Já se falou aqui do excesso de release, síndrome que contamina muitas assessorias de imprensa. Escreve-se release pra qualquer coisa, o que, com certeza, contribui para a imagem de matéria irrelevante que esses textos acabaram criando perante colegas de Redação. Reconheça-se, em um exame de matérias do gênero veiculadas por muitas empresas e organizações, que o teor noticioso médio é baixo. Sobram abobrinhas, informações inúteis, sem a menor importância jornalística, no mais das vezes servindo apenas para a promoção de alguma personalidade sem muito o que fazer. Urge repensar esse tipo de estratégia. A regra é igualzinha à que vigora nos veículos: tem gancho, interessa pra um determinado grupo de pessoas (amplo), trata-se de algo que interfere diretamente na vida de parcela da comunidade, então o release se justifica. Do contrário, delete-o sem piedade, antes mesmo de remeter pro seu mailing.