Pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) e divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) revela que a maior parte das complicações pós-operatórias em cirurgias plásticas ocorre em procedimentos não realizados por especialistas. Pela legislação brasileira, qualquer médico pode realizar o ato médico. Com isso, profissionais não capacitados realizam o procedimento, colocando em risco a saúde dos pacientes. 

De acordo com a pesquisa, baseada em dados do Estado de São Paulo, apenas em 6% dos processos ocorridos por complicações na cirurgia os médicos eram especialistas. Para o cirurgião plástico Iberê Condeixa, de Santa Catarina, o elevado número de complicações envolvendo não-especialistas é reflexo de uma falha na legislação. “O volume de informações técnicas é tão vasto na medicina e ocorre de maneira tão rápida que é humanamente impossível estar atualizado em todas as áreas e praticá-las com a perícia necessária”, afirma. A SBCP trabalha junto ao Congresso Nacional para aprovar uma lei que restrinja a atuação de cada profissional da medicina à sua área específica. 

Iberê Condeixa lembra que a formação do cirurgião plástico deve ser ampla. Além dos seis anos do curso de medicina, é preciso mais cinco de especialização. Aos pacientes, recomenda-se verificar sempre se o cirurgião plástico escolhido é associado à SBCP. “Esse cuidado garante que o médico está habilitado a realizar a operação”, reforça Condeixa. A consulta pode ser feita no site da sociedade (www.cirurgiaplastica.org.br). 

A cirurgia plástica foi umas das especialidades que mais se desenvolveram nas últimas décadas. Para Condeixa, uma junção de fatores proporcionou esse crescimento, principalmente a livre concorrência e o incremento da própria técnica. “A formação de uma grande quantidade de profissionais oportunizou escolhas mais seguras e preços mais baratos”, explica o cirurgião plástico. “Além disso, a evolução da técnica, tanto da anestesia quanto da cirurgia plástica, resultou na diminuição de complicações, combatendo o medo dos pacientes de se submeterem a uma cirurgia.” 

Assessoria de Imprensa Iberê Condeixa. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). Texto: Felipe Silveira. Tel. (47) 3025-5999.