Informação é coisa séria!

Billie Jean – Michael Jackson

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De hoje em diante, vamos postar no nosso blog algumas referência musicais que são sucesso nas paradas da Mercado. Na verdade, essas são as músicas que ouvimos enquanto trabalhamos, para acalmar a alma e aumentar o ânimo. Para começar, um tributo ao rei do pop, que deixou a memória dos tempos áureos do álbum “Thriller”.

O jornalismo, ensino e regulamentação profissional

Cidadania, Ideias, Jornalismo, Na academia Seja o primeiro a comentar »

Por Samuel Lima, jornalista e professor universitário. Doutor em “Mídia e Teoria do Conhecimento” (UFSC, 2005).

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, pondo fim à obrigatoriedade da formação superior para o exercício do jornalismo, abre uma profunda crise na profissão e no ensino do jornalismo no País. Ganham os “barões” da mídia, a dúzia de famílias que controla as comunicações no Brasil. Perdem os jornalistas e a sociedade, num risco iminente à democracia. A primeira demonstração veio, ato contínuo à decisão: montados numa cobertura parcial e rasteira, os donos da mídia se autotransformaram em paladinos da “democracia” e da “liberdade de expressão”.

Tal crise abre uma raríssima oportunidade de se promover uma discussão à altura dos impasses que o jornalismo enfrenta no limiar da chamada convergência digital. Proponho uma reflexão em duas dimensões indissociáveis: (1) a necessidade de qualificação do ensino superior em jornalismo, com sensível redução do número de cursos, e (2) a instituição de uma regulamentação profissional que impeça um massacre trabalhista da categoria. Parto da compreensão de que o jornalismo é forma de conhecimento social, de altíssima relevância pública, e que por isso mesmo não pode ficar refém de fórmulas rasas como “talento”, “moral”, “vocação” e “técnica”.

O jornalismo do Gilmar

O voto do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, deve entrar para o museu das relações entre o Judiciário e os donos da mídia. Sem disfarce, Mendes assumiu integralmente as teses que os empresários da comunicação defendem há pelo menos duas décadas. O voto é marcado pela confusão intencional entre o exercício da profissão e a suposta defesa da “liberdade de expressão”. Ao fim, desemboca no acolhimento de algo que é muito mais precioso aos patrões: “São os próprios meios de comunicação que devem estabelecer os mecanismos de controle quanto à contratação, avaliação, desempenho, conduta ética dos profissionais do jornalismo. Poderão as empresas de comunicação estipular critérios de contratação, como a especialidade em determinado campo do conhecimento, o que, inclusive, parece ser mais consentâneo com a crescente especialização do jornalismo no mundo contemporâneo”.

O STF tenta transformar a regulamentação profissional num monopólio patronal. Trata-se de uma irresponsabilidade histórica, no momento em que o mundo civilizado busca saídas para uma crise econômica gerada pela mesma lógica: a sanha desregulamentadora, o mito neoliberal de que o mercado seria o fim da caminhada humana e o nirvana da justiça social. No entanto, o argumento é até natural, se considerarmos o que Mendes entende por jornalismo: “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada. Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício pleno da liberdade de expressão”.

Ora, o exercício cotidiano da profissão tem como produto principal a notícia. E isso nada tem a ver com liberdade de pensamento ou de expressão da sociedade, coisas que estão garantidas pelo amplo acesso à mídia de especialistas, colunistas, colaboradores de outras áreas de conhecimento que escrevem regularmente para os diferentes meios de comunicação. Qualquer levantamento empírico derruba esse argumento.

Como produtor social de sentidos, no plano simbólico, mediador entre os acontecimentos e o público, o jornalismo se consolidou como forma de conhecimento social que precisa ser valorizada como tal nos dois sentidos: o profissional, com alto grau de responsabilidade social, e o da área de conhecimento, sobre a qual há muito a apreender e compreender.

Faltou perguntar aos “doutos” do STF o que de fato impede a liberdade de expressão e de manifestação da cidadania: o monopólio da comunicação ou a exigência da formação superior em jornalismo?

A qualificação do ensino superior

A mercantilização do ensino superior, a partir de 1994, com a expansão sem critérios da oferta de cursos privados, configurou um modelo hoje, ao que tudo indica, esgotado e que começa a definhar. É crescente a taxa de ociosidade nas matrículas, assim como a saturação do mercado de trabalho, em diversas áreas e profissões.

A formação de jornalistas está imersa nessa crise do modelo do ensino superior privado. Após o inchaço chegou o movimento de retração, marcado por fechamento de instituições e cursos, fusões, compras e vendas, abertura de capital (caso da Estácio de Sá e Anhanguera). É o momento adequado para que todos os envolvidos (Estado e seus entes reguladores, Fenaj, sindicatos, docentes e alunos/as) discutam a questão e apontem saídas. Não é possível deixar como está. Afinal, que tipo de interesse público poderia justificar a oferta de oito cursos de jornalismo em cidades como Curitiba e Brasília? Ou ainda que o sul do País tenha 54 cursos, número superior ao total das escolas de jornalismo, por exemplo, na Itália?

Um novo critério de avaliação e renovação das autorizações de funcionamento deve ser adotado, imediatamente. Algo conectado a três questões fundamentais: qualificação do corpo docente (titulação e experiência), projeto pedagógico de curso e infraestrutura disponível (compatível com o projeto pedagógico e as necessidades da formação superior). Um último critério deve ainda ser observado, que é o mercado de trabalho na cidade e/ou região do curso.

A urgente regulamentação profissional

No mesmo grau de importância, a crise gerada pela decisão do STF descortina a oportunidade de a categoria profissional aprimorar uma regulamentação, via Congresso Nacional.

Uma proposta de regulamentação da profissão precisa, além de contemplar salvaguardas para o exercício diário do jornalismo, do ponto de vista das relações capital-trabalho, instituir uma forma de acesso à profissão, como um Comitê Tripartite (jornalistas, empresários, Estado) ou Conselho Federal dos Jornalistas. As alternativas já estão sendo discutidas pela Fenaj, sindicatos, ABI e demais entidades da área.

O mercado não demonstra o menor interesse em investir na formação adequada e, quando o faz, se restringe a cursos que se limitam a reforçar o conteúdo desenvolvido nas escolas de jornalismo. Não por acaso, as Organizações Globo, não obstante defender a decisão do STF, divulgou nota oficial na qual assume uma posição clara em defesa das escolas.

Os defensores da profissão como simples “ofício” ou “vocação” prestam um desserviço ao jornalismo e ao interesse público. Nos últimos trinta anos, algumas gerações de pesquisadores se dedicaram a estudar o jornalismo como forma de conhecimento fundamental à formação da opinião cidadã e à democracia, propondo o aprofundamento do aporte epistemológico e do domínio técnico. Tal conhecimento acumulado indica o caminho de valorização e qualificação do ensino, e por consequência dessa profissão que encerra alta relevância social.

Andando para trás

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Neste dia e meio desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) elegeu o retrocesso, desregulamentando autocraticamente a profissão de jornalista, com base em uma linha de argumentação enviesada, ouve-se de tudo por parte de colegas que atuam na área. Uns, pessimistas, anteveem o caos – se o emprego já andava escasso, agora é que as grandes empresas de comunicação vão baixar o nível e contratar o primeiro que passar ali na frente, a salários risíveis, cada vez mais espremidos, e quem está na faculdade pensa em voltar pra casa, sem muita segurança de que o diploma fará alguma diferença prática no futuro. (Fará, claro!) Outros, otimistas, percebem que a tese esgrimida pelos magistrados para a decisão (defesa da liberdade de imprensa) não faz sentido algum (a imprensa é tanto mais livre, afinal, quanto qualificados forem os jornalistas, e já existe espaço nos veículos para abrigar profissionais com outras formações, na condição de comentaristas), e confia em uma espécie de “nivelamento por cima”, acreditando que a grande mídia vai continuar valorizando a formação superior e que os empregos para os com-faculdade não vão desaparecer de um segundo para outro. O problema maior, talvez, esteja nas cidades interioranas, nos jornais de bairro, nas pequenas emissoras de rádio e televisão ou portais de internet, que de ora em diante legitimarão o que já faziam antes, de certo modo, mantendo em seus quadros (e legalmente) gente sem qualificação, com salários minúsculos. De qualquer modo, cabe esperar por uma auto-regulamentação – torcer que não haja perdas abruptas, que leitores/espectadores habituados a um jornalismo de alto padrão como o que se consome no Brasil não aceitarão “qualquer coisa” feita por “qualquer um”. E, mais que tudo, não esmorecer, como categoria profissional. (Terminando com um parêntese pra registrar que, aqui na Mercado, continuaremos entregando funções jornalísticas – redatores, editores, repórteres – para… jornalistas. E ponto.)

O assessor de imprensa digital

Ideias, Jornalismo, O papel do assessor Seja o primeiro a comentar »

Por Rodrigo Capella. (Publicado no Observatório da Imprensa em 16/6/2009)

Com as novas tecnologias e ferramentas, não é precipitado afirmar que os melhores profissionais de comunicação estão inseridos em uma esfera totalmente digital, constituída, principalmente, pelo Twitter, Facebook, blog, Listal, Delicius, Orkut, YouTube e MySpace, entre tantas outras social medias.

Isso porque as marcas e empresas têm a necessidade de, inicialmente, proteger suas identidades e propriedade intelectual e, em um segundo momento, faz-se necessário manter a reputação, se aproximar dos consumidores e traçar estratégias para interagir e conquistar um novo público.

Para que isso ocorra, há um cenário totalmente favorável. Pesquisa da Nielson Online aponta, por exemplo, que no Brasil mais de 80% dos usuários de internet já frequentam redes sociais, um número maior do que a média mundial, que é de 67%.

Outros resultados deste estudo também sustentam os investimentos neste universo tecnológico. No mundo, as pessoas ficam conectadas 11 horas por dia na internet e dedicam apenas uma hora às redes sociais. Já no Brasil, o número surpreende: a cada quatro horas, uma é dedicada às social medias.

Ouvir é o mais importante

Neste contexto, o papel do assessor de imprensa é importantíssimo para que alguns eventuais desvios não ocorram. O primeiro é a falta de clareza nas mensagens e a tentativa de enganar o consumidor. Recentemente, um grande e-commerce divulgou, no Twitter, que vendia determinado produto com desconto. Quando os internautas visitaram o site, perceberam que a história não era bem assim: pouquíssimas unidades daquele determinado produto estavam em liquidação; as demais eram vendidas pelo preço habitual.

Para tentar desfazer o ocorrido, o e-commerce lançou em seguida mais uma promoção. Via Twitter, a empresa informou que poucas unidades de um determinado produto estavam escondidas no site e que quem as encontrasse poderia adquirir com desconto.

Melhor assim, né? Se tivesse solicitado a ajuda da assessoria de imprensa, esse problema, provavelmente, não teria ocorrido e os consumidores compreenderiam toda a mensagem. Nas mídias sociais, que muitas vezes limitam a quantidade de caracteres da mensagem, o conteúdo conciso e claro é imprescindível. Nesse universo, menos é definitivamente mais!

Um outro problema das empresas presentes nas mídias sociais é não ouvir os usuários. Ou seja, postar conteúdo atrás de conteúdo e não se preocupar com o retorno e sugestões dos “seguidores” do Twitter, por exemplo. Muitas empresas, infelizmente, seguem essa linha e se esquecem de que ouvir é realmente o mais importante passo no processo de aprendizagem sobre as redes sociais na web.

Conteúdo e social media

Para fazer parte deste contexto, o assessor de imprensa precisa ser digital. Ou seja, ter habilidades e competências para propagar mensagens de marcas e empresas através de mídias sociais, contribuindo para um crescimento sustentável das corporações. O comunicador precisa, portanto, compreender este universo e explorá-lo ao máximo.

É claro que os outros campos não devem ser esquecidos. O americano John H. Bell, managing director da Ogilvy PR, já defendeu mais de uma vez que o assessor de imprensa precisar ser 20% digital, 20% estratégico, 15% conhecedor de mídias e 10% conhecedor do universo boca a boca. O restante dos percentuais – com menor peso – é divido entre o poder de pesquisa e de parceria, entre outras competências.

Na prática, a Ogilvy PR já desenvolveu projetos com esse norte. Uma fundação americana levou à John H. Bell o seguinte desafio: “Queremos ter reconhecimento global, não apenas de nosso país.” Para atender o cliente, a Ogilvy PR desenvolveu, basicamente, estratégias digitais, utilizando, por exemplo, blogs, Flicker, Facebook, MySpace e Twitter para propagar conhecimento e conteúdo.

O resultado foi alcançado em pouco tempo e o sucesso da iniciativa sustentou o que muitos especialistas adoram repetir: “Para ser global, use as mídias sociais.” A receita é simples de se seguir: estudos indicam que os consumidores são impactados diariamente por mais de 3.000 mensagens e que buscam conteúdos atraentes e divertidos.

Mesclar esse conteúdo com as social medias é, portanto, um tarefa que ainda intriga os comunicadores, mas que se tornou a chave do sucesso para qualquer iniciativa de assessoria de imprensa. Seja bem-vindo à era do comunicador digital!

* Rodrigo Capella é assessor de imprensa desde 2002, formado em Jornalismo pela Umesp, pós-graduado em Jornalismo Institucional pela PUC-SP, autor, entre outros, de Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia

Vamos nadar com o Fritz

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(A Notícia, jornal aqui de Joinville, publicou dias atrás uma foto do jacaré batizado de “Fritz”, o personagem que nada pelas águas poluídas do Rio Cachoeira, o principal da cidade. Nosso colaborador César Döhler se inspirou na imagem para produzir o post abaixo.)

Salvem o Cachoeira! O jacaré Fritz acabou se tornando o mascote do nosso rio. É lamentável que a maior cidade do Estado tenha um rio assim, tão poluído. Parece que o jacaré (re)apareceu para dar um puxão de orelha no poder público, nos poluidores, em todos nós que passamos por ali e nos limitamos a tapar o nariz. Incrível que nossos pais e avós tenham se banhado nas águas do Cachoeira, o rio que recebeu a barca Colon, que trouxe os imigrantes para cá! Custará um rio de dinheiro deixar as águas limpas novamente. Porém, o jacaré deu as caras de graça, fazendo a sua “campanha” pela preservação do rio. Precisamos nos inspirar no Fritz, que resiste heroicamente e deve esperar por uma “casa” mais tranquila para habitar. Que tal nos juntarmos ao “jaca” para fazer a diferença e, quem sabe um dia, podermos dar umas braçadas no novo Cachoeira…?

Cão tarado invade a universidade

Outros, Variedades Seja o primeiro a comentar »

O professor Nielson Modro, da Univille, manda avisar que nesta segunda, 8, tem lançamento de livro lá no campus. E é um livro pra lá de divertido, com nada menos que 430 tiras do personagem “Cão Tarado”, criação do cartunista joinvilense Sandro. Vai ser no auditório da universidade, às 19h, com sessão de autógrafos e tudo. O livro, com 136 páginas, sai por R$ 13. Vale prestigiar.

Whirlpool Latin America mantém ações para preservação ambiental

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ASSUNTO

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE – O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também decretou no território nacional a Semana Nacional do Meio Ambiente.

Visão de Sustentabilidade da Whirlpool Latin America

* A Visão de Sustentabilidade da Whirlpool Latin America, com base conceitual do The Natural Step, considera um futuro com equidade social, segurança, neutralidade em emissões de carbono, sem substâncias nocivas nem desperdícios ao longo do ciclo de vida dos produtos.
* A companhia concentra esforços na consolidação do respeito ao meio ambiente, como parte da cultura da organização, tornando mais rigoroso o monitoramento dos processos e motivando os funcionários a aderirem aos conceitos de sustentabilidade.
* Hoje, todas as áreas da companhia têm objetivos e metas de Sustentabilidade – inclusive, refletidos nos bônus dos executivos – acompanhadas trimestralmente por meio de um sistema chamado Sférico.

Posicionamento

A Whirlpool Latin America busca níveis cada vez mais elevados de eficiência energética e de consumo de água e insumos. A companhia tem como meta produzir, de maneira cada vez mais limpa, produtos reconhecidamente menos poluentes. O objetivo é ser líder na conscientização da importância do consumo consciente, perpetuando seus valores e suas práticas para consumidores, colaboradores, fornecedores e revendedores.

Metas de Sustentabilidade na Whirlpool

2008 foi o primeiro ano em que 22 áreas da companhia tinham metas de sustentabilidade em seus planos de negócio. Em 2009, todas as áreas da empresa têm essa categoria de meta, associadas à distribuição dos bônus. A sustentabilidade foi incorporada pelo negócio e assim permanecerá.

PROJETOS E AÇÕES AMBIENTAIS DA WHIRLPOOL LATIN AMERICA

Todos os projetos sociais e ambientais da Whirlpool Latin America serão mantidos em 2009, alguns ampliados e outros criados internamente (novos processos que também envolvem investimentos).

Proteção Ambiental

Em 2008, foram investidos mais de R$ 3 milhões em proteção ambiental nas três unidades fabris – Joinville (SC), Manaus (AM) e Rio Claro (SP) – cerca de 55,64% a mais que o registrado no ano anterior.

Projeto Ozônio

A Whirlpool Corporation possui a meta global de reduzir, até 2012, 6,6% de suas emissões diretas e indiretas de gases do efeito estufa, em relação aos níveis detectados em 2003, mesmo com a previsão de aumento da produção em 17%, no mesmo período. A Whirlpool Latin America é uma das regiões envolvidas nesse processo e contribui para atingir esse objetivo, na medida em que desenvolve geladeiras efreezers mais eficientes. Combater o aquecimento global é uma das ações essenciais. Alguns programas foram fundamentais para a cobertura dessa meta, nos últimos anos. A substituição de gases CFCs por HFCs, entre 1997 e 2000, reduziu em cinco vezes o total de emissões anuais.

O projeto Ozônio, lançado em 2000, capacita e conscientiza profissionais técnicos de 400 Autorizadas (SAB) de todo o País para o recolhimento, reciclagem e descarte correto de gases refrigerantes utilizados em freezeres, refrigeradores e condicionadores de ar. Em oito anos de existência, recolheu mais de 14,4 toneladas de gases refrigerantes. Resultados 2008: 2.758 Kg/Ano de CFC/HFC recolhidos para reciclagem. Meta 2009: manter atividade e ter um total igual ou maior de gases recolhidos e reciclados.

Habitats Protegidos

A Whirlpool Latin America investe, continuamente, em processos produtivos mais limpos e produtos mais ecoeficientes. A companhia possui instalações em áreas de preservação permanente (APPs), em Joinville e Manaus, nas quais são realizados plantios de árvores para minimizar o impacto da ocupação. Em 2007, foram plantadas em Joinville 400 mudas de árvores nativas. Em 2008 este número foi de 470 mudas. O manejo em Manaus acontece na mata nativa protegida por Lei.

Consumo de Água nas Unidades

A Whirlpool está atenta à necessidade de limitar o uso dos recursos hídricos. O consumo total de água nas unidades Joinville, São Paulo, Rio Claro e Manaus, teve redução de 11% entre 2007 e 2008 – foi de 855.977 m³ para 761.467 m³.

Consumo de Energia

A energia elétrica é fundamental para a fabricação e funcionamento dos produtos da Whirlpool. A alta demanda por energia é, no Brasil, um dos itens mais críticos para a indústria; por isso, a empresa pretende reduzir o seu consumo sistematicamente. Essa necessidade tornou-se ainda maior, após a crise de oferta de eletricidade vivida no país, em 2001. Duas das unidades da empresa reduziram, significativamente, em 2008, o consumo de energia elétrica. Joinville reduziu cerca de 6,5% e Manaus em torno de 12,8%.

Consumo de Energia Primária

O consumo total de gás natural nas unidades da Whirlpool no Brasil caiu de 8.556.718 m³ em 2007 para 7.618.046 m³ em 2008. O consumo de GLP foi de 1.275.568 kg em 2008 contra 1.343.356 kg em 2007. O de óleo diesel saltou de 18.652 litros em 2007 para 6.072 em 2008 litros.

Resíduos sólidos Gerados

Ano passado, a empresa registrou redução na quantidade de resíduos sólidos gerados (somando as unidades Manaus, Joinville, São Paulo e Rio Claro). Foram 28.286,19 toneladas, em 2008, contra 28.578,22 toneladas em 2007.

A preocupação com o gerenciamento dos resíduos gerados nas plantas industriais da Whirlpool também é presente no dia a dia das atividades produtivas. Em 2008, a empresa recebeu o Prêmio Fritz Müller de Gestão Ambiental, da Fundação de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (Fatma), pela solução encontrada para a fábrica

de Joinville. Com a utilização de uma técnica moderna, chamada Tecnologia Nanocerâmicos, houve diminuição dos teores de fósforo e nitrogênio nos efluentes, evitando, assim, a contaminação de rios. Nas unidades, existe um programa de coleta seletiva. A exceção é o Centro Administrativo, onde o gerenciamento dos resíduos é realizado pelo condomínio no qual está instalado.

Brastemp Viva!

Iniciativa pioneira da marca Brastemp, retira na casa do consumidor todas as embalagens dos produtos Brastemp e Consul vendidos no sistema porta-a-porta, em regiões da Grande São Paulo e Baixada Santista. Em cinco anos, mais de 100 toneladas de papelão, plástico e isopor foram destinadas à reciclagem por meio da iniciativa. Em 2008, a Brastemp firmou parceria com o Wal Mart e dividiu seus conhecimentos no processo de logística reversa de embalagens que vão desde a logística para a coleta até a maneira mais sustentável para o descarte.

Em 2008: 48,32% das embalagens recolhidas dos produtos vendidos por meio do sistema de venda direta, na Grande São Paulo e Baixada Santista, foram retornadas. Dentro desse volume, 32 toneladas, equivalentes a 98% das embalagens retornadas, foram recicladas, incluindo papelão, plástico e EPS (poliestireno expandido). O papelão e o plástico são destinados à ONG SuperEco, que reciclou mais de 34 toneladas desde 2003. Meta 2009: ter 50% das embalagens de produtos vendidos porta-a-porta retornados para reciclagem e expandir esse projeto com mais parceiros.

Materiais

Um passo importante foi a conquista, por parte da unidade de Joinville, da certificação pela norma internacional IECQ – QC 080000 HSPM. Essa certificação garante que a empresa estabelece procedimentos voltados à gestão de substâncias nocivas ao meio ambiente. Além dessa certificação, todos os produtos exportados para a Europa obtiveram o selo de conformidade Restrição de uso de Substâncias Nocivas (RoHS). A Whirlpool foi a primeira empresa do setor de eletrodomésticos, no mundo, a conquistar esse selo, expedido pelo Bureau Veritas Certification (BVC). Para a obtenção do selo, também foi necessária a certificação de 100% dos fornecedores de componentes e materiais utilizados nos produtos exportados para a Europa. Foram mais de 160 fornecedores envolvidos no processo. A Diretiva da União Europeia sobre Restrição de uso de Substâncias Nocivas (RoHS), em vigência desde julho de 2006, obriga os fabricantes a demonstrar que seus produtos exportados contêm níveis mínimos ou não possuem substâncias nocivas à saúde humana, como chumbo, mercúrio, cádmio, cromo hexavalente, bromobifenilas e éteres de bromobifenilas.

Rotulagem de Produtos

A energia utilizada ao longo da vida útil dos produtos é muito mais relevante para avaliar os impactos ambientais do que a utilizada em sua produção. Em média, um refrigerador consome, em dois meses de uso, a mesma quantidade de energia que a

Whirlpool consumiu para produzi-lo em sua fábrica. Por isso, o desenvolvimento de produtos energeticamente mais eficientes é outro ponto de intenso trabalho.

Com relação a procedimentos de rotulagem de produtos, a empresa teve, em 2008: 212 certificados com o selo PROCEL, de 309 produtos avaliados, e 57 certificados com o selo CONPET, de 68 avaliados.

Portfólio de Produtos

Em dezembro de 2008, 100% do portfólio em produção de lavadoras e fornos Brastemp e Consul, 100% dos condicionadores de ar Brastemp e 100% dos refrigeradores Consul eram classificados pelos critérios de eficiência energética do INMETRO como classe A. A evolução de 2007 para 2008 em eficiência de energia (Classe A) para produtos Brastemp e Consul foi de 66% para 87% em condicionadores de ar, de 93% para 100% em lavadoras automáticas e semiautomática e de 63% para 70% nos refrigeradores e freezeres. Refrigeradores lançados nos últimos dois anos, por exemplo, gastam 23 kwh/mês de energia, contra 46 kwh/mês de produtos lançados doze anos atrás. No caso das lavadoras de roupas, o uso de água desses equipamentos caiu quase 60%, se comparado aos fabricados há dezoito anos. As lava-louças, por sua vez, chegam a economizar até 82% de água em relação à lavagem manual. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para estudos referentes ao desenvolvimento de queimadores de fogões domésticos com maior eficiência energética.

Purificadores de Água Brastemp

O Purificador de Água Brastemp trouxe um modelo novo à comercialização de eletrodomésticos. O consumidor aluga o produto, pagando uma mensalidade. A empresa se responsabiliza pela manutenção dos seus purificadores. Seu funcionamento é acompanhado continuamente por técnicos, o que deixa de ser uma simples relação de compra e venda. Mais de 81 toneladas de metal e plástico foram recicladas pela Whirlpool Latin America, em 2008, proveniente dos Purificadores de Água Brastemp. A Whirlpool é responsável pela substituição, desmontagem e envio dos componentes para empresas habilitadas em reciclagem. Isso evita o descarte incorreto dos materiais na natureza. O índice de reciclabilidade do Purificador de Água Brastemp está entre 97 e 99%.

Nas visitas técnicas, realizadas a cada seis meses ou a partir da solicitação dos clientes, o aparelho é verificado, e peças são trocadas, de acordo com a necessidade. Assim, a Whirlpool consegue garantir o bom funcionamento do produto e a saúde de seus consumidores. Os clientes têm uma boa relação custo-benefício para a realização desse serviço, tendo em vista a economia feita por dispensar a compra de galões ou garrafas de água mineral. Reconhecido por sua utilidade e contribuição para a conservação do meio ambiente – economiza a utilização de plásticos e o transporte de água em galões – o Purificador tem uma base de negócios que cresce cerca de 15% a cada ano, considerando o número de assinaturas.

Central de reciclagem

A central de reciclagem de Joinville foi a responsável, desde 2005, pela reciclagem de, aproximadamente, 995 toneladas de resíduos pós-consumo resultantes de refrigeradores descartados, recolhendo aproximadamente 1.050 quilos de gases CFC e HCFC. O projeto, batizado de Processo de Logística Reversa e Reciclagem de Eletrodomésticos, deu à Whirlpool o Prêmio Expressão de Ecologia 2008.

Novos investimentos em 2009

- Relatório de Sustentabilidade – A partir deste, ano a Whirlpool Latin America passa a adotar o formato GRI – Global Reporting Initiative para reportar suas ações de sustentabilidade. O documento se torna ferramenta de gestão, pois ano a ano serão comunicadas as evoluções de cada meta.

- “GHG Protocol”: como membro-fundador deste grupo, a Empresa compromete-se a desenvolver um inventário anual de Gases de Efeito Estufa (GEE), de acordo com o ‘GHG Protocol Corporate Accounting and Reporting Standard’, que se tornará público por meio do Programa Brasileiro “GHG Protocol”, e ainda desenvolver um plano de manejo adequado das emissões de Gases de Efeito Estufa da instituição. A meta é publicar, em 2010, o primeiro relatório com escopos 1 e 2 – emissões diretas na fabricação e emissões indiretas causadas pelo consumo de energia, bem como as emissões resultantes de viagens de colaboradores e de atendimentos em domicílio realizados pela rede técnica autorizada.

Somente a verdade…

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[Sinopse das estudantes de Jornalismo Camila Prochnow e Eva Croll, sobre o texto "Ética e Comunicação", de Mário Ernesto Humberg]

A ética se tornou pauta nas mais diversas esferas sociais. Cada atitude, cada tomada de decisão deve ser reflexo do comportamento ético do indivíduo – e essa é uma situação verificável dentro de grandes empresas, por exemplo. De acordo com Mario Ernesto Humberg, presidente da CL-A Comunicações, dois fatores foram determinantes para que o tema esteja tão em voga. Em primeiro lugar, a busca pela qualidade de vida, seguida pelo avanço tecnológico na área da informação e, especialmente, da comunicação. Quando se fala em qualidade de vida há casos exemplares citados por Humberg que caracterizam a motivação pelo debate ético: revolução dos jovens pela liberdade (anos 1960 e 1970), movimentos em defesa do meio ambiente e dos direitos do consumidor, escândalos políticos que incitavam a discussão dos valores éticos, e, por fim, proliferação de organizações não-governamentais com esse tipo de enfoque. O avanço da tecnologia e a difusão das informações de forma cada vez mais instantânea propiciaram uma opinião pública melhor e mais velozmente informada, o que pode implicar em julgamentos éticos, quando a informação em questão se refere a alguma empresa, instituição ou figura pública.

Nesse cenário, os profissionais da comunicação se veem envolvidos em questionamentos éticos por conta de sua atividade. O autor frisa que o jornalista, independentemente do veículo ou empresa em que esteja atuando, só deixa de cumprir seus compromissos éticos quando trabalha vínculo com a verdade. À primeira vista, a afirmação parece de fácil compreensão levando em conta que basta falar a verdade para ser ético. Entretanto, e quando se trata de comunicação, a delicadeza do assunto é maior; não é tão simples de detectar a ética de cada profissional. Basta saber que existem dois tipos de ética: a ética de convicção e a ética de responsabilidade. Fundada em princípios que cada um julga como certos, a ética de convicção varia de indivíduo para indivíduo. Em contrapartida, cabe àqueles que adotam a ética de responsabilidade analisar cada situação e levar em conta todos os fatores que podem levar ao melhor resultado. É por isso que cada organização tende a adotar a sua própria ética, num compêndio que reúne valores corretos que devem ser praticados pelos funcionários.

Porém, definir os padrões éticos que devem nortear o trabalho de uma empresa não é nada simples. Segundo Humberg, no Brasil essa missão é ainda mais complexa ao passo que faz parte da imagem que o próprio povo tem de seu país, com políticos corruptos, escândalos e atentados diários contra a lei. Vive-se do vale-tudo, na pátria dos espertos, em que burlar algumas práticas éticas é normal e até aceitável. Portanto, a empresa deve ter muito cuidado ao criar um código de ética para que este não seja meramente decorativo. É preciso que haja uma preocupação com o que a organização espera de seus parceiros, funcionários e fornecedores, e isso precisa estar claro não só no papel, mas também para todos os envolvidos no processo.

Os profissionais atuantes na comunicação de grandes corporações precisam estar sempre atentos, pois uma hora ou outra se pegarão envolvidos no que Humberg caracteriza como dilemas éticos. Tendo acesso a informações passadas pelo seu contratante – a empresa -, o assessor irá transmitir ao público informações que nem sempre consegue apurar da forma devida. Nesse caso, mais uma vez o autor bate na tecla da verdade: “São dezenas de dilemas éticos que o profissional de comunicação e relações públicas enfrenta em sua vida e para os quais só há um caminho a seguir: investigar, no limite do possível, a verdadeira situação e atuar na organização enquanto tiver certeza de que ela está agindo de forma correta”.

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