( Sinopse produzida pela estudante de Jornalismo Lorena Trindade, do Ielusc/Joinville, acerca do “case” sobre o modelo de comunicação corporativa do Banco do Brasil apresentado no livro “Comunicação Empresarial – Estratégia de Organizações Vencedoras”, da Aberje)
A comunicação em uma empresa com mais de 83 mil funcionários, mais de 30 milhões de clientes, 14.564 pontos de atendimento espalhados por três mil municípios brasileiros, presente em 21 países e com tradição de 200 anos de existência caminha em processo de constante reformulação. O Banco so Brasil é uma organização de muitos números e que produz milhares de informações, conhecimentos e dados todos os dias. Milhões de usuários com diferentes necessidades precisam estar a par da situação do prestador de serviços ao qual confiam seu dinheiro. O funcionário também é o foco das estratégias comunicacionais; afinal, “ele” precisa estar bem informado para atender melhor aos clientes e otimizar a qualidade do banco.
Carlos Alberto Barreto de Carvalho, assessor de comunicação do Banco do Brasil, destaca que, mesmo sendo uma instituição bissecular, o BB se mantém em constante mudança no modo como se comunica. Nos últimos anos, são notáveis os avanços na comunicação mercadológica: de um banco agrícola e de varejo a uma potência especializada em segmentos de mercado distintos. Para evoluir comunicacionalmente, optou por preservar valores como tradição, familiaridade e brasilidade – atributos que compõem a marca Banco do Brasil. Ações de apoio à cultura e aos esportes também objetivam uma aproximação com os brasileiros. “Esse investimento alia ganho de imagem, realização de negócios, geração de resultados e benefícios sociais sustentáveis para a comunidade” (Carvalho). Para o banco, atualmente, a comunicação corporativa é considerada ferramenta estratégica de negócios e instrumento estratégico de gestão.
O relacionamento do BB com a imprensa é um dos fatores que demonstram a mudança de atitude do banco. Há 15 anos, apenas um profissional de imprensa atendia à mídia de todo o país, atitude que causava transtornos. “Reuniões e falta de tempo estavam entre as desculpas que os executivos utilizavam para evitar a ‘indesejável’ exposição” (Carvalho). No entanto, a percepção da relevância da comunicação como estratégia fez com que a instituição optasse por investir em treinamentos. De profissionais de comunicação até gestores, mais de 300 fontes foram capacitadas para levar informações aos jornalistas. Se o tempo antes era desculpa para não dar declarações, hoje deve ser disponibilizado exatamente para esse fim.
Com a questão da comunicação externa resolvida, foi preciso analisar o tipo de comunicação interna que o banco estava realizando. Nesse período de idealização de um novo formato, o antigo seguia defasado, mesmo com pelo menos um funcionário em cada capital responsável pelas atividades comunicacionais. Apenas um órgão (departamento) tentava dar conta de dispersar toda informação para 83 mil funcionários nos quatro cantos do Brasil.
Para experimentar uma nova maneira de planejar a comunicação interna, o Banco do Brasil optou por se basear em um projeto que Carvalho denominou “utópico”: um funcionário responsável por multiplicar informações recebidas e por levar informações de base para a direção da empresa. Serviço que seria realizado em cada unidade do BB nas capitais e cidades do interior. A instalação do projeto vem formando agentes de comunicação que, além de disseminar informações importantes para a instituição, organiza conteúdos úteis para o crescimento pessoal dos funcionários. Hoje, o BB mantém uma rede integrada composta por esses agentes.
Entre as funções desses agentes, estão a assessoria do comitê de administração da dependência, facilitação do trânsito de informações no local de trabalho, divulgação em tempo hábil de assuntos corporativos relevantes, atualização do quadro mural, sugestão de pautas para os veículos corporativos internos e, por fim, o feedback das atividades à Diretoria de Marketing e Comunicação. Depois da instalação desse serviço, Carvalho destaca que foi possível colher dos gestores comentários que elogiam a função dos agentes e a consideram indispensável para o trabalho diário da agência – por motivar a participação coletiva.
Atualmente, o Banco do Brasil reconhece a relevância deste trabalho e consegue perceber resultados positivos. A empresa vem valorizando mais o diálogo e a democracia nas relações interpessoais. Os gestores compreendem a necessidade da manutenção das iniciativas de sensibilização e conscientização dos funcionários da unidade envolvida. Um novo mercado de trabalho surgiu para os comunicadores, ampliando as oportunidades profissionais. Os resultados têm sido positivos e prenunciam o sucesso do Banco do Brasil na relação com clientes e futuros clientes.
maio 13th, 2009 at 22:20
EU QUERO SABER QUAL MECANISMO DE COMUNICAÇÃO INTERNA OU EXTERNA QUE É MAIS USADO NO BANCO