Informação é coisa séria!

Lançamento de 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária acontece sexta-feira

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A Univille e a Mercado de Comunicação lançam na próxima sexta-feira, 4 de setembro, o 6º Prêmio Joinville de Expressão Literária. Se você escreve e deixa tudo engavetado, chegou a hora de tomar coragem e mostrar sua produção. Este ano, os prêmios aumentaram 10%, o primeiro lugar deve ganhar R$ 1.100, o segundo R$ 550 e o terceiro R$ 350.

As inscrições estarão abertas de 8 de setembro a 30 de outubro. Serão aceitos textos que se encaixem na categoria conto/crônica ou poesias, com no máximo três laudas, de 20 linhas, digitadas em espaço duplo. O concurso é aberto para maiores de 16 anos, residentes em Joinville e região.

O Blog da Mercado de Comunicação será o canal oficial para divulgação de novidades sobre o prêmio. Fique atento, em breve publicaremos o regulamento completo. Confira o depoimento de Clotilde Zingali, vencedora da edição de 2008 e cronista do A Notícia:

“O prêmio foi onde tudo começou pra mim. Eu estava há pouco tempo na cidade e não conhecia ninguém. Quando participei da oficina na segunda edição, pude conhecer as pessoas e me integrar ao meio. É um projeto muito interessante, que incentiva as pessoas novas, quem ainda escreve pouco e abre muitas portas”.

Sobre a vida e a morte

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O parceiro César Döhler escreve inspirado em uma imagem do Cemitério do Imigrante, em Joinville.

A imagem, um pouco assustadora, remete a uma interessante discussão sobre a vida e a morte. Os imigrantes “observam” os acontecimentos da nossa Joinville. E será que existe vida após a morte? Quando a nossa caminhada acabar aqui na Terra, ainda não sabemos o que vai rolar, porque ninguém voltou para contar o que aconteceu. Nossas vidas precisam estar pautadas para o bem. Todas as pegadas que deixarmos por aqui, sejam elas a favor da ética, justiça, trabalho, perseverança, apoio aos necessitados, honestidade e paz, serão seguidas e aprimoradas por aqueles que ficarem. Precisamos seguir as pegadas do bem. Elas podem descortinar futuros caminhos, para uma vida mais leve e tranquila.

A cruz também nos dá uma lição de humildade, entrega, vida e nos lembra a oportunidade que Deus nos deu, enviando Seu filho Jesus, que foi crucificado para nos libertar de nossos pecados. Nosso compromisso muitas vezes é ir para a cruz, em busca de aprendizado, fazer as coisas certas e viver a vida com limites e equilíbrio.

É sempre bom analisar o lado bom e o lado ruim. Estamos acostumados a olhar só a tragédia, na maioria dos casos. Transformar um quadro negro em oportunidade pode ser um grande desafio.

Reflexões do mestre Chaparro

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Tomamos emprestadas duas reflexões do mestre Manuel Carlos Chaparro para, mais uma vez, defender os conceitos da casa em termos de Jornalismo Empresarial:

“Eu trabalhei na grande imprensa e também fiz jornalismo empresarial, para grandes e pequenas organizações. E as limitações, os controles internos são semelhantes nos dois ambientes. No que se refere especificamente ao chamado jornalismo empresarial, acredito que as condições de trabalho dos jornalistas vêm melhorando progressivamente. E isso se deve, a meu ver, de um lado, aos aperfeiçoamentos da gestão empresarial, nos seus vários campos; de outro, ao trabalho de educação que os próprios jornalistas desenvolvem dentro das organizações, junto aos executivos, os que atuam  como fontes e os responsáveis pelas decisões finais. O trabalho educativo do jornalista nas empresas pode ir eliminando os embaraços, principalmente na comunicação interna. O bom jornalista sempre deve combater os condicionamentos à informação, venham eles de um editor autoritário ou ideologicamente instrumentalizado, numa grande redação, ou de um gestor incompetente. O jornalista tem o dever de levar à instituição em que trabalha os benefícios de uma atividade, o jornalismo, que tem compromissos com o progresso, com o aperfeiçoamento da sociedade, qualquer que seja o lugar onde se realiza.”

“Se aceitarmos que o jornalismo empresarial é um jornalismo menor, já se entra nele com a pré-disposição estabelecida de fazer um jornalismo menor. Na verdade, o jornalismo empresarial está mais perto das pessoas, é mais eficaz na realização de uma comunicação humanizada e está sujeito a rigores críticos bem mais severos do que na grande imprensa, porque fala de realidades que os públicos conhecem muito bem. É muito mais difícil e arriscado mentir num jornal de empresa do que num jornal ou revista da grande imprensa. O que importa, num caso como no outro, é a qualidade profissional do jornalista. E por qualidade profissional entenda-se também a honestidade intelectual e o entendimento ético dos processos, além das habilidades técnicas, do talento, da maturidade intelectual e da formação cultural.”

Mais boas notícias

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No campo das boas notícias, mais um registro: a Mercado fechou nessa semana uma nova parceria de trabalho, dessa vez com a sede joinvilense da rede Yázigi Internexus, que oferece aulas de inglês e espanhol para crianças e adultos. Dessa maneira, ajudamos ainda mais a disseminar a cultura da educação na cidade. Nessa área, além do Yázigi, trabalhamos também com a Educaville e o Conservatório Belas Artes.

Às vésperas do nosso aniversário de 13 anos, não temos tido azar. Tomara que continuemos nesse ritmo até o ano 14, o ano 15, o ano 16, e por aí afora!

Laboratório Catarinense se reposiciona, recria marca e fortalece produtos, com participação da Design Inverso

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O Laboratório Catarinense, empresa que prepara a comemoração dos 65 anos, reformulou sua marca e seu posicionamento no mercado. O processo, que começou no jubileu de diamante, incluiu o redesign de produtos consagrados como Melagrião, Figatil, Sadol e Catuama, além da criação de uma nova marca. “Tínhamos um grande desafio: não poderíamos permitir que a empresa perdesse as tradições, mas precisávamos posicionar um novo momento”, explica Marcos Sebben, diretor da Design Inverso, escritório responsável pelo trabalho de branding. Pelas recriações de produtos consagrados e pelo lançamento de novas opções, o Laboratório Catarinense precisava reforçar seu posicionamento de corporação, que se adequa à necessidades do mercado, e que ampliou seus horizontes para além da fitoterapia, sua pioneira especialidade, chegando ao conceito de saúde, beleza e bem-estar da linha  de prevenção Catarinense Spa. Sem se esquecer, é claro, de estudar de maneira minuciosa o mercado, e as necessidades de segmentação que se impunham à marca.

Julio Poiski Neto, gerente de novos negócios do Laboratório Catarinense, acredita que a nova marca atingiu seu objetivo: “Mantivemos a tradição, mas demonstramos que buscamos a inovação e nos adaptamos ao mercado, sem abandonar aquela que sempre foi a nossa especialidade, a fitoterapia”. O trabalho da Design Inverso foi determinante para que, por exemplo, o Melagrião, carro-chefe entre os produtos do laboratório, em apenas cinco anos fosse alavancado da sétima para a primeira posição no mercado de xaropes.

Mudança de mentalidade

O reposicionamento, levado em primeiro lugar ao consumidor, também se refletiu numa mudança de mentalidade entre os funcionários do laboratório, efeito conseguido por meio de contatos entre as esferas de decisão da empresa e os trabalhadores. “No começo”, recorda Mariana Martins, gestora de comunicação do laboratório, “quando era necessário fazer uma mudança num produto, ocorria muita polêmica na empresa. Hoje, todos ficam curiosos para saber qual será a próxima novidade, e sabem que a mudança não é ruim, e sim uma evolução necessária para se manter dentro do mercado”. A padronização dos materiais, dentro e fora da empresa, desde identificação visual até papelaria, auxiliou a disseminar as novidades entre o público interno.

Na marca, foi mantida a imagem da fonte, internacionalmente ligada à ideia de saúde. O uso do azul e de reflexos serviram para expressar a confiabilidade e o dinamismo da empresa. Os traços arredondados da tipologia deixaram o nome do Laboratório Catarinense ainda mais forte, reiterando a sensação de solidez e confiança.

A empresa farmacêutica ficou satisfeita com o resultado da parceria com a Design Inverso, que também rendeu o fortalecimento de produtos da marca, como Phytovein, Alicura, Bálsamo Branco e Camomila. Júlio Poiski Neto descreve a relação entre a empresa e o escritório: “A Design Inverso foi importante para que houvesse uma ruptura na nossa maneira de pensar. É uma empresa nova, com pessoas novas, que nos auxiliou no raciocínio da mudança, sempre presente com boas sugestões e também sabendo ouvir. A Design Inverso fez o Laboratório Catarinense, pela primeira vez, pensar em design”. Para o diretor da Design Inverso, o balanço também é positivo: “Procuramos criar uma comunicação sem ruídos e alinhada com a estratégia do laboratório, e ficamos satisfeitos com o resultado”.

FONTES

MARCOS SEBBEN | Diretor da Design Inverso. Tem oito anos de experiência nas áreas de design, marketing, gestão empresarial, empreendedorismo e consultoria. Designer Industrial pela Univille/SC, com MBA em Gestão Empresarial pelo INPG. Palestrante e consultor em gestão do design estratégico para empresas nacionais e multinacionais como Amanco do Brasil, Laboratório Catarinense, Plasvale, Montana Pulverizadores, Huhtamaki do Brasil, Wanke Eletrodomésticos, FGM Produtos Odontológicos, Bretzke Alimentos e Juriti Alimentos. Vencedor dos seguintes prêmios: Talentos Empreendedores, Abre de Design e Embalagem, Embanews, Design Catarina, WorldStar for Packaging Excellence, Oitava Bienal Brasileira do Design Gráfico, iF Design Awards e Idea Brasil.
marcos@designiverso.com.br
Tel. (47) 3028-7767

JULIO POISKI NETO | Gerente de Novos Negócios – Marketing
julio@labcat.com.br
Tel. (47) 3451-9156

MARIANA MARTINS | Gestora de Comunicação
mariana@labcat.com.br
Tel. (47) 3451-9026

Assessoria de Imprensa Design Inverso. Mercado de Comunicação. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). Texto: Jouber Castro. Telefone: (47) 3025-5999.

Estratégias para enfrentar melhor a demissão

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Serviço de outplacement, contratado por empresas, atua na autoestima e na recolocação do profissional demitido

A perda do emprego, segundo pesquisas internacionais, causa prejuízo tão grande na saúde e na autoestima de uma pessoa quanto o falecimento de um parente próximo. Em tempo de crise econômica mundial, em que grandes corporações são obrigadas a demitir em massa para equilibrar suas contas, as empresas têm procurado alternativas para tornar o processo menos traumático para o profissional demitido, que tem a oportunidade de colocar a vida “na linha”. Por isso, um serviço que está ganhando espaço é o outplacement, habitualmente ao encargo de consultorias externas.

O programa, oferecido no pacote de demissão, é um suporte para que a pessoa enfrente melhor as conseqüências do desligamento, e se reposicione profissionalmente. “Nesse momento, é fundamental contar com um apoio psicológico e logístico, como propõe o outplacement”, ressalta a psicóloga Nilce do Carmo Campos, sócia da Apex Executive Search, de Joinville/SC. Ela compara o participante do programa a “um bebê que precisa de cuidados, carinho e atenção, até conseguir, sozinho, tornar a fazer tudo e ganhar independência”. Nilce adverte, porém, que o outplacement não pode levar a uma dependência extrema entre o trabalhador desligado e o profissional que o apóia. “Por isso, recorrendo ao velho ditado, antes de dar o peixe, cabe ao consultor ensinar a pescar para sempre, a fim de superar uma segunda demissão, caso venha a ocorrer no futuro”, argumenta.

De qualquer modo, cada caso é um caso. Com alguns profissionais, o consultor trabalha para baixar a ansiedade, antes de iniciar o processo. Com outros, deve turbinar a motivação pessoal. Há casos, ainda, de pessoas que vêem o outplacement como a melhor oportunidade que já receberam e, em questão de três meses, no máximo, já conseguem ofertas de emprego e aprendem a recusar as que não lhes agradam. Em outras situações, o profissional adquire tanta autoconfiança que aproveita a oportunidade para alçar voo solo, montando seu próprio negócio.

Alberto de Maio, hoje gerente comercial da Tecnofibras, conta que a experiência do outplacement com a Apex Executive Search foi decisiva para o sucesso da sua recolocação:

“O processo de demissão foi complicado para mim, principalmente pelo grande tempo que trabalhei na antiga empresa, com carreira vertical, onde iniciei como auditor júnior, passei pela gerência administrativa e de controle, gerência comercial ME e gerência de gestão de pedidos. A sensação de vazio passa a ser muito grande. A pior parte é a retomada: por onde recomeçar, o que fazer, como fazer, quem contatar, como refazer sua vida familiar e seu network. Primeiramente, o outplacement me recolocou no eixo principal, que é a família, e me auxiliou na retomada da autoestima, agora sem o sobrenome da empresa em que trabalhava. Voltei a ser Alberto de Maio. Depois, o programa me preparou para iniciar um novo processo, estar psicologicamente preparado e a partir daí, recomeçar. Segui a linha da Apex, e todo o seu planejamento. Não queimei etapas, embora a ansiedade fosse grande para enviar currículos ao mercado. Achei a escolha certa, pois ainda não estava preparado para enfrentar a nova fase. Caso não tivesse passado pelo outplacement, com certeza teria queimado etapas importantes sugeridas pela Apex, principalmente aquela em que reconheci na família o apoio para continuar; Redescobri minha autoconfiança e fiz amigos e contatos profissionais do mais alto gabarito.”

Outro atendido pela Apex Executive Search com o serviço de outplacement é Geraldo Majella Teixeira, que era gerente corporativo de recursos humanos na última empresa em que trabalhou. Ele ainda está no processo de outplacement, e relata que o acompanhamento está auxiliando a encontrar novos rumos para a carreira.

“Passar por uma situação de desligamento de uma organização nunca é fácil ou agradável, qualquer que seja o motivo ou a forma da saída. A parte mais difícil é tentar entender as razões que levaram a essa decisão e se autoanalisar, com o objetivo de não repetir eventuais equívocos e mal-entendidos que levaram ao rompimento da relação laboral. O processo de outplacement auxilia o profissional a se conhecer melhor, descobrir os pontos fortes e os que deve aprimorar, preparando-o para a retomada de sua carreira. Estou trabalhando intensamente no aprimoramento de aspectos pessoais e profissionais que podem agilizar minha recolocação. O processo de outplacement tem colaborado para isso, na medida em que ajuda a avaliar onde e como devo concentrar minha atenção e os meus esforços para atingir esse objetivo. Se não fizesse outplacement, o processo de busca e contato com eventuais oportunidades profissionais demandaria um tempo maior para alcançar sucesso, e não teria a mesma abrangência que um trabalho feito por consultoria especializada pode proporcionar.”

Sugerimos reportagem sobre o tema e colocamos os profissionais citados nesta pauta à disposição para possíveis entrevistas.

Assessoria de Imprensa Apex Executive Search. Mercado de Comunicação. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). Texto: Jouber Castro. Telefone: (47) 3025-5999.

Saudades da ética engarrafada

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Outro dia, conversando com amigos sobre ética, percebemos, todos, que hoje ninguém mais se dedica à famosa filosofia de mesa de bar, tão comum em nossos tempos de estudante.  Perdeu-se – ou ficou adormecida, sem espaço para um redespertar -, aquela doce capacidade de investir preciosas horas em embates político-filosóficos que, mais do que tentar buscar respostas para as dores do mundo, alimentava o desafio de jamais deixar de perguntar.

Pelas rodas universitárias, molhávamos a palavra com alternativas bem mais baratas que os bons vinhos degustados hoje. Mas falávamos de Kant e Nietzsche – quem vai esquecer da frase “há sempre alguma  loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura”… Invejávamos a obstinação de Guevara, xingávamos o imperialismo norte-americano, nos recusávamos  a beber Coca-Cola. E sonhávamos com um mundo mais justo. Discutíamos as diversas correntes políticas estudantis – alguns de nós, vez ou outra, perdiam o engajamento diante de paixões avassaladoras mas, passada a insensatez, lá estávamos todos, outra vez, certos de que ajudaríamos a fazer um mundo diferente – mais justo, essencialmente.

Aquele saudável pulular de ideais, que não se limitava à universidade gaúcha, mas foi uma saudável característica daqueles anos, ajudou a forjar uma linda geração de profissionais de várias áreas.  De médicos a agrônomos, veterinários a advogados, os quarentões e cinqüentões de hoje, em sua maioria, seguem destacados em suas carreiras, no mínimo, resguardando absoluta fidelidade a sua essência. Alguns, porém, se fizeram políticos – e, daí, não há como escapar, que ética política é tema de sofrimento, muito mais do que reflexão.

 Um dos aspectos bem interessantes daquele momento era a constatação de que aqueles estudantes de medicina, engenharia e agronomia liam muito, e liam de tudo, de sociologia e política à inevitável e inquietante filosofia. Jornalistas e advogados, nem se fala. Sabiam, portanto, escrever muito bem, não raro compunham lindos poemas e canções, destacavam-se nos jornais dos diretórios acadêmicos com artigos consistentes e em pleno acordo com a ortografia. E é fácil identificá-los hoje: são o terror dos representantes comerciais dos grandes laboratórios, engajam-se em causas humanitárias, não perderam a capacidade de se indignar. Tá certo, continuam bebendo, perseguem as mesas de bar – e constroem um legado de insaciável sede de vida e de justiça.

Ana Ribas Diefenthaeler

ana.ribas@terra.com.br

Manual de crise para “seu coronel”

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[Artigo do Guilherme publicado no dia 8 de agosto pelo jornal A Notícia, no caderno Anexo Ideias]

Empresas dos mais variados segmentos, instituições acadêmicas ou de saúde, ONGs, sindicatos, até algumas agremiações desportivas, vêm aprendendo a se comportar diante de crises que, como a pedra de Drummond, aparecem no meio do caminho. Dez entre dez consultores defendem que a prevenção é o melhor antídoto para tais situações inesperadas que, mais dia, menos dia, ganham as páginas da imprensa. “Não se pode viver sob a ilusão de que crises só acontecem com outras empresas. Ou que a crise encontre todos despreparados, inseguros e confusos”, alerta um destes manuais que, há coisa de uma década, tornaram-se verdadeiras bíblias corporativas, aconselhando o homem de negócios que se defronta com algum tipo de acidente de percurso a tomar a dianteira, atuar com transparência e abrir o jogo para a mídia. Atitudes firmes em momentos de crise ajudam a transmitir ao público uma percepção elevada sobre aquela organização. “Inúmeros são os casos em que, mesmo diante de acontecimentos que muitos poderiam considerar catastróficos, seus agentes conseguiram elucidar os fatos e revertê-los de forma favorável ao fortalecimento de suas imagens”, ressalta o publicitário Sérgio Diniz.

Todo esse preâmbulo vem para amparar a suspeita de que, baseado na mina de ilicitudes escavada pelos jornais no Congresso desde o início de 2009, e na reação desnorteada das suas principais lideranças, os políticos brasileiros ainda não têm seu manual de crise. Ou como entender, se não atribuindo à total falta de preparo para lidar com a emergência do cidadão na sociedade moderna, que um deputado cara-de-pau tenha reconhecido que se lixa para a opinião pública? Ou que, nos últimos dias, o coronel José Sarney tenha repetido o discurso redundante de que a crise no Senado é culpa da imprensa, eximindo-se de qualquer responsabilidade sobre a dúzia de acusações a seu respeito que a mídia trouxe à tona (e que não cabe repetir aqui)? Não, ele não tem culpa de nada, jamais cometeu “algo que o desabonasse”, as denúncias são “levianas”, sua vida é “ilibada”, seu passado é “coerente” e seria uma injustiça processá-lo baseado “em recorte de jornal”. (O trololó, pronunciado na quarta-feira, convenceu o Conselho de Ética do Senado, que arquivou sem demora quatro ações contra “seu” coronel.)

Sobre o papel da imprensa no “caso Sarney”, talvez a ressalva que se possa fazer é que os grandes jornais custaram a “apostar nesta pauta”, como se diz em redações. Nesta e nas que a precederam, durante o ano, como a da farra das passagens aéreas, cometida há séculos sob o nariz de repórteres que cobrem Brasília sem que um deles ousasse se lançar em uma investigação acurada a respeito de tantos desvios e desvarios. O eleitor/contribuinte/cidadão tem, sim, o direito supremo de ser informado com o máximo rigor jornalístico sobre as aventuras dos políticos que elege e sobre malversações (tão frequentes!) com o uso de dinheiro público. A imprensa sem mordaça – como a que tentou impor, pela via da Justiça, o filho do coronel, em ação que proíbe o jornal O Estado de S. Paulo de noticiar uma operação que apura irregularidades contra ele – é condição basilar de uma nação democrática. Sugere-se, por fim, que os consultores de comunicação do Senado Federal (devem ser muitos…) expliquem isso para o coronel e montem de uma vez por todas um manual de crise para que os próximos detentores do cargo saibam reagir adequadamente quando a imprensa lhes bater na porta. 

 

Novas frentes pra Mercado

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Uma postagem rápida pra espalhar que acabamos de fechar com o Sebrae a assessoria de imprensa da Oficina do Empreendedor, evento que se realiza em Joinville de 14 a 16 de agosto. Pra editores, repórteres, quem quiser informação interessante a respeito, estamos aí. No mais, segue o trabalho de diagnóstico de imprensa pra Portobello, com o objetivo de recolher subsídios sobre o que a mídia espera de uma empresa com este perfil. Vamos em frente que atrás vem gente.

Mercado de Comunicação

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