Tomamos emprestadas duas reflexões do mestre Manuel Carlos Chaparro para, mais uma vez, defender os conceitos da casa em termos de Jornalismo Empresarial:
“Eu trabalhei na grande imprensa e também fiz jornalismo empresarial, para grandes e pequenas organizações. E as limitações, os controles internos são semelhantes nos dois ambientes. No que se refere especificamente ao chamado jornalismo empresarial, acredito que as condições de trabalho dos jornalistas vêm melhorando progressivamente. E isso se deve, a meu ver, de um lado, aos aperfeiçoamentos da gestão empresarial, nos seus vários campos; de outro, ao trabalho de educação que os próprios jornalistas desenvolvem dentro das organizações, junto aos executivos, os que atuam como fontes e os responsáveis pelas decisões finais. O trabalho educativo do jornalista nas empresas pode ir eliminando os embaraços, principalmente na comunicação interna. O bom jornalista sempre deve combater os condicionamentos à informação, venham eles de um editor autoritário ou ideologicamente instrumentalizado, numa grande redação, ou de um gestor incompetente. O jornalista tem o dever de levar à instituição em que trabalha os benefícios de uma atividade, o jornalismo, que tem compromissos com o progresso, com o aperfeiçoamento da sociedade, qualquer que seja o lugar onde se realiza.”
“Se aceitarmos que o jornalismo empresarial é um jornalismo menor, já se entra nele com a pré-disposição estabelecida de fazer um jornalismo menor. Na verdade, o jornalismo empresarial está mais perto das pessoas, é mais eficaz na realização de uma comunicação humanizada e está sujeito a rigores críticos bem mais severos do que na grande imprensa, porque fala de realidades que os públicos conhecem muito bem. É muito mais difícil e arriscado mentir num jornal de empresa do que num jornal ou revista da grande imprensa. O que importa, num caso como no outro, é a qualidade profissional do jornalista. E por qualidade profissional entenda-se também a honestidade intelectual e o entendimento ético dos processos, além das habilidades técnicas, do talento, da maturidade intelectual e da formação cultural.”
agosto 19th, 2009 at 16:44
De onde sairam essas reflexões? Algum livro ou do blog dele?
agosto 24th, 2009 at 10:28
Estão no blo dele, O Xis da Questão. Qualquer coisa, estamos aí. Abraço. Guilherme