E se, naquele dia, eu tivesse ficado em casa; resolvi sair, apesar da tempestade, e acabei batendo o carro. Seguro vencido na véspera, deixei pra renovar “noutro dia”; fiquei no prejuízo. E se tivesse tomado aquele ônibus pra viajar, aquele que capotou na estrada em um desastre 100% fatal. E se, em lugar de Engenharia, tivesse seguido os conselhos do tio e cursado Direito. E se, em vez de Joinville, tivesse aceitado o convite pra ir morar em Brasília. Dilemas assim (que não são verídicos, apenas exemplares), mais ou menos acentuados, se atravessam na história de todo ser humano, quase todos os dias. Entrando na idade adulta, homens e mulheres imaginam que possa existir uma fórmula qualquer que traga resposta pronta a tantas encruzilhadas. Não existe. Melhor mesmo não ficar se questionando tanto sobre o que teria ocorrido na própria vida “se” você tivesse trilhado outros caminhos. O negócio é, simplesmente, caminhar, apesar do risco (inerente à vida) de tomar o rumo errado. A boa notícia é que sempre há tempo de recomeçar.