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16set

Setembro Amarelo: profissional ressalta o cuidado com a saúde mental na prevenção ao suicídio

São registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Com o objetivo de prevenir e reduzir estes números, existe a campanha Setembro Amarelo, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina.

“Entender o suicídio é uma questão complexa, já que ele envolve fatores de ordem genética, psicológica, sociológica e biológica seja por momentos de crise, brigas em relacionamentos, impulso, falta de oportunidades ou desilusão pela vida. É comum, também, que os casos estejam relacionados a transtornos mentais, como depressão e ansiedade, e ao uso de drogas”, explica Mônia Bresolin, psiquiatra e psicogeriatra que integra o corpo clínico do Hospital Dona Helena..

A profissional ressalta que, embora não haja causas únicas que expliquem o suicídio, é válido mencionar as mais recorrentes, como estresse social; perda de emprego; dificuldades financeiras (não à toa, 75% dos países que registram suicídios são emergentes ou subdesenvolvidos); problemas de relacionamento; traumas, como abusos sexuais; depressão; esquizofrenia; abuso de álcool; baixa autoestima; sofrimento em relação à orientação sexual; dificuldade de enfrentar problemas; doenças e dores crônicas; e acontecimentos destrutivos, como grandes conflitos. “Esses fatores podem aparecer isoladamente e, em alguns casos, ainda, combinados”, frisa.

Um olhar para a saúde mental

Estudos mostraram um panorama geral dos transtornos mentais na população adulta. Esses índices variaram entre 20% e 56%, acometendo principalmente mulheres e trabalhadores.

Segundo a psiquiatra, os sinais de alerta para doenças da saúde mental são insônia; desânimo ou falta de prazer ao fazer suas atividades; alteração de humor; irritabilidade; falta de concentração; perda de memória; taquicardia (batimento cardíaco acelerado); respiração ofegante ou entrecortada (sensação de falta de ar); formigamento; choro constante e estresse excessivo; tremores; tensão; perda ou ganho de peso; dores de cabeça; dores musculares; problemas gástricos e digestivos; etc.

“Para diagnosticar uma doença mental, é preciso realizar uma entrevista (consulta) com médico psiquiatra. Após avaliação de todos os dados do paciente, o médico psiquiatra terá condições de fazer o diagnóstico. Algumas vezes são necessários alguns exames complementares. Cada diagnóstico tem seu tratamento específico. Geralmente se faz com medicações e psicoterapia”, explica a profissional.

Falando sobre o assunto

“Para ajudar uma pessoa a evitar o suicídio, é preciso perguntar sobre o assunto. A ideia que se tem é que, ao falar sobre suicídio, o risco de alguém realmente tirar a própria vida aumenta, mas isso não é verdade.Também é possível incentivar a pessoa a procurar ajuda, de preferência em um pronto atendimento médico”, reforça a psiquiatra. “Não minimize qualquer conversa ou comportamento auto prejudicial e não subestime comportamentos por atenção. Pensamentos e ideações suicidas são uma emergência médica”, aponta.

Mônia também frisa a importância de uma cultura de escuta e empatia dentro do ambiente familiar: “Quando se tem a abertura para o diálogo, sem críticas ou preconceitos, se tem a oportunidade de identificar alguma alteração de comportamento da pessoa que convive no mesmo ambiente e dessa forma poder ajuda-la, incentivando que procure avaliação com médico psiquiatra para saber se está tudo bem”.

 

Atendimento humanizado e integral

 

O Centro Clínico Dona Helena conta com Ambulatórios de Psiquiatria e Psicologia que estão à disposição para auxiliar as pessoas que precisem de ajuda profissional.

O atendimento do Ambulatório de Psicologia visa contribuir no tratamento de demandas psicológicas, emocionais, de comportamento e relacionais, com resultados efetivos na promoção de saúde, qualidade de vida e bem-estar pessoal. A instituição conta com profissionais especializados em avaliação psicológica e serviços de psicologia para crianças, adolescentes e adultos.

O serviço é integrado ao Ambulatório de Psiquiatria, que tem como objetivo principal proporcionar ao paciente (criança, adolescente ou adulto) um amplo atendimento desde diagnóstico clínico, diagnóstico situacional, compreensão dos seus processos comportamentais, mentais e estruturais do desenvolvimento neuropsíquico, bem como seus relacionamentos familiares, até a prescrição medicamentosa e outras medidas indicadas, conforme cada paciente.

Em breve, o hospital irá implantar um ambiente apropriado para receber pacientes psiquiátricos, um diferencial para atender a carência de Joinville e região.

14set

Por que meu filho não me obedece?

Marcio André Bosse, psicólogo, especialista em desenvolvimento infantil (Instagram: @papaimarcio)

 

Entre tantas noções sobre o que é certo e errado na postura dos pais em relação aos filhos, criamos uma espécie de senso comum de que precisamos ter “controle” sobre o comportamento das crianças. Ao longo do tempo, isso se “resolvia” por meio de punições e castigos físicos. Disciplina era sinônimo de punição física. Foi assim também que, no passado, os pais colocavam crianças para trabalhar por longas jornadas em minas de carvão, em fábricas ou em roças de algodão, embora vejamos isso, hoje, como uma barbaridade (e é!). Parece distante e sem sentido, mas até 1970, no Brasil, utilizava-se de palmatória para “ensinar” uma criança.

Hoje, a ideia de castigos físicos, palmadas e punições está superada. Mas é difícil abrir mão da lógica que orientava esse tipo de postura: a ideia de controlar os filhos.

Eu era um adolescente de 13 anos quando o cinto de segurança se tornou obrigatório no Brasil, em 1994. Ainda recordo de adultos com imensa dificuldade em usar o cinto porque não entendiam seu sentido. O que ocorre com a educação dos filhos é semelhante ao motorista cinquentão que tem a informação de que os cintos reduzem em 40% as colisões fatais e em 60% os traumatismos, mas não consegue fazer uso rotineiro, automático e natural.

Ou seja, o que nossos pais viveram, o que nós vivemos na infância e tudo que aprendemos em nosso ambiente social está relacionado com a nossa percepção sobre a infância e sobre a criação de filhos. Isso tudo criou os conceitos e as verdades em que acreditamos. E explica muitas das dificuldades que você vive hoje. Antes de tentarmos mudar o comportamento das crianças, precisamos mudar a nós mesmos.

Existe muita informação, muito conhecimento, muita pesquisa, descobertas da ciência sobre a infância e sobre a educação de filhos a que nossos pais não tiveram acesso, e que não podemos aprender pelos meios convencionais. Só conseguiremos aprender o novo se desaprendermos algumas ideias e jeitos que fomos assimilando sem perceber, ao longo dos anos.

O mais difícil desses conceitos que você deve abandonar está relacionado à autoridade: entender que os filhos não precisam obedecer aos pais. Essa ideia de obediência irrestrita cria uma hierarquia vertical; é a principal causa de desestruturação de inúmeras famílias e um dos motivos de relacionamentos com pouco diálogo, adolescentes revoltados e pais altamente estressados.

Essa maneira de se relacionar com os filhos estabelece a noção equivocada de que filhos que não obedecem são “malcriados”. Cria culpa nos pais por situações que as crianças vivem na infância que são resultado de comportamentos naturais, típicos, que toda a criança vive, como as célebres birras.

A ideia de que pais estão em uma hierarquia superior deu origem também à seguinte preocupação, que assombra muitas famílias: será que sou muito permissivo, será que sou muito autoritário?

Essa nova forma de pensar a educação e a criação dos filhos embute um conceito importante para substituir a obediência pelo relacionamento. Tudo que envolve uma criação positiva de filhos, menos estressante para todos, passa pela construção de relacionamentos saudáveis e atenciosos. Não significa que você precisa ficar brincando com seu filho o dia todo ou atender tudo o que ele quer. Relacionamento significa olhar para a criança e entender que ela tem necessidades semelhantes as suas, tem desejos, vontades, fragilidades, interesses e capacidades diferentes.

E nosso desafio é conseguir orquestrar isso tudo de forma que não prejudiquemos seu desenvolvimento e não prejudiquemos também a nossa saúde mental. Criar filhos não é algo fácil – é a maior aventura da vida. Seremos responsáveis e sofremos os impactos de seus destinos e escolhas ao longo de nossa vida também. Essas orientações ajudarão você a conseguir uma relação com mais empatia, entendimentos e colaboração no dia a dia. E, no futuro, relações saudáveis, próximas, e uma família convivendo em equilíbrio e harmonia.

Marcio André Bosse produz conteúdos como este em seu blog, acessado pelo site www.papaimarcio.com.br e também pelo Instagram @papaimarcio.

14set

Semana dos pianos em Joinville

Começa na quarta, 15, mais uma edição do festival Pianístico, que retoma formato presencial e mantém transmissão on-line para alcançar público de outras regiões

Estrelas do piano brasileiro e mundial integram a programação do Pianístico 2021, festival que se propõe a transformar Joinville em referência neste versátil instrumento. A partir de quarta-feira, 15, e até domingo, a cidade será tomada pelas teclas do piano, seja na maratona de doze concertos, em teatros e shopping-center, seja nas apresentações de músicos locais em estabelecimentos de comércio, sem contar os workshops e o curso que levarão conhecimento a professores e artistas interessados em aprimorar sua formação. A volta da plateia é um dos pontos altos – no ano passado, o evento teve um dia a menos e foi apenas on-line –, mas, com a limitação das salas a 30% da capacidade, será mantida a transmissão pela internet, no canal do Pianístico no YouTube. No ano passado, essa opção alcançou espectadores em países como Chile, Estados Unidos, Israel, Alemanha, Noruega e Espanha.

“O Tom que nos Une” é o preceito que orienta esta quarta edição, que transcorre no Teatro Juarez Machado, na Sociedade Harmonia-Lyra e em palco que será montado no quarto pavimento do Shopping Mueller, especialmente para dois shows em drive-in, repetindo o modelo inaugurado com sucesso em 2020. A abertura, na quarta, 15, terá duas sessões do espetáculo protagonizado pelo grupo PianOrquestra, às 20h e às 22h. Criado em 2013, o grupo é formado por quatro pianistas, um percussionista e um piano preparado – instrumento em que peças como moedas e parafusos são colocadas entre as cordas para produzir diferentes efeitos sonoros. O grupo explora técnicas de preparação, expansão do piano e processamento eletrônico, em apresentações alegres, lúdicas e belas.

Um dos nomes internacionais no elenco do Pianístico 2021 é o russo Evgeni Mikhailov. Sua intensa atividade em concertos iniciou-se em 1995. Atuou nas mais prestigiosas salas de concerto de Moscou, São Petersburgo e outras cidades russas, como também nos Estados Unidos, México, Argentina, Chile, Turquia, Coreia do Sul, entre outros países. Tem atuado em programas solos e acompanhado de famosas orquestras. Em 2018, realizou turnê pelo Japão. Já a australiana Primavera Shima, que faz um dos concertos programados, coleciona prêmios e se apresentou nos mais prestigiados teatros e salas de concerto. Mais uma presença internacional é a do norte-americano Cliff Korman, pianista e pesquisador de jazz, música brasileira e improvisação.

A realização do evento tem à frente os produtores culturais Albertina Tuma e Carlos Branco. “O Pianístico veio para ficar, e tem se consolidado no calendário cultural, apesar das dificuldades inerentes a um período como este. A expectativa é de mais um evento de enorme sucesso”, revela Albertina. “Mais uma vez, unimos a beleza dos shows e concertos à transmissão de conhecimento, que visa à formação de plateia e ao crescimento de nossos músicos e estudantes”, complementa Branco. Nesta edição, a coordenação técnica é do maestro e músico Voldis Sprogis e a pedagógica, da professora e pianista Giane Gomes, e tem como patrono um dos mais reconhecidos músicos da cidade e região, o maestro José Mello.

“Piano nos Estabelecimentos”, workshops e contrapartida social 

Presente desde a primeira edição do festival, o “Piano nos Estabelecimentos” tem o desafio de aproximar o Pianístico da comunidade, integrando pianos, pianistas locais e comércio ao cotidiano da cidade. Neste ano, em torno de dez estabelecimentos – restaurantes e lojas – participam da iniciativa. “A cultura dá significado à vida e é um pilar fundamental do ser humano. Amplia a imaginação e alimenta o espírito. As apresentações elevam nossos sentimentos e criam uma atmosfera de alegria”, comenta Dominicio Freitas, do Smânia Restaurante, que acolhe o festival desde a primeira edição.

Na programação pedagógica, os cursos e workshops ocupam papel fundamental, na intenção de aproximar o artista de seu público, compartilhando conhecimento. São quatro workshops, dirigidos à execução e prática musical ao piano, além de um curso focado no ensino e aprendizado do piano. Esses encontros acontecem no auditório da Casa da Cultura e no Teatro Juarez Machado, com acesso virtual e presencial – dentro do regramento sanitário estabelecido.

Na contrapartida social, a coordenadora pedagógica Giane Gomes sublinha a necessidade de “desmistificação” do piano, sobretudo diante público de alunos das escolas municipais que, em tese, tem pouco contato com o instrumento. “É importante combater a ideia de que o piano é um instrumento difícil ou acessível apenas para quem tem condições de pagar aulas e ter o instrumento”, reitera, acrescentando que as várias ações pedagógicas previstas pela cartilha deste ano precisam ser complementadas no trabalho presencial ou virtual das escolas. O projeto deve atingir cerca de 1 mil crianças entre 8 e 11 anos de até 30 escolas da rede municipal.

 

Confira a programação

15 de setembro
20h e 22h – PianOrquestra, Teatro Juarez Machado

16 de setembro
15h – Workshop “Ritmos do piano brasileiro”, Salomão Soares, Casa da Cultura
20h30 – Lucas Thomazinho, Teatro Juarez Machado

17 de setembro
9h – Curso para professores “Do ouvir ao tocar: estratégias para o desenvolvimento de habilidades desde a primeira infância”, Izabela Pavan, Teatro Juarez Machado
19h – Salomão Soares Trio, Shopping Mueller (drive-in, quarto piso estacionamento)
20h30 – Primavera Shima, Teatro Juarez Machado
22h – Ari Borger Trio, Shopping Mueller (drive-in, quarto piso estacionamento)

18 de setembro
10h – Workshop “Imaginação sonora ao piano”, Erika Ribeiro, Casa da Cultura
11h – Fábio Oliveira e Trio Babitonga, Sociedade Harmonia-Lyra
14h – Workshop “Interpretando a música popular”, Délia Fischer
16h – Diogo Monzo Trio, Sociedade Harmonia-Lyra
18h30 – Erika Ribeiro, Sociedade Harmonia-Lyra
21h – Evgeni Mikhailov, Teatro Juarez Machado

19 de setembro
9h30 – Workshop “A música de Luiz Eça”, Diogo Monzo, Casa da Cultura
11h – Délia Fischer, Teatro Juarez Machado
17h – Cliff Korman Trio, Teatro Juarez Machado
19h30 – Fábio Torres e Trio Corrente, Teatro Juarez Machado

QUEM É QUEM
Conheça os músicos que estarão no Pianístico 2021

Evgeni Mikhailov (Rússia). Um dos mais originais pianistas russos, nasceu em 1973, em uma familia de músicos. Depois de estudar no Kazan State Conservatory, finalizou a pós-graduação no Moscow State Conservatory. Venceu competições internacionais, em países como Rússia, Suécia, Itália e Estados Unidos. Sua intensa atividade em concertos iniciou-se em 1995. Atuou nas mais prestigiosas salas de concerto de Moscou, São Petersburgo e outras cidades russas, como também nos Estados Unidos, México, Argentina, Uruguai, Chile, Turquia, Coreia do Sul, entre outros países. Apresentou-se nas principais salas desses países, como Steinway Hall (Nova York), Verdi Hall (em Milão), St. Martin-in-the-Fields Church (Londres) e Teatro Colón (Buenos Aires). Participou de diversos festivais na Alemanha, na Suíça, na Noruega, na Polônia, entre outros países. Tem atuado em programas solos e acompanhado de famosas orquestras, incluindo a Russian National Orchestra, a Academic Symphony Orchestra de São Petersburgo Philharmonic, Deutsche Symphonie-Orchester e Berlin Symphoniker, de Berlim. O repertório do artista inclui trabalhos de Bach, Scarlatti, barroco francês, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Schumann, Brahms, Liszt, Debussy, Ravel, Tchaikovsky, Rachmaninoff, Prokofiev e compositores contemporâneos. Em 2018, realizou turnê pelo Japão ao lado da Berlin Symphoniker, sob a batuta de L. Shambadal.

Primavera Shima (Austrália). Premiada no 7° Concurso Internacional de Piano de Mayenne, no 16° Concurso Internacional Scriabin em Grosseto, no Concurso Internacional de Piano da Orquestra Filarmônica de Marrocos e no Concurso Internacional de Piano de Vigo. Em 2010, recebeu o Sterndale Bennett Prize e o Sterndale Bennett Scholarship, da Royal Academy of Music. Obteve seu diploma superior de concertista na Ecole Normale de Musique, em Paris, e de bacharelado pela Royal Academy of Music em Londres, após estudar na Colburn School e na Juilliard School. Em 2016, abriu a temporada da Società dei Concerti e regularmente se apresenta no Festival Internacional Palermo Classica. Estreou em Budapeste na Liszt Academy em 2017 com a Orquestra Sinfônica de Rádio Húngara, sob a condução de János Kovács. Recentemente, atuou com a Filarmônica de Gaia no Festival Internacional Gaia de Música.

Cliff Korman (Estados Unidos). Pianista, educador e pesquisador de jazz, música brasileira e improvisação, participa e desenvolve numerosos projetos envolvendo músicos brasileiros e norte-americanos, apresentando grande variedade de composições e arranjos. Entre os brasileiros, constam Toninho Horta, Leny Andrade, Carlos Malta, Wagner Tiso, Gilson Peranzzetta e Cristovão Bastos. Atua no Instituto Paulo Moura como diretor musical, arranjador e coordenador do projeto de digitalização do Acervo Paulo Moura. Entre suas gravações próprias, destacam-se “Mood Ingênuo, o sonho de Pixinguinha e Duke Ellington” (Jazzheads, 1999) e “Gafieira Dance Brasil” (Almonds and Roses Music, 2001), com Paulo Moura, “Migrations” (Planet Arts, 2003), que busca conexões entre as tradições musicais do Brasil e do jazz americano, e “Trains of Thought” (Almonds and Roses Music, 2014), uma coleção de improvisações para piano solo. Como produtor e diretor musical, realizou para a gravadora Chesky Records as gravações “Entre Amigos”, com Rosa Passos e Ron Carter, “The Feeling’s Back”, com Chuck Mangione, “Blue Bossa” da Ana Caram, e “I Thought About You” com a cantora Christy Baron. No espetáculo, estará ao lado de Augusto Mattoso (baixo) e Márcio Bahia (bateria).

PianOrquestra (Brasil). Dez mãos e um piano. É a proposta pioneira do grupo, criado em 2003, sob a direção artística do músico Cláudio Dauelsberg, com a participação dos músicos Verónica Fernandes, Patricia Mol, Matheus Kern e Mako. Seu trabalho envolve quatro pianistas, uma percussionista e um piano preparado. Com luvas, baquetas, palhetas de violão, fios de náilon, sandálias de borracha, peças de metal, madeira, tecido e plástico, a PianOrquestra explora infinitas possibilidades de timbres e sonoridades produzidas pelo piano, transformando o instrumento em sua própria orquestra. O novo trabalho inaugura uma experiência no conceito de “Coletivo de Piano Brasileiro”, com reflexões sobre divisão do espaço, compartilhamento do teclado, soma de individualidades e virtuosismo, explorando as sonoridades do piano em seus limites e extensões. No repertório, obras de compositores brasileiros como Pixinguinha e Villa-Lobos, chegando à cena pop contemporânea mundial, com Beatles, Queen e Michael Jackson, e os mineiros Milton Nascimento e Toninho Horta.

Salomão Soares Trio (Brasil). Jovem pianista paraibano, Salomão é vencedor do Prêmio MIMO Instrumental 2017 e do Prêmio Novos Talentos do Festival Savassi 2018. Foi finalista do Piano Competition no Festival de Montreux, na Suíça, sendo o único representante da América Latina em 2017. Já realizou performances ao lado de artistas como Hermeto Pascoal, Leny Andrade, Hamilton de Holanda, Toninho Horta e Arismar do Espírito Santo. Estará acompanhado de Paulinho Vicente (bateria) e Felipe Brisola (baixo acústico). O repertório reúne músicas autorais e inéditas, com improvisos e arranjos que transitam por diferentes referências na formação do trio.

Trio Corrente (Brasil). Formado em 2001, pela união do baterista Edu Ribeiro com o pianista Fabio Torres e o contrabaixista Paulo Paulelli, o grupo vem criando um som original, interpretando de forma única os clássicos do choro, da MPB e do repertório autoral. Referência entre músicos e amantes de música, desde os primeiros concertos, o grupo vem juntando um número de seguidores cada vez maior, formado não só por apaixonados pelo jazz e pelo choro, mas também pelo grande público em geral. Conquistou destaque no circuito nacional e internacional. Um de seus álbuns, de 2011, levou o Grammy Award como melhor álbum de jazz latino.

Ari Borger (Brasil). Em atividade desde 1985, é mestre em piano blues, boogie-woogie e hammond B3. Foi pioneiro no piano blues brasileiro, inspirando vários instrumentistas, com destaque nos principais festivais do gênero nos Estados Unidos e Europa. Borger improvisa sem “decorar” suas linhas melódicas, soando doce em alguns momentos, incendiário em outros. Abriu shows para artistas como B.B.King e tocou com lendas do piano blues, como os mestres Johnnie Johnson e Pinetop Perkins – pianistas de Chuck Berry e Muddy Waters. Morou em Nova Orleans, onde se apresentou em renomadas casas de shows. Tocou por duas vezes no maior festival de piano blues e boogie-woogie do mundo, o “Cincy Blues Fest”, em Cincinnatti. Em 20 anos de carreira, já gravou sete discos, que figuraram entre os top 10 de publicações americanas e britânicas, alternando-se entre blues tradicional, boogie-woogie, soul, groove e jazz.

Lucas Thomazinho (Brasil). Premiado como finalista no 19º Santander International Piano Competition (Espanha), vem desenvolvendo uma trajetória de destaque. Já venceu uma série de concursos, dentre eles, o 1º lugar no 17º Santa Cecília International Competition (Portugal), o 2º lugar e o prêmio do público no 1º Teresa Carreño International Piano Competition (Miami). Premiado também no 5º Concurso Internacional BNDES de Piano, no Concurso Internacional de Interpretação Pianística da obra do compositor Osvaldo Lacerda e no Pianale International Academy & Competition (Alemanha). Atuou como solista de orquestras como a RTVE Symphony Orchestra, a Sinfônica do Estado de São Paulo, a Sinfônica Municipal de SP, a Filarmônica de Minas Gerais, a Sinfônica de Campinas, sob a condução de maestros como Marin Alsop, Miguel Ángel Gómez Martíneze e Dean Whiteside. Foi bolsista da Fundação Magda Tagliaferro e em 2019 finalizou o bacharelado na USP sob a orientação do professor Eduardo Monteiro. Atualmente, com uma bolsa de estudos da Sociedade de Cultura Artística, cursa o Mestrado no New England Conservatory em Boston.

Delia Fischer (Brasil). Nascida no Rio de Janeiro, a compositora, cantora, pianista e diretora musical recebeu indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum da MPB de 2019 por seu álbum “Tempo Mínimo”. Ao longo da pandemia, esteve presente em “lives”, nas quais explorou seu repertório autoral, além de temas que compuseram seu universo afetivo e de influências artísticas, e lançou novos trabalhos. Seu novo álbum, “Hoje”, é um registro íntimo de voz e piano. A trajetória foi iniciada em 1988, com o premiado “Duo Fenix”, formado com Claudio Dauelsberg. O duo lançou dois álbuns, logo estabelecendo para Delia a reputação como grande instrumentista no mundo do jazz brasileiro. Delia já participou de festivais como Montreux Jazz (na Suíça) e Sofia Jazz Festival (na Bulgária). Na música instrumental brasileira, gravou e trabalhou com os maiores nomes e nos mais prestigiosos palcos. Foi pianista das bandas de Ed Motta e Toninho Horta, e formou um duo com o saxofonista Nivaldo Ornellas. Atua em projetos como cantora e intérprete de suas próprias composições, além de um vasto trabalho como arranjadora e diretora musical de musicais em cartaz no eixo Rio-São Paulo, todos laureados por prêmios importantes do teatro nacional. Tem mais 60 participações em gravações de artistas como Bob Baldwin, Ana Carolina, e Ed Motta, Lisa Nilsson.

Diogo Monzo Trio (Brasil). Doutorando em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), selecionado entre os Top 5 no “Made in New York Jazz Competition”. Autor do CD “Luiz Eça por Diogo Monzo”, lançado pela gravadora “Fina Flor”, do CD “Hinos Tradicionais Sob uma Nova Concepção” e do livro “Hinos Tradicionais Sob Uma Nova Concepção”.  O pianista estuda o músico Luiz Eça desde 2004. Admirador e estudioso da obra de Eça, Diogo teve grande influência do mestre em sua forma de tocar e improvisar ao piano. Em 2007, tornou-se mestre em música ao defender a sua dissertação sobre Luiz Eça. Como fruto de sua pesquisa, gravou um CD com as obras do Luizinho, o qual foi reconhecido como uma importante releitura do trabalho de Eça pela crítica. Ao lado dos músicos Bruno Rejan e Di Stéffano, Diogo Monzo propõe apresentar um concerto em homenagem a Luiz Eça, que neste ano de 2021 completaria 85 anos.

Erika Ribeiro (Brasil). Uma das artistas mais expressivas da nova geração de pianistas brasileiros. Sua musicalidade singular e versatilidade fazem com que ela seja conhecida pelos diversos estilos que aborda, tanto em sua maneira de tocar quanto nos repertórios que interpreta. Iniciou seus estudos musicais com a mãe, aos 4 anos de idade. Doutora em Música pela Universidade de São Paulo (USP), realizou especialização em piano na Hochschule für Musik “Hanns Eisler” Berlim e aperfeiçoamento na Écoles d’ Art de Fontainebleau, França. É vencedora de dez concursos nacionais de piano, entre eles o 3º  Concurso Nelson Freire. Tem se apresentado como solista e camerista nas principais salas de música do Brasil. Seu disco com a violinista americana Francesca Anderegg intitulado “Images of Brazil” foi lançado internacionalmente em 2018 pelo selo Naxos Latin Music Series, e recebeu elogiosos comentários da crítica especializada.

Fábio Oliveira (Brasil). Natural de Joinville, é pianista, compositor, intérprete, arranjador, integrante da Joinville Jazz Big Band, pianista na Escola do Ballet Bolshoi no Brasil e dirigente fundador do projeto de música instrumental Trio Babitonga. Entre as parcerias realizadas nos últimos cinco anos, destaca-se a participação no último álbum do baixista itajaiense Arnou de Melo (nome expressivo na música catarinense). No Pianístico, vai homenagear pianistas como Michel Petrucciani, Bill Evans, Chick Corea e Tom Jobim, ao lado dos músicos Rafael Vieira (bateria) e Rafael Calegari (contrabaixo), no Trio Babitonga.

Izabela Pavan (Brasil). Natural de Belo Horizonte (MG), é bacharel e mestre em Música (Piano) pela UFMG. Desenvolve pesquisa de doutorado sobre o Método Suzuki de Piano no Programa de Pós-Graduação em Música da UFMG. Nos últimos anos, dedica-se à área da Pedagogia do Piano, promovendo e participando de cursos de capacitação de professores. Professora do Ecos Centro Musical desde 2013, lecionando piano para crianças a partir dos 3 anos de idade e, desde 2016, integra o corpo docente da Escola de Música da UEMG, atuando nos cursos de graduação e na extensão. Como pianista, foi premiada em importantes concursos nacionais e atua regularmente como camerista.

 

14set

Um horizonte melhor na saúde

José Tadeu Chechi, diretor-geral do Hospital Dona Helena

O enfrentamento da pandemia mobiliza o planeta há quase um ano e meio. Ainda teremos enormes desafios, com inúmeras dúvidas quanto aos impactos dessa crise no longo prazo. A vacinação evolui e traz um alento. Espera-se que o segundo semestre traga uma redução nas graves estatísticas que vimos nestes últimos meses, mas será necessário que a população mantenha a atenção aos cuidados aprendidos no dia a dia, tão elementares, para evitar o risco de uma nova onda.

Para as instituições hospitalares, a pandemia trouxe um aprendizado muito intenso, na busca da desejada superação desse período difícil. Do ponto de vista da gestão, entre outros aspectos, a fim de garantir o atendimento da demanda crescente, tomamos a iniciativa de ampliar os estoques de insumos, que não poderiam faltar. Ao mesmo tempo, revisamos protocolos e fortalecemos o treinamento das equipes. Hoje, só podemos enxergar um cenário melhor porque nos preparamos para isso.

Uma questão a se consumar é a volta à normalidade nos atendimentos médicos de modo geral. Neste momento, segundo aponta a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), o mercado de saúde vive uma inflexão, depois da queda na procura por procedimentos verificada no auge da pandemia. Em função do isolamento social, tratamentos foram interrompidos, muitas pessoas deixaram de fazer exames preventivos. Os hospitais estão se preparando para um cenário de aumento de casos de doenças crônicas que exigirão atenção. Outro suporte necessário deverá estar voltado a lidar com as perdas emocionais, psiquiátricas, nas milhares de famílias afetadas pela Covid-19. No Dona Helena, implantamos um programa chamado “Vc de Bem”, com a preocupação de manter a saúde mental dos funcionários.

É mais do que previsível, daqui em diante, o aumento da demanda por serviços de saúde, o que exigirá das instituições a oferta de novos mecanismos que permitam o acesso a consultas e exames, por exemplo, a custos mais acessíveis, garantindo tratamento de qualidade. “É nítido o anseio da população para ter acesso à saúde. Com o cenário atual, torna-se ainda mais necessário termos outras formas de entrada no sistema que deem às pessoas mais possibilidades de escolha”, sustenta a FenaSaúde. O Dona Helena está atento a essa expectativa, e lança, neste mês, seu cartão de fidelidade, chamado Clube +Saúde Dona Helena. Ao tornar a saúde mais acessível, estamos cumprindo nossa missão.

14set

“A crise é propulsora dos ciclos de crescimento”

ENTREVISTA/JOSÉ TADEU CHECHI

Nos últimos anos, o setor de saúde vem passando por sensíveis readequações no Brasil, em decorrência, por exemplo, de mudanças na gestão das operadoras que atuam nesse mercado, cada vez mais competitivo. “Esse contexto exige uma velocidade de reação cada vez maior”, anota José Tadeu Chechi, diretor-geral do Hospital Dona Helena. Também há o fator pandemia – o enfrentamento constitui um desafio ímpar para as organizações. A resposta do Dona Helena a tudo isso, segundo o diretor, tem sido a de se preparar para o futuro. “A história ensina que as grandes crises servem de mola propulsora para novos ciclos de crescimento”, reflete, enxergando a oportunidade de colocar em prática as diretrizes do planejamento estratégico do hospital, que mira na expansão e no desenvolvimento de novas especialidades, com ênfase para a oncologia. Outro ponto: a oferta de novas modalidades de acesso aos serviços de saúde da instituição, por meio de ações como o programa de fidelidade que está sendo lançado neste mês, chamado “Clube + Saúde Dona Helena”.  Trata-se de um cartão de descontos em serviços do hospital e parceiros externos, com ênfase em consultas, exames e terapias. Haverá duas opções de vínculo: o clássico e o premium, com mensalidades a partir de R$ 15, para cartão individual, familiar ou empresarial. Na modalidade premium, além da tabela diferenciada em consultas, exames e terapias, o paciente terá acesso a uma rede de parceiros em outros segmentos, como acupuntura, oftalmologia, óticas, farmácias, veterinário e seguro de vida, além de assistência funeral e cobertura por morte. Veja outras opiniões do diretor, nesta entrevista.

Alta complexidade

“Estamos consolidando o Dona Helena como centro de saúde voltado à alta complexidade. No ano passado, o hospital investiu em modernização, com a compra, entre outros, de novos equipamentos de hemodinâmica e tomografia computadorizada, além de todo o aparato de suporte. Também ampliou a gama de especialidades disponíveis em seus ambulatórios. Queremos preparar o hospital para um novo momento de crescimento, tornando a saúde mais acessível para a população.”

Aprendizados da pandemia

“Para as instituições hospitalares, a pandemia trouxe um aprendizado intenso, na busca da desejada superação desse período difícil. Do ponto de vista da gestão, entre outros aspectos, a fim de garantir o atendimento da demanda crescente, tomamos a iniciativa de ampliar os estoques de insumos, que não poderiam faltar. Ao mesmo tempo, revisamos protocolos e fortalecemos o treinamento das equipes. Hoje, só podemos enxergar um cenário melhor porque nos preparamos para isso.”

O Clube + Saúde

“Nosso objetivo, com este programa, é atender a um paciente que não tem plano de saúde, ou que tem, mas não é extensivo ao dependente, e quer garantir ao familiar o acesso a serviços de saúde do Dona Helena. O apelo à saúde aumentou, com a pandemia. Cada vez mais, as pessoas estão valorizando a saúde de qualidade. Nossa missão é garantir essa condição de forma mais acessível. O cartão também irá contribuir para desonerar um pouco o setor público, que enfrenta dificuldade para atender à demanda. À medida que o programa for se consolidando, poderemos ampliar um pouco o leque de serviços, enriquecendo as possibilidades. Aos poucos, vamos conhecer melhor o perfil desse cliente.”

Nova onda da pandemia?

“Ninguém espera que isso aconteça. Se ocorrer, estaremos preparados. Entre outros pontos, já temos a possibilidade de redirecionar funcionários de áreas produtivas para outras áreas relacionadas à Covid-19, como fizemos em março, abril e maio do ano passado, quando o centro cirúrgico deixou de atender a cirurgias eletivas e o pessoal foi capacitado para as UTIs. Uma palavra resume o hospital, hoje: mobilidade. Temos mobilidade para nos adaptar a vários cenários. Vamos reativar em torno de 40 leitos, até para dar conta de atendimentos represados ao longo da pandemia. Podemos otimizar o uso dos recursos baseado nas mudanças de protocolos que fizemos.”

O pior já passou?

“Estamos entrando em um momento de estabilização do quadro, o que é bastante positivo. O caminho da vacinação, sem dúvida, é fundamental, mas todos ainda devem manter os cuidados conhecidos para evitar o vírus. No hospital, o afastamento de funcionários por conta da Covid-19 praticamente desapareceu. A vacina, vale lembrar, não é garantia de que você não vai pegar doença, mas, se pegar, o impacto será menor. Muita coisa ainda vai acontecer, mas, havendo um avanço na vacinação, como anunciado, a tendência é de um segundo semestre melhor. O primeiro semestre foi difícil para todo mundo. A expectativa é de um segundo semestre mais previsível. O problema é que as pessoas estão falando muito fala muito da Covid-19, mas teremos problemas de tratamentos que foram interrompidos, pessoas que deixaram de fazer exames preventivos. A doença não espera. A gente está se preparando para um cenário de aumento de casos de doenças crônicas que estavam sendo tratadas de uma maneira e agora estão sendo tratadas de outra maneira porque todo mundo evitou vir ao hospital.”