Informação é coisa séria!

Estaremos fora do ar…

Sobre nós Seja o primeiro a comentar »

…pelas próximas duas semanas. A agência retorna à lida no dia 4 de janeiro. Pronta pra luta! Até lá, qualquer coisa, escrevam pro Fale Conosco. Abraços a todos, Equipe da Mercado.

Praça da Bandeira recebe encontro de bateristas

Outros 1 Comentário »

Nesse sábado, dia 19 de dezembro, a Praça da Bandeira, no centro da cidade, será tomada por um exército empunhando baquetas, pratos e tambores. Mais de cinquenta músicos participam do 1º Encontro de Bateristas de Joinville, a partir das 15 horas.

O encontro, pioneiro na cidade, é realizado pelo músico joinvilense André Steuernagel. Ele resolveu retribuir com um grande evento para a cidade a homenagem que recebeu da Ordem dos Músicos do Brasil, em julho. O objetivo do encontro, além de promover o estudo do instrumento na cidade, é destacar a importância da disciplina e do trabalho em grupo.

Todos os participantes tocarão ao mesmo tempo, acompanhados de baixo e guitarras. “É um evento que privilegia a música como um todo e não o individualismo. Por isso, todos tocarão em sincronia e ninguém vai aparecer mais do que o outro”, afirma André.

Os ensaios, com grupos de cinco bateristas, iniciaram há um mês e já deram mostras do poder sonoro que será gerado pelas dezenas de bateras juntas. A partir das 13 horas, os músicos começarão a chegar e montar seus kits, compostos por caixa-clara, bumbo, surdo, chimbal e prato de ataque.

O evento é aberto à comunidade e haverá sorteio de brindes para os participantes e para o público em geral.

O quê: 1º Encontro de Bateristas de Joinville
Quando: sábado, 19 de dezembro
Onde: Praça da Bandeira
Horário: 15h
Valor: aberto ao público

Tiago Luis Pereira
Assessoria de Imprensa
(47) 9946-2853/3422-0938
Espaço Contemporâneo de Música

A guinada da imprensa sindical

Publicações institucionais Seja o primeiro a comentar »

[Compartilho entrevista com o jornalista Gastão Cassel, responsável pela reforma radical de publicações jornalísticas sindicais de entidades laborais catarinenses do setor eletricitário. A entrevista faz parte da monografia que estou desenvolvendo. Guilherme]

Quais foram os maiores desafios do time de jornalistas que se formou à época, na expectativa de sensibilizar a direção do sindicato para a necessidade de produzir um informativo efetivamente jornalístico? Ou os sindicalistas já tinham essa predisposição?
Como não havia um planejamento de comunicação, tudo começou do zero. Na verdade, nem eu sabia muito bem o que fazer. Sabia fazer jornais, escrever, diagramar, era fotógrafo razoável. As habilidades, eu tinha, mas nunca havia planejado uma estratégia de comunicação. Em Florianópolis, tinha um cara que era presidente do Sindicato dos Bancários que era também formando no curso de Jornalismo. Ele trabalhava numa monografia sobre imprensa sindical chamada “Saídas e Bandeiras”. Samuel Pantojas Lima se tornou um apoio indispensável na formulação, já que o sindicato que dirigia tinha uma publicação regular, impressa em off-set, a “Folha Sindical”. Nos eletricitários, começamos com um boletim de formato A4, impresso em xerox sobre uma matriz com o logo “Informativo” impresso em duas cores. A composição era em máquina de escrever eletrônica. Títulos eram compostos com letras decalcáveis. E a linguagem, a gente ia descobrindo. Assim mesmo, descobrindo. É que havia uma enorme necessidade recalcada de comunicação. É como se os sindicalistas estivessem afoitos para dizer muitas coisas. Para os leitores, tudo era novidade também, portanto tudo era consumido com certa avidez. Hoje, reflito que fazer os informativos é como cozinhar para famintos: tudo tinha um sabor admirável. As discussões com Samuel e os jornalistas dos Bancários – Luciano Faria e Nei Pacheco (ambos estudantes na época) – começaram a apontar para a possibilidade de “fazer jornalismo” nos jornais sindicais. Isso soava estranho até para nós, e muito mais para os sindicalistas. Havia uma falsa dicotomia entre informação e formação. Como se a função da comunicação sindical fosse mais pedagógica do que outra coisa. Em março de 1988, lançamos o Linha Viva. Impresso em off-set nas rotativas de O Estado, com duas páginas. Ensaiamos ali algumas práticas de linguagem que renderam muita polêmica. Banimos, por exemplo, o “nós” para se referir aos leitores. Sindicalistas passaram a falar entre aspas e vez que outra aparecia até opinião de representantes das empresas. Parece muito óbvio, mas era novidade para o movimento sindical. Era uma ruptura com o que se convencionou chamar de linguagem panfletária. Mais adiante, ampliamos o jornal para quatro páginas.

Na prática, em termos de texto/conceito/pauta/design, o que mudou no jornal depois do advento daquele projeto e que impacto isso trouxe?   
Nessa mudança, duas coisas foram importantes: o estabelecimento da página 4  como espaço para discutir temas não necessariamente ligados ao sindicalismo, como cultura, comportamento, música etc. Outra foi a criação de uma Tribuna Livre, uma coluna de opinião aberta aos leitores. São medidas singelas até, mas simbolicamente traziam muita novidade. Informações além da política e um espaço definido para a opinião, que significava que o resto não era opinião, era editorial. Na época, os sindicalistas já se orgulhavam do conceito do jornal. O que não quer dizer que volta e meia alguém não tivesse uma recaída querendo escrachar opiniões aqui e acolá.

O jornal mantém aquela receita? O projeto foi revisto outras vezes?  
Acho que o “espírito” está mantido, mas precisamos considerar que se o movimento sindical está meio sem rumo, isso vai se refletir também no jornal. O Linha Viva, acho que perdeu muito do seu viço, muito em função dessa crise do sindicalismo. Perdeu em apresentação estética, perdeu em criatividade de pauta, ficou mais oficial.

Como fazer, seja em uma entidade, seja em uma empresa, para equacionar “demandas do leitor médio” e “assuntos que a corporação entende que o leitor precisa saber”?
Hoje, minha experiência está mais focada nos fundos de pensão, embora a gente faça algumas peças e até jornais para sindicatos. Neste caso, há a disponibilidade de pesquisas que avaliem a qualidade de comunicação, apontem caminhos. É verdade que é um recurso mais caro, mas não é problema para os fundos. Aí a gente sabe bem o que querem. Temos aplicado uma regra geral: humanizar as pautas. Associar as pautas a histórias de vida, contar histórias. Os resultados têm sido muito positivos. Aí a gente tem que ter sensibilidade e criatividade para dar contas das demandas do que “precisa ser dito”, e que às vezes não é nem legal, nem simpático, nem fácil de explicar.

As empresas modernizam práticas de gestão, estimulam a participação e a consciência crítica do funcionário, que há tempos deixou de ser um apertador de parafusos. Você diria que, em linhas gerais, o jornal institucional está sintonizado com esse processo?  
Acho que todos os processos de comunicação estão sendo reinventados em função das novas possibilidades tecnológicas. Os interesses das pessoas estão diferentes. As publicações corporativas – empresariais ou sindicais – escrevem normalmente para um leitor aprisionado no mundo do trabalho. Como se aquele leitor não fosse o mesmo que vê “Big Brother”. E esse negócio de esconder temas é uma bobagem. Os caras vão comentar de qualquer jeito. Então é melhor escancarar, desmistificar, abrir o jogo. Mostra mais segurança, consciência, responsabilidade. Sempre defendo encarar os temas “ruins”.

Bom balanço

Outros, Sobre nós Seja o primeiro a comentar »

Estamos, cá na agência, empenhados em avaliar o “ano da crise” e traçar metas, como zilhões de empresas mundo afora fazem nesta época do ano. O primeiro registro desse balanço é azul: nosso resultado deve ser positivo, com algum avanço até sobre o do exercício anterior, apesar de uns cortes decorrentes da crise no conjunto dos trabalhos que executamos. O fato é que, pra nós e pra muitas empresas de serviços como a nossa, a crise acabou servindo de impulso pra prospectar mais, “ir mais ao mercado” em busca de oportunidades, e com isso fechamos jobs interessantes e clientes novos que devem nos acompanhar no ano que vem. Então, que venha 1010! E quem quiser uma força nas ações de comunicação institucional, procure a gente…

Entrevista com gestor de comunicação do Positivo

Publicações institucionais Seja o primeiro a comentar »

[Entrevista utilizada na monografia de pós-graduação sobre jornalismo empresarial. Guilherme]

O gerente corporativo de Comunicação e Relacionamento do Grupo Positivo, Márcio Santos, concedeu entrevista ao autor para abordar o trabalho e as realizações da empresa na área de comunicação. A gerência que Márcio comanda responde pelas questões de assessoria de imprensa, internet, comunicação institucional, comunicação gráfica, relacionamento e comunicação interna. A seguir, a íntegra da entrevista:

Qual o papel da comunicação nos processos de gestão da companhia?             
O Grupo Positivo é uma corporação com várias unidades educacionais e de negócios. Mesmo contando com o DNA educacional em todas as áreas, temos públicos, objetivos e estratégias extremamente variadas, que vão desde a gestão de escolas de educação básica a universidade, gráfica, editora e varejo, no caso da Positivo Informática. Assim, organizar uma comunicação que consiga conversar com áreas (e com colaboradores) de perfis tão diferentes se torna um desafio instigante. Desde que a nova gestão de Marketing do grupo assumiu, no final de 2007, buscamos alinhar os processos de comunicação da empresa respeitando as diferentes realidades de cada unidade, mas criando uma linguagem que possa transmitir nossos valores, nossa estratégia e nosso direcionamento de forma clara para todos.             

Houve alguma evolução recente nas suas práticas de comunicação interna? Quando e como se deu essa evolução? Que impacto produziu na gestão da companhia?    
Quando assumimos a gerência de comunicação, percebemos que era necessário ampliar o diálogo com as unidades do Grupo Positivo. Assim, passamos a realizar reuniões mensais com as áreas de comunicação de todas as unidades, de modo a ouvir seus questionamentos, apresentar projetos corporativos e esclarecer pontos referentes à estratégia da empresa. Isso permitiu uma sinergia muito grande entre áreas que antes não se conversavam e que hoje dividem projetos em comum, devido à similaridade de seu público (como a Posigraf e a Positivo Informática, nas quais 90% dos colaboradores são os chamados “chão de fábrica”). De posse desse feedback das unidades, alinhado à política da gerência corporativa em atuar muito mais como uma consultoria do que como uma definidora de processos, iniciamos diversos projetos de comunicação que englobavam todas as unidades. Auxiliou muito nesse projeto o fato de que a gerência do PCG (Positivo Comunicação Gráfica), estúdio de design do Grupo Positivo, tenha passado para a gerência de comunicação. Isso nos permitiu otimizar os recursos utilizados em comunicação e alinhar ainda mais a comunicação corporativa com a comunicação específica de cada unidade.      

Que prioridade se dá, nas políticas de comunicação, à comunicação com o público interno? Por quê?              
Buscamos munir o colaborador com informações relevantes sobre o grupo. Novamente, em função da diversidade de nossas áreas de negócio, é fundamental que o colaborador consiga acompanhar o que acontece dentro do grupo. Para isso, foi e ainda é necessário um trabalho muito conciso de conscientização das áreas de comunicação das unidades, para que estas nos passem informações relevantes que possam ser distribuídas ao colaborador e que, de alguma maneira, exemplifiquem o escopo de trabalho do grupo.             

Relacione as principais ferramentas de comunicação interna, em ordem de relevância. Nesse contexto, qual a importância da publicação corporativa?             
O colaborador do Grupo Positivo é impactado de diversas maneiras diferentes, mas cada uma tem sua característica específica, para que não haja, justamente, desencontro ou redundância de informações. Dentre as ferramentas, contamos com as seguintes: “Notícias Positivo Notícias” (NPN) – informativo semanal encaminhado a todos os colaboradores. As informações são coletadas pela minha equipe de comunicação e enviadas pelas áreas de Marketing das unidades. Trata-se de um informativo de duas páginas, encaminhadas pelo correio interno, com notícias sobre eventos, lançamentos, ações, campanhas,  de no máximo 800 caracteres. Para os colaboradores que não têm acesso ao correio interno, o NPN é colocado nos murais das unidades; Comunicado Interno – encaminhado via correio interno para todos os colaboradores. Utilizado quando a empresa tem informações de relevância que exigem um nível de atenção acima do NPN (mudanças de diretoria, premiações, cursos, comunicados do presidente); Mural – permite à unidade informar os colaboradores sobre as novidades de sua empresa. Aqui, novamente, respeitamos a realidade de cada unidade, mas alinhamos a linha gráfico-editorial de modo que possa ser utilizada por qualquer área. O mural possui layout comum, com identificação da unidade. Dividimos as informações em diversas editorias (saúde, cursos, novidades, entretenimento) identificadas por logos. A alimentação da informação dos murais fica a cargo da área de Marketing de cada unidade; Clipping – temos clipagem nacional de rádio, televisão, impresso e web. Diariamente, entre 12h e 14h, disparamos o clipping para um mailing selecionado (gestores, supervisores, área comercial) de cerca de 600 pessoas no grupo; Intranet – cada unidade possui a sua própria intranet. Dentre os projetos de nossa gerência, está a revitalização da intranet do grupo, prevista para o começo de 2010, junto a um alinhamento de conteúdo e linguagem em relação às outras Intranets; Informativos internos – coordenados por nossa gerência, os informativos internos tratam de assuntos específicos de cada unidade. No caso da Universidade Positivo e do Colégio Positivo, o informativo interno é direcionado tanto a colaboradores (professores) quanto aos alunos (clientes).   

Em linhas gerais, como avalia a qualidade do jornalismo empresarial feito no Brasil, atualmente?     
O jornalismo empresarial está deixando de ser uma possibilidade secundária de atuação no Brasil para se tornar uma atividade de cunho essencial dentro da corporação. Por muitos anos, a comunicação empresarial não era tratada de forma profissional. Muito disso pela falta de visão dos gestores e pela falta de formação dos jornalistas. Como sabemos, a comunicação empresarial nas faculdades acaba sendo relegada somente ao aspecto assessoria de imprensa, quando esta é apenas uma das facetas da área. Felizmente, temos profissionais cada vez mais alinhados com essa realidade e, ao mesmo tempo, gestores que compreendem a necessidade e a importância que uma comunicação de qualidade possa ter para suas empresas.

Autores afirmam que o jornal de empresa deve harmonizar assuntos “que a empresa julga que o funcionário precisa saber” e outros que “o funcionário afirma que deseja ler” na publicação. Acredita que as empresas estão conseguindo esse equilíbrio?             
Embora não seja o ideal, sabemos que a maioria das empresas acaba caindo na armadilha do “achar que sabe o que o funcionário quer ler”. Para evitar essa armadilha, realizamos constantemente pesquisas, seja pela área corporativa ou pela área específica de cada unidade, para ajustar essa comunicação. Tivemos no início de 2009 uma pesquisa com pais e alunos do Colégio Positivo, para saber como estes avaliavam o informativo “Positivo com Você”. Percebemos que estávamos indo em uma linha diferente daquela desejada por esse público. Assim, ajustamos o informativo com uma nova proposta gráfico-editorial alinhada ao desejo daqueles a quem o informativo é direcionado. No caso dos colaboradores, contamos com o auxílio de nossas áreas de marketing das unidades para que nos passem as demandas e necessidades de informações por parte do público.      

Acredita que seja possível a prática efetiva do Jornalismo (com espaço para crítica, para o contraditório, para “notícias ruins”) na publicação corporativa?       
Penso que, nesse quesito, o jornal empresarial ainda tem muito o que desenvolver. Buscamos aqui traçar um panorama completo das atividades que acontecem na empresa, mas evitamos levantar questões polêmicas. Isso, entretanto, não significa que o colaborador não tenha acesso ou conhecimento de fato negativos que venham a acontecer no grupo ou em suas unidades. Como informei, temos aqui um clipping diário, para o qual temos a seguinte filosofia: “Na alegria e na tristeza”. Todas as notícias veiculadas pela imprensa, sejam positivas ou negativas são publicadas no clipping, de modo que o colaborador tem total conhecimento do que efetivamente está acontecendo na mídia.        

Os desafios da comunicação organizacional

Publicações institucionais Seja o primeiro a comentar »

[Mais um trecho da monografia que estamos produzindo, que examina as perspectivas do jornalismo empresarial]

O professor José Marques de Melo afirma que a atividade profissional de comunicação organizacional “chegou ao país com as grandes empresas estrangeiras e enfrenta o desafio contemporâneo de se adaptar às condições de uma sociedade que reconquista decididamente o caminho da vida democrática”. O professor salienta que “a estrutura tecnológica dos processos de comunicação empresarial impõe uma verticalidade no fluxo de difusão, privilegiando a informação descendente”, o que seria a causa de “distorções na vida cotidiana de grandes organizações comerciais e industriais cujos veículos de comunicação carecem de credibilidade e, portanto, desempenham papel negativo na formação de uma consciência democrática”. Superar esse impasse, por meio de uma estratégia que “induza o comunicador empresarial a perceber as expectativas da comunidade em que atua, viabilizando a informação descendente”, seria o desafio do profissional. Ainda no prefácio, o professor lembra que o modelo brasileiro de comunicação corporativa foi “transplantado de sociedades abertas (sobretudo a americana)” e “desenvolveu-se em nosso país em plena vigência do autoritarismo político”, daí enveredando por “trilhas equivocadas” e “regendo-se mais pela batuta da propaganda do que pelo dever de informar e suscitar a expressão das opiniões”. Ao final, ele defende que se repensem as práticas de comunicação empresarial “buscando alternativas consentâneas com o processo de transformação das relações sociais e políticas vivenciadas nesse instante da conjuntura brasileira” (o texto, vale observar, data de 3 de junho de 1984).

Exatamente a partir dos anos 1980, com a redemocratização, Cláudia Lemos e Rozália Del Gáudio registram que “a sociedade passa a demandar que as organizações as informem sobre sua atuação em áreas como meio ambiente, qualidade dos produtos e serviços e atuação social”, o que seria outro fator a motivar o progresso da imprensa corporativa, endereçada para diferentes segmentos de público. No entanto, seriam a industrialização crescente e a organização dos trabalhadores os “focos principais da guinada nas atenções da comunicação a partir dos anos 80″, dizem as autoras.

Uma revisão histórica do jornalismo empresarial

Publicações institucionais Seja o primeiro a comentar »

[Aqui, mais um pedaço da monografia, com o início da revisão blbliográfica sobre a história do jornalismo empresarial]

Na perspectiva de compreender o papel atual da imprensa corporativa, e com a pretensão de refletir sobre o espaço das práticas jornalísticas dentro do ambiente organizacional, aspectos que serão objeto dos capítulos seguintes, é relevante examinar mais de perto a história do jornalismo empresarial – seu surgimento, sua evolução. É consenso entre os autores que se dedicam ao tema vincular as primeiras iniciativas mais concretas do gênero ao século 19, embora tenham existido manifestações semelhantes já no século 16, com “as cartas comerciais que circulavam na Europa”, “consideradas precursoras do jornalismo”, e que poderiam ser tomadas como os primeiros veículos jornalísticos empresariais, de acordo com Cláudia Lemos e Rozália Del Gaudio, em “Publicações Jornalísticas Empresariais” ( “Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia: Teoria e Técnica”, São Paulo, Atlas, 2003, p. 256-285).

No livro “Assessoria de Imprensa: Como se Relacionar com a Mídia” (Editora Contexto, 2005), Maristela Mafei lembra que as publicações empresariais nasceram como produto do fortalecimento da imprensa sindical, a qual, por sua vez, teria surgido em “contraposição aos jornais tradicionais, que não davam a eles [sindicatos] voz suficiente”. A reação da indústria seria “uma tentativa de evitar que as ideias libertárias e revolucionárias cooptassem os operários”. O propósito desses instrumentos é resumido da seguinte forma pela autora: “Promover a comunicação direta entre a instituição e seus funcionários”. Na área governamental, afirma, o precursor dos house-organs – termo que designa as publicações organizacionais, hoje em desuso – foi o The Globe, no governo de Andrew Jackson, nos Estados Unidos. Já na iniciativa privada “um dos primeiros” jornais voltados ao público interno foi o The Triphammer, da Massey Harris Cox, empresa norte-americana, em 1885.

No Brasil, conforme registro de Mafei, iniciativa parecida só viria à luz em 1923, com o Boletim Light, jornal da empresa Light (The São Paulo Tramway Light and Power), em São Paulo. Novamente em uma ofensiva ao avanço sindical, que ganhava corpo naquela década, a partir da chegada de imigrantes italianos e espanhóis, particularmente, estrearia em 1926 uma segunda publicação corporativa na área industrial, a Revista General Motors, na GM do Brasil.

Primeiros registros de atividades com elementos associados ao jornalismo empresarial remontam, de acordo com Francisco Gaudêncio Torquato do Rêgo, em “Jornalismo Empresarial: Teoria e Prática” (Summus Editorial, 3ª edição, 1984), “ao tempo dos primórdios do papel, pois foi durante o domínio da China que se fabricaram as primeiras folhas de papel, através da filtragem das fibras vegetais da amoreira e do bambu”. São daquela época as cartas circulares das cortes da dinastia Han (fundada por Liu Pang, na China, no ano de 202 a.C.), uma fase “de grande progresso econômico e cultural”, quando o comércio da China com o Oriente Médio experimentou intenso crescimento, elevando também a escultura, a pintura e a poesia.

Ainda assim, o autor assinala que “o verdadeiro e definitivo aparecimento do jornalismo empresarial” se deu em tempos mais contemporâneos, por ocasião da revolução industrial, período de “vastas mudanças sociais ocorridas em consequência do rápido desenvolvimento tecnológico registrado na Europa desde meados do século 18 até o início do século 20″. Segundo ele, a origem do jornalismo empresarial teria como cenário um contexto social marcado pela “ruptura de relações entre empregados e empregadores” provocada pela automatização e o crescimento das indústrias. A “divisão do trabalho tornou-se mais complexa” e “gerou uma segmentação interna, com a criação de estruturas separadas”, enquanto “a ampliação das indústrias” acabou “tornando difícil para o operário compreender a sua posição em relação à empresa como um todo”. Diante disso, “algumas pessoas começaram a imaginar que uma das maneiras de solucionar essas contradições internas surgidas no meio empresarial seria a publicação de jornais ou revistas para os funcionários, com o objetivo de familiarizá-los com o ambiente e a própria política da organização e de diminuir as distâncias físicas entre a administração central e a base operária”.

Existe espaço para o jornalismo na empresa?

Publicações institucionais 1 Comentário »

[Aos poucos, vou compartilhando uns pedaços do texto - ainda em gestação - da monografia de pós-graduação que apresentarei em janeiro, intitulada "Jornalismo Emrpesarial: Isso é Possível?". Espero que seja útil. Guilherme]

Há pelo menos quatro décadas crescendo e se multiplicando entre as corporações brasileiras, de maneira efetiva, o jornalismo empresarial é uma atividade consolidada – seja no meio acadêmico, seja em milhares de firmas de todos os portes que investem na manutenção de canais informativos voltados ao relacionamento público, dos quais o jornal desponta, até hoje, como o principal. Em paralelo, a comunicação corporativa ganha complexidade e amplitude, não mais podendo se restringir à distribuição (irregular) do velho “jornalzinho”, que antigamente costumava ser a única iniciativa de inúmeras organizações nessa área.

O jornal, impresso ou sustentado em outros suportes tecnológicos, como a internet, faz parte de uma teia de práticas de comunicação interdependentes, que se fortalece pela ação conjunta, como um sistema, e caracterizada pela convergência de profissionais com diferentes origens: jornalistas, relações públicas, publicitários e marqueteiros, ao lado de colegas formados em Recursos Humanos, Economia ou Administração, para ficar só em algumas categorias desse universo multidisciplinar. Nem por isso, nem por dividir espaço com tantas possibilidades à disposição da empresa que deseja se comunicar melhor, o jornal de empresa perdeu relevância ou se tornou ultrapassado. Pelo contrário: a emissão periódica de informações em formato jornalístico continua sendo a solução mais eficaz para o registro das chamadas notícias empresariais, especialmente por conta da credibilidade inerente ao modelo (“saiu no jornal, acredita-se que seja verdade”).

A elaboração dessas publicações deixou de ser vista como acessória, ao ponto de se poder delegá-la a empregados com baixa qualificação que tivessem “jeitinho para escrever” – “solução” comum nos anos 60 e parte dos 70. Produzir um jornal de empresa é uma operação que envolve profissionais experientes, requer habilidades de apuração, redação e edição semelhantes às que caracterizam os veículos da mídia tradicional, movimenta orçamentos significativos e, talvez como expressão de tudo isso, assume caráter estratégico nas políticas de comunicação organizacional.          

Esse avanço se coaduna com a própria modernização da gestão corporativa. As empresas que se pretendem competitivas, em uma sociedade já saudavelmente habituada à democracia, estimulam a participação e a consciência crítica do funcionário, que não é mais visto como mero apertador de parafusos. Existe aí, em tese, um círculo virtuoso. Ou, quem sabe, uma boa pergunta para reflexão: se as organizações reconhecem a necessidade de contar com pessoas plenas em suas equipes de trabalho, e se o jornalismo empresarial está sintonizado com tal esforço, então as pautas, os temas, o ângulo de abordagem empregado, as fontes recorrentes nas reportagens, esse conjunto de fatores que constituem a rotina de um jornal, no caso das publicações internas, cumprem o papel de, igualmente, “despertar” o trabalhador por meio da informação correta e transparente? Ou será que as mídias corporativas ainda pintam o mundo de cor-de-rosa, evitando a abordagem de assuntos controversos (crise, queda nas vendas, desemprego etc.)?

Mais do que satisfeitos…

Prêmio Literário Seja o primeiro a comentar »

…pela repercussão do prêmio literário, que hoje é notícia da imprensa local, com destaque, agradecemos a participação de todos e reiteramos o desafio: escrevam, mais e sempre. Até a próxima!

6º Prêmio Joinville de Expressão Literária divulga vencedores

Prêmio Literário Seja o primeiro a comentar »

“É de amigos e com amigos que se faz literatura. O Prêmio Literário vai continuar. Só não continuará se vocês não escreverem, por isso escrevam muito”, foi assim que Ana Ribas Diefethaeler, coordenadora editorial do 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária, abriu a cerimônia de premiação. Durante evento realizado na quinta-feira, 3 de dezembro, no Anfiteatro da Biblioteca de Univille, foram anunciados os seis vencedores, nas duas categorias, e as quatro menções honrosas destinadas a dois textos de cada categoria.

Taiza Mara Rauen Moraes, coordenadora do Proler Joinville e presidente da comissão julgadora do prêmio, explicou que o concurso é um canal de propagação da literatura, que só tende a se reafirmar. “O júri destacou a amplitude de textos, que nesta edição duplicou, e a diversidade estética”, frisou. Para Berenice Rocha Zabbot Garcia, pró-reitora de extensão e assuntos comunitários da Univille, o concurso abre um momento de reflexão sobre a arte e permite que a sociedade se torne mais leitora, crítica e comprometida com a realidade social.

Os dois primeiros lugares de cada categoria confessaram que foram surpreendidos. Ivan Ferraz Lemke levou o primeiro lugar com a poesia “Membrana”, escrita no último dia de inscrição para o concurso. “Procuro ler mais do que escrevo. Já sabia do prêmio, mas deixei para o último dia e a surpresa foi grande, primeiro em saber que fui pré-selecionado e agora pelo primeiro lugar”. Já o primeiro lugar na categoria conto/crônica, Gleber Pieniz, inscreveu três textos e “Troco um Quintana por um café” era a menor aposta. “Sentia potencial nele, mas apostava nos outros dois, que seguem a linha do que estou produzindo agora”, declarou.

Confira a listagem completa de vencedores (todos os textos já estão publicados no Blog):

Categoria Poesia

1º Membrana – Ivan Ferraz Lemke

2º Interrogação – Melanie Peter

3º Prece – Jefferson Kielwagen

Menção Honrosa Poesia

Era inescapável – Melanie Peter

A utopia dos caramujos – Cláudio Vittória

Categoria Conto/Crônica

1º Troco um Quintana por um café – Gleber Pieniz

2º Noite a fora (o contrário de noite a dentro) – Denise Aidar Warnecke

3º Quente e Suave – Fernanda Lange

Menção Honrosa Conto/Crônica

O homem que queria ser quinta-feira – Philipe Hugo Fransozi

Saidinha – Joyce Jacqueline Diehl

Mercado de Comunicação

Mercado de Comunicação
Rua Uruguai, 253 - Floresta
Joinville / SC - CEP 89210-070
Fones: (47) 3025-5999 / 3426-1798