal, porque se fosse possível contava tudo aquilo que vejo, seja bom ou ruim, sem medir palavras nem medo de magoar ou ferir alguém. E meu bem, porque além da paixão que devoto a ela, alego que se não existisse a escrita em minha vida eu não estaria mais respirando.

Alavancas da comunicação organizacional

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(Artigo do Guilherme, publicado no jornal A Notícia, de Joinville, dia 6 de fevereiro)

Entes sociais por definição, as empresas atravessam uma onda de transformações sem paralelo. A gestão corporativa aboliu os apertadores de parafuso que foram emblema de uma longa fase da industrialização global, na qual o encargo do operário se limitava à repetição mecanizada de dois ou três movimentos, em imagem celebrizada pelo filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin. Não há mais lugar na fábrica para pessoas desprovidas de senso crítico, tarefeiros que não compreendam seu papel (relevante) no contexto das organizações e não interajam com colegas, superiores ou subordinados por meio dos inúmeros instrumentos de administração participativa adotados em empresas de qualquer porte.

Nesse panorama, de nada adianta manter parques industriais ultramodernos se não se souber lidar com o ser humano que comanda as máquinas ali instaladas. “O único recurso que pode constituir um diferencial no mercado de hoje (…) é a capacidade das pessoas. É na alocação desses recursos humanos que estão as oportunidades e os desafios para o futuro”, prescreve Frank Corrado, em “A Força da Comunicação”.

Ao lado da busca de maior produtividade, a necessidade de se estabelecer uma “comunicação eficiente” com os empregados é questão prioritária no campo dos recursos humanos, “vista como meio (…) para proporcionar um entendimento das metas organizacionais”, segundo Corrado. O pressuposto vale para organizações que conseguiram abandonar o “modelo autoritário”, “característico das empresas de crescimento mais lento”, que se comportariam de maneira arbitrária e inflexível, negando informações aos subordinados e fechando a porta para as comunicações ascendentes, de acordo com Corrado.

Pela visão do autor, o antigo modelo estaria sendo substituído por experiências baseadas no modelo japonês de gestão, de cunho participativo, e que, entre outros aspectos, enxugou os níveis hierárquicos, compartilhando a tomada de decisões com os funcionários da base da pirâmide. “Agora, o desafio é preparar esses empregados para um ambiente de trabalho menos estável, motivá-los a encontrar satisfação no trabalho, com um salário mais realista, e a ter mais comunicação face a face.”

A transição para o modelo contemporâneo de gestão corporativa vem acompanhada por uma torrente de mudanças sociais, políticas e econômicas que, notadamente, interferem nas práticas comunicacionais. No clássico “Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada”, a professora Margarida Kunsch afirma que esse é um processo embrionário nas empresas brasileiras. Em grande parte delas, conforme Kunsch, “o capitalismo individualista [ainda] é o predominante” e “não se cultivam os valores comunitários”. A autora sublinha que a compreensão desse cenário é vital, caso se deseje implementar uma “comunicação interna participativa e de coerência entre o discurso e a prática”, argumentando que não adianta desenvolver “programas maravilhosos de comunicação” sem, antes, respeitar os direitos básicos do funcionário como “público número um” da organização. Um puxão de orelha oportuno em empresas que esperam milagres quando implementam políticas de comunicação sem se dar conta de que, antes e urgentemente, precisam mexer na gestão.

Mercado de Comunicação

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