…agências de comunicação corporativa sentem a cacetada da crise econômica. Veja matéria divulgada no portal Comunique-se:

A consequência da crise nas agências de comunicação é a cautela. De acordo com uma pesquisa da Abracom, Associação Brasileira das Agências de Comunicação, 58% das agências suspenderam ou adiaram projetos em andamento.
 
As principais agências de comunicação do Brasil dizem que mantêm as metas, mas tomam mais cuidado na tomada de decisões. “Não temos sentido diretamente o efeito da crise, mas antes tínhamos um janeiro mais decisivo. Essa é uma consequência da crise”, explica João Rodarte, fundador do Grupo CDN.
 
Para a presidente da In Press Porter Novelli, Kiki Moretti, ainda não há previsões para o mercado em 2009. “Em 2008 superamos nossas metas e fechamos com 15,5%, mas para este ano ainda não temos previsão, justamente por conta da crise. Precisamos sentir o primeiro trimestre para depois pensar em previsões”, afirma.
 
As grandes agências têm sentido o impacto na renegociação de contratos. “Alguns clientes têm nos procurado para renegociar contratos, mas não tivemos grandes perdas por conta da crise”, diz Kiki Moretti.
 
Rosana Monteiro, sócia-diretora da Ketchum, avalia a renegociação de contratos como algo comum. “Tivemos algumas renegociações de contratos, pequenos ajustes, mas nada que afetasse muito”, afirma.
 
Crise: uma oportunidade?
Maristela Mafei, sócia-diretora e fundadora do grupo Máquina, diz que houve perda de contas de empresas menores, mas aumento de contas de grandes corporações. “Com a crise nós temos um aumento de serviços de análise editorial, de mídia e política”, diz ela. Rodarte concorda com Maristela. “Em tempos de crise as empresas e instituições tendem a buscar mais esses serviços”, diz.
 
Se a crise pede cautela na tomada de decisões, em certos casos ela pode acelerar alguns processos. Foi o que aconteceu com a Ketchum, que irá lançar um novo serviço ainda neste semestre. “Vamos lançar o ROI (Return On Investment), esse serviço é sob medida para a crise porque as empresas querem saber o retorno de seus investimentos. Já vínhamos pensando nisso, mas a crise só acelerou o lançamento”, explica Rosana.