Texto do parceiro César Döhler, publicado no jornal A Notícia

É pique. É hora. É hora. É hora. Rá. Tim. Bum. E viva a vida. Por que só cantamos essa musiquinha na hora do parabéns, quando existem tantas oportunidades para celebrar? Os dias passam, os compromissos aumentam e dezembro está ali na porta. Quantos momentos são bons e quantos, ruins? Mas parece que as pessoas fazem questão de se lembrar mais das turbulências do que do céu azul. É preciso fazer um esforço para ladrilhar as ruas por que passamos com os tijolinhos do bem, em vez de ficar só se lamentando. A felicidade não está à venda, precisa ser conquistada, porque pode nos libertar dos remédios, do estresse e dos fantasmas que nos cercam. Que tal começar a jornada matinal dizendo “bom-dia”? Desejar bom-dia para alguém é como adubar seu próprio dia, fazendo florescer oportunidades.

As pessoas estão assoberbadas e não há tempo para pronunciar as palavras mágicas (por favor, obrigado, com licença, desculpa). Porém, com pequenos gestos, podemos mudar as coisas. Se evitar trabalho estressante é difícil, pode-se cultivar uma aptidão porque a incompetência gera incerteza e noites sem dormir. Felicidade vem depois da angústia. É uma duradoura sensação de alívio, de “graças a Deus já passei por isso”. Quando damos uma gargalhada, 14 músculos entram em ação, gerando bem-estar. A vida anda tão séria que é raro escutar uma boa piada. O dia a dia depende de nós. Quando acordamos, iniciamos uma jornada de escolhas. Se, saindo de casa, de mau-humor, dermos um chute no cachorro, imaginem como será o final do dia do coitado. E também o seu, com o corpo quebrado e a saúde, física e mental, nocauteada.

Falar é fácil, difícil é fazer. Qual é a receita de felicidade? Misture alegria com pitadas de paz de espírito, vontade de viver e um pouquinho de gelo. Pena que não é tão simples assim. A tribo dos 10 aos 90 anos tem variadas receitas para relatar. Imagine quantas ideias de como ser feliz poderiam vir à tona. Dá até para escrever um livro, que vai render boas risadas. A felicidade pode nos levar a inúmeras descobertas. Precisamos eliminar as nuvens negras que insistem em permanecer acima das nossas cabeças e olhar para um novo horizonte. Rixas, embates, finca-pés, altas pressões, estopins curtos – xô! Paz e amor. Tenham todos um “bom dia” e sejam felizes.