Uma boa Assessoria de Imprensa, exercida com nítida consciência jornalística, funciona como “os olhos do cidadão” no interior de organizações sociais às quais ele, o cidadão, não teria acesso direto – não fosse esse intermediário, o assessor. O foco do trabalho, já se disse aqui, é o de identificar informação de interesse público “lá dentro” e fazê-la chegar ao conhecimento do leitor de jornal, do ouvinte de rádio, do espectador de TV, do internauta. Assessor é, por definição, um “facilitador” que deve estar sempre disponível para contribuir nos processos de apuração jornalística, ajudando o colega de Redação a chegar à fonte certa, no momento oportuno para dela extrair subsídios que poderão “gerar notícia”. Não é (como já foi) um obstáculo, um empecilho burocrático, alguém que está ali só pra dificultar o trabalho do repórter. Pelo contrário. Daí a postura de empresas e instituições em geral, de sempre remeter contatos feitos com seus órgãos diretivos, na busca de possíveis entrevistas, para a Assessoria de Imprensa administrar. Não é para atrapalhar, mas para facilitar: ajuda, entre tantas outras coisas, a levantar interna e previamente as informações que o jornalista encomendar, a articular agendas de porta-vozes para que desloquem outros compromissos e tenham condições de dar o merecido atendimento à imprensa, a viabilizar o acesso do profissional (reduzindo o tempo despendido em inevitáveis portarias e controles de identificação, normas de segurança elementares hoje em dia), a assegurar o preparo adequado do entrevistado (para que responda a tudo que lhe for perguntado), e por aí vai.