Por definição, o segundo turno de uma campanha eleitoral deveria servir para aprofundar a discussão das propostas entre os dois candidatos que dividiram a ponta, no ranking da primeira fase. Deveria… Alinhados os apoios dos derrotados, em um lado ou no outro, interessa ao cidadão que votou nos líderes (e ao que não votou) conhecer melhor suas plataformas, para reafirmar convicções, decidir quem merece sua confiança, quem, a seu juízo, tem (mesmo) condições de fazer alguma coisa, na gestão seguinte, em benefício efetivo da comunidade (jamais em benefício próprio). O problema é que raras vezes a campanha rumo ao turno decisivo de uma eleição, mais ainda no caso das municipais, restringe-se ao saudável terreno das idéias. Os candidatos ficam a trocar farpas, buscando podres no opositor, fuçam na vida pessoal de cada um, e perdem tempo precioso que deveria ser usado para clarear a mente do eleitor indeciso. Um dia, quem sabe, vai-se cumprir o pacto usual de se promover campanhas limpas! Ao internauta que nos visita, o conselho: se o seu candidato costuma jogar sujeira no ventilador, talvez ele não seja digno do seu voto…