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29jun 

Conheça o trabalho da enfermeira navegadora

Profissional atua na equipe do OncoCenter Dona Helena, em Joinville

Uma função relativamente nova na área da saúde – mas que se amplia em importância – é a de enfermeiro navegador. Profissional que atua nas várias linhas de cuidados médicos, e muito especialmente na oncologia, o enfermeiro navegador dá suporte ao paciente, em toda a jornada de tratamento. Seja diminuindo o tempo entre o rastreamento, diagnóstico e início do tratamento, seja auxiliando a vencer obstáculos burocráticos. Seu papel é proporcionar apoio emocional, mas, sobretudo, oferecer assistência para superar as dificuldades de um momento tão complexo. Por isso, atua tanto na elaboração do plano de cuidados quanto em entraves sociais, logísticos ou relacionados à comunicação.

“O principal desafio é dar celeridade a todos os processos que envolvem o tratamento”, resume a enfermeira navegadora Luana Daniela Pereira, que atua no OncoCenter Dona Helena, de Joinville (SC). Ela explica que, embora a função possa ser associada a outras especialidades de saúde, é na oncologia que se originou e onde atua mais sistematicamente.

Segundo Luana, é sempre mais interessante que o enfermeiro navegador que atua neste campo já tenha alguma experiência na área. Desse modo, terá base para entender o caminho de tratamento que o paciente irá percorrer, de acordo com seu diagnóstico. “Quando a gente recebe alguém com um diagnóstico ‘x’, precisa entender qual será a jornada desse paciente dentro da oncologia, qual a linha de cuidado a ser trabalhada. É até possível a um profissional leigo assumir este papel da navegação, mas ele terá uma atuação mais limitada em alguns campos”, explica a profissional.


A gerente de Enfermagem Fabiana Mohr complementa que cada serviço pode desenhar o seu modelo de navegação, adequado à sua realidade. “No Hospital Dona Helena, estabelecemos um modelo em que alinhamos a navegação, que envolve o rastreio por meio  de exames de imagens ou biópsias com alta suspeita, com o monitoramento do paciente e a consulta de enfermagem. Buscamos antecipar o máximo possível o início do tratamento do paciente que recebeu o diagnóstico de câncer, além de estreitar o vínculo com ele, aumentando sua segurança”, detalha a profissional.

Já Luana observa que não é todo serviço que trabalha dessa forma: “Aqui, captamos o paciente já na alteração do exame, para fazer rastreabilidade e encaminhá-lo com mais agilidade ao médico de referência”. Outros serviços atuam muitas vezes apenas com o resultado confirmatório de biópsia para câncer. A navegação é isso – auxilia o paciente em sua jornada, não apenas para dar agilidade, mas para ajudá-lo a sanar dúvidas, auxiliando-o nos trâmites burocráticos – como, por exemplo, nas autorizações.

A profissional avalia que todo este apoio estabelece também uma forte conexão da instituição com o paciente. “Já estamos há seis meses com a navegação, e percebo que, na prática, essa atuação vem sendo uma grande estratégia de suporte para o paciente e seus familiares, em vários sentidos. Ele se sente mais confiante em ter alguém para lhe auxiliar nas demandas trazidas com o tratamento, reduzindo a ansiedades e medos.”

29jun 

“Hotéis-boutique“ inspiram lançamento da Vanguard em Joinville

Marca do Grupo Plaenge focada no público jovem, a Vanguard anuncia o lançamento de seu quarto empreendimento residencial em Joinville (a 15ª torre), onde opera há 13 anos. Denominado W135, com inspiração nos chamados “hotéis-boutique”, o empreendimento será construído na Rua Camboriú, bairro Atiradores. São 23 pavimentos e 150 unidades, de 70 a 115 metros quadrados. Entre os pontos fortes, a construtora destaca estruturas para delivery, coworking e minimarket, salão de festas com copa independente, piscina com vista para área de preservação, gourmet com piscina privativa, academia com varanda e brinquedoteca. O empreendimento também terá bicicletário, lobby e porte-cochère (acesso social que possibilita a passagem de veículos, comum em hotéis) coberto. O Valor Geral de Vendas (VGV) é estimado em mais de R$ 100 milhões.

“O empreendimento une arquitetura, design e conforto para conquistar os apaixonados por viagens”, resume Maurício Dallagrana, gerente-geral da construtora em Santa Catarina. ”Criar o W135 foi uma imersão no propósito de estar à frente e trazer produtos com um conceito autêntico e relevante para os nossos clientes. O lançamento traz inspirações modernas de hotéis, sintetizando o comportamento dessas pessoas que valorizam experiências e vivências.”

Em frente ao empreendimento, na linha das gentilezas urbanas que a construtora oferece, integradas aos seus projetos, será construída uma praça com 14 metros entre a rua e a fachada do prédio, onde o paisagismo se integra com o ambiente, respeitando a identidade da região. Outro diferencial é a proximidade entre a torre e uma área de preservação ambiental, o que garante uma vista exclusiva, em todos os lados do empreendimento. O W135 tem projeto da Sasis Arquitetura, com design de interiores da Bohrer Arquitetos e comunicação visual da Maena Conecta Design. O paisagismo é da Boa Vista, assinado por Jordi Castan.

Sobre a Plaenge

O Grupo Plaenge, dono da marca Vanguard, atua nos segmentos de incorporação residencial, desenvolvimento urbano, construção civil, projetos e montagens industriais. É a maior construtora do Sul do Brasil, de acordo com a revista Valor Econômico, e a quarta maior do país, segundo o ranking Intec. A empresa já entregou mais de 400 empreendimentos que somam mais de 6 milhões de metros quadrados de área construída e onde vivem 100 mil pessoas.

14jun 

Prêmio Ser Humano reconhece trajetória de transformação cultural da Rudolph

A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SC) divulgou, nesta semana, os vencedores da 12ª edição do Prêmio Ser Humano SC. O objetivo é reconhecer empresas públicas e privadas, estudantes e profissionais que tenham contribuído de forma relevante para a evolução da prática de Gestão de Pessoas, visando promover o desenvolvimento humano das organizações. A Rudolph, de Timbó, foi contemplada com o projeto intitulado “#anossaRudolph: Transformação Guiada por um Propósito”. (No link www.premioabrhsc.com.br/vencedores/, confira todos os classificados). O evento de premiação será no dia 7 de julho.

Cerca de 150 inscrições, com mais de 100 trabalhos entregues, foram registradas pela entidade. Um comitê formado por 60 profissionais de diversas cidades brasileiras é responsável pela seleção dos classificados, e todo o processo é acompanhado por uma auditoria externa.

Na semana passada, a Rudolph anunciou ao mercado o reposicionamento de suas marcas em uma nova holding, batizada de CHRISTAL. Segundo a companhia, a mudança visa estimular a cooperação e a expansão entre as unidades, integrando modelos de gestão e melhores práticas, e compartilhando competências individuais em benefício do grupo. Desde o final de 2021, a direção está disseminando internamente as mudanças, junto aos times – são 700 colaboradores, no Brasil e na Europa, onde a Rudolph opera há quase 20 anos. A trajetória de transformação cultural vivenciada pela empresa, que culminou com a integração do grupo, é o foco do case que foi reconhecido pela ABRH-SC.

07jun 

Gestor de inovação participa de evento nacional

Chander João Turcatti, gerente de Inovação do Hospital Dona Helena, é um dos participantes da Jornada de Inovação em Saúde, evento promovido pelo Cequale – Centro de Qualificação e Ensino Profissional com sede em Fortaleza, que ocorre no dia 11 de junho, em formato on-line. O tema central das discussões é “Como o mercado está se preparando para um mundo cada vez mais disruptivo”.

Reunindo profissionais de todo o país, a Jornada busca antecipar as tendências voltadas às áreas gerenciais, assistenciais e de apoio, como explica a presidente do evento Clara Takeno, diretora de Operações e Projetos da Triny Soluções e Valor em Negócios: “Vamos demonstrar, na prática, como a inovação pode impactar a relação com pacientes, entre os profissionais e transformar os ecossistemas de saúde”.

À frente desse processo de transformação no Hospital Dona Helena, Chander João Turcatti assumiu o desafio de implantar um novo modelo de gestão da inovação e gerir as atividades do escritório INOVADONA, que a instituição está instalando no próprio hospital e no Ágora Tech Park, parque tecnológico joinvilense que abriga a rede de Centros de Inovação de todo o Estado catarinense.

“O Dona Helena fez um movimento totalmente diferente do que se verifica em outras instituições de saúde. A partir do momento em que uma instituição de saúde sai dos seus muros para inovar, esse é o primeiro movimento claro – você entra, concretamente, no ambiente de inovação e colaboração. Esse movimento já demonstra o que o hospital pensa da inovação e o que quer entregar para a comunidade, o ecossistema de saúde de Santa Catarina e do Brasil”, explica Turcatti, complementando que essas iniciativas de inovação serão balizadas pelos critérios de impacto assistencial, aderência à estratégia da instituição, ciência avançada e impacto social.

“Desdobrados esses critérios, criamos eixos de atuação”, continua ele. O primeiro, segundo Turcatti, é manter e ampliar o protagonismo do HDH. “Atuaremos na alta complexidade da instituição e nas demandas do mercado para ações em saúde utilizando práticas de Inteligência Artificial e Nanotecnologia e Genética para tratamentos e prevenção.”

Quanto ao eixo da inovação de “dentro para fora”, os profissionais do HDH, das áreas assistenciais e administrativas, já estão apoiando na construção das jornadas de inovação. Em recente evento de inovação realizado, foram obtidas mais de 400 ideias distribuídas nos pilares de Relacionamento, Práticas Assistenciais, Experiência do Cliente, Processos e Oferta, Talentos e Impacto Social.

Outro eixo de atuação é a Incubadora Dona Helena,  INOVADONA, que é um centro de inovação aberto para startups e parceiros, para desenvolver e validar ideias e soluções, fomentando o ecossistema regional e nacional de inovação em saúde.

Há, também, o eixo do programa de apoiadores, em que estão as instituições de tecnologia e de outros segmentos que queiram utilizar a estrutura do Hospital Dona Helena para a realizar POCs (Prova de Conceito) e MVPs (produtivo viável mínimo) de suas startups. Nesse eixo, a ideia é construir iniciativas com empresas de cloud, SAAS, IA, machine learning, indústria farmacêutica, desenvolvimento de software, hardware, arquitetura e engenharia, telecomunicações, monitorização e relacionamento com o paciente.

“E no quinto eixo, denominado Saúde Parceira, atuaremos junto à comunidade assistencial de Santa Catarina, recebendo demandas e fomentando a inovação junto a hospitais de pequeno e médio porte, públicos ou privados, sem custos para essas instituições. Dessa forma, atingiremos em maior escala a população em catarinense. Ou seja, todos ganham”, conclui.

Acompanhe a entrevista com o especialista:

Como você avalia o atual momento do setor hospitalar no Brasil, no que diz respeito à inovação?
Há uma questão que precisamos avaliar e diferenciar: a invenção de inovação. A inovação tem o foco 100% no cliente, ou seja, o cliente está no centro de toda a tomada de decisão e oferta executada. Partindo dessa premissa, cada vez mais, as instituições de saúde buscam um novo modelo de atendimento baseado na Nova Economia, que vai além de necessidades, mas de expectativas que, fundamentadas nos pilares de eficiência, eficácia, valor agregado e melhores desfechos clínicos, permitem a inovação e, por fim, a fidelização dos clientes.

O cenário econômico, aliado aos movimentos da saúde suplementar, faz com que as instituições de saúde, principalmente as verticalizadas, busquem a inovação para o aumento da oferta com eficiência em custos, qualificação de pessoas e processos, desenvolvimento de pesquisas e ensino para entregar diferenciais aos seus clientes.

Atualmente, há muita informação, talvez não tão bem estruturada, mas observo que estamos nos preparando com modelos de algoritmos que poderão prever doenças crônicas não transmissíveis e doenças mentais com tal antecedência que a atual medicina da prevenção ficará muito no passado.

Que impacto esse processo de inovação vai trazer para o paciente e para o funcionário em um horizonte de cinco anos?
Estamos executando estudos e pesquisas em saúde e inovação no Hospital Dona Helena, e acompanhando outros no MIT, Reino Unido, Itália, Brasil e outros países, onde podemos afirmar que a inovação para saúde, seja ela na prevenção e no tratamento, irá evoluir muito nos próximos cinco anos, e, de longe, os impactos estarão nos melhores desfechos clínicos com experiências baseadas em valor, pois ambos os atores estarão mais empoderados de informação. O o paciente estará cada vez mais participando da sua jornada hospitalar, desde a escolha da sua refeição à melhor prática médica baseada em metaverso, por exemplo. Será possível prever patologias com meses de antecedência, ou até mesmo minutos antes, atuando de forma a dar qualidade e melhor expectativa de vida ao paciente. Nas equipes, haverá um impacto direto na prática assistencial de forma totalmente diferente, mais humana e empática com a expectativa do cliente. Empoderadas de informações, processos inteligentes, novas práticas assistenciais e de segurança do paciente, as equipes irão para outra esfera das cadeias assistencial e de atendimento, o “penso”. Nesse viés, não tenho dúvidas em falar que as instituições de ensino em saúde deverão se preparar para formar profissionais para este horizonte.

Há ainda, no país, patologias em que um percentual considerável da população não está sendo atendida – ou é desconhecida e que poderia ter outras opções de atendimento. A inovação vai alcançá-las. Além disso, sabemos as tendências de patologias que terão maior incidência nos próximos anos e é nisso que atuaremos. A nossa instituição está caminhando a passos largos para este horizonte e com um posicionamento de mercado muito forte apoiando a comunidade assistencial pública e privada.

 

24mai 

Primeiro transplante musculoesquelético no Hospital Dona Helena concluído com êxito

Dois meses depois de receber credenciamento para a realização do chamado transplante musculoesquelético, serviço de alta complexidade para pacientes ortopédicos, o Hospital Dona Helena, de Joinville (SC), concluiu com êxito o primeiro procedimento. A paciente é uma mulher de 44 anos. A cirurgia teve por objetivo restaurar a rerruptura das lesões ligamentares do joelho da paciente, que haviam passado por cirurgia prévia. O enxerto utilizado, preparado pela equipe do Setor de Ortopedia, veio de avião do Rio de Janeiro no dia do procedimento.

 

Vitor Corotti, chefe da Ortopedia do Dona Helena, afirma que esse tipo de cirurgia é menos agressivo e garante reabilitação precoce. Segundo ele, a paciente vem tendo boa resposta, com tratamento pós-operatório, fisioterapia e reabilitação. Em três semanas, retomou a mobilidade completa e evolui positivamente. “A expectativa é de que a estabilidade articular se restabeleça, as dores crônicas, devido aos falseios frequentes melhorem, e que o prognóstico seja o mais favorável possível, com a diminuição do risco de lesões meniscais e degenerativas”, aponta o especialista.

 

“Fui muito bem recebida e acolhida pela equipe do hospital, recebendo todas as informações sobre o procedimento, e tive total segurança de que era a opção mais adequada para o meu caso”, diz a paciente. “Até então, nem sabia que seria possível este tipo de transplante.”

 

A enfermeira Suelen Serpa ressalta a importância da logística no êxito de um procedimento como esse. “A forma como o tecido chega ao hospital é peça fundamental, como também a seleção do paciente, o transporte, e o armazenamento do tecido, entre outros aspectos”, detalha Suelen. “Todas as etapas precisam estar em sintonia para que o procedimento seja um sucesso.”

 

Processo rigoroso

 

O credenciamento para transplante musculoesquelético é um processo

rigoroso, que decorre de várias etapas de certificação por órgãos municipais, estaduais e Ministério da Saúde. De acordo com Vitor Corotti, as principais aplicações desse tipo de cirurgia são lesões de alta gravidade com múltiplas lesões ligamentares, transplante condral grave, transplantes meniscais, cirurgias de tumor ósseo, enxerto para artrodeses grandes e revisões de próteses. “São poucos os hospitais catarinenses registrados, e, a partir de agora, poderemos ajudar muitos pacientes, ampliando as opções disponíveis para a comunidade”, frisa o ortopedista.