Informação é coisa séria!

Dicas de um ganhador do Prêmio Jabuti

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Nesta semana o escritor gaúcho Moacyr Scliar foi premiado com o primeiro lugar no Prêmio Jabuti, na categoria Romance, com o livro “Manual da Paixão Solitária”.

Preste atenção nas dicas retiradas da crônica “Vinte e uma coisas que aprendi como escritor”:

“APRENDI que o ato de escrever é uma sequela do ato de ler. É preciso captar com os olhos as imagens das letras, guardá-las no reservatório que temos em nossa mente e utilizá-las para compor depois as nossas próprias palavras.

APRENDI que uma boa ideia é realmente boa quando não nos abandona, quando nos persegue sem cessar. O grande teste para uma ideia é tentar se livrar dela. Se veio para ficar, se resiste ao sono, ao cansaço, ao cotidiano, é porque merece atenção.

APRENDI que, para um escritor, frio na barriga ou pêlos do braço arrepiados são um bom sinal: um livro vem vindo aí”.

Inspire-se e não perca tempo. As inscrições para o 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária estão abertas até 30 de outubro. Em Joinville, o material deve ser entregue na Área de Extensão Universitária da Univille, Sala B3, Campus Universitário, s/n, bairro Bom Retiro, ou na sede da Mercado de Comunicação, Rua Uruguai, 253, bairro Itaum. Informações: 3025-5999 (Mercado de Comunicação) ou 3461-9121 (Proex/Univille).

Em São Bento, os textos devem ser entregues na Assessoria da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, na Rua Norberto Eduardo Weihermann, 230, bairro Colonial. Mais informações: (47) 3631-9100. Já em São Francisco, o endereço para entregar os textos é Rodovia Duque de Caxias, s/n, poste 128, km 8, na sala da diretoria. Mais informações: (47) 3442-2577.

Fernanda Takai – Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos

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Prêmio Literário no programa Buscando Soluções

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Programe-se! Na próxima quinta-feira, 1 de outubro, os organizadores do 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária estarão ao vivo no programa Buscando Soluções. A conversa com o deputado Kennedy Nunes deve contar a história do concurso, as formas de inscrições e a importância do projeto para a cidade.

Estarão presentes a professora e coordenadora do Proler em Joinville, Taiza Mara Rauen Moraes; e a jornalista e sócia da Mercado de Comunicação, Ana Ribas Diefethaler. Para ilustrar a entrevista, a escritora Clotilde Zingali também participará da conversa, explicando sua relação com o Prêmio Literário e a publicação dos seus três livros.

O programa vai ao ar na TV Brasil Esperança, no canal 11, a partir das 22h30.

Gracias pelas parcerias

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O Prêmio Joinville de Expressão Literária é uma realização e um fruto do esforço coletivo de um time de primeira linha. Neste ano, com a Univille na ponta, viabilizando o próprio concurso. A gente não poderia deixar de citar, e reconher publicamente, o envolvimento da ExpecTV, empresa do colega Geraldo Lion e de sua companheira Cathia Cristina. A ExpecTV entrou, nesta edição, como apoiadora, garantindo a continuidade no monitoramento das menções ao prêmio na imprensa regional, o que permitirá um histórico detalhado de mais esta edição. Nossos agradecimentos à dupla Geraldão & Cathia. 

Nova revista para a Döhler

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A Mercado de Comunicação desenvolve nova revista para a indústria têxtil Döhler. No modelo das publicações customizadas, a revista “Estilo Döhler” deverá trazer reportagens sobre assuntos de interesse dos clientes da empresa, e não apenas temas corporativos. A primeira edição, com 24 páginas, circula em novembro. Breve, mais novidades.

Um veterano acompanha o Prêmio Literário

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Nas cerimônias de lançamento e premiação do Prêmio Literário uma figura sempre se faz presente. É o escritor Wilson Gelbcke, paulista que chegou a Joinville em 1946. Depois de 32 anos trabalhados na empresa Consul, na área de publicidade, Wilson resolveu se arriscar, tirando os escritos da gaveta e publicando-os. Além da escrita, com a aposentadoria, Wilson Gelbcke também passou a explorar a pintura. “Sempre escrevi, mas nunca tive coragem de publicar. Considero-me um escritor tardio”, explica. Hoje, ele contabiliza 12 livros publicados dos mais variados temas, infantis, histórico, poemas, biografia e romances.

Ele acredita que é preciso incentivar os escritores para que eles mostrem seus talentos. Para os que pretendem se inscrever, ele faz questão de frisar que ganhar um concurso não é fácil, nem rápido e pode não acontecer na primeira vez. “É preciso ler e reler os textos, mostrar para pessoas do meio e se não ganhar, voltar a trabalhar o material, pois o importante é sempre acreditar e tentar novamente”.

O novo show do assessor de imprensa

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Por Rodrigo Capella, para o Comunique-se*

É comum, no campo humanístico, as mudanças permearem transformações culturais e até cotidianas. Embora não sendo uma ciência, a assessoria de imprensa segue este mesmo fluxo, e com mais dinamismo e profundidade. Se antes o tripé produtivo deste “fazer” estava calcado no produto jornalístico final (fonte, conteúdo e informação); agora se baseia no trinômio diversão (entretenimento, prestação de serviço e experiência de uso). Se antes a ação e estratégia consistiam em fluir informação, agora perdem a essência se não tiverem associadas ao pulsar dos receptores da notícia.

Compreendeu a transformação? O primeiro parágrafo ficou muito didático? Então, prepare-se, pois a prática – nova e ainda não consolidada – pode gerar um mal-estar ainda maior do que a teoria. Como costuma dizer José Luiz Proença, da Escola de Comunicações e Artes da USP, “os jornalistas transferem parte de sua responsabilidade para os assessores de imprensa ao solicitarem notícias ou informarem que têm determinados espaços disponíveis para a publicação de informação”.

Neste contexto, cabe ao assessor de imprensa aproveitar produtivamente essas oportunidades, produzindo um amplo material informativo, que inclui elaboração de podcast, vídeo, post e tweets, além da confecção de apresentações para slide share e da criação de comunidades nas várias redes sociais.

Alguns especialistas ainda chamam este cenário de PR 2.0, mas hoje já se sabe que o conceito é mais amplo. Cada vez mais, o assessor de imprensa precisa entender e compreender o público final e direcionar o conteúdo e linguagem das ferramentas digitais para estes consumidores, que serão atingidos via jornalistas – na maioria dos casos -, mas também via profissionais de comunicação.

Ou seja, os assessores de imprensa vão, aos poucos, se tornando uma outra mídia, com ampla penetração e interatividade. Precisam, portanto, se adaptar à nova escrita da social media (Twitter, Orkut, Facebook e MySpace), mas sem perder a formalidade dos tradicionais releases. Afinal, como gosta de ressaltar José Carlos Marques, da UNESP, “os diferentes meios coexistem e se suportam e, portanto, as novas tecnologias não eliminam as antigas”.

Percebeu qual é o novo perfil do assessor de imprensa? Resguardar-se às origens, mas também atuar como novo veículo informativo, produzindo conteúdo lúdico, pragmático e, sobretudo, interativo. Essa mudança ocorre porque o consumidor final está, cada vez mais, no epicentro das mudanças. Como o público quer diversão, o assessor de imprensa terá de oferecer conteúdos associados a entretenimento, prestação de serviço e experiência de uso (leia-se, em certos pontos, interatividade), rompendo gradativamente – e definitivamente – com o tradicional texto informativo, que apenas traz conteúdo estático e conhecimento das fontes.

Essa ruptura traz como consequência um novo desafio para os assessores de imprensa. Afinal, não basta somente informar o público. É preciso conquistá-lo, cativá-lo e fazê-lo vibrar e pulsar com determinados produtos. É por isso que muitos teóricos já decretaram o fim da separação entre Assessoria de Imprensa e Marketing. Cada vez mais estratégico, o assessor precisa fazer os consumidores assimilarem as informações e não somente arquivarem. Afinal, o que é arquivado pode ser descartado!

Para tanto, é preciso conhecer realmente os anseios humanos. Parece básico? Mas, não se trata de algo tão simples! Em seu mais recente livro, The Skin of Culture: Investigating the New Electronic Reality (disponível em português como A Pele da Cultura: investigando a nova realidade eletrônica), Derrick de Kerckhove, discípulo de Mcluhan, levanta, após realizar experimento com dispositivos capacitados para medir as suas reações na pele, a hipótese de que a TV conversa, em um primeiro momento, com o corpo (reações físicas) e não com a mente (estímulos para competências criativas e reflexivas).

Ora, se a TV é um veículo informativo de fácil compreensão – basta estar atento ao monitor para entender o conteúdo – estaria, então, a social media – uma ferramenta de essência “perturbadora” -, logo em um primeiro momento, associada à mente? Será por isso que ela tem provocado – e ainda provocará, por muitos anos – dores de cabeça nos assessores de imprensa, que tentam a todo custo compreendê-la? Será que o assessor terá que, de alguma forma, ser um perito em mentes humanas?

São apenas questionamentos e rápidas associações, sem conclusões precipitadas. Neste contexto tão novo, somente um fato foi consolidado: o assessor de imprensa vive um momento distinto e quem souber aproveitá-lo dará um novo show. Que rufem os tambores! Que abram as cortinas!

(*) Rodrigo Capella é assessor de imprensa desde 2002. Formado em Jornalismo pela Umesp, é pós-graduado em jornalismo institucional pela PUC-SP. Autor de vários livros, entre eles “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia”. Atualmente, trabalha na FirstCom Comunicação, onde atende principalmente contas de tecnologia.

‘Copia e cola’ de releases pode gerar processo por dano moral

Jornalismo, O papel do assessor, O papel do press-release Seja o primeiro a comentar »

De Izabela Vasconcelos, para o portal Comunique-se

“Copia e cola” de releases é algo conhecido pelos jornalistas, mas pior ainda quando a notícia é publicada com o crédito indevido. Foi o que aconteceu com a jornalista Claudia Yoscimoto, que teve uma matéria publicada na íntegra em um site, assinada por outro profissional. Mais que antiética, essa atitude é ilegal e pode gerar processos por danos morais.

Na época, Claudia fazia um trabalho para o então prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Junji Abe. A jornalista acompanhou a visita do prefeito ao Japão e divulgou o fato aos órgãos de imprensa brasileiros no país e à assessoria de imprensa da prefeitura. O caso aconteceu em 2007, mas Claudia só se deu conta quando fez uma busca pelos textos para incluir em seu portifólio. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Quando se muda alguma coisa, tudo bem, mas dar crédito para outra pessoa, isso foi antiético”.

Para o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor), Frederico Ghedini, apesar das assessorias de imprensa terem suas particularidades, os profissionais que atuam nessa área podem reclamar seus direitos. “Ninguém pode colocar o nome em um texto que não foi ele quem fez. Isso pode suscitar uma ação por danos morais. É uma questão de direito autoral”, explica.

Outros problemas

A jornalista Paula Batista, sócia da Lide Multimidia, agência de comunicação com sede no Paraná, conta que o fato é comum. “Isso acontece bastante, de colocar o nome do jornalista do veículo, quando não usam o assessor como fonte, aspas na matéria. Mas não há muito o que fazer, porque geralmente ficamos sabendo muito tempo depois da publicação, e lidamos com um universo muito grande de jornalistas, alguns mais conhecidos, outros não”.

Paula considera esse tipo de situação constrangedora para explicar para o cliente e adota algumas medidas para coibir a apropriação dos textos da assessoria. “Queremos que os clientes sejam divulgados na imprensa, mas quando acontece essas coisas acabamos restringindo, evitando de pautar o veículo. Outra opção é fazer o follow-up, para inibir e permitir que o jornalista fale com o porta-voz”, afirma.

A jornalista relata um dos episódios que ela diz acontecer com frequência. “Quando fiz um trabalho para uma ONG, enviei um release. Quando fui ver, o texto havia sido publicado na íntegra em uma página inteira de um jornal”, relembra Paula, que enfatiza que fatos como esse acontecem principalmente em veículos pequenos, mas há exceções. “Isso já aconteceu na extinta Gazeta Mercantil, publicaram um release nosso, acrescentaram apenas um olho”, conta.

Para a advogada da Apijor, Dra. Silvia Neli, casos como estes são comuns. “Um dos mais recentes que me lembro foi o caso da publicação de uma foto como ‘divulgação’ na Folha. A foto foi enviada por uma assessoria. Ganhamos em primeira instância, mas a Folha está recorrendo”.

Silvia afirma que é essencial os jornalistas estarem atentos aos direitos autorais. “É importante ter essa atenção, o que não é uma prática no mercado, porque a qualquer momento uma pessoa pode requerer seu direito”, conclui.

Não perca tempo, inscreva-se

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Não se esqueça!  As inscrições para o 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária estão abertas até 30 de outubro. Regulamentos e cartazes do concurso estão espalhados por toda a cidade.

Em Joinville, o material deve ser entregue na Área de Extensão Universitária da Univille, Sala B3, Campus Universitário, s/n, bairro Bom Retiro, ou na sede da Mercado de Comunicação, Rua Uruguai, 253, bairro Itaum. Informações: 3025-5999 (Mercado de Comunicação) ou 3461-9121 (Proex/Univille).

Em São Bento, os textos devem ser entregues na Assessoria da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, na Rua Norberto Eduardo Weihermann, 230, bairro Colonial. Mais informações: (47) 3631-9100. Já em São Francisco, o endereço para entregar os textos é Rodovia Duque de Caxias, s/n, poste 128, km 8, na sala da diretoria. Mais informações: (47) 3442-2577.

Mais um fruto do Prêmio Literário

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Hoje, a partir das 18 horas, na Livraria Midas, Tiago Lemos lança seu primeiro livro de poesias. Em entrevista ao programa de Cacá Martan, o jovem confidenciou que não tinha perfil para ser poeta, pois cursa Engenharia da Produção, na Udesc, trabalha com atendimento turístico na Promotur, é técnico em informática e envolvido com a política de Joinville.  Foram as participações no Prêmio Joinville de Expressão Literária que o fizeram acreditar em seu potencial.

Em 2005, Tiago alcançou o segundo lugar com o poema “Sem-Título” e recebeu duas menções honrosas pelos poemas “Insensa Tez” e “Cenário”. “Inscrevi cinco trabalhos e quatro foram selecionados entre os dez melhores. Foi isso que me fez acreditar que teria sucesso”, contou.

Leia o poema “Sem-Título”

O tempo traz os dias

Vontade direta de chorar

No músculo da costela

Pedra de texto informal

Eu sinto saudade

Em cabelos oleosos

Pupilas vazando planos

Ao salivar unhas ruídas

Invado salas de tubos

Galerias onde olhos pousam

Jardins de carne e pelos

As feridas do movimento

Rasgam peles e desejos

A fome se move inexistente

O conforto do sofá incomoda

Farelos de pão trazem sorrisos

Inúteis no semeio da felicidade.

Mercado de Comunicação

Mercado de Comunicação
Rua Uruguai, 253 - Floresta
Joinville / SC - CEP 89210-070
Fones: (47) 3025-5999 / 3426-1798