(Artigo do César Döhler, gerente de Marketing da Döhler, publicado no jornal A Notícia.)
Nos meios artístico, musical e literário existe uma importante locomotiva chamada cultura. A cultura é, também, um dos ingredientes fundamentais para o êxito de qualquer negócio nos setores da indústria, comércio e serviços. A quantas anda a cultura das empresas brasileiras, sejam elas centenárias ou principiantes? Cultura empresarial inclui valores e crenças, pessoas comprometidas, histórias, amor ao que se faz, formas de relacionamento, tabus, modelos de gestão, exercício de liderança, espírito de equipe, paciência e uma série de outros elementos.
A construção de um empreendimento sólido começa na sua fundação. A preparação do terreno, o cultivo de sementes, o cuidado com as raízes que vão-se formando, um tijolo sobre o outro, cada parafuso apertado, e as pessoas que têm a missão de orquestrar todos os passos rumo ao desenvolvimento e ao sucesso. Cultura empresarial forte vai do faxineiro ao presidente. As redes sociais de relacionamento são ferramentas essenciais para desenvolver coisas novas. Está cada vez mais difícil ganhar mercado, a coragem escasseia. O bom desempenho de uma companhia passa pela educação, habilidades, força de trabalho envolvida, dedicada e motivada, criação de idéias, tecnologias e conteúdos. Isso só se torna realidade com um bom ambiente de trabalho que tenha uma cultura arraigada em sementes cultivadas por pessoas visionárias e vencedoras.
Joinville é um celeiro cultural que emerge da excelência industrial e de serviços com classe mundial. A manutenção desse cenário é um grande desafio na nossa agenda diária. É preciso considerar funcionários como ativo estratégico, cuidar do cliente, compartilhar informações e fazer um recrutamento seletivo que considere não só as competências profissionais, mas também a capacidade de se adaptar à cultura e aos valores da empresa. O professor Jeffrey Pfeffer disse que é quase impossível obter retornos extraordinários ficando na média e fazendo o que todos os outros já fazem. Empresas tradicionais e as da Nova Economia navegam em um mar de ameaças e oportunidades. Elas estão passando por mudanças radicais e a cada dia fazem uma ginástica para continuar a cultura e a saga de seus fundadores. Que Deus abençoe nossas empresas.