Chegou a hora de tirar os textos das gavetas ou vasculhar ideias para uma narrativa inédita. O 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária terá lançamento oficial nesta sexta-feira, 4 de setembro, às 11h, na Sala de Reuniões da Reitoria da Universidade da Região de Joinville (Univille). O prêmio, que nasceu em 2004, já revelou escritores como Clotilde Zingali, que contabiliza três livros publicados e escreve semanalmente para o jornal A Notícia. 

Neste ano, umas novidades é a participação da Univille como realizadora do evento, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários. “Resolvemos abraçar o projeto pela disposição de movimentar cada vez mais as atividades literárias e culturais da universidade e de Joinville. Somado ao Departamento de Letras e ao programa de extensão Proler, o prêmio literário contribuirá para divulgar talentos novos e outros conhecidos”, explica a pró-reitora de extensão e assuntos comunitários Berenice Rocha Zabbot Garcia. Em parceria com a Univille, a Mercado de Comunicação, agência de comunicação institucional e editora, também entra nesta edição como realizadora do concurso. A jornalista Ana Ribas Diefenthaeler, uma das sócias da empresa, ressalta: “Depois de cinco edições, queríamos ampliar nosso envolvimento com o tema e contribuir de maneira direta para a afirmação desse projeto cultural que já encontrou seu espaço na cidade, envolvendo cada vez mais escritores”.

Outra novidade da sexta edição são os valores dos prêmios, que aumentam 10% em relação ao ano passado. Quem alcançar o primeiro lugar receberá R$ 1.100. O segundo, R$ 550, e o terceiro, R$ 330. O tema é livre e serão aceitos textos nas categorias conto/crônica e poesia, com até três laudas, de 20 linhas, digitadas em espaço duplo. As produções serão avaliadas por júri técnico, composto de cinco pessoas, entre professores, especialistas da área e jornalistas. 

Para Taiza Mara Rauen Moraes, coordenadora do Proler Joinville – Programa Institucional de Incentivo à Leitura, o prêmio se configura como um projeto consolidado, pois ao longo das cinco edições tem mantido uma média de 300 inscrições e revelado escritores. “O sucesso de um concurso está em abrir espaços para novos talentos, dando-lhes visibilidade, fazendo-os acreditar no seu potencial de escrita, propósitos que o prêmio tem conseguido atingir”, justifica. A professora ainda complementa: “O prêmio se constitui como uma alavanca desencadeadora de projetos textuais, abrindo espaços para a produção e para a circulação da literatura”.  

O concurso é aberto a autores maiores de 16 anos residentes em Joinville e região. Não podem participar funcionários da Univille nem da Mercado de Comunicação. A região de Joinville inclui os municípios de: Araquari, Barra Velha, Barra do Sul, Campo Alegre, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itaiópolis, Itapoá, Jaraguá do Sul, Mafra, Massaranduba, Monte Castelo, Papanduva, Rio Negrinho, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú e Schroeder.  

O material deve ser entregue até 30 de outubro, na sede da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, no Bloco B, sala 1, da Univille, no Campus Universitário, s/n, no bairro Bom Retiro, ou na sede da Mercado de Comunicação, Rua Uruguai, 253, bairro Itaum. Informações: 3025-5999 (Mercado de Comunicação) ou 3461-9159 (Proex/Univille). 

“Tudo começou a acontecer depois do prêmio”, afirma escritora 

A trajetória de Clotilde Zingali no Prêmio Joinville de Expressão Literária se iniciou em 2005, quando alcançou o primeiro lugar com o poema “Anamnese”. Ela voltou a participar do concurso em 2006, sendo contemplada com menção honrosa pelo conto “Solilóquios para um Dia Especial. A Despeito de Meteorologias”. No ano passado, foi uma das 35 premiadas, conquistando o primeiro lugar com a poesia “Sobre Reformas” e uma menção honrosa pela crônica “Cinco Baladas para Maria”. Clotilde é paulista, formou-se em arquitetura e se mudou para Santa Catarina há dez anos. Depois de vencer o prêmio, passou a integrar o grupo de poetas joinvilenses Zaragata e publicou os livros: “Bricolages para Geladeira”, “Oco Hálito” e “40 Possíveis Maneiras de se Descascar uma Mulher”. 

“O prêmio foi onde tudo começou pra mim. Eu estava há pouco tempo na cidade e não conhecia ninguém. Quando participei da oficina na segunda edição, pude conhecer as pessoas e me integrar ao meio”, confessa. Em São Paulo, o trabalho de Clotilde com as palavras já havia começado em 1989 e foi reconhecido em 1992, quando venceu um concurso de poesia. Integrada ao meio literário e com dois anos residindo em Joinville, Clotilde concorreu ao Edital de Apoio às Artes e conseguiu publicar seus livros. Ainda sobre o prêmio, ela afirma: “É um projeto muito interessante, que incentiva as pessoas novas, quem ainda escreve pouco e abre muitas portas”. Atualmente, a escritora produz um livro de contos que deve ser lançado em breve. 

“onde foi que os olhos engoliram a limalha e a córnea toda reagiu num sobressalto? onde os olhos captaram a retícula da terra e avermelharam-se no contato com a matéria. com um tampão em um dos olhos o homem não respondeu (não ouviu)”, trecho de “Sobre Reformas”, de Clotilde Zingali. 

Assessoria de Imprensa Prêmio Joinville de Expressão Literária. Coordenação editorial: Ana Ribas Diefenthaeler. Texto: Letícia Caroline da Silva. Tel. (47) 3025-5999.