Com todo o respeito, às vezes a Igreja Católica extrapola, né… De um lado, escamoteia as informações sobre inúmeros processos de padres envolvidos em pedofilia, pelo mundo afora… (E, certamente, agradece aos céus que os meninos abusados por padres não engravidam…) De outro, pronuncia a excomunhão da família que reivindicou – e conseguiu – interromper a gravidez de uma menina de nove, nove anos, estuprada pelo padrasto.

No Rio Grande do Sul, outro caso de padrasto que abusa da enteada desde que ela tinha seis anos. Meus senhores líderes da igreja católica, mas que lei de Deus seria esta, a que se referiu o bispo de Recife – quando afirmou que a lei de Deus é maior que a dos homens, a que autorizou a interrupção da gravidez? Seria a lei do respeito à vida, à dignidade? Ou seria a lei que certamente existe, que prevê que a família exerça seu papel na proteção à criança? Para a menina, vale o direito à vida e à dignidade? Que vida seria esta, hein?

O mais louco dessa história é que, para o pedófilo assassino, vale a lei dos homens (uns anos de cadeia, quem sabe, nada muito maior que ele também é filho de Deus…). Quando este bispo vai excomungar o padrasto da menina?