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Prêmio Literário é um projeto consolidado, afirma professora

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Taiza Mara Rauen Moraes é professora da Univille e coordenadora do Proler em Joinville. A doutora em teoria da literatura acompanha o Prêmio Joinville de Expressão Literária desde o início. Confira o depoimento:

“Hoje o Prêmio Joinville Expressão Literária se constitui como um projeto consolidado, pois ao longo dos cinco anos de vida tem mantido uma média de 300 textos por edição e tem revelado escritores – contistas/cronistas/poetas. Entendo que o sucesso de um concurso está em abrir espaços para novos escritores, dando-lhes visibilidade, fazendo-os acreditar no seu potencial de escrita, propósitos que o Prêmio está conseguindo atingir

O Prêmio Joinville Expressão Literária mostrou que em Joinville e região há produção literária de qualidade, que os escritores locais estão sintonizados com os movimentos da escrita. Várias vozes se destacaram ao longo de sua trajetória e publicaram obras completas, ou seja, o prêmio se constitui como uma alavanca desencadeadora de projetos textuais, abrindo espaços para a produção e para a circulação da literatura”. 

Para relembrar e se inspirar

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Quer se inspirar? Confira os trechos de alguns premiados na categoria Poesia do 5º Prêmio Joinville de Expressão Literária:

Sobre Reformas, Clotilde Zingali, 1º Lugar

“a talhadeira corta a parede adoecida. bolores, cheiros acres e conteúdos a habitam. entre a superfície e seu dentro. Ecos”.

Aderência, Melanie Peter, 2º Lugar

 ”Corta!

No sorriso, meio de lado, rugem sentimentos dissidentes e inoperantes.

Ou, é ilusão?

Corta!

Dentro-fora da madrugada vazia, a opacidade esconde o martelo que bate e teima, golpeando lembranças inchadas, doloridas, roxas, amarelecidas, inúteis certo-erradamente”.

A pia, Eduardo Silva, 3º Lugar

“(Em minha gramática matinal, o sujeito oculto cai logo ao primeiro toque)

Na pia,

as mentiras ontem implantadas,

hoje laminadas,

amanhã repostas.

Produtos da idade:

anos-bebuns,

anos-vagabundos,

anos-felizes.

Anos idos. Partidos.. A vida de sempre, de volta ao ralo”.

Prêmio Literário é como um selo de qualidade, afirma jornalista

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“Curva perigosa é um pleonasmo. O perigo é a alma da curva. Aceitá-la é dar vida ao desconhecido, ao segredo, ao improvável, aquilo que está exatamente à frente, mas não se pode dar conta de sua excentricidade: o risco“, trecho de “Infra-estrutura”, crônica de João Batista da Silva, premiada com o terceiro lugar do Prêmio de Expressão Literária de 2006.

JB como é mais conhecido formou-se em jornalismo no Ielusc e participa do Grupo de Poetas Zaragata. Além de ser premiado em 2006, o jornalista alcançou o primeiro lugar e uma menção honrosa em 2007, na categoria conto/crônica e segundo lugar na categoria poesia. Para ele, o prêmio deu respaldo à produção, maior visibilidade e mais confiança para continuar escrevendo. “É como se fosse um selo de qualidade, que nos credencia diante do público e nos incentiva a produzir e dar saltos mais ousados na literatura”, destaca.

 Confira o depoimento de JB sobre a importância do Prêmio Joinville de Expressão Literária

“A continuidade do projeto é algo relevante. Já vai para a 6ª edição, e isso significa que tem muita gente apostando na idéia e outro tanto de gente participando e se envolvendo. Isso traz valorização e credibilidade ao concurso que traz em si a elogiável proposta de cultivar os talentos locais e incrementar a agenda de produção literária local”.

Escreva, escreva!

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“Escrever é uma salvação, salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva”, essas são as palavras da renomada escritora brasileira Clarice Lispector.

Inspire-se e escreva! O 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária está aí!

O tema é livre e serão aceitos textos nas categorias conto/crônica e poesia, com até três laudas, de 20 linhas, digitadas em espaço duplo. As produções serão avaliadas por júri técnico, composto de cinco pessoas, entre professores, especialistas da área e jornalistas. Quem alcançar o primeiro lugar receberá R$ 1.100. O segundo, R$ 550, e o terceiro, R$ 330.

O concurso é aberto a autores maiores de 16 anos residentes em Joinville e região. Não podem participar funcionários da Univille nem da Mercado de Comunicação. A região de Joinville inclui os municípios de Araquari, Barra Velha, Barra do Sul, Campo Alegre, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itaiópolis, Itapoá, Jaraguá do Sul, Mafra, Massaranduba, Monte Castelo, Papanduva, Rio Negrinho, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú e Schroeder. 

As inscrições estão abertas até 30 de outubro. Em Joinville, o material deve ser entregue na Área de Extensão Universitária da Univille, Sala B3, Campus Universitário, s/n, bairro Bom Retiro, ou na sede da Mercado de Comunicação, Rua Uruguai, 253, bairro Itaum. Informações: 3025-5999 (Mercado de Comunicação) ou 3461-9121 (Proex/Univille).

Em São Bento, os materiais devem ser entregues na Assessoria da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, na Rua Norberto Eduardo Weihermann, 230, bairro Colonial. Mais informações: (47) 3631-9100. Já em São Francisco, o endereço para entregar os textos é Rodovia Duque de Caxias, s/n, poste 128, km 8, na sala da diretoria. Mais informações: (47) 3442-2577.

Prêmio valoriza a criação literária, diz professora

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No ano passado, a professora Marília Maciel participou do grupo de jurados do 5º Prêmio Joinville de Expressão Literária. Marília é formada em letras e jornalismo e possui mestrado em ciências da linguagem. Trabalha na Fundação Cultural de São Bento do Sul e dá aulas no Bom Jesus/Ielusc.

Para ela, o Prêmio de Expressão Literária é importante, pois:

- Estimula e encoraja as pessoas a submeter seus trabalhos a uma avaliação;

- Dá oportunidade para que a produção literária local/regional seja conhecida por mais pessoas, através da posterior edição do livro;

- Valoriza a criação literária de autores ainda fora do circuito editorial.

“Durante as avaliações, chamou-me a atenção o esforço estético de vários inscritos, uma preocupação com a forma literária e não apenas com o conteúdo. A criatividade dos textos ficcionais e também o uso do texto como desabafo, como expressão profunda da subjetividade igualmente me impressionaram”.

Não se esqueça, as inscrições estão abertas até 30 de outubro e podem ser feitas na sede da Mercado de Comunicação e na Univille, em Joinville, São Francisco do Sul e São Bento do Sul.

Somos todos responsáveis!

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O parceiro César Döhler posta um comentário sobre a frase do ex-vice-presidente norte-americano, sobre o papel do professor.

“Muito francamente, os professores são os únicos profissionais que ensinam as crianças.” Essa frase de Dan Quayle, vice-presidente de George Bush, nos leva a uma reflexão importante sobre a educação. Até que ponto os pais estão ajudando os professores a ensinar as crianças? Não adianta delegar a missão da educação para os professores porque estes passam um tempo muito curto com as crianças. Os professores dão “insights”, ideias que a garotada precisa estudar em casa, para entender melhor como funcionam as coisas. Ensinar a galera é uma tarefa árdua. Somos, todos, tão responsáveis quanto os professores na difícil arte de ensinar e orientar. As atitudes que tomarmos em relação ao aprendizado de nossos filhos irão formar grandes cidadãos que terão o desafio de continuar a nossa obra.

São Bento e São Francisco abrem inscrições para Prêmio

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A novidade da semana é que as inscrições para o 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária também poderão ser feitas em São Bento do Sul e São Francisco do Sul. Nas duas cidades, o material será recebido no campus da Univille.

Seguem os endereços:

Campus de São Bento: Assessoria da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex), na Rua Norberto Eduardo Weihermann, 230, Bairro Colonial. Mais informações: (47) 3631-9100.

Campus São Francisco: Rodovia Duque de Caxias, s/n, poste 128, km 8, na sala da diretoria. Mais informações: (47) 3442-2577.

As inscrições estão abertas até 30 de outubro. Em Joinville, o material deve ser entregue na Área de Extensão Universitária da Univille, Sala B3, Campus Universitário, s/n, bairro Bom Retiro, ou na sede da Mercado de Comunicação, Rua Uruguai, 253, bairro Itaum. Informações: 3025-5999 (Mercado de Comunicação) ou 3461-9121 (Proex/Univille).

Entre cafés e e-books

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Em tempos de tornados reais e metafóricos, prefiro um café. Um café literal – e literário. Como os que acontecem na Bienal Internacional do Livro, que se realiza no Rio de Janeiro, neste setembro de águas e cabalas – dizem que o dia 9 foi dedicado à entrada do planeta em novas eras, ou, ainda, que significa um diabo às avessas… Creio apenas no setembro da literatura, degustada com expressos e capuccinos. E torço pelo setembro da primavera, de cores, de sol e calor.

Leio Saramago, enquanto isso, que é de milagres interiores, o que trata a vida. Aliás, as forças ocultas conspiram a favor da literatura – abro meu Orkut e a mensagem do dia diz: comece a ler um livro hoje. Tá bem, tá bem, mas o que devo ler, enquanto degusto meu autor contemporâneo preferido? Minha ligação com Saramago não é apenas com o conteúdo – mas especialmente com a forma. É espetacularmente insensata a maneira como ele escreve – não apenas nos afeta, nos invade, sangra a verve.

Espio as notícias sobre a bienal carioca, um debate sobre os chamados autores multimídias, escritores descolados, modernos, muito jovens. Muito talentosos, também. Rejeitam o rótulo de multimídias, ninguém que goste de ler lê e-books. Uma moça reclama da qualidade dos textos na internet. É tudo muito instantâneo. Quem consegue escrever três boas linhas, ao estalar os dedos? Quem pisca os olhos no tempo de produzir uma boa ideia literária? Ainda assim, há Saramago – que até há poucos dias tinha um blog.

Enquanto escolho entre prosa e verso, entre Affonso Romano de Sant’Anna e Hilda Hilst, Rubem Fonseca e meu querido Scliar, reinvento meus próprios sabores – porque me ausento de mim. Elejo a poesia. A chilena Violeta Parra, a argentina Alfonsina Storni e a portuguesa Florbela Espanca desistiram da magia da existência. São referências estéticas, são dores de vida. Escolho Florbela e seus sonetos e volto às notícias da Bienal. A literatura nos surpreende todos os dias, nos alimenta, preenche os desvãos. O destaque, nas cariocas paragens, são autores norte-americanos. Não faz mal, volto aos portugueses, certamente. Que de identidades, vive a escrita. Viva a escrita.

Ana Ribas Diefenthaeler

ana.ribas@terra.com.br

Rádio São Francisco divulga Prêmio

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Amanhã, 15 de setembro, o Prêmio Joinville de Expressão Literária será destaque na Rádio São Francisco, de São Francisco do Sul. A partir das 9h30, a pró-reitora de extensão e assuntos comunitários Berenice Garcia entra ao vivo para divulgar detalhes sobre o concurso.

Fique ligado! Para ouvir a Rádio São Francisco, sintoze: AM- 870 KHZ ou acesse: http://www.radiosaofranciscosc.com.br.

Não se esqueça, a área de abrangência do 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária envolve as seguintes cidades: Araquari, Barra Velha, Barra do Sul, Campo Alegre, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itaiópolis, Itapoá, Jaraguá do Sul, Mafra, Massaranduba, Monte Castelo, Papanduva, Rio Negrinho, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú e Schroeder.

Prêmio Joinville de Expressão Literária revela talentos e desperta escritores

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Desde 2004, o Prêmio Joinville de Expressão Literária, que teve a sexta edição lançada nesta semana, ajuda a desvendar talentos literários em toda a região. Muitos nomes que se classificaram no concurso passaram pela mesma trajetória: um dia, receberam o folheto de divulgação, tomaram coragem e resolveram tirar seus escritos da gaveta. A atitude rendeu menções honrosas, prêmios e, em alguns casos, o início de uma nova carreira, com direito à publicação de livros.

Clotilde Zingali é uma dessas que “apareceram” depois do prêmio. A paulista chegou a Joinville em 1997. Seu trabalho com as palavras já caminhava desde 1989. Em 2005, alcançou o primeiro lugar com o poema “Anamnese”. Ela voltou a participar do concurso em 2006, sendo contemplada com menção honrosa pelo conto “Solilóquios para um Dia Especial. A Despeito de Meteorologias”. “O prêmio foi onde tudo começou para mim. Quando participei da oficina na segunda edição, pude conhecer as pessoas e me integrar ao meio”, confessa. No ano passado, liderou a lista de 35 premiações, conquistando o primeiro lugar com a poesia “Sobre Reformas” e uma menção honrosa pela crônica “Cinco Baladas para Maria”. Hoje, Clô Zingali, como é conhecida, contabiliza três livros publicados, com ajuda do Edital de Apoio às Artes, e escreve toda quinta-feira para o Jornal A Notícia.

“O prêmio teve uma importância grande na minha carreira. Foi um ótimo pontapé inicial, um incentivo determinante”, afirma a jornalista Melanie Peter, que no ano passado estreou no concurso. Ela conta que os textos que enviou para concorrer não estavam prontos e eram só “ideias vagas e anotações esparsas”. Quando soube do prêmio, resolveu sentar e organizar as tais ideias, o que resultou no conto “Persona” e na poesia “Aderência”, primeiro e segundo lugares, respectivamente. A jornalista trabalha na produção de um livro com Eduardo Baumann, terceiro lugar no prêmio de 2007.

Já a jornalista Vanessa Bencz inaugurou sua participação no concurso em 2005, quando ficou entre os dez finalistas e se sentiu incentivada a participar mais. Em 2006, ganhou na categoria contos, com o texto “Terna Idade”. “Era o que precisava para saber que o amadorismo da adolescência havia acabado, e que era hora de fazer as coisas acontecerem para valer”, ressalta. No ano passado, Vanessa compôs o time de jurados e ajudou na escolha dos premiados. “Considero o Prêmio Joinville de Expressão Literária uma das melhores iniciativas culturais de Joinville. Estimula jovens a entrar na deliciosa e incessante rotina de ler, produzir, ler e produzir”, explica. Hoje, Vanessa Bencz, que se formou em jornalismo no Ielusc, é repórter do Anexo, do jornal A Notícia.

“O prêmio é como um selo de qualidade, que nos credencia diante do público e nos incentiva a produzir e dar saltos mais ousados na literatura”, opina João Batista da Silva, que também contabiliza uma larga trajetória no concurso. Em 2006, foi terceiro lugar na categoria conto/crônica e ganhou menção honrosa em poesia. Em 2007, alcançou o primeiro lugar com o texto “90 graus” e o segundo lugar com a poesia “Cachecol”. JB, como é mais conhecido, participa do Grupo de Poetas Zaragata. “A continuidade do projeto é algo relevante. Já vai para a sexta edição, e isso significa que tem muita gente apostando na ideia e outro tanto de gente participando e se envolvendo. Isso traz valorização e credibilidade ao concurso, que traz em si a elogiável proposta de cultivar os talentos locais e incrementar a agenda de produção literária local.”

Mercado de Comunicação

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Fones: (47) 3025-5999 / 3426-1798