Assessorias de Imprensa não são – ou não deveriam ser – instrumentos para difusão de irrelevâncias, na tentativa de que algum registro do gênero escape do crivo de editores e acabe veiculado na imprensa. Não servem para promoção gratuita de executivos ou celebridades, para proselitismo, para bobagens de qualquer quilate. A profissionalização das assessorias, nos últimos dez anos, consolida a idéia de que essas estruturas servem, antes de mais nada, para dar vazão a informações de interesse público, quer dizer, a notícias, na definição estrita do termo. São, também por definição, relatos parciais que merecem apuração complementar dos veículos, mas devem conter em si o “gérmen” da notícia, o fato que tenha repercussão social, “desestruture ou reestruture de algum modo” o curso normal de uma comunidade, como ensina Nilson Lage. Quanto mais se apostar nela, a notícia, melhor será o resultado de uma estratégia de relacionamento com a mídia.