Informação é coisa séria!

Apresentação do grupo Madrigal Belas Artes

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Em apresentação no jantar de posse da Ajorpeme, o grupo cênico-musical Madrigal Belas Artes recebeu o reforço do prefeito Carlito Merss, que se empolgou com um clássico da música sertaneja, a canção “Cuitelinho”, gravada por Milton Nascimento, e também com “Canto do Povo de um Lugar”, do Caetano. Ana e Guilherme, aqui da casa, cantam no Madrigal.

Secretaria de Saúde organiza vacinação contra gripe A

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Texto divulgado pela Secretaria de Comunicação no site da Prefeitura de Joinville

Os profissionais da Secretaria da Saúde de Joinville responsáveis pela vacinação contra o vírus H1N1 se preparam para o início da imunização contra a gripe A, que deve iniciar no mês de março. Em fevereiro, a secretaria promoverá capacitação com o objetivo de treinar e atualizar médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares para a aplicação da nova vacina.

Seguindo o cronograma elaborado pelo Ministério da Saúde, na primeira etapa, de 8 a 19 de março, serão imunizados os trabalhadores que atuam na área da saúde e os indígenas. De 22 de março a 2 de abril, é a vez das gestantes, pessoas com problemas crônicos e crianças de seis meses a dois anos. Na terceira etapa, de 5 a 23 de abril, serão imunizados adultos de 20 a 29 anos, e por último, de 24 abril a 7 de maio, idosos com doenças crônicas.

A vacinação será realizada nos postos de saúde da Atenção Básica da cidade, com o objetivo de diminuir os riscos de contaminação e intensificar o cuidado, principalmente nos grupos mais vulneráveis.

“Risco” fica em exposição até fevereiro no MAJ

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Confira o texto de divulgação que recebemos da Fundação Cultural de Joinville sobre a exposição “Risco”.

A Fundação Cultural de Joinville (FCJ) e o Museu de Arte (MAJ) convidam a comunidade e os artistas locais para prestigiar a exposição “Risco”. A mostra está aberta a visitação no museu até o dia 14/02. Composta por peças do acervo, a exposição apresenta cerca de vinte trabalhos de diferentes formas de pensar sobre o desenho.

Entre os artistas que possuem suas obras expostas, estão nomes como Ricardo Kolb, Regina Silveira, Prugnera, Burle-Max, Astrid Lindroth, Ivani Carneiro, Anna Carolina e demais artistas nacionais e internacionais. O horário de visitação até dia 31/01 é de terça-feira a domingo das 12h às 18 horas. A partir do dia 01 de fevereiro os interessados podem prestigiar a mostra de terça a sexta-feira das 09h às 17 horas, sábados, domingo e feriados das 11h às 17 horas. A entrada é gratuita.

Serviço:

O quê: Exposição “Risco” – Acervo do MAJ

Visitação: até dia 14/02

Horário de visitação (até 31/01): 3ª feira à domingo das 10h às 18 horas

A partir de 01/02 visitação em horário normal

Onde: Museu de Arte de Joinville

Rua 15 de novembro, 1400 – América

Quanto: Gratuito

Informações: (47) 3433.4677 no MAJ

Missão cumprida

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Depois de cinco meses e pouco de labuta, em leituras, entrevistas, pesquisas e na consolidação disso tudo em um texto (espero que) redondo, terminei a monografia de pós-graduação para o curso de Gestão da Comunicação Empresarial e Relações Públicas. O título é “Jornalismo Empresarial: Isso é Possível? – Por um novo modelo para a informação corporativa voltada ao trabalhador”. Meus agradecimentos públicos aos quase 20 colegas que contribuíram, com depoimentos precisos que me ajudaram a desenhar alguns cenários para as publicações do gênero, temperadas pelo jornalismo de essência. Entusiasmado pela avaliação positiva do mestre Carlos Chaparro, meu orientador, começo a lidar com a possibilidade de editar o trabalho em livro. Mando notícias sobre isso, quando houver.

Guilherme

Ilações

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Revirando arquivos antigos, reencontro uma carta escrita por meu irmão há, talvez, 10, 12 anos. Meu único irmão menino – somos 5 mulheres – ,  em resposta a algo que eu lhe teria falado, me escreveu, entre outras coisas bonitas, que a vida é uma sequência nem sempre lógica, nem sempre  cronológica, de fatos e fases, que precisam ser “amarrados” por nossa intervenção. Ou seja, apenas de nós depende se esses elos serão de amor, de mágoas, de ressentimentos, de otimismo, de vida ou desvão.

Ou, simplesmente, não serão – e então passará ela, a vida, abanando para nós, nos deixando para trás. Mas uma das coisas mais bacanas que ele falou está um parágrafo adiante: “Não estou programando meu cérebro para escrever esta mensagem. Eu estou (ou sou) esta mensagem. Isto é maravilhoso, não? Você pode me ver neste monte de letrinhas.” Morava na Espanha, àquela época, este meu irmão. Sentíamos muito a falta um do outro já que sempre fomos muito ligados. O que chama a atenção, nesta frase, é exatamente esta capacidade que temos de nos “projetar” em meia dúzia de linhas, como se a alma nos escorregasse, teclinhas adentro.

“Ser” o que se escreve, mostra o quanto se busca uma verdade para nos nortear os passos. Procurar esta verdade em tudo o que se faz não é fácil. Muitas vezes, é bem mais tranqüilo “pular” essa etapa de busca e ir tocando, empurrando a vida com a barriga.

Mas, assim, deixaríamos de degustar o que existe de mais encantador nesse desafio às vezes intolerável do viver, que é justamente alguns “não-viveres” que nos assombram. Isso acontece quando nos omitimos de nós mesmos, quando deixamos passar uma chance de ser solidários, de reivindicar nossos direitos, ou mesmo de errar, tentando acertar no alvo da intolerância, do preconceito, dos dogmas e doutrinas que nos cegam e nos fazem, às vezes, reféns da ignorância. Não é fácil encontrar esse meio-tempo existencial, em que nos retemperamos da verdade, sem nos ausentar da vida. Esse estado de ânimo, se levado ao extremo, pode nos fazer desistir. Muita gente acaba desistindo. E se ausentando de si, mesmo seguindo na vida.

Ana Ribas Diefenthaeler

ana@mercadodecomunicacao.com.br

Jornalistas não são pedras

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Por Leticia Nunes. (Publicado no Observatório da Imprensa em 19/1/2010)

É enorme a chance de um jornalista que cobre um desastre como o do Haiti sentir-se impelido a ajudar as vítimas que agonizam à sua frente. Sua missão de testemunhar e reportar um fato com isenção, de ser uma figura neutra, de respeitar a ética da profissão, perde-se em questão de segundos diante da possibilidade concreta de ajudar o outro, e por um motivo óbvio: o jornalista é humano.

Na semana passada, o neurocirurgião Sanjay Gupta, correspondente médico da rede americana CNN, foi bastante criticado por examinar um bebê de 15 dias diante das câmeras. Gupta contou aos telespectadores, enquanto andava rapidamente por uma rua de Porto Príncipe, que haviam lhe chamado para ajudar a criança, atingida na cabeça no momento do terremoto de terça-feira (12/1). A mãe morreu, e o pai segurava o bebê com uma expressão confusa, como se ainda não tivesse lhe caído a ficha sobre o que acabara de passar. O médico pega a criança, examina seus movimentos, verifica a possibilidade de alguma fratura no crânio e faz um curativo na ferida da cabeça.

“Certamente há casos em que um jornalista qualificado pode e deve fornecer assistência médica quando a necessidade é imediata e séria”, afirma o professor Bob Steele, do Instituto Poynter. “O problema no caso do doutor Gupta é que ele já fez isso em diversas ocasiões no Iraque e agora no Haiti. Se é imperativo que ele intervenha como médico, que saia de seu papel jornalístico e o faça. Não se pode é colocá-lo para cobrir as mesmas pautas das quais participa. Isso confunde a reportagem jornalística e embaça a lente da observação independente”, defende Steele. Ele também acusou a CNN de fazer marketing com o vídeo, ao exibi-lo diversas vezes na TV e dar destaque a ele na internet. “Francamente, não é uma grande história”, justifica.

Para Gupta, não há um conflito ético em usar seus conhecimentos médicos durante as pautas que cobre. Em 2003, ao acompanhar uma unidade médica da Marinha americana no Iraque, o correspondente realizou cinco cirurgias. Na semana passada, ele escreveu em seu perfil no Twitter que é um repórter, mas, em primeiro lugar, é um médico. “Muitos me perguntaram: é claro que, se preciso, irei ajudar as pessoas com meus conhecimentos de neurocirurgião”, afirmou.

Resgate

No fim da semana passada, outro caso rompeu a neutralidade jornalística. Integrantes de duas equipes de TV australianas deixaram a rivalidade de lado para resgatar um bebê preso nos escombros. A menina estava deitada junto aos corpos dos pais, que morreram no terremoto, quando o cinegrafista Richard Moran, que trabalha para a emissora Nine Network, ouviu seu choro. Moran largou sua câmera e começou a retirar pedaços de concreto do caminho, enquanto o intérprete Deiby Celestino tentava encontrar a criança.

As imagens do resgate foram feitas pela maior concorrente da Nine, a emissora Seven. “Das ruínas, surgiu esta pequena menina, e eu nunca vou esquecer. Ela não chorou. Ela olhava assustada, como se estivesse vendo o mundo pela primeira vez”, contou o repórter Robert Penfold, da Nine. As imagens, que rodaram o mundo, mostram ainda o correspondente da Seven, Mike Amor, segurando a criança e lhe dando água. “Naquele momento, era maior do que o jornalismo”, disse Amor. “Eu não via nada tão extraordinário desde o nascimento de meu próprio filho. A emoção, para todos nós, foi inacreditável.”

O caso do resgate feito pelos australianos é diferente da consulta médica realizada por Sanjay Gupta e talvez se encaixe na classificação de “aceitável” pelos críticos, já que se tratava de uma emergência. Ainda assim, eles poderiam questionar se não havia mais ninguém no local para socorrer a criança, se era realmente necessário que um cinegrafista largasse sua câmera, e mais um milhão de “ses”. Fato é que o manual ético se perde em meio a uma situação extraordinária, e é muito difícil criticar uma decisão como a dos correspondentes envolvidos sem ver a destruição que viram de perto – desprotegidos do filtro da TV – com todos os seus odores nauseantes e sons desesperadores.

Os jornalistas tinham a obrigação, como jornalistas, de resgatar a menina dos escombros? Não. Mas o fizeram, e salvaram uma criança. Sanjay Gupta tinha a obrigação, em seu papel de correspondente, de examinar o recém-nascido e fazer um curativo limpo em sua cabeça? Não. Mas o fez, e um pai, que de outra maneira não teria ajuda médica, respirou aliviado. Esperar que não se viole normas éticas em situações como a do Haiti é acreditar que jornalistas são simples pedras, desprovidos de sentimentos ou emoções. Com informações da AFP [18/1/10] e do Los Angeles Times [14/1/10].

Pontapé inicial

Sobre nós Seja o primeiro a comentar »

Com a primeira reunião de briefing, esta manhã, começamos oficialmente os trabalhos de assessoria de imprensa para a indústria Ciser, de Joinville. Estamos em fase de definição de rumos, identificando temas prioritários, e empenhados em compartilhar com os colegas da mídia essa novidade, de maneira a colocar os porta-vozes da empresa à disposição para as demandas que surgirem. Que venham novos desafios!

Leitura recomendada

Jornalismo, Na academia, O papel do assessor Seja o primeiro a comentar »

O colega Aldo Antônio Schmitz anda às voltas com sua dissertação de Mestrado, que tratará do agendamento da imprensa por parte das fontes de informação, um tema palpitante para quem trabalha na área e com forte impacto na discussão sobre a mídia contemporânea. Recomendamos o blog que o Aldo criou para amplificar esse debate. Está no endereço http://fontespautam.wordpress.com/

Sobre os avanços do jornalismo empresarial

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[Depoimento exclusivo para a monografia que estou produzindo sobre jornalismo empresarial, concedido pelo mestre Gaudêncio Torquato, um dos pioneiros neste tema, no país, com nada menos que 45 anos de profissão e hoje dedicado à área política. Guilherme]

“O jornalismo empresarial tem evoluído na esteira dos avanços e progressos alcançados no mundo das comunicações. Significa que as tecnologias da contemporaneidade – internet e suas redes sociais – começam a afetar o universo empresarial, impregnando as comunicações das empresas – para fora e para dentro – e, claro, impactando os veículos do campo jornalístico. Podemos perceber claramente um avanço no terreno da tempestividade, que torna os públicos-alvo do jornalismo empresarial mais próximos e com maior acesso às informações. Por outro lado, percebemos mudanças nos modelos de gestão, com indicação de que as hierarquias se tornam mais simplificadas, as estruturas mais abertas, as comunicações ascendentes mais frequentes e intensas, com fortalecimento de alguns conceitos, tais como responsabilidade social, parcerias, participação, engajamento, interatividade, interação de propósitos, abertura dos fluxos, ética empresarial, transparência, participação nos lucros. O jornalismo empresarial, sob essa moldura, torna-se mais aberto aos inputs da modernidade social, cultural e política.

O jornalismo empresarial há de se inspirar na dinâmica social e, consequentemente, nos novos climas ambientais. Não pode e não deve restringir conteúdos, na perspectiva eminentemente empresarial, ortodoxa. A empresa moderna quer sentir as demandas de seus quadros e deles se aproximar ainda mais. Essa necessidade torna a esfera empresarial mais flexível e aberta. Os conteúdos, por conseguinte, devem abranger temáticas que o funcionário precisa saber e temáticas que ele deseja conhecer. Daí porque os comunicadores precisam incrementar seus mecanismos de captação das realidades internas, azeitar suas antenas e melhorar as pautas jornalísticas, de forma que satisfaçam as plenas necessidades dos públicos dos veículos. Um sistema de pesquisas pode ser montado, a partir da própria ferramenta internet, que deve complementar as formas tradicionais de pesquisa.”

As alavancas da nova postura comunicacional

O papel do assessor, Publicações institucionais Seja o primeiro a comentar »

[Mais um pedaço da monografia sobre Jornalismo Empresarial que estou produzindo para a pós-graduação do Sustentare. Guilherme]

Entes sociais por definição, as empresas atravessam uma onda de transformações sem paralelo. A gestão corporativa aboliu os apertadores de parafuso que foram emblemas de uma longa fase da industrialização global, na qual o encargo do operário se limitava à repetição mecanizada de dois ou três movimentos, em imagem celebrizada pelo filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin. Não há mais lugar na fábrica para pessoas desprovidas de senso crítico, tarefeiros que não compreendam seu papel (relevante) no contexto das organizações e não interajam com colegas, superiores ou subordinados por meio dos inúmeros instrumentos de administração participativa adotados em empresas de qualquer porte. 

Nesse panorama, de nada adianta manter parques industriais ultramodernos se não se souber lidar com o ser humano que comanda as máquinas ali instaladas. “O único recurso que pode constituir um diferencial no mercado de hoje (…) é a capacidade das pessoas. É na alocação desses recursos humanos que estão as oportunidades e os desafios para o futuro”, prescreve Frank Corrado, em “A Força da Comunicação” (Makron Books, 1993, p. 43).

Ao lado da busca de maior produtividade, a necessidade de se estabelecer uma “comunicação eficiente” com os empregados é questão prioritária no campo dos recursos humanos, “vista como meio (…) para proporcionar um entendimento das metas organizacionais”, segundo Corrado (p. 44). O pressuposto vale para organizações que conseguiram abandonar o “modelo autoritário”, “característico das empresas de crescimento mais lento”, que se comportariam de maneira arbitrária e inflexível, negando informações aos subordinados e fechando a porta para as comunicações ascendentes, de acordo com Corrado (p. 45/46).

Pela visão do autor, o antigo modelo estaria sendo substituído por experiências baseadas no modelo japonês de gestão, de cunho participativo, e que, entre outros aspectos, enxugou os níveis hierárquicos, compartilhando a tomada de decisões com os funcionários da base da pirâmide. “Agora, o desafio é preparar esses empregados para um ambiente de trabalho menos estável, motivá-los a encontrar satisfação no trabalho, com um salário mais realista, e a ter mais comunicação face a face.”

A transição para o modelo contemporâneo de gestão corporativa vem acompanhada por uma torrente de mudanças sociais, políticas e econômicas que, notadamente, interferem nas práticas comunicacionais. Margarida Kunsch (“Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada”, 3ª edição, 2002) afirma que esse é um processo embrionário nas empresas brasileiras. Em grande parte delas, conforme Kunsch,”o capitalismo individualista [ainda] é o predominante” e “não se cultivam os valores comunitários”. A autora sublinha que a compreensão desse cenário é vital, caso se deseje implementar uma “comunicação interna participativa e de coerência entre o discurso e a prática”, argumentando que não adianta desenvolver “programas maravilhosos de comunicação” sem, antes, respeitar os direitos básicos do funcionário como “público número um” da organização. 

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