Em breve, o dia a dia dos micro, pequenos e médios empresários deve mudar. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) estabeleceu o chamado “Convênio ICMS 15″, que prevê ajustes nos procedimentos do Programa Aplicativo Fiscal (PAF-ECF), denominação utilizada pelo fisco para a “frente de caixa”, ou seja, o software que se comunica com o Emissor de Cupom Fiscal (ECF). A empresa joinvilense de software T.A.N (Tecnologia Aplicada a Negócios) trabalha para a adequar o sistema de automação e gestão comercial XR9 à nova legislação. O XR9 PAF-ECF foi credenciado, obtendo o laudo de análise funcional sem qualquer inconformidade. A empresa reuniu 40 clientes, no Hotel Tannenhof, para explicar o que vem por aí a partir da instalação da nova versão do software.

A analista de sistemas Fabiana Fiorini Thomé, da T.A.N, relatou, no evento, os principais pontos que modificam o sistema e seu funcionamento. A primeira novidade é na área frente de caixa, que antes permitia diversas atividades, inclusive administrativas, e agora cuidará somente da venda e da movimentação financeira e de estoque. Uma exigência do governo foi a abertura de um “menu fiscal”, que inclua todas as informações sobre movimentação financeira, sem a exigência de senha e usuário e disponível em qualquer tela do programa. “O governo percebeu que a tecnologia pode auxiliá-lo a controlar os tributos, e que esse é o caminho lógico. Assim, vem legislando no sentido de transformar os softwares em processos de controle fiscal. O problema é que, em nome do mesmo controle, termina por não permitir flexibilidades que, por vezes, simplificariam a operação sem possibilitar a sonegação”, explicou Fabiana.

Com relação às mudanças operacionais, Fabiana Thomé chamou atenção para a volta do trabalho manual, em alguns casos. Há necessidade de um banco de dados local, em razão da exigência da ECF off-line. Significa que, havendo problemas de conexão com o servidor, o processamento de venda com emissão de cupom fiscal é mantido. Isso, de acordo com a analista de sistemas, exigirá um equipamento melhor e mais potente. Nenhuma operação deixa de passar pelo ECF, de maneira que, quando ocorrer problema, determinadas operações não poderão ser executadas, sendo necessário o preenchimento manual de controles. “Estamos estudando, junto aos órgãos competentes, maneiras de facilitar alguns pontos”, afirmou a analista, ressaltando que situações como essas ocorrem por que os responsáveis pela elaboração das normas não vivenciam o funcionamento diário do comércio, o que implica na necessidade de ajustes. Fabiana ressalta que, em geral, a Secretaria da Fazenda tem sido receptiva a essas questões.

Os aparelhos de ECF comprados a partir de agora virão lacrados e adequados às novas exigências. Para os que já dispõem desses equipamentos, o prazo de adequação é 1º de abril de 2010. “É necessário que utilizem o tempo restante para adequar a questão operacional e elaborar o cronograma financeiro para os que precisarem de investimento em infraestrutura, além, é claro, de conversas com seus contadores para se inteirar das outras exigências fiscais. Nosso sistema já foi homologado e, a partir de fevereiro, começaremos a migração dos clientes”, explicitou Fabiana Thomé.

De acordo com a diretora-presidente da empresa, Gisara Saldanha da Silva, é importante deixar os clientes informados não só do sistema, mas também sobre a legislação, já que certos processos serão estruturados de formas diferentes. “Com o sistema qualificado pelo laudo funcional, garantimos mais segurança e qualidade aos clientes”, destaca.

Sobre a T.A.N

“Costumo dizer que a ação move o mundo”, reflete o diretor comercial da T.A..N, Aldo Jacques, que fundou a empresa com a esposa Gisara depois de anos atuando em empresas e por observar uma “demanda natural” pelo suporte de tecnologia voltado ao comércio. No princípio, Gisara fazia a parte de suporte, administração, contas a pagar e receber. Aldo era o responsável pela programação e desenvolvimento dos softwares. “Em um ano, fechamos com 12 clientes. E nossa equipe era de apenas quatro pessoas”, relembra Gisara, atual presidente da empresa.

Uma das ações importantes da T.A.N em Joinville foi interligar as lojas quando a internet ainda nem sequer existia. “Tivemos que inventar tecnologia”, destaca Jacques, explicando que os estabelecimentos foram ligados por cabos, proporcionando a interligação dos sistemas. O casal afirma que a base do sucesso está na ética, na estruturação de um produto bom e na delimitação da empresa como uma instituição jurídica e não pessoal. “Essas características proporcionaram a criação de uma plataforma de crescimento sustentável, que dá resultados a longo prazo, mas resultados muito consistentes”, declara a presidente.

A T.A.N contabiliza quase 600 clientes, distribuídos em 12 estados brasileiros. Entre os maiores, estão os bancos HSBC e GE, na parte de software financeiro. No atendimento a entidades de classe, destacam-se a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL) e a Associação Comercial do Paraná. São mais de 40 produtos, entre eles os sistemas TTM, de concessão de crédito e análise de perfil; XR9, de gestão de negócios; Prometeus, para automatização de centrais de cobrança; SASWap, para acesso à internet; SVMax, sistema de certificação veicular; e XR9 Lite, voltado para lojistas, com automação comercial simplificada.

Assessoria de Imprensa. Mercado de Comunicação. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). Texto: Letícia Caroline. Tel. (47) 3025-5999.