Informação é coisa séria!

Palestra aborda biossegurança

Notícias Seja o primeiro a comentar »

“Noções gerais de biossegurança” será o foco da Reunião de Bioética do Hospital Dona Helena, nesta segunda-feira, 1º de setembro. Co-diretora do Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH), professora de Direito da Univille, Fernanda Lampa apresenta palestra sobre o tema a partir das 19h30, no 4º andar do hospital. Mais informações: (47) 3451-3333.

Assessoria de imprensa do Hospital Dona Helena. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. Prof. 6207/RS). Tel. (47) 3455-1395.

Consulado abre inscrições para oficinas de setembro

Notícias Seja o primeiro a comentar »

O Instituto Consulado da Mulher, principal investimento social da Whirlpool e uma iniciativa da marca Consul, está com as inscrições abertas para as oficinas gratuitas de setembro em Joinville. Os interessados devem comparecer na sede do Instituto para se inscrever e confirmar presença nas atividades. Somente no ano passado, em Joinville, foram mais de 17 mil atendimentos e mais de 400 oficinas realizadas. Atuante nas cidades de Joinville, Rio Claro (SP), Manaus (AM) e capital de São Paulo, a instituição já fez mais de 150 mil atendimentos, o equivalente à população da cidade de Lages (SC), oferecendo 7.400 oficinas. 

O tema de destaque do mês será “Participação da Mulher na Política”. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, nas eleições deste ano apenas 21,2% dos candidatos são mulheres. Um dos objetivos do Consulado é estimular a participação ativa das mulheres no cenário político, para uma melhoria da condição feminina.

A programação do mês terá atividades como Culinária, Artesanato, Trabalho e Renda e Aprendizado para a vida. Na tradicional oficina de culinária, os inscritos terão informações sobre o preparo de diversas receitas, entre elas, a cuca alemã com farofa e torta salgada com legumes e soja. 

Para quem busca conhecimentos em artesanato, as oficinas orientam para a elaboração de bordado em pedrarias, customização em roupas e bijuterias com sementes. 

Em Geração de Trabalho e Renda, o Consulado oferece a Banca da Empreendedora Popular, onde são realizados atendimentos aos pequenos empreendimentos mantidos pelas participantes. As assessorias acontecem todas as segundas e terças-feiras, em horário pré agendado. 

Sobre o Consulado
O Instituto Consulado da Mulher, principal investimento social da Whirlpool, nasceu com o objetivo de gerar trabalho e renda para mulheres de baixa renda e com pouca escolaridade. É também sua missão desenvolver a cidadania da mulher por meio do acesso à informação e da educação permanente, estimulando sua contribuição e participação na comunidade. O resultado é a melhoria da qualidade de vida dessas mulheres e também mudança nas relações sociais de gênero. 

Para mais informações:

Inscrições para as oficinas Instituto Consulado da Mulher / mês de Setembro

Local: Consulado da Mulher de Joinville
Rua Doutor Plácido Olímpio de Oliveira, 910 - Bucarein
Data para inscrições: Até o final das vagas
Mais informações: (47) 3433-3773 

Mais informaçõesAssessoria de Imprensa Joinville
Guilherme Diefenthaeler
Tel. (47) 3455-1395 

 

CDN - Companhia de Notícias
Sandra Polo - sandra-polo@cdn.com.br - (11) 3643-2821
Juliana Souza - juliana.souza@cdn.com.br - (11) 3643-2753

 

Hospital Dona Helena marca presença na Interplast

Notícias Seja o primeiro a comentar »

Espaço Saúde oferecerá informações sobre saúde e boa postura 

O Hospital Dona Helena participa, de 25 a 29 de agosto, da Interplast 2008 (Feira e Congresso Nacional de Integração da Tecnologia do Plástico), que será realizada no Megacentro Expoville. O hospital terá um estande chamado Espaço Saúde, no qual os participantes do congresso e os visitantes da feira poderão desfrutar de serviços como Quick Massage e medição de flexibilidade. A equipe da Ação Ergonômica, também do HDH, realizará a Blitz Postural, visitando os estandes do evento. A instituição disponibilizará material de divulgação do Serviço de Reabilitação, Saúde Ocupacional (Ergonomia e Ginástica Laboral) e Check-up Executivo. 

A participação na Interplast é fruto de uma parceria do Dona Helena com a empresa de eventos Messe Brasil Feiras e Promoções. Após a feira, o HDH montará novamente o Espaço Saúde na Metalurgia (de 9 a 12 de setembro). O convênio inclui presença da instituição na Intercon e na Intermach, ambas em 2009. Em todas as feiras, o hospital irá se encarregar dos serviços de ambulância (com socorrista e enfermagem). 

Assessoria de Imprensa Hospital Dona Helena. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). Texto: Jouber Castro. Tel. (47) 3455-1395.

Ferrata Café & Grill estréia, anexo ao Hotel 10 Joinville

Notícias Seja o primeiro a comentar »

Restaurante tem preços promocionais de abertura para o público  

O restaurante Ferrata Café & Grill abriu as portas, em frente à Whirlpool S.A. - Unidade de Eletrodomésticos. Com 300 m² e capacidade para 120 clientes no salão e 25 no deck, o estabelecimento integra a estrutura do Joinville Business, um espaço do qual já faz parte o recém-inaugurado Hotel 10 Joinville. Serve refeições e atende a festas e eventos. O proprietário, Rafael Ferretti, ex-sócio da Parada Ferretti, na BR-101, comanda uma equipe de 15 funcionários especializados em buffet-gourmet e carnes nobres. O restaurante, aberto ao público, não cobra taxa de serviço. 

O Ferrata tem buffet de café da manhã todos os dias, das 6h30 às 10h. Para o almoço, disponibiliza diariamente filé mignon, picanha, peito de frango e salmão, aliados a couvert, saladas e pratos quentes, a preço promocional de abertura de R$ 19,90, livre. Complementam o buffet, com alternância de dias, costela, alcatra, maminha, pato, tender, bisteca e calabresa, sempre das 11h30 às 15h. O jantar é a la carte, das 19h às 22h. O restaurante também mantém um happy-hour de segunda a sexta, das 19h às 22h, e funciona como lanchonete, com sucos, pratos rápidos, doces e salgados, das 6h às 22h. 

Rafael está satisfeito com os primeiros dias de funcionamento. “Estamos tendo uma resposta positiva dos clientes, principalmente em relação aos grelhados e ao ‘exagero’ do buffet“, brinca. A partir de setembro, o Ferrata terá promoções aos domingos, com um parque anexo para as crianças. “Um empreendimento complementa o outro”, conceitua Rafael.
 

Assessoria de Imprensa Hotel 10. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS).
Texto: Jouber Castro. Tel. (47) 3455-1395.

 

 

Salão de Noivas sorteia casamento de R$ 40 mil

Notícias 1 Comentário »

Sexta edição do evento conta com 50 parceiros, desfiles e outras promoções

Um casamento de R$ 40 mil para 100 convidados, sem gastar um centavo. Esse é o prêmio mais desejado do 6º Salão Noivas e Festas, que será realizado no dia 24 de agosto, no Centreventos Cau Hansen. Além do sorteio do prêmio principal, o evento, que tem entrada gratuita, contará com 50 empresas de produtos e serviços relacionados a cerimônias de casamento e eventos. Desfiles, apresentações musicais e outros sorteios completam a programação, que vai das 13h30 às 21h. O 6º Salão Noivas e Festas é uma promoção da Karam Organização de Eventos.

O encerramento do evento se dará com o sorteio da festa de casamento completa, a ser realizada em Joinville no prazo de um ano. O prêmio, patrocinado pelos 50 expositores da feira, não pode ser trocado por dinheiro. Para participar, os noivos devem se inscrever, no próprio salão, preenchendo um cupom e levando dois litros de leite, que serão doados para o Projeto Missão Criança e para a Associação Moriá. Os 500 primeiros casais inscritos ganham kit noivas, com material de divulgação dos expositores e idéias diferenciadas para inovar na cerimônia. 

Até 2007, o salão era organizado em shopping-centers. Devido à grande procura - no ano passado, foram mais de 3 mil pessoas -, a organização escolheu o Centreventos Cau Hansen, bem mais espaçoso. Nos desfiles, irão à passarela as tendências em lingerie, grinaldas, trajes de festa e de noivas, com trilha sonora ao vivo. Durante todo o dia, haverá sorteios para os presentes na feira, com destaque para o prêmio composto por assessoria completa e cerimonial, fornecido pela Karam Organização de Eventos. 

Programação
13h30 - Início da feira
16h - Sorteio de assessoria completa e cerimonial, no valor de R$ 5 mil
16h05 - Desfile de Lingerie - La Blu
16h30 - Desfile de Trajes de Festa - Beta Atelier
17h - Apresentação musical: Tiago Catafesta e equipe (música para jantar)
17h30 - Desfile de Lingerie - Pyjamas e Cia (trilha sonora: Edson Show)
18h - Apresentação Musical: Edson Show
18h30 - Desfile de Grinaldas - Infinity Acessórios
19h - Apresentação de DJ
19h30 - Desfile de Trajes de Noivas - Cristiano Alessandro (sorteio de um traje completo para noiva)
20h - Apresentação de dança da Academia Dois Pra Lá Dois Pra Cá
20h15 - Desfile de Trajes de Noivas - Beta Atelier (sorteio de um casamento completo para 100 convidados) 

Em 2007, o casal sorteado, Cinara da Silva e Daniel de Campos Rodrigues, ganhou um casamento completo, realizado em 27 de janeiro de 2008, no Restaurante Ádamo. Mais informações sobre o 6º Salão Noivas e Festa, ligue para 3427-2902, 3026-6663 e 3028-2902. 

Assessoria de Imprensa 6º Salão Noivas e Festa. Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). Texto: Jouber Castro. Tel. (47) 3455-1395

Acho que meio que misturaram as coisas…

Jornalismo Seja o primeiro a comentar »

Alberto Dines publicou, nas últimas semanas, excelentes artigos no Observatório da Imprensa, sobre a relação cada vez mais íntima entre jornalismo e publicidade, coisas diametralmente opostas. Relatou casos de páginas e capas que emulam conteúdo editorial tradicional, mas que não passam de conteúdo mercadológico tradicional, moldadinho para enganar o leitor.

Ninguém condena a publicidade na imprensa, já que sem o dinheiro injetado por ela não haveria nem imprensa, quiçá liberdade para imprensa. Mas é necessário reconhecê-la de cara. O “isso é matéria ou é propaganda” já é, a priori, um baita insucesso para quem deseja oferecer informação de qualidade. Os veículos sucumbem monumentalmente, como um Golias atingido por uma pedrada de um Davi anabolizado, que sabe como atacar e tomar os espaços conquistados pelo jornalismo, no tempo em que ele ainda podia ser chamado dessa maneira. Abaixo, os três artigos de Dines, reproduzidos na seção Idéias do nosso blog:

Aspargos em Marte, promiscuidade na Terra

Jornalismo de mentirinha, publicidade de verdade

A universalização do “informe publicitário”

A universalização do “informe publicitário”

Idéias Seja o primeiro a comentar »

Por Alberto Dines, em 19/8/08. Retirado do Observatório da Imprensa.

O primeiro dia do 7º Congresso Brasileiro de Jornais foi um gigantesco faz-de-conta. A mídia engana-se, se auto-engana, acredita no que veicula. Intoxica-se com placebos [ver "Jornais, o passado e o futuro"].

A cobertura do evento mostrada pelo Jornal Nacional (segunda, 18/8) revela uma instituição fragmentada, à beira da esquizofrenia: reclama privilégios como uma indústria, mas desfralda a bandeira da liberdade de expressão como se fosse um poder ameaçado.

Por outro lado, uma visita aos comentários postados neste Observatório da Imprensa a respeito do texto “A imprensa de Dantas” mostra o outro lado dessa ilusão: leitores empolgados apenas com a refrega.

Não se trata de fascínio pelo bom combate, mas pela possibilidade de dar um tranco em alguém. Inclusive nos demais leitores que entraram na liça com outros propósitos. A celebrada sociedade cordial mostra quão reduzido é o seu pavio.

Pop-up impresso

Tudo muito instrutivo. Chamou a atenção deste observador um comentário a seu respeito (embora jamais tenha se pronunciado sobre o lodaçal revelado pela Operação Satiagraha, onde tantos, sob os mais diferentes pretextos, estão enfiados até o pescoço). Reclamava o ilustre cidadão que, diante de uma questão de tamanha transcendência como o Caso Dantas, este observador preocupava-se apenas com a questão insignificante dos “Informes Publicitários” [ver "Jornalismo de mentirinha, publicidade de verdade" e "Aspargos em Marte, promiscuidade na Terra"].

A questão dos “Informes Publicitários” e do seu mais perigoso subproduto, os “Projetos Especiais”, é central na chamada “indústria jornalística”. O projeto de acabar com a distinção entre informação jornalística e informação comercial está na pauta dos futurólogos, mercadólogos, publicitólogos e consultólogos que se ocupam de desenhar a chamada re-construção do jornal para a Era Digital.

Para eles, a publicidade de amanhã deve romper os atuais formatos e convenções visuais. Querem enfiar suas mensagens (como aquela esfera verde-vômito que está aparecendo em toda a mídia) em qualquer canto, até em santuários como o da primeira página. Breve tomarão de assalto a página de opinião, para alegria geral.

O sonho desses ilusionistas é encontrar o equivalente impresso do pop-up da mídia digital que se impõe e sobrepõe às informações jornalísticas e só desaparece quando o desgraçado leitor afinal encontra o sinalzinho para fechá-lo.

Perigo real

“Informes Publicitários” e “Projetos Especiais” estão na raiz da contenda entre as diversas facções que se digladiam debaixo da retranca “DD, Daniel Dantas”. Parte considerável desta militância ou telemilitância (contra ou a favor do Midas que converte tudo em matéria marrom) está querendo faturar alguns trocados à custa das suas informações e veemências. Não seria isto um gigantesco e subliminal “informe publicitário”?

O antigo “jornalismo de serviços” que antes estava rigidamente circunscrito às revistas, principalmente femininas, irrompeu em todos os recantos. O serviço – informação de utilidade – universalizou-se: domina o show business, cadernos especializados, colunas mundanas e nem-tão-mundanas. O setor dos “projetos especiais”, terra de ninguém criada no lugar das divisórias que separavam as redações dos departamentos de publicidade, hoje dispõe de uma tropa de elite, altamente especializada, capaz de confundir o mais atento leitor.

Estamos nos aproximando velozmente do momento em que a mídia impressa vai servir apenas como pretexto para imprimir anúncios, semi-anúncios e semi-notícias.

Este é um perigo real. Qualquer que seja o nome que se adote para designar o fenômeno. Qualquer que seja o escândalo que esteja em cartaz.

Jornalismo de mentirinha, publicidade de verdade

Idéias Seja o primeiro a comentar »

Por Alberto Dines, em 5/8/08. Retirado do Observatório da Imprensa.

No último domingo de julho (27) foi a capa promocional adotada pelo Estado de S.Paulo, entregue aos publicitários encarregados de vender os carros Nissan. Na primeira segunda-feira de agosto (4) foi a edição de O Globo, na qual mais uma vez derrubam-se as barreiras que separam o jornalismo da publicidade.

Desta vez, a causa não é mercantil. O anunciante (Eletrobrás), armado de ótimas intenções (a defesa do meio-ambiente e o desenvolvimento sustentável), liquidou as frágeis divisórias que ainda separam o serviço público (jornalismo) do comércio (anúncios). De forma engenhosa e enganosa converte-se uma ação com a aparência inocente, cívica, politicamente correta, num acintoso atentado contra a incolumidade da informação jornalística.

Foram três páginas inteiras (págs. 5, 11 e 19) montadas com matérias já publicadas recentemente no Globo e todas as características de matéria apurada, oriundas da Redação. Inclusive com os selos utilizados habitualmente pelo jornal (”Política Ambiental”, “Defesa do Consumidor” e “Impunidade é Verde”). O carimbo “Publicidade” não está no alto, destacado, mas confunde-se com outros dizeres.

E para mostrar que esta mixórdia é mesmo anúncio – apesar de todos os indícios de matéria jornalística, inclusive com o nome de repórteres – acrescentaram-se em cima dos textos imagens desenhadas de copas de árvores.

Na última inserção, os mágicos da Eletrobrás associados aos mágicos do Departamento de Markenting [sic] do Globo revelam que a Eletrobrás está plantando 600 mil mudas de árvores no entorno das suas usinas.

Acabou a palhaçada jornalístico-ambiental? Não: ela continua num panfleto chamado “Razão Social” (usado geralmente para abrigar o que no jargão se chama de picaretagem), carregado de anúncios (Firjan, Petrobrás, CNI-SESI, Instituto Ethos e Coca-Cola), entremeados de matérias de origem dúbia (como a entrevista do presidente da Light).

Exibição de esquizofrenia

Quanto custou esse carnaval aos contribuintes? A folia da montadora Nissan no Estadão foi paga por uma empresa privada que resolveu torrar os seus lucros no Brasil à custa da complacência da imprensa com a degradação da sua imagem. Problema da Nissan.

Mas o delírio exibido pelo Globo foi pago por uma estatal. Aquelas três páginas inteiras mais o exótico apêndice devem ter custado 10 vezes mais do que as 600 mil mudas plantadas no entorno das usinas.

O Tribunal de Contas da União aprovou (ou aprovará) essa aventura marquenteira? A Corregedoria, Ouvidoria ou Ombudsman da Eletrobrás concorda com esse desperdício de recursos?

Com apenas um anúncio – anúncio propriamente dito – de uma única página pode-se oferecer à sociedade uma mensagem clara, direta, legítima e muito mais eficaz. Sem aviltar o interesse público.

Essa parceria Eletrobrás-Globo e os penduricalhos complementares são uma exibição da galopante esquizofrenia que assola a sociedade brasileira: proclama-se a necessidade de preservar o meio ambiente e não se titubeia em degradar o que a República tem de mais precioso – o seu escasso estoque de decência.

Tropa de elite

A jogada do Departamento de Markenting [sic] é genial. Genial e diabólica. Sob o pretexto de defender a humanidade, faz tábula rasa das diferenças que outrora existiam entre comércio e civismo. Pura pirataria, como diria o bigodudo Nietzsche.

Esses casos são graves porque não são casuais, fazem parte de uma estratégia corporativa. A ANJ (Associação Nacional de Jornais) recomenda com insistência aos associados a utilização agressiva de novos recursos publicitários para enfrentar as vantagens das revistas em matéria de impressão colorida e papéis especiais. Isso não significa apenas a adoção por parte dos diários de novos formatos de anúncios – mesmo que a custa da destruição de velhos hábitos de leitura. Significa também a adoção de simbioses tanto na forma como no teor das mensagens veiculadas pela mídia impressa.

Às redações dos grandes jornais brasileiros foram anexados os departamentos de Projetos Especiais (ou de Markenting), uma tropa de elite regiamente paga, com a dupla missão: fazer do jornalismo, publicidade e da publicidade, jornalismo.

Antigamente gritava-se em francês “Vive la diference!”. Hoje berra-se em bom português: “Viva o sincretismo!”.

Evidentemente voltaremos ao assunto.

Aspargos em Marte, promiscuidade na Terra

Idéias 1 Comentário »

Por Alberto Dines em 29/7/08. Retirado do Observatório da Imprensa.

Mais importante do que o logotipo e o conteúdo das edições, a primeira página é instituição e símbolo, quintessência do jornalismo, culminação do processo de buscar, organizar e hierarquizar informações a serviço do interesse público.

Front Page

A avacalhação do mito começou devagar, mas prosseguiu firme. Primeiro foram semicapas publicitárias cobrindo parte da verdadeira. Depois vieram falsas capas ocupadas por anúncios inteiros ou escondidas dentro de envelopes e embrulhos.

Quebrada a vitrine, fácil roubar a loja inteira. O assalto final à sacralidade da primeira página começou a ser perpetrado no Estado de S. Paulo de domingo (20/7), com a campanha de lançamento do novo carro da Nissan: uma falsa capa em papel especial, imitando uma maquete de página ainda incompleta. Os gênios da agência LewLara/TBWA imaginaram que seria muito “lúdico” – palavra de ordem do mundo fashion – oferecer ao leitor a oportunidade de fazer a sua primeira página. Idiotice completa, dinheiro do anunciante jogado fora, ninguém entendeu aquela confusão de riscos e espaços em branco.

Responsabilidade social

No domingo seguinte (27/7), o golpe final: uma primeira página com aparência de autêntica, porém violentada por notícias adulteradas. E a manchete – “Cientista garante: é possível plantar aspargos em Marte”.

O leitor busca uma explicação e a encontra num cantinho, ao lado da venerável logomarca do Estadão: “Capa promocional”. Seria mais ousado assumir com todas as letras: “Capa prostituída”.

Num canto deste monumento kitsch – hino à decadência pós-moderna – a assinatura da agência e uma aula de jornalismo: “Um jornal que só traz notícia boa é fora do padrão”. Dentro do jornal um folheto convoca para a revolução: “Designers quadrados criam carros quadrados para cabeças quadradas”.

Ninguém obrigou os diretores, executivos e editores do jornalão a acolher esta palhaçada. Livre arbítrio é isso: cada um suicida-se da forma que lhe parece mais divertida.

A promiscuidade publijornalística foi exibida apenas nos exemplares para assinantes da cidade de São Paulo. Mas no momento em que se discute a regulação, na mídia eletrônica, da “liberdade de expressão comercial”, a Nissan, por intermédio da LewLara/TBWA, mostra o senso de responsabilidade social daqueles que só pensam em plantar aspargos em Marte.

***

Em tempo

 

[incluído às 17h27 de 29/7]: A TV Globo está fazendo o mesmo numa campanha de promoção da novela A Favorita, neste caso com um jornal inventado, O Paulistano. Finge um jornal para aumentar o ibope do folhetim das oito. A piada prossegue ao lado do logotipo do “periódico”: “Atualizando o cidadão paulista desde 1960. Fundado por Gregório Mattos”. , peça de Ben Hecht, além do sucesso na Broadway, foi filmada duas vezes. “La Une”, na França, é um espaço mítico. No Brasil, há jornais capazes de vender seus editoriais mas resistem à colocação de anúncios na primeira.

Voltem para a escola!

Variedades Seja o primeiro a comentar »

No global “Soletrando”, quadro do programa apresentado por Luciano Huck, esteve em cartaz nas últimas semanas uma edição “especial” com desportistas, em alusão às Olimpíadas, que faz pensar ante os tropeços gramaticais recorrentes dos participantes. Pediu-se que o Falcão, astro do futsal aqui de Jaraguá do Sul, soletrasse “companhia”. Falcão ditou: c-o-m-p-a-n-i-a. Logo que o professor presente informou que a resposta estava errada, e antes mesmo de ouvir a versão correta, o jogador verbalizou o que julgava ter sido seu deslize - “ah, faltou o circunflexo!”. Quer dizer, ele imaginava que “companhia” se escreveria assim: “compânia”.

Mercado de Comunicação

Mercado de Comunicação
Rua Uruguai, 253 - Floresta
Joinville / SC - CEP 89210-070
Fones: (47) 3025-5999 / 3426-1798